Notas iniciais
Você ainda está ai?

6 anos se passaram. O que mudou?

Tudo mudou. A vida mudou, eu mudei, os outros mudaram.

É louco observar a viagem chamada vida.

Altos e baixos e mais baixos do que altos.

Hoje, estou bem. Amanhã? Uma hora depois? não sei.

Mas o que isso importa? Ninguém sabe.

Positividade, gratidão, esperança... São bonitos, mas nem sempre fazem parte do dia a dia.

Vai ver essa é a beleza dos baixos. Ver novas sombras, novos lados nossos, imperfeições, mágoas, angustias, tristezas... há valor em ver que não há perfeição, nem em mim e nem em ninguém.

Muitas vezes sinto como se fôssemos simplesmente animais buscando saciar nossas necessidades. Necessidade de validação, de amor, de carinho, de esperança, de sentido pela vida, de amor próprio...

O desafio muitas vezes é: conseguir isso sem machucar os outros.

Acredito que não há como viver sem machucar outra pessoa, mesmo que inconscientemente.

É muito difícil se dar bem o tempo todo, afinal, cada um vê a vida a sua maneira. E isso é muito doido, né?

Saber que cada cabeça tá vendo algo diferente do que você vê, mesmo você olhando o mesmo objeto, situação... Acho que talvez por isso a solidão seja inerente a própria vida. Porque no fim das contas só você vê a vida da sua forma.

Vai ver por isso buscamos pessoas semelhantes, com passados, traumas, gostos, perspectivas... buscamos amenizar a solidão inerente à própria vida. E quando essas pessoas eventualmente nos machucam, a solidão vem ainda mais forte, pois reforça a ideia de que viemos só e partiremos só.

No fim, resta buscar um pouco de nós mesmos em cada uma das pessoas que queremos manter e saber que cada um deles é temporários. Passageiros. Igual à vida.

A vida passa rápido. Hoje, vejo o passado com olhos de nostalgia. Entendo os mais velhos e sou mais complacente com os mais jovens. Todos estamos aprendendo e nos conhecendo nessa viagem...

E o mais importante: ninguém sabe quando a viagem chega ao fim.

Hoje talvez seja meu fim. Talvez o seu. Ou o de alguém que amo.

Não tem como prever. Não tem como saber. Não tem como se preparar.

Há apenas o agora.

O que você vai fazer agora?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.