Vila popo arredores da cidade de ilumia – continente do conquistador

《Droga! Droga! Malditos!》

Ao longe, dentro da floresta, era possível ouvir uma voz. Essa voz estava ofegante e sempre após cada palavra um som de batida também tomava as proximidades.

《Grande irmão, o caramba! Aquele desgraçado. 》

Dentro da floresta um jovem completamente molhado de suor golpeava um árvore centenária.

《Se eu pudesse fazê-lo chorar como quando éramos pequenos... 》

Ao dizer a última frase, o desgosto era palpável. O jovem era Ling Shyo, um filho de camponeses da vila popo. Sua vida até o momento não fora das mais fáceis. Neste mundo ao completar 9 anos o indivíduo se torna ciente de algo chamado intenção divina. Um mestre em intenção divina pode dobrar a terra e beber dos mares. O caminho para tornar-se um mestre era tortuoso, solitário e perigoso. Mas todos os jovens almejavam o poder e a glória de um dia ganhar um título de imortal.

《Talvez eu devesse procurar algo para comer. 》

Acordado pela própria fome, Ling Shyo rapidamente soltou o galho que usava para descontar suas frustrações na árvore. Ele constantemente vinha até esta árvore para golpeá-la, pois após descobrir que seu corpo era ignorante à intenção divina ele sofreu todo tipo de humilhação e repudia. Quando jovem, Ling Shyo, era indomável, mas depois de crescer sem intenção divina sua arrogância foi suprimida. Por vezes ele era espancado e obrigado a trabalhar para os outros jovens da cidade, algumas vezes os outros o espancavam até quase matá-lo, ou o faziam sangrar pelos sete orifícios da face, pois o forte está aqui para devorar o fraco e o certo sempre será o forte.

《Hum... O rio parece promissor. 》

Ling Shyo se direcionou ao rio que cruzava a floresta. A vila popo era uma das muitas vilas produtoras de alimentos da cidade de ilumia. Esse rio apesar de pequeno trazia a pouca riqueza que a vila conseguia.

Ao chegar no rio, Ling Shyo, procurou por algum galho ou coisa parecida para pegar um peixe que fosse. Ele não tinha o auxílio da intenção divina para se mover mais rápido que os peixes, mas já os tinha superado muitas vezes usando ferramentas.

Logo que encontrou um bom galho longo e pontudo voltou sua atenção ao interior da água. Que para sua surpresa estava desabitada.

《Ué, não deveríamos estar no meio da época de acasalamento dos peixes com chifre?》

Os peixes com chifre eram uma espécie de peixe elevado. Neste mundo o termo animal elevado é título dos animais que, após cultivarem a intenção divina, tiveram o corpo mudado em algum ponto. Esses peixes em especial eram extremamente abundantes e apesar de terem cultivado um pouco de intenção divina até um inútil como Ling Shyo podia matá-lo.

A estranheza de Ling Shyo não era infundada, ontem mesmo um pescador da vila trouxe consigo uma enorme rede cheia deles e não parava de falar em como esta era a maior concentração de peixes com chifre que ele já havia visto. Mas agora nem mesmo um era visível.

《Talvez alguém esteja treinando acima do rio... Mas os inúteis da vila, que só sabem amolar os mais fracos, nunca treinam. Quem será?》

Tomado pela crescente curiosidade, Ling Shyo, começou a subir o rio, procurando por qualquer coisa que possa ter afugentado os peixes. Subindo o rio, Ling Shyo, não ouvia o som de nenhum dos animais presentes em qualquer floresta saudável. Cada vez mais ele se via esperando que fosse um especialista incomparável, ninguém poderia culpá-lo... Sendo um jovem, ele também sonhava em ser o mais forte, mas o destino já tinha decretado seu ultimato então ele ao menos gostaria de ver um mestre na arte da inspiração divina com os próprios olhos.

Vendo a sombra de uma pessoa sob a água do rio, que não era muito funda. Ling Shyo se escondeu entre as árvores. Vendo a pessoa de costas ele podia com facilidade notar os traços femininos da pessoa a sua frente. Mesmo de costas aquela mulher exalava nobreza e beleza como se ela a vida toda tivesse vivido cercada de luxo e mordomia. Mas ele não ousava se aproximar. Mesmo sendo ignorante quando percebendo inspiração divina, ele não era tão ignorante assim, por ter sido espancado por isso diversas vezes no passado ele podia perceber levemente a pressão invisível no ar.

《Você ai escondido, saia antes que essa grande mãe o destrua.》

Mesmo sem se virar a mulher notou a presença dele... Ling Shyo tinha vivido dentro dessa floresta nos últimos anos, ele já havia perdido a conta de quantas vezes caçou, correu e dormiu dentro dessa floresta. Se ele não quisesse ser visto ou ouvido, ele não seria. Mas aquela mulher havia o feito sem nem ao menos virar-se para ele. O sangue de Ling Shyo ferveu. Aquela mulher extremamente bela na verdade também era uma excepcional expert.

《Por favor, contenha a ira. Este, ser sem importância, não tinha intenção de ofendê-la por se esconder. 》

Ling Shyo respirava com dificuldade. Só por ter a presença notada pela mulher a sua frente, todos os seus poros se fecharam, e medo como o de quando sobreviveu ao ataque do tigre branco ancião voltou a assolar seu corpo.

《Vá rápido. Esta grande mãe não tem paciência com aqueles que não têm importância. 》

Ele tropeçou levemente saindo das folhagens de onde havia se escondido e, como se implorasse por sua vida, abaixou a cabeça e saudou a mulher.

《Este Junior sem nome, ignorante nas artes da cultivação, se chama Ling Shyo. Nome concedido a mim pelos meus pais que são camponeses e trabalham nos campos próximos a vila. Trate este humilde ninguém como escravo, caso seja seu desejo. 》

Mesmo sem ver o rosto de Ling Shyo a mulher podia sentir seu medo. Ela também sentiu certo apresso por este jovem, que apesar de não possuir nem cem anos, já tinha a capacidade de discernir o forte do fraco.

《Bom. Escravo chegue mais perto, para que esta, grande mãe, possa examiná-lo de perto. E faça isso rápido. 》

Apesar das palavras terem sido ditas com uma voz limpa e sem escárnio, o corpo de Ling Shyo travou.

《Por favor, poupe a vida deste pobre coitado. Se este acéfalo bom para nada fez algo que a grande mãe possa ter achado ofensivo ele com as próprias mãos cortará fora um braço ou uma perna, mas poupe minha vida. 》

《O escravo ainda não ofendeu esta aqui, mas não sei quanto tempo irá durar para que ofenda. 》

Dessa vez a voz da mulher era seca, como que se realmente dando uma ordem a um servente. Ling Shyo aproximou-se da mulher, ainda curvado e com as mãos na frente do corpo saudando-a.

《Parece minimamente bom... Estenda sua mão, escravo. 》

Com extremo desgosto Ling Shyo estendeu a mão, ele não sabia com exatidão o que a mulher faria com sua mãe. Mas uma coisa era certeza, aquela entidade transcendental, não lhe devia favor algum, logo boa coisa não era.