Diário de Guerra

31 Capítulo 31 - Epílogo


Notas iniciais
Ai Meu Deus, é a despedida mesmo? Não acredito que consegui chegar até aqui, mesmo depois das turbulências que vivi esse mês, essa sem sombra de dúvidas foi a melhor fase da minha vida como escritora amadora. Conheci pessoas incríveis e inteiramente gentis e ótimos escritores, tenho um carinho imenso por todos que comentaram, favoritaram, recomendaram ou que somente acompanharam, vocês são mais do que dez, são MIL! Palavra do dia: HABENA Boa Leitura!

8 de Maio, Moscou, 1945.

Meus meses de guerra funcionaram como uma habena que freava minhas atitudes e açoitava meus sonhos. Perdi as contas de quantas vezes me peguei pensando se sobreviveria, se voltaria a ver meus familiares, minha esposa e agora minha filha.

Hoje posso dizer que sou mais feliz, mesmo sabendo que o sofrimento da guerra ainda não havia de fato terminado, eu estava em paz comigo mesmo.

—No que tanto pensa? – Nádia sentou-se ao meu lado me entregando uma caneca com um chá.

—Em tudo, em todos esses anos longe do caos. – Suspirei.

—Sei que ainda pensa sobre aquele horror que vivenciou, mas Kath e eu estamos aqui para você. – Ela se aconchegou em meu abraço.

Fechei os olhos e senti o vento leve bater em meu rosto, aquela paz que eu sempre quis.

—Nikolai? – Meu irmão mais novo surgiu na varanda. – Já está sabendo?

—O que houve? Nossa mãe está bem? Fale logo! – Desesperei-me.

—A guerra, irmão! A guerra acabou! – Os olhos de meu irmão sorriram.

Olhei para Nádia e ela sorriu, peguei Kath nos braços e as abracei.

Hoje, juntamente com a guerra, me despeço apenas esperando novas histórias para contar.

Com amor, Nikolai

Notas finais
Obs: Existem diversas datas que foram consideradas como o término da guerra, escolhi essa devido a minha sorte com o número 8... FOI UM PRAZER TER VOCÊS JUNTO DE MIM NESSA CAMINHADA! Que venham outros desafios AMÉM ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!