Diário De Uma Bitch
2 Capítulo 2
Notas iniciais
enjoy
Primeiro dia de aula, o que eu devo vestir? Ahhh tenho a roupa perfeita! Uma regata coladinha, minha jaqueta de couro, uma calça skinny de cintura alta e meu sneaker, tudo preto, no estilo total black. A maquiagem tem que estar impecável, e já que eles me atormentavam por causa da minha boca, é exatamente nela que vou apostar! Batom vinho, cade você?! Mas também quero turbinar meus cílios, afinal os olhos são a janela da alma. Embora ame meus cabelos soltos, vou prender em um rabo de cavalo, se não iria ficar informação demais.
Pedi para que meu pai me levasse, afinal, ia perder a graça chegar na escola cansada e suando! Embora o tempo estivesse nublado. O carro do meu pai não é aqueles carros de fazer inveja, é um corolla preto com vidros fumês, só para fazer um mistério, fiz com que ele parasse e ficasse lá até bater o sinal. Queria com que todos vessem como eu estava agora.
Assim que o sinal bateu, resolvi sair do carro. Abri a porta e coloquei a perna direita para fora, afinal se renovar com o pé direito traz sorte. Depois coloquei as duas pernas e levantei com aquela arrebitada. Todo mundo estavam me olhando, inclusive o grupo do Marcos, que era do 2º ano. Ergui uma sobrancelha, e fui andando, com muito glamuor, em direção a porta, sem nem ao menos olhar para ninguém.
Fui até o horário, que estava grudado no mural da escola. Quando virei de costas Marcos e seu grupinho estavam lá, me olhando com cara de indignação.
- Oi ... — ele disse indo na minha direção, querendo me abraçar ( abusado!)
- Oi! — eu disse desviando dele.
- Nossa gatinha, não é assim que da oi, tá com medo de um abraço? — ele disse tentando me abraçar de novo.
- Primeiro, se eu fosse gatinha teria fucinho e ronronaria, e segundo, não quero amaçar minha roupa. Beijos, estou indo para minha sala, '' gatinho''.
Ele e seu grupinho ficaram me olhando com raiva. Fui para minha sala andando do mesmo jeito que entrei. Me sentei em uma cadeira encostada na parede, exatamente na fileira do meio. Marcos e seu grupo foram até a porta e ficaram me encarando. Daí um amigo dele gritou:
- Só porque fez um pacto com o diabo para ficar bonita não quer dizer que é a MAIS bonita.
Dei um meio sorriso e começei a conversar com a professora. Ótimo! Minha primeira aula era de educação física.
Ela já foi liberando os alunos conforme eles entravam. Desci as escadas, Marcos foi atrás. Já na quadra joguei minha bolsa no auditório e começei a me alongar, mas claro que o alongamento tinha que ser muito sexy. Assim que terminei meus alongamentos, a inspetora achou ele me olhando e o levou de volta a sua sala.
Quando todos já estavam na sala, virei motivo de conversinhas. Fingi não escutar os comentários, tantos os bons quanto os maus. Segui a aula jogando volêi. A melhor parte foi dentro do banheiro, quando a aula estava prestes a acabar. Aquela garota que me odiava entrou no banheiro exatamente quando estava passando meu desodorante de spray.
- Só assim para conter seu fedor né vadia? — ela disse olhando para mim.
Guardei meu desodorante e começei a retocar meu batom.
- Estou falando exatamente com você, Karol! — ela disse apontando para mim.
- Descobriu meu nome? Mas sinceramente como que você conseguiu pronuncia-lo? Pensei que vaca mugisse. Ainda tão te dando muito valor na Índia?
A garota não pensou duas vezes e foi para cima de mim, mas acho que esqueci de citar anteriormente que sempre fiz taekwondo... Assim que ela veio puxar meus cabelos ( odeio quando essas tontas vem puxar meus cabelos), desviei e a empurrei. Ela bateu a cabeça na porta. Virou para mim ainda mais possessa de raiva. Dessa vez dei uma rasteira nela e quando ela caiu subi em cima dela. Segurando seus braços.
- Você não entende que não quero brincar com você? Coisa de criança! — eu disse ironicamente.
- Vadia, vou juntar com minhas amigas e dar um pau em você! — ela disse gritando.
- Pode chamar! Não esqueça que eu tenho uma equipe de taekwondo e o professor principal é meu tio! — disse piscando para ela.
Saí de cima dela, peguei um bala que estava no meu bolso, abri, e ataquei o papel na menina. Peguei minha bolsa e saí do banheiro rebolando ( até porque sabia que as meninas estavam filmando aquilo).
Nas outras duas aulas que se passaram o vídeo foi passado para todos da sala. Os meninos me olharam admirados. Eu não falei com ninguém, simplesmente fiz minhas lições, com aquele sorrisinho de lado. Na hora do intervalo, o vídeo já estava no celular de todos na escola.
As amigas dela vieram tirar satisfações comigo.
- Se você é tão foda porque não briga com a gente!
- Porque vocês são aquele papel que eu joguei na sua amiguinha. Só seve para estourar, mais para nada! — disse dando uma piscadinha.
Na hora que elas vieram me bater o diretor apareceu. Como não teve a briga ele não falou nada, só quis que as garotas se afastassem. Como eu não sou burra, avisei ao meu tio e ao meu pai. Marcos estava me olhando ainda indignado. Fui até a cantina e comprei um pirulito. Ele se aproveitando da situação foi até a cantina e me arrastou para um canto.
- Vamos logo ficar! Você era louca por mim! — ele disse me jogando na parede.
- Tem razão — eu disse aproximando minha boca na dele — Eu era, e figurinha repetida, não cola no meu álbum! — disse jogando ele para longe de mim.
O tempo foi passando e ainda todo mundo ficava me encarando. Na hora da saída, aquelas imundas das garotas juntaram um grupinho no portão. Caminhei até elas e as olhei de cima abaixo.
- Com licença, não quero fazer teatro hoje. Acho que já chamei muita atenção. O sol até resolveu ficar em casa.
- Para uma garota que era um nada, você está se achando muito, vamos ensinar para ela meninas, quem manda na escola.
Ergui uma sobrancelha. Na hora em que uma garota ia vir para cima de mim. Meu tio entrou no meio do grupo.
- Se mais de uma garota encostar na minha sobrinha ela vai se ver com meu grupo feminino de taekwondo!
Minhas amigas e umas outras mulheres que eu nunca vi saíram de trás do meu tio. Olhei para as garotas.
- Então? Como vão fazer? — perguntei encarando-as
- Você ainda vai se arrepender muito sua vadia. — ela disse virando as costas, indo embora.
Ergui minha sobrancelha. Avistei meu pai, mas ele estava sem o carro, foi quando vi a moto fazer da Yamaha que ele estava. Com certeza era do meu tio. Andei rebolando até ele, peguei meu capacete e subi na moto. Meu pai acelerou a moto e saímos de lá em um passe de mágica.
'' Mulheres certinhas raramente fazem história''
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