Dezesseis Luas
9 Noite de surpresas e descobertas.
Notas iniciais
Ahhhh, eu estou pensando seriamente em começar a continuação dessa fic, Dezessete Luas, mas totalmente original. Vamos ver o que vira né? Bem, boa leitura.
Macon está me mantendo trancada. Tudo para me proteger. Quanta falta Ethan me faz. Eu não consigo aguentar essa distância, mesmo sabendo que é para o bem dele.
[...]
Provei meu vestido, escolhido especialmente para o dia do meu aniversário. É bonito. Desci para que todos vissem o resultado. Sentei-me nas escadas e fiquei pensando em tudo o que acontece ao meu redor. Minha invocação estava cada vez mais próxima. E a maldição me aterrorizava.
De repente, meus pensamentos são interrompidos pela entrada de Ethan na mansão, sendo então proibido de se aproximar de mim por minha tia e minha “avó”.
- Lena- ele esbarrou na barreira formada pelas duas.
- Saia dessa casa- disse Macon com um tom de voz agressivo.
- Peraí...Lena...- eu me levantei.
- Mantenha ela fechada. — novamente Macon se pronunciou.
- Lena, por favor, pode vir aqui um segundinho pra conversar? Eu preciso
- Fora daqui!- Macon gritou. Eu descia as escadas, pouco a pouco.
- Não!
- Por favor é pro seu próprio bem – minha tia se pronunciou.
Resolvi me aproximar de Ethan, tentando ser o mais forte o possível, tentando faze-lo ir embora.
- Você devia escutar ele- disse em um tom de raiva.
- Não! –Ethan gritou o que me assustou. A barreira criada por minha tia e minha avó se rompeu.
- Já to cansado de ficar escutando a sua família. Eu fui perseguido, girado, hipnotizado- ele avançava sobre mim, fazendo com que eu andasse para trás. – paralisado e por pouco não fui morto pela sua mãe. Eu fiquei completamente maluco nas últimas duas semanas. Sua mãe apareceu na minha porta e eu quase tive um ataque do coração. Mas quer saber, não to nem aí pra eles, pra maldição, você não vai pras trevas e não vai me perder. Não importa o que você faça o que façam comigo, eu ainda to aqui, isso tem algum valor pra você?
Aquilo foi como uma pancada. Suas palavras me atingiram em cheio. Eu devia protegê-lo, mas ele não estava nem aí. O que eu poderia fazer? Ele não se distanciaria de mim. E eu o amo. Não aguentaria.
Apenas o olhei fixamente e me rendi ao amor, que me consumia. Acariciei seu rosto. Como esperei para poder vê-lo novamente.
[...]
Depois do ocorrido, decidimos buscar uma solução para a maldição juntos. Pensamos por alguns minutos. Aquela Amma... Ela dizia coisas sobre o amuleto, sobre a maldição... E dizia com tanta convicção. Acho que ela sabe de algo.
Ethan e eu fomos em busca dela, no seu local de trabalho. A biblioteca.
- Amma tem que ajudar a gente – Ethan falou. Amma olhou com uma cara de surpresa.
- Porque eu?
- Do jeito que falou do amuleto, sobre a maldição. Peço que me desculpe, mas acho que sabe mais do que tá falando.
- Por favor, Amma.
- Aqui vocês não vão encontrar o que precisam. Encontrem-me nos fundos.
Assim fizemos. Ao chegarmos lá, descemos alguns degraus e chegamos a uma sala estranha. Ela abriu uma fechadura oculta e a porta se abriu. Entramos em um espaço com diversas aberturas, que deveriam dar em salas.
- Aqui deve passar por baixo da cidade toda.
- Por todo o país. – disse Amma respondendo a Ethan. — Gatlin é a capital de toda a América conjuradora.
Ao passarmos por uma das aberturas, chegamos a uma biblioteca. Eu podia sentir a magia. As esculturas nas paredes se mexiam.
- Sabem que uma conjuradora está aqui.
- Amma porque você não contou isso pra gente?
- Uma guardiã precisa ser questionada.
- Uma guardiã? Quer dizer que você é... — perguntei curiosa a Amma.
- Uma biblioteca dos conjuradores está sobre a responsabilidade de videntes como eu há gerações. E eu não tive escolha em nenhum dos dois por falar nisso. E esses livros, guardam a história de conjuradores de todo o mundo. As leis que mantem o equilíbrio entre a luz e as trevas. Ei não mexa nisso — disse advertindo Ethan que estava a querer tocar algum livro. — Macon vem todo dia aqui a procura de algum livro que possa quebrar o encanto proibido.
- Ele achou algo?
- Não. Mas você pode- disse colocando suas mãos em meu rosto. – Deus nos dá o que podemos carregar, mesmo que não acreditemos nisso. Feche seus olhos. Veja com sua mente aquilo que está procurando como se já tivesse encontrado.
Assim eu fiz. Fechei meus olhos, fixei no desejo de acabar com a maldição. Não foi em vão. Uma porta atrás de nós se abriu. Ela dava acesso a uma pequena sala, onde um grande livro se encontrava.
- Eu sabia- disse Amma. – O livro mais poderoso das trevas. Os mais fortes encantos bons e maus.
- Macon procurou nele?
- Não. Nem poderia. O livro escolhe quem vai lê-lo. Sua lei é poder atrai poder.
O livro no mesmo instante se abriu. Mas nada estava escrito.
- N- não tem nada escrito. – disse Ethan.
- ele não vai se revelar tão fácil. Uma maldição tão cruel leva um tempo para se mostrar. As trevas vão testar você.
- Não se preocupe, ela vai achar. É só olhar em como não se transformar na sua mãe- disse Ethan. Ele conseguia me alegrar até nos piores momentos.
- vamos... Vamos...- disse Amma puxando Ethan, para que me deixasse sozinha na sala.
Eu olhava o livro, pensando em como ele se mostraria para mim. Em poucos segundos, toda sua escrita começava a aparecer. Começava aí, a minha busca pela solução da maldição.
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