Diário De Uma Bitch
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Enjoy, kisses
Quando cheguei em casa tive que ouvir aquele sermão chato da minha mãe, é incrível a capacidade dela de servir de advogada para todo mundo que não presta e nunca estar do meu lado. Mas não vou me preocupar com isso, arranjar rugas a toa para meu rostinho perfeito.
Meu pai só conversou rapidamente comigo, meu tio se orgulhou de mim hahaha, agora o foda foi ver a cara de bosta da minha irmã me olhando...
Resolvi entrar no meu ''facebook'' para ver o que tava rolando. UAU, caracas, tinha mais de 102 notificações! O que uma briga não faz né? Ou melhor, o que uma transformação não faz?
Bom metade dessas notificações eram pedidos de amizade, olhei um por um, só vou adicionar quem eu conheço. Ops, aah Marcos, acho que vou deixar seu pedido mofar um pouco aí. Vamos ver minhas notificações. Um pouco era da briga, o resto foi curtidas e comentários de quem nunca curtiu nada meu.
Vi tudo, não agradeci os comentários de ninguém, simplesmente curti, e curti alguns selecionados. Desliguei do face, antes que chamassem conversa e fui estudar, afinal, para ser uma boa bitch, tem que ser inteligente.
Passei o resto da tarde estudando, fui acabar horas da noite, assim que terminei as três matérias escolhidas do dia, fui para o curso de inglês online, terminei tarde também, assim que acabei fui dormir.
Ao acordar para ir para a escola, estava muito cansada, como dei um restart no meu guarda roupa, comprei só lingerie e estava me machucando, mas enfim, nós lidamos com dor a nossa vida toda, tanto na hora de ter de decidir entre duas coisas que amamos até a morte de um ente querido.
Tomei meu banho, passei meus hidratantes e fui escolher a roupa. Pena que não podia ir de vestido para a escola, porque se pudesse seria muita apelação com as baragas da escola. Já que só podia ir de calça, porque não causar? As barangas vão fazer o impossível para conseguir o calça que vou usar. A calça é preta e no contorno da perna, digamos assim, é transparente! A regata é azul bic com minha jaqueta de couro. Nessa produção vou usar um salto pequeno, preto é claro!
Já vestida e maquiada, bem sutil, um make nude, soltei os cabelos e quando desci, meu tio estava lá sentando, ele que ia me levar para a escola, ou meu pai estava decepcionado, ou ele e minha mãe precisavam de um momento a sós.
Fomos juntos, na santa fé dele, para quem não sabe é um carro ok? Chegando na escola, não foi como antes, mas um número razoavel de pessoas olharam, não consegui ver o grupinho de Marcos. Esperei bater o sinal e saí do carro, como uma boa bitch, saí rebolando, pouco me importando com os comentários, joguei meu cabelo de lado e fui andando até o portão principal. Quando ia entrar um grupo de meninos me cercaram cada um ergueu um cartaz, juntando todos forma a frase '' Desculpe por TUDO que te fiz, guardar magoas faz mau''. Além de tonto é burro, ''mau'' está escrito errado, é mal. Com certeza se tratava do Marcos.
Sem dúvida era ele, porque ele estava abrindo caminho com rosas vermelhas em minha direção. Me ofereceu as rosas, eu as peguei.
- Espero que tenha me perdoado por tudo. — ele disse sorrindo amarelo
- Perdou, sem sombra de dúvida. — eu disse abrindo um sorrisão
- Ótimo, então anota meu número aó — ele disse olhando para a caneta na minha mão.
- Pode falar — eu disse abrindo mais o sorriso
- É...
Na hora que ele foi falar joguei a caneta no chão e disse:
- Opa, não tenho como anotar, estou sem caneta. — disse saindo andando rebolando com as rosas na mão.
- Você disse que tinha me perdoado! — ele disse vermelho e furioso
- Mas eu te perdoei, afinal você é o amado da escola não é? — disse sarcásticamente, entrando na escola.
Desci as escadas um degrau de cada vez, para assegurar que todos vissem as rosas na minha mão. Foi quando vi um garoto, amigo do Marcos, mexendo com uma garota nerd. Apressei o passo e fui andando até ele.
- Tem algum problema com a garota? — disse parando com pose.
- E você não tem mais o que fazer? — o garoto disse virando para mim.
- Tenho, irritar um imprestável, que não tem o que fazer, que mexe com as garotas inteligentes por não chegar a altura delas, ou por não conseguir nem elas para passar uma noite, tipo você, afinal fiquei sabendo que o seu nem sobe mais, depois de terem abusado de você! — disse sorrindo de lado.
O garoto ficou vermelho de raiva, se ele levantasse a mão pra mim ia embora da escola, eu continuava sorrindo. Ele pegou no meu pescoço e me jogou na parede.
- O que você disse? Quer que eu te prove?
Me aproximei da boca dele e olhei no fundo de seus olhos. Sussurei:
'' Eu adoraria''
Ele afroxou a mão e desceu-as até minha cintura, na hora que ele ia me beijar desviei e saí, indo com passinhos rapidos até minha sala. Quando entrei vi a garota me esperando.
- O que você fez por mim foi muito gentil! Ninguém nunca tinha feito isso antes.
Olhei ela de cima a baixo. Não era um caso impossível, ela tinha um corpo legal, era bonita e o cabelo dela não estava drastico...
- Não foi nada ... Você quer ir na minha casa depois da escola? Seus pais deixariam? — perguntei curiosa
- Sim! Eles deixariam... Mas é sério? Você não vai me zuar não né? — ela perguntou passando a mão freneticamente nos cabelos.
- Acabei de te defender porque iria te zuar! Vou fazer de você a segunda garota mais poderosa da escola. A partir de hoje somos amigas! — eu disse estendendo uma mão a ela.
Ela apertou minha mão e saiu da sala, era desajeitada, ia levar um tempinho até ela se acostumar com saltos, novas roupas... Enfim. Me sentei no meu lugar e fiz a lição. As três aulas que se passaram o povo hipócrita daquela sala ficou se fazendo de ''amiguinhos'' comigo, sendo que sempre me zuavam. Na hora do intervalo as garotas da briga ficavam me encarando, fui até a cantina comprei um pirulito, sentei no banco, apoiei o pé em outro banco e a outra perna estava esticada.
Marcos passou com seu grupinho na minha frente, ele puxou a garota com quem briguei e meteu-lhe um beijo. Sorri de lado dei uma longa chupada no meu pirulito, fingi deixar minha bolsa cair, me virei e empinei a bunda para pegar minha bolsa. Joguei meu cabelo de lado, peguei a bolsa, coloquei-a sobre a mesa, e sentei com a perna aberta, nem tão aberta é lógico. Assim que o beijo parou, ele me olhou, eu estava de olho em um garoto gatinho que fazia música, Marcos me olhou e ficou indignado. Saiu andando bufando para o banheiro masculino.
Me levantei e passei do lado do garoto da música, me esbarrei nele ''sem querer'', ele pegou na minha cintura, eu olhei no fundo dos olhos dele. Por incrivel que pareça uma palavra não bastava, simplesmente nos beijamos, mas exatamente no momento em que o Marcos saia do banheiro. Ele ficou paralisado olhando aquele beijo de língua que ele não me deu. Passou entre a gente, interrompendo o beijo, dizendo que era errado beijar na escola. Olhei para ele, tirei a caneta que eu havia prendido meu cabelo, peguei a mão do menino, e disse, escrevendo na mão dele:
- Meu número.
Joguei meu cabelo de lado e saí rebolando para o banheiro. Vi que a garota que ia ajudar estava lá atrás.
- O que tá fazendo aqui sozinha? — perguntei indo até ela.
- Ninguém quer ficar comigo no intervalo.
- Isso vai mudar, eu te prometo! — disse pegando ela pelo braço — Vamos juntas para sua sala.
Quando saí do banheiro com ela, praticamente todos me olharam. Deviam estar pensando '' como assim a feia com a linda?'' Daqui a pouco iamos ser duas lindas e bitches.
Levei-a até a sala de aula e fiz questão de falar alto, até lá em casa. Fui para minha sala. Fiz toda a lição como sempre, sem pedir ajuda e sem dar ajuda.
Na hora da saída todos olharam para mim e para ela, Bia, entrando na santa fé do meu tio, afinal ela ia ir uma coisa e voltar outra.
Não confunda Bitch com vagabunda. Vagabunda é vulgar, não se valoriza e dá de primeira. Bitch é linda, sexy e se valoriza!
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