Diário De Uma Paixão

19 Capítulo 19 - Fria e Bela Inglaterra


Notas iniciais
Desculpem a demora do capitulo, estava tendo muitas coisas para fazer aqui. Espero que gostem do capitulo, será um pouco mais divertido os comentários da Ronnie, e conheçam a nova familia que ela terá.
E para informar o nome do pai dela é: Charlie Gilbert, é que não relata na história. E rola gatão também viu?
Beijos pessoas lindas.

Um dia se passou, e mais outro. E agora estou em um avião, no assento de primeira classe, observando a partida de meu país, e seguindo para a linda e fria Inglaterra.

Estava, eu, em tal momento implorando para que não pudesse me lembrar de como dói deixar Justin, dentro de um hotel em Washington, com lágrimas em seu rosto e me entregando tão facilmente a outro país. Que sentido de vida, teria agora? Apenas encostei a cabeça na poltrona e dormi até que o avião desse pouso.

Acordei uns minutos antes do avião pousar e fui ao banheiro ajeitar o cabelo e a maquiagem. Voltei ao meu lugar no avião e por ali esperei a descida.

***

Ao sair pelo portão de embarque vi meu pai e sua esposa. Eu nunca fui com a cara daquela mulher, pois suas intenções com meu pai eram outras. Eu apenas dei um leve e gentil sorriso, tentado tampar as lágrimas que eu queria que escorressem pelo meu rosto. Fui conduzindo as malas até ele e o abracei.

Meu pai me abraçou forte e rodopiou-me, em seus braços, no ar.

- Ronnie – Ele transbordava de felicidade, enquanto me deixava no chão – Quanto tempo! Parece que não há vejo a muito séculos! – Ele me olhou da cabeça aos pés – O cabelo cresceu? Fez luzes? E percebi que tirou o aparelho e esta mais... LINDONA!

Eu ri em forma de gentileza – Sim, para tudo – Eu tive que me gabar um pouco.

- Olá, Ronnie – Disse Mocreia, mas como alguns preferem dizer... Mellanie. Insuportável. Era o tipo perfeito de mulher que se casa com homens ricos e dá – E distribui – o “anus”. Eu odiava o fato de meu pai ter largado minha mãe e agora está casado com uma mulher cheia de plástica pelo corpo inteiro e que não o amava.

- Oi – Um sorriso leve brotou em meu rosto mostrando todo o meu sarcasmo sobre aquela mulher.

- Como foi de viajem? Dormiu muito? Sofreu muito por ter que olhar por uma janela a saída de Kentucky? – Meu pai fitava-me

- Relataremos isso mais tarde... Assuntos confidenciais não se falam na boca do povo – Falei

- Como assim? – Meu pai olhou-me confuso.

Olhei para Mellanie da cabeça aos pés, e voltei a olhar meu pai.

- Será um grande ano... – Mellanie soou baixo, mas ainda fazendo-nos a ouvi-la.

- Eu gostaria que pudéssemos ir mais rápido para casa – Fitei meu pai, de braços cruzados.

- Já estamos indo, estamos apenas esperando Kyle.

- Quem é K... – Acabei sendo interrompida pela presença de Kyle aproximando-se de nós.

- Desculpem a demora, tentava encontrar uma vaga no estacionamento – Kyle sorriu para nós. Primeiramente: Kyle é um gato, moreno, alto, um pouco musculoso, seus lábios perfeitamente desenhados, olhos azuis claros, um sorriso branco e angelical, ou seja, um partidão perfeito para uma adolescente desesperada que ame gostosões! Segundo: Mellanie estava excitada por tal beleza de Kyle. Terceiro: Eu ainda pensava em Justin. E quarto: Eu estou cansada!

- Kyle, essa é minha filha – Meu pai me empurrou para mais perto do garoto. Ele sorriu gentilmente, educadamente pegou em minha mão e a beijou. Eu sorri.

- Ronnie, não? – Ele perguntou. Eu afirmei com a cabeça.

- Prazer, Kyle – Eu estava um pouco hipnotizada com o seu olhar tremendamente sedutor.

- O prazer é todo meu. Será que eu posso? – Ele se referia, em pegar as minhas malas.

- Sim – Eu ri boba – Obrigada.

Não demoramos por ali, Kyle havia pegado minhas malas, colocado dentro do carro e nos levou para a mansão em Liverpool. Durante o percurso, Mellanie e meu pai ficaram se acariciando, joguei a blusa por cima da cara, e tampei meus ouvidos com o fone. Deixei um espaço pequeno para a ver a vista enquanto o carro andava. Eu sentia falta da Inglaterra e isso é uma verdade. O dia era nublado, estava muito frio e as pessoas andavam elegantemente pelas ruas com sacolas de compras. Eu com certeza faria isso mais tarde para distrair a mente ou só para me lembrar de bons momentos na cidade. Eu prestei atenção em todas as mudanças que a cidade tinha. De repente meu pai puxou a minha jaqueta da cara me fazendo olhar para ele.

- Pai! – Gritei, irritada pó ele ter tirado meu momento de estou meditando vendo a cidade linda.

- Calma menina. É que vou pedir para Kyle parar o carro e comprar café e pães para comermos no café da tarde.

- Na verdade é chá. – Eu e meu pai rimos – Mas o que tem?

- Desce com ele, converse um pouco com ele, já que não tem companhia por enquanto... Que seja ele então.

- É pra mim dar em cima dele? – Levantei a sobrancelha. E meu pai fez aquele olhar de “segue em frente e pega ele” – Pai eu saí de um relacionamento, não posso sair com outro por enquanto, tudo bem que ele é muito bonito, sedutor, perfeito, fofo – Meu pai riu de mim que comecei falar super bem de seu empregado – Para, estou brincando – Eu ri – Veremos, mas desço para conhecê-lo.

- Ótima menina – Meu pai sorriu e se aproximou do vidro do motorista para avisar Kyle a pequena parada. Kyle parou numa cafeteria próxima e desci do carro. Ajeitei a calça no corpo e sorri para Kyle que se aproximou de mim.

- Como suporta aquela coisa dentro do carro com meu pai? – Perguntei sarcasticamente, Kyle riu.

- Ela é minha mãe – Kyle me olhou sério

O riso no meu rosto se desfez – Ai, me desculpa...

Kyle começou a rir – Estou brincando, odeio ela. Ela fica me tentando as vezes, mas ela é apenas uma borracha que gosta de dinheiro.

- Entendi – Sorri – Acho melhor irmos comprar o café e os pães. – Sorri para Kyle, o garoto assentiu e me conduziu a porta da cafeteria.

***

Meu pai tinha razão em relação á Kyle. Ele é bem legal, passamos um tempo conversando enquanto ele não precisasse trabalhar. Ele me mostrou o meu novo quarto, pois como o meu era o maior na casa, e acabamos os mudando, Mellanie preferiu ficar com ele, pois precisava de mais ar e espaço. É claro que ela precisa, é uma vaca gorda e enorme que tampa todo o outro quarto. Meu novo quarto não era tão grande, mas era confortável, elegante, porém simples. Perfeito para a Ronnie. Eu sorri e me joguei na cama, sentindo o mais perfeito coxão do mundo. Logo a camareira entrou no quarto e foi arrumar meu closet com as roupas.

- Ronnie – Kyle me chamou, olhando-me, enquanto eu estava desfrutando da deliciosa cama.

- Sim – Sorri de olhos fechados e logo fitei-o de novo.

- Seu pai pediu para que eu a levasse amanhã para conhecer um pouco a cidade, ou pelo menos relembrar de como era ela.

- Claro – Sorri – Seria ótimo, que horas?

- Esteja pronta as dez e sairemos

- Perfeito

- Tudo bem, eu tenho que levar o carro do seu pai pra lavar, nos vemos por aí – Kyle foi se afastando até a porta e deu um tchau de longe. Kyle havia saído do quarto e eu estava com a empregada no quarto, enquanto ela fazia o meu dever que era guardar as roupas, mas eu estava cansada e deixei que desta vez ela arrumasse. Me virei para o lado, e da minha bolsa tirei o diário.

“Querido Diário...

Que saudade do Kentucky, e não faz nem um dia que estou fora. Mas havia muitos motivos para ficar lá, Justin é o principal. Como uma mãe deixa sua filha sofrer tanto? Será que ela não percebe que eu tenho que ficar com ele? Se o problema era o dinheiro, pedisse meu pai rico para enviar a nós uma fortuna a cada mês. Isso não seria tão difícil. Agora estou aqui no quarto agindo como a filha riquinha que não faz a mala. O que Justin estaria fazendo? Pensava em mim? Poderia ser capaz, mas acho que ele poderia estar em alguma festa com os amigos dele enchendo a cara e pegando uma vadia para que se distraísse. Só não tenho certeza se ele é realmente esse tipo de cara. Mas eu queria que fosse para que não pensasse em mim. Não queria saber que ele esta sofrendo, assim como sofro por ele agora. Parecia um pouco de um momento Beck. Acabei me lembrando dele, por não ter-lhe dado adeus na noite em que ele iria embora. Aliás, ele me amava, mas me deixava pela segunda vez e isso teria que ter um ponto final. Tive que rever minha madrasta hoje. Eu a odeio de toda alma. Mulher insuportável que se casa por dinheiro e plástica. Não sei como ela acha que arrasa, e ainda por cima da em cima de Kyle, o empregado de meu pai que gosta de me dar susto e tem uma namorada imaginaria. Bobo não? Mas ele disse que é porque ele sabe que ela nunca vai larga-lo e sempre estará em seus pensamentos. Isso é profundo, parece que ele sofreu muito por alguém. Triste. Eu só não contaria da minha relação com Justin ou eu teria que me jogar em alguma rodovia Inglesa. O dia esta um pouco chuvoso em bem fria, é dia de tomar sopa com a família e rever os meus parentes – o que eu não estou muito afim de fazer. Será um grande ano, ou anos aqui nesse país. Terei a mim mesma de desejar sorte, e começarei a escrever cartas para Justin. É o que tenho a relatar depois de alguns dias. Com amor, Ronnie.”

Notas finais
E o que acharam? Deixem os reviews *-*
Beijos e até a próxima, irei me esforçar para escrever para vocês. xoxo ç3