Dez Chamas

9 Capítulo 009 - A Garota da Árvore


Notas iniciais
Opa, eu já tinha escrito esse capítulo mas não tive tempo de postar, sinto muito, mas aqui está ele, boa leitura:

Era hora do almoço quando ela despertara. Onde estava? O que fazia? O que está acontecendo? Que horas são? Tantas perguntas sem resposta em sua cabeça...

– Você finalmente acordou – ouve-se no recinto.

– Q...quem? – ela pergunta bem baixo.

Foco. Sua visão começou a focar até conseguir ver um rosto. Um homem, que estava aparentemente feliz.

– Quem é você? – pergunta a garota, que logo se lembra do homem na floresta, que a fez cair da árvore – O que você quer?? Onde estou? – perguntava enquanto olhava pelo quarto rapidamente. Logo ela começa a procurar algo em suas roupas.

– Está procurando isso? – Rot mostra um saco cheio de pedras iguais àquelas que a mesma desmaiou segurando – O que é isso? Você parecia querer nos atacar com isso aqui, não acho seguro deixar com você.

– Devolve! – grita enquanto avança com uma das mãos para recuperar o que era seu.

– Calma, calma. Vamos conversar – dizia desviando o saco da jovem – respondendo suas perguntas: Meu nome é Rot, e este é meu quarto. Você está na minha casa.

– E por que eu estou aqui? – pergunta se acalmando um pouco, mas logo em seguida tentando pegar de volta o saco, que é desviado mais uma vez – tsc – reclama.

– Bem, você desmaiou e eu não podia deixar você jogada na floresta. Principalmente uma garota bonita assim que parece não ser daqui. Aliás, de onde você é?

– Desmaiei... eu desmaiei... – repete olhando para o portal do quarto, e logo olhando para Rot – Obrigada.

– Olha, estamos avançando, não há de que.

– Mas por que tentaram machucar aquela árvore? Isso é errado – pergunta a garota confusa.

– Aquela árvore em si não iria ser derrubada, meu amigo, Desma, só estava tentando me mostrar que as árvores da região estão fracas – diz o rapaz.

– Não iam? – se surpreende a jovem – quase que cometo um grave erro – pensa.

– Não íamos não – confirma Rot – não acho que seja bom dizer que o Desma trabalha derrubando árvores agora – pensa rapidamente e tenta mudar o rumo da conversa – Qual o seu nome? E você não respondeu de onde é.

– Sinto muito mas não posso dizer agora.

– Não? Mas p...- é interrompido pelo som do estomago da garota, que envergonhada, coloca a mão sobre a barriga e abaixa a cabeça – Ah, você está com fome, entendo, minha mãe fez comida, não é um banquete, mas acredito que seja o melhor que vai encontrar aqui nesta vila.

De início a garota tenta relutar um pouco, mas a fome a convence a se juntar à família à mesa. Nela estavam Vermillion, Rubia, Rot e a garota convidada, que estava envergonhada, mas logo que seu estomago roncou mais uma vez, pôs-se a comer.

– Então Rot, de onde ela é? Como devemos chama-la? – Indaga o patriarca.

– Eu.. – a mulher de alguma forma tenta imaginar como dizer que não pode responder.

– Ela disse que não pode dizer ainda. Ela deve ter seus motivos – afirma Rot.

– Isso é estranho – reclama Vermillion.

– Garotas têm seus segredos, querido – responde Rubia, fazendo todos rirem um pouco.

Enquanto comiam, a jovem percebeu que Rot só utilizava uma das mãos, e lhe faltava um pedaço. Isso a incomodou um pouco, mas não quis perguntar diretamente. Rot notou que ela olhava para sua mão, e simplesmente respondeu:

– Foi um acidente – com um sorriso forçado. A garota acena com a cabeça e volta a comer, envergonhada de ter sido notada. Os pais apenas se entreolham e continuam comento. Após um período de silêncio, Rubia retoma a fala:

– Estou preocupada, os garotos ainda não voltaram.

– Realmente, Rot, você deveria passar lá e ver se ocorreu algum problema – afirma o pai.

– Mas e a... a... – tenta achar alguma palavra para indicar a garota.

– Não seja por isso, eu estou de partida – diz a garota.

– Mas já? – pergunta Rot intrigado.

– Estou a procura de algo – afirma ela.

– Do que? – questiona o jovem.

– Pois é, podemos ajudar, somos da vila – afirma Rubia.

– Eu estou apenas à procura de pessoas fortes – responde.

– Pessoas fortes? – Indaga Rubia.

– Estou a procura de uma chama dourada que veio dessa direção – se lembra a garota.

– Chama dourada? Não estou sabendo de nada. Até onde sei não existe essa cor de chama – indaga Vermillion – Mas já ouviu falar das grandes chamas vermelhas? Então, nossa família Tem uma tradição em manipular essas chamas e...

– Não é hora para isso agora, pai – diz interrompendo-o — A pessoa mais forte da vila seria a Xamã, não? – pergunta o filho.

– De fato, acho que sim – concorda o pai.

– Xamã? – fica confusa a jovem.

– É uma mulher que se estabeleceu na vila, ela sabe mexer com ervas, curativos, e chamas, já que você diz estar interessada em chamas – diz Rot.

– Onde posso encontrar essa mulher? – diz a jovem excitada.

– É exatamente onde meus irmãos estão. Eu te levo lá – diz o jovem com um sorriso no rosto.

– Então, estamos indo – se despede Rot dos pais.

– Obrigada pela hospitalidade – agradece a jovem.

Ambos seguiram em direção a casa da Xamã. Rot já chamava um pouco de atenção por usar uma capa, e por sua altura. Ao lado de uma jovem e bela estrangeira eles eram os alvos dos curiosos. Rot já estava acostumado em chamar atenção, mas imaginou que a garota da árvore fosse se sentir incomodada. E realmente parecia, já que andava com sua própria capa e capuz sobre a cabeça.

– Então seu pai disse que vocês têm tradição com uma tal de chama vermelha. O que seria isso?

– Ah, há gerações atrás nossa família tinha a habilidade de liberar chamas vermelhas, ao liberar os portais de energia. Meu pai gosta de se gabar pois a vila só possui o padrão laranja, mais comum.

– Essa chama vermelha é forte? – pergunta interessada.

– Eu não sei bem dizer, por terem tão poucos usuários, pode ser por ser muito ruim e todos morreram em combate, ou muito boa e poucos terem mesmo.

– Humn... me mostra.

– Mostrar?

– É, a chama. Chama vermelha.

– Eu não consigo usar, não tive meus portais liberados.

– Não consegue? – pergunta com um ar de decepção.

– Sinto muito por isso – se desculpa Rot. Ele estava meio incomodado com o que a garota disse sobre procurar pessoas fortes. Analisando um pouco percebe-se que ele não tem nada de forte, não controlará chamas, não tem mãos boas para manipular uma espada ou outra arma... Mas por que estava tão incomodado com isso logo agora?

– Então seus irmãos estão lá na casa desta mulher forte para aprenderem esta arte de manipular chamas.

– Exatamente – responde, acordando de seus pensamentos.

– Eles são fortes?

– Meus irmãos? Eles são normais, eu diria. Mas sei que ficarão fortes.

– Humn...

Você ouviu sobre a casa da Xamã?

– Dizem que pegou fogo.

– Sim, em chamas douradas que subiam até o céu.

– Será que ela está bem?

– O que será que houve?

Rot ouvia essas frases enquanto andava pela rua e começou a apertar o passo.

– Vamos mais rápido, estou preocupado – diz Rot

– Quê? – diz a mulher que foi surpreendida pelo jovem que a segurou pelo braço e começou a andar rapidamente – estamos chamando atenção assim!

– Isso não importa agora. Você não ouviu? Falaram que as chamas douradas que você procura vieram da casa da Xamã!

– Então vamos logo mais rápido que isso! – diz a jovem empolgada.

Finalmente Rot estava avistando a casa da Xamã, mas enquanto chegava perto, ouviu um pequeno barulho de explosão, bem leve. Depois outro. E mais outro. Eles tinham intervalos regulares, mas vinham de dentro da casa da Xamã.

Que pequenas explosões são essas? O que está acontecendo aqui? – pensa Rot. Logo ao parar em frente a casa, ele ouve um grito vindo de dentro:

– PAREE!!! – Rot não teve dúvidas, e entrou a força na casa.

Notas finais
Obrigado por esperarem e acompanharem, espero que estejam gostando. Como sempre podem comentar do ritmo e erros gramaticais. Até a Próxima!