Diário De Bordo Da Sophie

4 Local: Califórnia, EUA


Notas iniciais
Mais um capítulo para vocês! Boa Leitura :)

12/06/19 22h20min quinta-feira

Peguei um voo na madrugada passada para voltar para os EUA, um lugar consideravelmente seguro. É claro que eu arrumei minha bagunça na floresta de Monte Olímpia antes de ir embora, mas quando cheguei lá guardas florestais estavam patrulhando o local e procurando pelo responsável pelos rastros do pequeno incêndio (que apaguei com cobertores antes de sair de lá ás pressas). Fiquei extremamente irritada por ter só conseguido pegar minhas anotações sobre a escavação, a qual escondi com a vegetação ao redor, só depois que todos eles saíram do perímetro. Eles não mexeram em quase nada, mas acharam interessante a minha faca libertiana que estava sobre minha mesa improvisada. Tive que fazer vários barulhos, como por exemplo, o canto de um pássaro, na tentativa de tirá-los de lá. E tenho que admitir, foi muito idiota.

Continuando, depois que peguei minhas coisas de volta, terminei de arrumar minhas malas no hotel, e decidi voltar para a Califórnia, que era o voo mais rápido possível que se dava para ter se alguém saísse da Nova Zelândia sendo perseguido por alienígenas. Eu não queria morrer por acidente de avião, se eles me achassem, claro.

Antes de sair Bob, que era o meu grande amigo da região e hoteleiro de um hotel esquisito que parecia mais uma toca de hobbit*, (e eu estava hospedada lá) me deu o endereço de uma pessoa que poderia me dar uma ajudinha e também uma hospedagem segura nos EUA. Agradeci e disse que no mês seguinte voltaria para continuar a escavação. Ele me abençoou e disse para eu ir com calma.

Agora estou sentada em um pufe, escrevendo nesse diário, pois não tenho o que fazer, enquanto o Zach, que é o dono da casa em que estou morando por enquanto, foi comprar mais comida para o jantar. Também tenho a declarar que ele é um conspirador. Ele também está a procura da verdade, sabe? E se candidatou para viajar comigo a procura de pistas. Claro, que pensei que ele queria era ficar comigo, mas ainda estou pensando nisso. Eu tenho vários amigos pelo mundo todo, mas eu sempre sigo minhas aventuras sozinha. Não quero ser responsável por ninguém, não de novo...

Isso me lembra novamente que tenho o dever de continuar a relatar a minha aventura em outro mundo. Bom, então voltando, eu estava lá, deitada no chão duro e frio, com várias celas esquisitas ao redor, e na cela ao lado, havia uma criatura estranha, rosnando. Eu ouvia. Ela estava dizendo algo. Eu podia escutar e entender o que ela falava. E ela disse:

- Garotinha, você vai morrer. Você vai morrer. Levanta. – Ele se parecia com um cachorro enorme, mas eu não fixei na minha mente como ele era fisicamente, nem de que cor era, nem como sua voz brandia em meus ouvidos. Eu estava muito sonolenta, fraca. Mas o som robótico que contava regressivamente me fez ficar alerta. Principalmente os gritos, ganidos e baques ao meu redor. Todos vestiam roupas que colavam na pele. Eram pretas, mas tinham cores diferentes. Eram todos diferentes. Todos de planetas diferentes.

Quando estava chegando perto da classe do dez, o chão começou a tremer. Cabrum! Eram os sons de explosões terríveis. Iam explodir a todos nós.

- ... Três, Dois, Um... Que comecem os jogos! – As celas se abriram automaticamente e todos os bichos e coisas correram sôfregos, como se suas vidas dependessem disso. Por instinto, eu corri. Eu corri e gritei assustada, mas me forcei a não chorar.

Nunca mergulhara em tamanha adrenalina! E aquilo era só o começo. Desci as escadas, escorreguei e pulei sobre peças sobressalentes que pegavam fogo e voavam para todos os lados. Seres celestiais voavam sobre minha cabeça, outros escorregavam pelas minhas pernas. Alguns eram tão enormes que não conseguiam passar pelos corredores, ou desciam as escadas, eles caiam, e ficavam para trás.

Eu só seguia a multidão, a corrente que se formava. Meu corpo doía em protesto, mas eu não queria morrer ali. Tinha algo a mais que me fazia seguir em frente. Era ou o medo de morrer ou o medo de perder todos que eu mais amava. Pois eu possuo até hoje pessoas que valem muito mais que joias preciosas.

Teve uma hora que começaram a trapacear. Estávamos sobre um andaime, e abaixo de nós não se via mais nada, era um abismo. Tínhamos que chegar ao final, mas alguns dos monstros ao redor passavam a perna nos outros e faziam com que estes caíssem e voassem do chão. Fiquei com medo e fiz de tudo para não cair também.

Mas eu caí. Caí e fui pisoteada. Não sei como não morri, mas eu disse. Eu só saí dali por sorte.

Além dos vários pés, e outras coisas mais gosmentas, senti quatro mãos me rodearem. Alguém me pegou, e bem, na hora pensei que iam me jogar para fora do andaime. Mas não. Fui carregada até o fim do corredor suspenso e depois de um longo tempo, meu corpo saltou e senti a nostálgica sensação de estar rodopiando em um vendaval azul cintilante. Eu estava indo embora, por enquanto.

Hum, o cheiro de pizza é tão bom...

Notas finais
*Nova Zelândia é o local onde foram gravados os filmes do Senhor dos Anéis e agora O Hobbit, e lá eles tem várias coisas temáticas sobre os filmes *--* Mudaram até o nome de Wellington para Middle of Middle Earth! Eu não coloquei isso no nome dos capítulos anteriores, porque não sabia se vocês curtiam O Hobbit ou coisas do gênero... Mas aqui está a explicação! ;P

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Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.