Notas iniciais
Mais uma One-Shot minha, espero que gostem.

Olá, aqui quem escreve é Scorpius Malfoy. Pai de Rosie Malfoy-Weasley e Roseanne Malfoy-Weasley, gêmeas. Casado há 50 anos com Rose Weasley-Malfoy. Aqui vou contar a vocês, como eu e ela nos conhecemos.

Era meu terceiro, e ultimo, graças a Deus, ano em Hogwarts School. Uma escola muito boa daqui de Nova York. Eu e Rose nos conhecemos lá. Ela estava no segundo ano, e era uma ruiva totalmente marrenta, e linda. Todos os dias quando eu estava com o primo dela, meio-irmão meu, ela vinha falar com a gente. Eu ficava olhando para aqueles olhos verdes penetrantes e viajava. Num desses dias, eu levei o primeiro, de muitos, tapas dela. Nós três estávamos conversando, e eu perdido na orbita dos olhos dela, dei um beijo. Ela, claro, ainda não estava sob os meus encantos. Vamos lá, vou contar essa história pra você.

Minha vida começa assim:

Minha mãe, Astoria Greengrass Malfoy se casou com meu pai, quando os dois tinham vinte e poucos anos, três anos depois, eu nasci. Minha mãe era uma policial, como a maioria dos Nova Yorkinos, e nós tínhamos uma vida ótima. Meu pai é dono de uma empresa de finanças, onde trabalhavam Gina Weasley ~mãe do meu querido meio-irmão~, ela era casada com Harry Potter, um chefe de policia daqui. ~Tio Harry pros mais chegados~. E tinha o senhor e senhora Weasley, os pais da Rose. Ronald Weasley e a tia Mione. Tia Mione também trabalha na empresa do papai, e o tio Ron é policial. Enfim, nós somos as três famílias mais ricas de NY. Nós e mais uns 50% da cidade. Mas enfim, temos uma relação boa, somos uma grande família. Papai, tio Harry e tio Ron estudaram juntos, mesma faculdade, e conheceram as mulheres no mesmo lugar, e foram casando um atrás do outro. Rose e Hugo são filhos do tio Ron, James é do tio Harry e tia Gina e eu sou filho de Draco Malfoy e Astoria Greengrass. Os pais da tia Gina e do tio Ron tem mais cinco filhos, o Carlinhos, o Gui que é casado com uma francesa, a Fleur, e tem três filhos, a Vic, a Domi e o Louis, depois tem o Percy que é casado com a Audrey e tem duas filhas, a Lucy e a Molly, depois o tio Fred que é casado com a Anne e tem a Samantha, e o tio Jorge com a tia Angelina que tem o Arthur. Vovô Arthur e a vovó Molly já são velhinhos e moram com o tio Carlinhos que é solteiro na Romênia. Os avós do Jay moram em Londres, e de vez em quando a gente aparece lá pra fazer uma festinha, eles são o vovô Tiago e a vovó Lily. E tem os meus avós que são a Narcisa e o Lucio Malfoy, são meio caretas, mas são legais. Dão presente pra família toda, e quando eu digo família toda, são todo mundo mesmo, os Potter, os Weasley, e a mim. rç

Enfim, há uns três anos atrás, minha mãe e o tio Harry morreram em uma perseguição contra uns caras barra pesada, e meu pai e a tia Gina se casaram. Desde então, moramos todos juntos. Eu, Jay e os dois. Depois chegou a Lily Luna, nome dado por causa da amiga dos nossos pais, Luna Lovegood Longbottom, que é casada com o Neville Longbottom, um naturalista. Os dois têm três filhos, o Lorcan e o Lysander que são gêmeos e a Anne. Jay era gamado na Anne, e a Anne é a melhor amiga da Rosie, é por isso que o nome da nossa pequena é Roseanne.

Acho que o motivo principal da Rose não gostar de mim, é porque eu era muito galinha na escola, e era mesmo. Mas, quando num Natal ela veio aqui, eu me apaixonei e gamei nela.

Era Natal e minha linda família vinha pra cá. Os Weasley, os Potter, e os Malfoy. Sempre era bom ter eles por perto. Mas, nesse Natal eu não sabia que as coisas iam mudar, e eu simplesmente comecei a arrumar a arvore, conforme Astoria Greengrass Malfoy me mandou. Eu e Jay estávamos arrumando e eu perguntei:

- Ei cara, será que a depois da ceia seus pais nos deixam ir naquele pub do fim da rua? – perguntei enquanto colocava o enfeite maior na ponta da arvore

- Ah sei lá hein, do jeito que minha mãe é preocupada, acha que sempre vai acontecer algo ruim. – disse o moreno colocando os enfeites pequenos nas pontas

- Ah, e será que tem algum jeito deles deixarem? – perguntei dobrando a escada

- Ah, só se a Rose Weasley-certinha for. Minha mãe confia cegamente nela. – disse ajudando o loiro a colocar a escada no sótão;

- Ah... A sua prima ruivinha linda e gostosa? – perguntou Scorp com um sorriso maroto no rosto

- É cara, e você sempre pergunta isso. Deixa o Hugo ouvir. – eles riram e fecharam a porta atrás deles e viram Astoria chegando com presentes e a comida, e os avós de Scorpius.

- Olá crianças. Como vão? – perguntou Lucio abraçando os dois

- Muito bem vô, e vocês dois? – disse o loiro abraçando a avó

- Bem. Então, quem mais vem para ganhar presente? – perguntou Lucio colocando os presentes na mesa e saindo para onde os garotos estavam arrumando a arvore

- Ah, os Potter e os Weasley. Todos vovô. – eles riram e foram se sentar ao redor da lareira que agora ia aquecer os dois, que pegavam os copos de chocolate quente que a mãe do menino trazia.

- Ah, Narcisa posso falar com você? – perguntou Astoria enquanto saiam da sala e iam para o escritório de Draco

- Diga querida. E ah, sua casa esta linda, como sempre. – disse a mulher sentando em um dos sofás.

- Obrigada Ciça. Ah, bem, eu vou ter que trabalhar essa noite. – disse a morena se sentando em um dos sofás a sua frente

- Oh, mas é noite de ceia. Ah, Draco não vai ficar feliz. Não há como mudar? – perguntou à morena que tentou formular um miúdo sorriso

- Ah, ou é hoje ou no ano novo, então preferi hoje. No Ano-Novo Draco ia ficar mais bravo ainda. – disse Astoria

- Ah é mesmo. Bom, eu te ajudo a fazer as coisas, vamos? – disse se levantando

- Vamos. E obrigada. – disse pondo se em pé em direção a sala.

Os meninos brincavam com o avô e sorriam então as duas foram para a cozinha ajudar a empregada da família a cozinhar. Quando o jantar já estava servido, e os convidados já haviam chegado e se sentavam a mesa, Astoria já estava indo. Então Harry disse:

- Ast, acho que vou com você, tenho turno hoje. – disse o moreno dando um beijo em Gina e saindo com Astoria.

- Tenho medo que eles não voltem. – disse Gina olhando para Jay e Scorp que comiam e faziam brincadeiras

- Eu também. – disse o loiro

Quando o jantar já estava acabando as crianças foram para perto da lareira, nevava muito aquela noite. Quando já batia meia-noite, os Weasley se despediram, e só sobraram Gina, Jay, Scorp e Draco. Lucio e Narcisa tinham saído alguns minutos antes.

Quando Gina ia indo embora, Jay pediu para dormir ali, e ela assentiu. Saiu e foi para o seu carro.

Eram três e meia da manhã quando policiais bateram a sua porta, e disseram que ela precisa ir com eles ao hospital. Gina se preocupou, mas foi. Quando chegou lá, Draco, Scorpius e James estavam lá, o moreno correu abraçar a mãe, como uma criança que quer se esconder do perigo. Perguntou o que estava acontecendo à Draco, que também não soube explicar, então esperaram até o medico vir, e lhes explicar.

Pediu que Hermione pegasse os meninos no hospital e os deixasse em sua casa até saberem o que estava acontecendo. Assim que os dois saíram o medico lhes deu a noticia.

- Sr. Malfoy, Sra. Potter, por favor, me acompanhem. – disso o médico saindo da sala onde ele permaneceu por todo o tempo em que estiveram lá.

- Ah, os cônjuges de vocês dois, eram policiais, correto? – disse o médico apontando a cadeira aos dois, que se sentaram.

- Sim. Harry era chefe de policial, e Astoria era uma das policiais de campo. Mas o que aconteceu Doutor?

- Astoria e Harry morreram em uma perseguição. – disse o medico que agora fitava os dois ali sentados. Gina tinha a cabeça no ombro de Draco e chorava. Draco por sua vez, deixou escapar algumas lagrimas e depois disso, tornou a falar.

- Ah, já reconheceram os corpos? – perguntou fitando o chão.

- Os outros policiais que participavam da perseguição reconheceram e avisaram os senhores. – disse o medico pegando uma prancheta em sua mesa

- Há algo que devemos fazer? – perguntou a ruiva

- Apenas peço que os senhores preparem os funerais, e depois estão dispensados. – o medico tornou a dizer

- O.K. Obrigado doutor. – disse Draco segurando Gina pela cintura.

Quando os enterros terminaram minha mãe estava desolada. Eu nunca tinha a visto chorar tanto quanto nos meses seguintes. Haviam se passado três meses, e ela ainda chorava. Decidimos tirar as coisas de meu pai de casa e doa-las. Pelo visto, tio Draco também.

Eu sabia que a situação estava difícil em casa, mas eu tinha que segurar as pontas.

Eu e Jay passávamos dias e dias tentando animar nossos pais, mas tivemos uma ideia melhor. Juntar ia melhora-los. Então, um dia eu e Jay decidimos fazer um jantar para nós quatro. Nossas avós nos ajudaram e depois disso, eles se casaram.

Alguns meses se passaram...

Eu e Rose não nos falávamos muito, mas nós tínhamos uma relação legal, ela me ajudava sempre nas aulas, mesmo sendo mais nova. Rose sempre fora uma menina muito inteligente, e ela sempre ajudara eu e Jay. Ela sempre ia a casa pra nos ajudar, e depois de muito estudar, Jay ia pra casa da Anne e nós ficávamos sozinhos.

Num desses dias era sábado, eu e Jay normalmente íamos pra balada. Nesse dia, eu não fui. Jay foi pra casa do primo dele, o Arthur. Ele ficou na casa do tio dele, e ficaram jogando videogame até tarde, e depois voltou pra casa.

Fui acordado com o toque estridente do meu celular.

- Alô? — falei ainda de olhos fechados

- Scorp? — era Rose.

- Rô? São 2h32 da madrugada. Diz o que quer. — disse olhando no relógio da escrivaninha.

- Scorp, eu tô com medo. — disse em um tom que os pelos da minha nuca se eriçaram

- Rose, onde você tá? — perguntei despertando do sono e sentando na cama, Jay entrava no quarto ao me ouvir falar no celular.

- Eu tô perto daquela arvore no central Park, sabe a arvore que a gente se encontrou? — ela disse, a voz dela transmitiu medo, ela estava chorando.

- Sei. Dê-me dez minutos, estou indo pra aí. — disse ainda com o telefone ligado e colocando uma calça de moletom e um tênis.

- Scorp, vem logo. Tem uns caras me olhando. Eu to com medo, Scorp. — ela estava suplicando a mim

- Calma, olha fica perto da nossa arvore, eu chego aí logo. Enquanto isso, liga pro Jay, ele vai te acalmar enquanto não chego aí. — eu disse e peguei as chaves do meu carro.

- Pai? — gritei. — Tô pegando a chave do carro. Depois o Jay explica.

Quando eu sai do portão de casa cantando pneus eu só pensava no que Rose podia estar fazendo fora da casa dela há essas horas. Meu Deus, ela corria perigo. Eu estava a mais de 150 km/hr, e agradeci mentalmente por não haver carros nas ruas de Nova York naquela madrugada de sábado. Normalmente, eu estaria em uma balada, junto com o Jay, mas nossos pais disseram que nos períodos de provas, não iríamos sair. Quando eu cheguei ao local onde minha rosa se encontrava

Ela estava encolhida, junto a nossa arvore. Corri até ela e fui pego de surpresa por um abraço aconchegante. Ela tinha chorado. Quem poderia ter feito isso.


- Ruiva, vai me contar o que aconteceu? — perguntei colocando minha jaqueta em volta dela e a colocando gentilmente no banco do carona do carro. Nevava, devia estar uns — 3°.


- Comarco. Eu me recusei a ir pra cama com ele, então ele me mandou sair do carro. Estávamos voltando dos Pubs. — ela disse e eu senti que deveria acabar com a raça desse abutre.


- Vamos. Vou te levar pra sua casa. — eu disse dando partida no carro


- Não, me leva pra sua casa. Se eu chegar a casa agora meus pais vão surtar. Tia Gina e tio Draco serão mais compreensivos. Eu mando uma mensagem a minha mãe dizendo que ficarei na Anne. Por favor. — ela estava suplicando.


Eu apenas assenti. Liguei o ar do carro e fomos para a minha casa, agora mais calma eu dirigia a uns 30 km/hr. Ela estava ao meu lado e não corria perigo. Eu a vi mandar uma mensagem à tia Mione e uma a Anne Longbottom. Ela respondeu com um porque e dois milésimos de segundos ela já havia ligado para a ruiva e gritava a plenos pulmões que ia castrar e matar Comarco. Eu sorri e chegamos a casa, e meus pais e Jay nos esperavam.


Eles a acolheram num abraço e meu pai e Jay também prometeram castrar o filhote de carniça, chamado Comarco. Aquele nome fazia o meu estômago revirar. Minha mãe disse que Rose podia dormir no meu quarto, com a condição de que apenas dormíssemos e que Ronald Weasley não descobrisse. Eu a levei até o meu quarto e dei a ela uma camiseta do Chudley Cannons e uma calça que há tempos já não me servia. Quando ela saiu do banheiro e se deitou ao meu lado eu pude sentir aquele perfume que eu tanto amava. Morango. E uma essencial floral, sorri e a aconcheguei em meu abraço. Dormimos. Na manhã seguinte, aos primeiros raios de sol passei a mão do lado da cama e pude ver que ela não se encontrava ali. Levantei-me, fui ao banheiro, fiz minha higiene matinal e me deparei com Rose sentada a varanda do meu quarto. Ela estava fria. Devia estar ali há horas, corri peguei um dos meus cobertores e a cobri, sentando ao seu lado. Seu celular jazia em seu colo, e não pude deixar de ler o sms que ali se encontrava. "Rose, desculpe por ontem, me encontre na frente do shopping central, tenho uma surpresa. Comarco".


Ela não havia respondido. Antes de qualquer coisa, pude ver cicatrizes profundas em todo o seu braço direito. Aquilo partira meu coração. Era horrível ver a minha rosa ali, tão indefesa. Eu a peguei no colo e a coloquei na cama. Ela dormia tranquilamente, e eu passava os meus dedos quentes sobre aquelas cicatrizes.


Logo depois do acontecimento, desci para tomar café me certificando que a janela e as coisas pontiagudas não estavam ao seu alcance e pude sorrir ao ver uma morena toda descabelada entrando pela porta da mansão chamando por Rose.


- Bom-dia Annezita. — eu disse maroto


- Onde ela tá? — perguntou colocando uma mecha de cabelo atrás da orelha


- No meu quarto, ainda dormindo. Toma café e a gente já sobe. — ela assentiu e se sentou aos olhares de Jay e Gina.


- Bom-dia norinha. — disse minha mãe depositando um beijo no topo da cabeça de Anne


- Bom dia tia Gina — disse engolindo um copo de suco de laranja


- Vem Anne, vem Jay. — eu chamei subindo as escadas.


- Vai à frente, quero falar com a minha cunhada. — disse olhando pro Jay que saiu e entrou no meu quarto.


- Diz cunhado. — nós rimos

- O que disse pros seus pais se os pais da Rose chegar lá perguntando dela? — perguntei olhando para o braço dela, havia marcas também.


- Que nós havíamos vindo para cá. — disse abaixando a manga do pijama, vendo que meu olhar jazia ali.


- E que marcas são essas nos seus braços e nos de Rose? Vocês tentaram se matar? — ele perguntou sério olhando diretamente nos olhos da morena que vacilou o olhar e olhou para os pés.


Scorpius foi tirado do transe ao ouvir Jay chamando por eles no quarto. Rose se debatia na cama, devia estar tendo um pesadelo.

Eu corri até ela e segurei seus pulsos, ela gritava a plenos pulmões: “Não me machuque, eu imploro. Não, por favor. Por favor”.

- Rose, calma. – disse Scorpius tentando acorda-la.

- Rose. – gritou Anne jogando um copo de agua na cara da amiga

- Puta que lhe pariu Anne. – disse Rose tentando secar o rosto

- Desculpa, era o único jeito de te acordar. Você sabe que você não acorda fácil. – disse Anne dando uma toalha pra ruiva

- Agora, as duas vão me explicar esses cortes. – disse Scorpius pegando os braços das duas

- Scorp… Não, por favor. – disse Rose em sussurro

- Rose, eu preciso saber de tudo. Eu quero ajuda-las. – ele disse e Jay assentiu

As duas contaram que quando eram mais novas elas tiveram um problema e começaram praticar automutilação, por anos. Exatamente, cinco anos, por isso as marcas tão marcantes.

As lagrimas desciam do rosto das duas e eu tentei fazer algo, então eu abracei Rose e Jay abraçou Anne. Elas ficaram chorando até Gina bater na porta e disse que a mãe da Rose estava ali pra pega-la.

Quando saímos do quarto do Scorpius, minha mãe me esperava na sala.

- E então, vamos Rose? – perguntou minha mãe

- Vamos. Até mais gente, tchau tia Gina. – disse Rose dando um beijo na bochecha da ruiva e foi para o carro

- Filha, tenho uma coisa pra te contar. – disse Hermione dando partida no carro e saindo da casa dos Malfoy

- Fala mãe. – disse Rose olhando para a mãe seria

- Nós vamos nos mudar. – disse Hermione entrando na rua que ia para o Shopping.

- Ah mãe, quando você diz mudar, é apenas sair da nossa casa e ir para outra não é? – disse à morena, porém estava apreensiva quando ao “mudar”.

- Não Rose, nós vamos para San Diego, e ficaremos pelo menos um ano ou mais lá. – disse Hermione estacionando no shopping.

- Não, calma mãe, como assim? Porque vamos nos mudar? Não mãe, vocês não podem me deixar longe dos meus primos e dos meus amigos. – disse Rose chorando

- Eu sinto muito meu anjo, mas seu pai recebeu uma promoção e Draco disse que eu poderia arrumar um emprego muito bom em San Diego, nós vamos. – disse Hermione abraçando Rose.

- Mãe, mas e a escola. Os meus amigos. E tudo o que eu tenho aqui? – perguntou escapando do abraço de Hermione.

- Rose Jean Weasley, você vai, e nós não vamos discutir isso, esta decidido. Enquanto você morar comigo e com o seu pai é assim que vai ser. – Hermione disse em um tom autoritário que Rose só pode pedir mandar uma mensagem para Anne para eles se encontrarem no Shopping. Podia ser a ultima vez que eles iam se ver.

Quando Anne e os irmãos chegaram ao shopping acompanhado por Jay e Scorp, Rose os abraçou com se não os visse havia anos. Talvez fosse ser assim, então ela não queria desperdiçar nenhum momento desse encontro com os seus amigos. Quando ela já ia indo embora, Anne a acompanhou até sua casa e foi falar com Hermione.

- Oi tia Mione. – disse Anne dando um beijo na tia e sentando na cadeira ao seu lado.

- Oi querida. – disse Hermione deixando escapar um sorriso torto.

- Tia, queria falar sobre a viagem de vocês. Quando vocês vão? – perguntou Anne se intrometendo no meio dos livros que a morena lia

- Vamos na segunda-feira Anne. – disse abaixando o livro

- Será que poderíamos fazer uma festa de despedida pra Rose e pro Hugo? – perguntou abaixando o olhar pensando que receberia um “não”.

- Claro que podem. Mas, Anne, não se preocupe. Eu espero voltar logo, é apenas um ano. E vocês poderão se falar pela internet. – disse Hermione olhando sincera para Anne.

Foi a primeira vez que eu a perdi.

Preparamos uma festa para os dois e quando ela veio se despedir me surpreendeu com um beijo.

Eu passei um ano longe dela, nesse um ano eu deixei de ser Scorpius, o pegador. Passei a ser chamado para menos festa ainda, e pior, quase entrei em depressão. Rose nunca me fez tão bem e nem tão mal. Naquele ano, eu vi que a amava realmente.

Quando ela voltou, meu Deus, meu coração queria saltar pela boca. Queria agarra-la ali mesmo, no aeroporto. Surpreendi-me ao ver que somente ela voltou. Tia Mione cumpriu a promessa.

Quando Rose completar 18 anos ela vai poder voltar pra Nova York.

E lá estava ela, toda linda. E mais importante, só minha. Declarei-me perante todo mundo que estava ali. Minha mãe, meu pai, Jay e os Longbottom. Os Weasley também presenciaram e mandaram pra tia Mione e tio Ron. Eles nos mandaram os parabéns e queriam que fossemos para lá, em um domingo. O famoso almoço em domingo da tia Mione.

Passaram se dois anos, e eu e Rose estávamos namorando. Eu iria pra Europa cursar Música. Rose iria pra universidade de Cambridge, faria jornalismo. Ficaríamos mais ou menos uns cinco anos longes um do outro. Combinamos de nos encontrar sempre no fim do semestre, pra nunca atrapalhar os estudos.

Os anos se passavam e a saudade da minha ruiva, de Londres só aumentava. Um dia, Rose me ligou. Eram umas 3h00 da manhã.

- Rose? – perguntei ainda sonolento.

- Ooioioioi Scorp. Tá tudo bem amor? – ela estava bêbada, se não trebada.

- Rose onde é que você tá, e quanto você bebeu? – perguntei desconfiado.

- Eu glup não bebi glup. Eu to no barzinho da universidade, e adivinha quem tá aqui glup? – ela disse em meio a soluços.

- Olááááá Scorpiuszinho. Tá tudo bem cunhado? – Era Anne ah eu ia matar aquela irresponsável

- ANNE ALICE LONGBOTTOM, NÃO ERA PRA VOCÊ TÁ CUIDANDO DA ROSE? EM VEZ DISSO, LEVA ELA PRA BEBER. DIZ O NOME DO BAR ONDE VOCÊS TÃO. – eu gritei estava muito bravo com elas, como elas puderam?

- Estamos no glup Almofadinhas Bar glup, você vai vir buscar a glup gente pai? A gente ta um pouco bêbada, mas acho que eu deixei a chave do meu carro na bolsa, e perdi glup a glup bolsa. Não fala pra mamãe tá pai, se não ela surta. – eu estava a ponto de dar uma na cara da Anne, mas me controlei, acordei o Jay e fomos atrás delas

Quando eu e Jay chegamos à frente do bar era uma pequena confraternização da sala da Rose. . Entramos e encontramos as duas, peraí, a Rose tava tirando a blusa? Corri até ela e os marmajos de plantão gritavam conosco, um mal encarado até tentou discutir comigo, mas teve que correr ao banheiro. O Jay pegou a Anne e saímos da muvuca.

O Jay foi com o carro da Anne, e eu e a Rose no meu.

Quando chegamos ao nosso apartamento, eu e Jay tivemos que dar banho nas bonecas. Imagina só. Colocamos as duas na cama e fomos dormir. Quando o dia amanheceu Rose estava com uma dor de cabeça daquelas e não aguentava nem olhar pro sol, Scorpius deu uma bronca nela dizendo que ele é que era o irresponsável e não ela, e que elas não deviam ter ido pra tal confraternização sem o consentimento dos dois.

Rose e Scorpius ficaram brigando um pouco, depois ele deu a ela um remédio para dor de cabeça, e digamos que ela dormiu o dia todo. O domingo já havia acabado então decidiram levar as meninas pra universidade de volta. Scorpius não permitiu que Rose saísse sem que eles se acertassem, e sempre dava certo.

Os cinco anos dos dois acabou. Rose se formou com louvor em Jornalismo e Scorpius em Música. Tinha apenas um, porém, como é que Scorp ia para as suas turnês?

Depois de muita conversa decidiram que Scorpius ia trabalhar em uma das melhores gravadoras de Londres. E foi assim, até quando eles se casaram.

Scorpius já estava com 32 anos e Rose com 31. O casamento foi simplesmente maravilhoso, Rose usava um vestido até o joelho rodado, com uma cor meio rosa e Scorpius estava em seu belo terno cinza.

Três anos depois nasceram Rosie e Roseanne. Jay e Anne foram padrinhos da Roseanne e Dominique e Zach da Rosie.

E hoje eu escrevo nesse diário, já faz 50 anos e o que eu sinto por Rose nunca mudou. Nós moramos em Nova York ainda, e nossas meninas estão casadas e com nossos netos.

Eu agradeço o primeiro tapa que Rose me deu, os anos em Hogwarts School. Perdi minha mãe e o tio Harry, mas ganhamos as melhores coisas da nossa vida, nenhum dos dois ia querer que ficássemos infelizes. Eu e Rose hoje estamos felizes, e quem sabe um dia você possa ser feliz lendo esse diário.

Notas finais
É isso, beijinhos no tum tum de vocês ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!