Dezesseis Luas
2 Dia de chuva
Notas iniciais
Ao sair da escola, estava uma chuva e tanto. De repente, o carro começa a apagar. Ó não! Ele quebrou. Droga. Como vou embora para casa agora, nessa rua deserta!
De repente, ouço um barulho de carro vindo. Resolvo para no meio da estrada. Ele pareceu não me ver. E quando viu, desviou o carro para não me acertar.
–Tá maluco?-gritei – quase me atropelou!
– Mas o que que você ta fazendo parada no meio da rua?
–Estou pedindo ajuda gênio!- disse ironicamente-deixa pra lá-dsse indo em direção ao meu carro.
– Espera aí!-gritou ele vindo em minha direção. — desculpa sério. Entra. Isso aqui é um atalho. Ninguém pega esse caminho. Você vai se afogar!!Esse é o carro do velho Ravenwood?
– Você é um deles não é?-disse indignada. — o que você é? O atleta exemplar, americano rei do baile?
– Será que pode me xingar dentro do carro? Isso aqui tá pior que o filme Titanic!
Parei e pensei por um minuto enquanto ele continuava sua fala.
– Nunca entendi porque o Leonardo tinha que morrer no fim. Não dava pra revezar? Você fica nessa coisa e flutua 10 minutos e eu fico outros 10 minutos. Ela fica dizendo nunca vou te soltar, nunca vou te soltar, aí ela solta o cara!
– Se eu entrar no seu carro vai ter mais dessa conversa fascinante? Porque eu prefiro me afogar. — o interrompi depois de sua fascinante crítica ao filme.
Ele correu e abriu a porta da frente para mim. Resolvi ir ao banco de trás.
– Não, aí atrás tem roupa-disse ele.
– Eu não acredito que me contou o final do Titanic.
– Você nunca viu?
– Não. -Disse entrando no carro.
– Você é mesmo de outra cidade!-disse ele fechando a minha porta.
Enquanto ele dirigia, me deu sua jaqueta para me cobrir do frio. Estava encharcada. Agradeci a ele.
–Sabe pra onde tá indo?-perguntei a ele.
– Mais ou menos- ele olhou pelo retrovisor
Peguei meu livro e comecei a ler, enquanto não chegava em casa.
– Olha desculpa pelos clichês lá na aula, mas eu não sou um deles. — ele começou a falar
– Clichês?
– Garotas que um dia foram humanas, mas que pela popularidade absoluta foram completamente inúteis.
– Aposto que tá orgulhoso por ter saído com uma delas.
– Você cortou a Emily como um cirurgião.
– De tanto trabalhar com o vírus da babaquice- disse sarcasticamente.
– Ainda não tem cura.
– Mas nós podemos conseguir, e continuamos pesquisando.
– Estudou em muitas escolas?
– Já.
– Deve ter sido legal. Eu sempre vivi aqui.
– Deve ter sido legal.
– Onde você já viveu?
– Em quase todos os estados da união. Fico me mudando desde os quatro anos quando meus pais morreram.
– Eu só tenho meu pai. Minha mãe morreu na primavera passada. Como aconteceu?
– Fogo- disse olhando para ele desconfiada.
– Acidente de carro. -Ele olhou pelo retrovisor. — uou Esse é o tipo de conversa sem saída numa estrada que não dá em lugar nenhum. Eu to achando essa conversa fascinante. – estou começando a me divertir com ele. — tá lendo... bukowski. Ele é bom?
– Defina bom. -disse o olhando com um olhar meio desafiador. Ele nada respondeu.
Ao chegarmos, a chuva havia parado.
– Eu posso leva-la até sua casa se quiser.
– Não. Aqui tá legal.
– Não, não me incomodo.
– Te agradeço a carona, mas eu não to a fim de ser a atração da casa mal assombrada hoje.
– Não, eu. Que grosseria. Isso não é verdade. Deve ser porque nós dois ainda não fomos devidamente apresentados- disse ele parando em minha frente. Sou Ethan Wate a propósito.
– Ethan Wate?
– É.
– gente quer dizer que Ethan Wate me deu carona?- resolvi tirar sarro com a cara dele.
– Ouviu falar de mim?- ele abriu um sorriso.
– Não. — disse sorrindo e passando por ele em direção ao portão.
Ele me impede de passar o portão.
– Ah, gostei do seu colar com pingente. E... a sua tatuagem. – eu entrei e fechei o portão o deixando de fora. — gostei também... — ele se afastava do portão.
– Obrigada. E segui caminho em direção à mansão.
Segui pensando no quão doido o dia havia sido. De alguma maneira, Ethan conseguiu me despertar curiosidade.
Fale com o autor