Diário Zumbi
2 Capítulo 2 "Um longo caminho para casa"
—Merda, ela é muito pesada! — Falei tentando tirar ela de cima de mim, eu achava a todo o momento que ia morrer, estava cansado, porém no meio de uma situação tão estranha como aquela eu soltei uma gargalhada, como se estivesse recebendo cócegas, o motivo desconheço até hoje.
—Hahahahahahahaha- Eu estava insano, acho que essa foi uma forma que a minha mente achou para fugir daquilo tudo. Pois os Seios dela eram enormes e estavam na minha cara, aquilo tirou minha atenção de fato, mas voltei à tona.
Estava quase sem forças, ela emitia um grunhido estranho parecia um animal. Tabto ela quanto seu halito eram insuportáveis, podres. Tão podres que me deu ânsia.
Ela estava a cada momento aproximando sua boca fétida de mim, eu a empurrei, mas sem êxito, ela voltou ainda mais forte e com mais gana do que antes, eu pensei: ~Merda, eu vou morrer pra um puta peituda, ainda mais sou virgem~
A todo o momento achando que ia morrer, ou algo do tipo. Lembrei que já tinha feito umas aulas de jiu jitsu no verão do ano passado pra me defender do Bob e sua turma, os valentões do colégio. Mas não deu em nada,porém algo de bom absorvi de tudo isso, percebi que ela tinha aberto a guarda, e tinha como empurra-la para longe, e fiz isso. Empurrei-la para o canto, o que não foi muito, pois eu não tenho forças para tal, todavia foi suficiente para ela sair de cima de mim, escorregar no sangue, bater a cabeça no mármore do banheiro e quebrar o pescoço.
>Crack!
Foi o Som do pescoço dela quebrando, me afasto bruscamente me encostando na parede com os olhos bem abertos olhando para o corpo inerte dela. Fico sem ação por 5 minutos, depois ponho as mãos na cabeça e falo:
— Merda, eu matei a mulher, e agora?
Ainda com as mãos na cabeça começo a chorar de arrependimento, esqueço completamente o fato de que a mulher estava me atacando e que eu poderia alegar legítima defesa, mas não durou muito pois logo em seguida escuto um som brusco próximo a mim. — Retiro as mãos dos olhos e vejo que a mulher se levanta, não só ela, mas também o corpo do qual a mesma estava ajoelhada quando entrei no banheiro. Eles levantavam-se lentamente, de uma forma muito macabra, mesmo com o pescoço quebrado, ela se levanta esgueirando aos cantos tão morbidamente que gela a minha espinha dorsal.
— Deus, que droga e isso? Era pra você estar Morta!-
Eu não penso duas vezes e saio correndo do banheiro, corro pelo corredor em direção ao elevador, eu o chamo, mas ainda esta no 1° andar, os dois ainda não chegaram, porém eu estava muito aflito e morrendo de medo. O marcador do elevador diz que ele esta no 5°.
— Isso faltam quatro, vai logo merda, merda, merda, merda –
O silencio toma conta por alguns segundos quando sou surpreendido pelos os dois arrombando a porta do banheiro, vindo em minha direção pelo corredor. Meu medo só faz aumentar eles não andam muito rápido, entretanto o corredor não era tão grande assim, eles poderiam chegar em instantes. Penso em correr, mas o elevador já está chegando, é uma saída melhor.
Ela ainda estava nua. O que outrora era excitante agora está se tornando assustador... O corpo deles eram muito deformados, e isso não me agradava nada.
Eles estão cada vez mais perto de mim, e o elevador finalmente chega, ao abrir as portas eu levo um susto, e dou um grito...
— Aaaaaaaaaaaaaaaaah! Puta merda! –
O Porteiro de cabelos grisalhos, que não estava na portaria, sai do elevador, com uma lanterna na mão, presumo que ele não saiba de nada, Pois ele age naturalmente. Ele não vê os dois vindo à nossa direção, ele põe as duas mãos sobre os meus ombros, eu fico em estado de choque, e não consigo falar nada, minha boca trava.
— Meu Jovem, o que está acontecendo? Eu ouvi gritos vindos daqui-
Eu Não consigo Falar, fico parado sem poder fazer nada e eles se aproximam de nós.
— Atra- atraaa-
A única coisa que sai da minha boca. Os meus lábios e mãos tremem repetidamente, eu suo frio, minhas pálpebras ficam pesadas, meus dedos entortam, e o suor escorrem entres eles, a voz do senhor vai sumindo aos poucos, eu vejo tudo em slide motion, provavelmente eu iria desmaiar naquele momento, só que tomo ar e volto ao normal. Mas vejo que já é tarde demais.
—Meu jovem o que esta acontecendo? Me di--
Ele leva uma mordida da mulher, e em seguida do outro cara, ele os derruba no chão e começam a devora-lo, e só ouço os gritos de dor do coitado, e tudo aquilo era minha culpa, aquilo foi aterrorizador
Fiquei olhando que nem um idiota, até que um deles olha pra mim e começa a se levantar, eu dou dois passos para trás e corro em direção as escadas, desço correndo, e ignoro o aviso de:
(Cuidado, Piso Molhado).
Eu corro irracionalmente, mesmo sabendo que eles já não podem me achar, mas o meu medo fala mais alto que eu nem penso nisso. Corro, corro e corro, já devo estar no 4° andar quando escorrego, caio no chão e desmaio...
Ao acordar, sinto uma grande dor na cabeça, eu passo a mão e sinto que esta machucada, eu olho para a mão e vejo sangue, mas fico aliviado quando percebo que foi devido à queda e não por aqueles “Monstros”.
Olho para o relógio, e são 7:00PM, penso:
~O Meu Deus, a minha família... Eles devem estar preocupados, já esta de noite, por quanto tempo eu fiquei aqui? Ai minha cabeça ~
Então eu corro até a porta de saída da escadaria, que da na recepção, mas a porta está trancada, eu chuto a porta e machuco os pés, dou meio volta e vou para a outra porta que da no corredor, vai demorar mais para chegar à recepção, mas é a única saída acessível. Saio da escadaria e vou para os corredores, ao abrir a porta sinto um grande odor vindo de lá, entro e vejo os corredores repletos de corpos, porém nenhum se levanta, eu ando sobre eles com certo medo, mas nada acontece.
Ao chegar a recepção, um silencio ensurdecedor toma o lugar. eu abro a porta da saída e saio cautelosamente, e mesmo à noite a luz de fora incomoda os meus olhos, sigo em frente.
A Cidade está um caos, há carros em chamas, árvores caídas corpos também carbonizados, o terror toma o lugar, o ar está denso, eu não vejo nenhum ser vivo, e por hora também nenhuma daquelas coisas, ainda bem. Começo a andar sem rumo, tentando chegar em casa, quando me deparo com uma frase escrita em sangue na parede de uma lanchonete.
“Os nossos viraram-se contra nós, tudo por culpa de nossa blasfêmia, os mortos vivem, e os vivos morrem”
E tinha algo em outra língua, ou não, eu só não entendia. A minha ficha cai, e percebo que tudo é real, tudo o que eu ouvi falar sobre os mortos vivos realmente se tornou real, eu fiquei meio feliz, por que a maioria dos otakus amam zumbis, um sorriso maléfico e antipático, domina o meu rosto, mas por um lado, eu fiquei triste, pensei na minha família, amigos e na guria que eu amava, porém sigo em frente rumo minha casa.
Do colégio para a minha casa são aproximadamente 1hr30min de carro, mas a pé é obviamente muito mais longe, quase o dobro, e com tudo isso acontecendo o tempo vai aumentar, então procuro um meio de transporte.
Andei 15 minutos até achar uma bicicleta, mas ela está um pouco longe e há uma daquelas coisas por perto, eu me escondo. Eu tinha que pega-la, pois sem ela ia demorar muito pra chegar em casa.
Sentei-me no chão e comecei a pensar, mas não veio nada em minha cabeça, a única saída era ir atrás dele mas eu não poderia ir com as mãos nuas. Olhei para o lado e vi uma varanda com um cercado feito de metal com as pontas afiadas, tentei arrancar sem fazer nenhum barulho, em seguida bater na cabeça dele e segui em frente, mas a vida é uma caixinha de surpresas. Puxei o haste de metal que estava meio solto, arranquei mas o som causado atraiu o zumbi, ele não era igual ao os dois anteriores, ele era rápido, estava correndo igual a um homem sadio.
Eu cai no chão e me levantei rápido, sai correndo na direção oposta da dele, mas ele era muito rápido, nem parecia que estava morto, eu corro olhando pra ele até que caio novamente no chão, e ele pula em cima de mim, ao tentar me defender aponto o haste de metal e o atravessa o peito, porém para o meu azar, ele não morre, pelo contrario ele se aproxima mais. Com as mãos seguro forte o haste e empurro-o com os pés. fiquei nisso por alguns minuto, até que uso a cabeça e deixo ele se aproximar o máximo possível e depois eu empurro com toda a força que tenho, e ele vai para trás, me levanto rápido e enfio o haste de metal no pescoço dele varando o chão, ele ainda esta “vivo” se mexendo freneticamente, procuro algo pra bater na cabeça dele, olho para o lado e vejo uma pedra enorme, e quase impossível levanta-la, mas eu consigo. Ponho acima da cabeça sobre os meus peitos e a solto, espatifando a cabeça dele em mil pedaços, melando os meus pés de sangue, eu descanso um pouco e vou até a bicicleta.
Começo a pedalar. 5 Minutos depois, um pouco cansado e com medo andando olhando para os lados sigo em frente, e me lembro de um atalho, que me dará mais tempo para chegar em casa. é um beco, um beco grande, eu entro nele. Ao sair tomo um susto, me deparo com uma Horda, ao levar um susto eu digo:
— Puta que pariu to morto –
Fim Do capitulo Dois.
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