Deu tudo errado... De novo (Heróis do Olimpo Fic)
35 E no final... Tudo deu completamente certo
Allie acordou na manhã do dia da viagem, uma semana depois da visita de Lia, ela estava com dor de cabeça, como sempre. Leo dormia calmamente ao seu lado, respirando regularmente, a menina resistiu a ideia de ficar observando e desceu rapidamente e silenciosamente para a cozinha. Ainda estava escuro lá fora, o sol ainda estava escondido.
Allie quis começou a fazer o café da manhã, eles partiriam daqui a algumas horas e queria deixar tudo organizado. Enquanto fazia as coisas ela pensou na semana maravilhosa que teve depois deles terem organizado a viagem. Receberam visitas quase todos os dias de seus amigos, eles praticamente não ficaram sozinhos nem sequer um minuto.
A visita que mais deixou Allie impressionada foi a de Will e Nico, a menina estava com saudades de Nico e passaram um dia incrível passeando pela cidade, onde Allie mostrada seus lugares favoritos dali. Encontraram a pracinha em que ela e Lia foram um dia, sentaram nos balanços e trocaram muitas piadas, Nico parecia feliz, como nunca a menina o vira. Se recordou da conversa:
_Você não tem cara de pessoa que sorri com frequência, Nico – Allie comentou depois de ver várias alterações de humor do menino.
_Normalmente não. Mas hoje é um dia feliz, tudo está realmente caminhando na forma que eu sempre sonhei.
_Isso é bom.
_Com certeza – ele hesitou um minuto para depois perguntar – e para onde vocês vão?
_Uns dias em Londres e depois vamos para a Itália.
Nico olhava para frente enquanto Allie dizia os lugares, parecia sentir falta de algo.
_Eu queria voltar a Itália, faz um tempinho que não vou para lá.
_Desde de quando? – Allie se animou, Nico já fora para a Itália.
_Eu meio que nasci lá, Allie – ele sorriu, corando, o que era outra coisa bem rara – E então depois de um tempo vim para os Estados Unidos, e outro tempo depois nós todos fomos para lá para uma missão.
_Incrível...
_É, um pouco, mas lá me lembra coisas ruins também.
_Entendo – Nico já contará muita coisa para ela, com toda a certeza ela não iria insistir para que ele revivesse mais coisas ruins.
_Mas gostaria de curtir lá, mostrar os lugares que mais gosto a Will.
Allie sorriu para Nico, ela realmente gostava daquele menino.
_Então... Por que você num vai conosco? Sei lá, precisamos de um guia. Acho que Will iria adorar conhecer lá também – Allie arriscou.
A reação de Nico foi arregalar os olhos e abrir e depois fechar a boca, como se tentasse falar algo e depois de um tempo disse:
_Parece legal, mas acho que Leo não vai gostar disso, Allie.
_Você meio que não vai de vela e muito menos dormir na nossa cama – ela sorriu.
_Com certeza não – Nico fez cara de enjoada e levantou a mão em sinal de recusa.
Ambos sorriam.
_E aí, aceita?
_Não sei...
Allie se levantou do balanço e Nico a acompanhou com aqueles olhos escuros.
_O que está fazendo? Só por que não sei você vai me deixar aqui sozinho?
Allie se posicionou atrás de Nico e segurou a corrente que prendia o banco em que ele sentava.
_Você, Nico di Angelo, se compromete a ir conosco!
_Não sei Allie... O que pensa que está... HEY!
Allie o empurrara para frente, fazendo o balanço se movimentar para frente, não tão alto. Allie voltou a segurar a corrente quando o banco voltou ao lugar.
_Você está louca! – Nico expressou – nem pense em... ALLIE!
Allie agora empurrou com mais força e o balanço subiu, ainda mais alto.
_E então? – Allie perguntou quando o balanço voltou. Nico segurava as correntes fortemente, tanto que seus dedos estavam ainda mais brancos.
_Não faça isso novamente, sua louca!
_Responda então!
_Eu disse que eu não...
Allie não deixou ele terminar e o empurrou ainda mais forte, saindo de trás do balanço para permitir que ele pudesse balançar um pouco. Nico refreou o balanço com seu coturno, levantando areia.
_Está certo... Eu vou.
Allie gritou de felicidade quando o menino declarou. Pulou de uma lado para o outro e depois abraçou fortemente Nico, onde o garoto perdeu o equilíbrio e ambos caíram do chão de terra.
A lembrança fez Allie sorriu enquanto terminava o café. Arrumou a mesa e foi acordar Leo, que não estava sabendo dessa noticia de que eles iriam também à viagem, mas só em parte da viagem. Em Londres só seria os dois.
_Bom dia amor... – Allie deu um beijo na bochecha de Leo.
Ele se espreguiçou, parecia que já estava acordado bem antes dela subir as escadas.
_Bom dia, mi amor... Hmmm, que cheiro bom é esse?
_Café! – ela disse, feliz – vamos logo!!
Ela saltitou até a saída e desceu correndo as escadas, seu coração estava acelerado de ansiedade. Ela se sentou a mesa e Leo sentou ao seu lado, o cabelo despenteado e a cara de sono o deixavam mais lindo do que ele conseguira um dia ser.
_Arrumou tudo? – ele perguntou, com a voz rouca.
_Sim, amor. Falei com meus pais também. Eles vão nos dar um carona.
_Está certo – ele sorriu.
Terminaram o café e Leo foi se arrumar, enquanto Allie arrumava a cozinha. O celular da menina tocou, o número era de Nico.
_Bom dia! – ela atendeu.
_Nossa, que alegria – ele disse, meio desanimado do outro lado.
_Diga.
_Nós vamos hoje também.
_Vão? – Allie se assustou.
_Sim, Will quer também conhecer Londres!
_MARAVILHA! – Allie gritou de alegria.
Do banheiro, Leo gritou:
_Está tudo bem, amor?
_Sim! — ela respondeu de volta para ele, e então voltou a atenção a Nico – Nico, que maravilha!
_Também acho, Allie – e pela primeira vez Allie sentiu a alegria na sua voz naquela manhã – mas não consegui o mesmo voo que você, vamos primeiro.
_Ah – Allie estava um pouco desapontada com aquela noticia.
_Mas nos encontraremos lá!
_Sim! – ela sorriu – Assim que nós chegarmos eu te ligo!
_Então tá! – ele disse – vamos embarcar agora, até mais Allie!
E ele desligou, Allie agora estava completamente feliz. Pediu a todos os Deuses que não mudassem o rumo daquela viagem, que pelo menos daquela vez tudo desse certo.
***
Oitos horas depois eles estavam pousando no aeroporto, em Londres.
Quando se despediu de seus pais naquela manhã, Allie sentiu algo estranho quando sua mãe disse “felicidades” e se emocionou, mas a menina não entendera o que estava sentindo e muito menos o que a mãe quis dizer com aquela emoção.
Eles caminharam pelo saguão cheio e foram em direção aos taxis para leva-los ao hotel. A fila estava imensa, mas não havia outra maneira de sair dali com toda aquela bagagem.
_Eu estou feliz, mi amor – Leo comentou.
_Eu também, minha vida – ela disse, olhando e sorrindo para ele, o abraçando em seguida.
Permaneceram assim por todo o tempo até eles embarcarem em um taxi livre. Allie se sentiu estranha ao adentrar aquele carro, primeiro que o lado da direção era diferente e isso a incomodava e muito, e segundo ela sentia que algo estava prestes a acontecer.
_Pronta? – Leo disse, com a voz doce.
_Sim...
O carro começou a sair do aeroporto em direção a pista. O lugar era realmente bonito e cheio. Tudo ali tinha um modelo rustico, o que Allie mais adorava.
_Por um acaso você trouxe Andromeda?
_Sim! – ela disse, fingindo choque – Como vou viajar para outro país sem ao menos levar a minha filha!
Leo riu.
_Ela está fácil para ser pegada?
_Você não vai fazer mal a ela!
_Não, Allie, apesar do nome não me agradar muito, mas não vou fazer mal a ela – ele sorriu e segurou a sua mão.
O patinho de pelúcia estava confortavelmente guardado na bolsa que ela carregava consigo. Ela a tirou de lá e mostrou a Leo.
_Aqui está – ela entregou o patinho a ele.
_Não, é para você segurar, mi amor.
Allie não entendeu, mas resolveu não discutir. O caminho seguiu silencioso, o motorista estava concentrado demais. Eles passaram por vários lugares bonitos antes de chegarem bem ao centro de Londres, no hotel Conrad London St. James, ou pelo menos era isso que Leo dissera a ela.
O motorista entrou em uma rua e seguiu em frente, Allie começou a ler as placas de todos os estabelecimentos daquela rua para ver se conseguia ver o hotel antes mesmo do carro parar e então ela encontrou. O hotel era lindo por fora, exatamente rustico como ela gostava e devia ser ainda mais bonito por dentro. Mas então o taxi não parou na frente do hotel.
_O que? Não é esse hotel, Leo?
_É esse mesmo mi amor, mas antes vamos a um lugar – ele sorriu maliciosamente e Allie percebeu que ele estava tramando alguma coisa.
O taxi seguiu e virou uma ou duas vezes, pegou uma estrada e depois saiu para um lugar quase deserto, mas extremamente bonito, como se nada mais importasse a não ser a beleza daquele local.
_Está pronta? – Leo perguntou baixinho antes do taxi fazer a sua ultima virada.
_Pronta? Pra que?
O taxi de repente parou. Eles estavam na frente de um lugar ainda mais antigo do que toda a cidade. Eles desceram e Allie se viu na frente de um verdadeiro monumento, grades ornamentadas cercavam o lugar e um lindo portão escuro trancava o lugar. Tudo parecia deserto. Leo segurou a sua mão depois de ter dito algo ao motorista. Allie o viu sem bagagens e logo perguntou:
_Onde estamos e onde estão as nossas coisas?
_Nossas coisas estão no taxi, nos esperando, mi amor. Agora onde estamos, vamos descobrir juntos.
Leo abriu o portão escuro e entrou com Allie ao seu lado. O jardim era ainda mais incrível, rodeava quase todo o prédio antigo, separado somente por um caminho de pedra que ligava a calçada a entrada daquele lugar. Eles caminharam por esse caminho até a entrada do prédio, uma porta de vidro escuro trancava o lugar. Allie estava nervosa, talvez Leo queria somente mostrar um lugar a ela que ela gostaria de conhecer antes de irem descansar de vez.
Por dentro era ainda mais bonito, o mármore escuro e claro decoravam o chão, e um lustre brilhoso de cristais decorava o hall de entrada. Flores ornamentais estavam espalhadas por todo o canto e um escada colonial se localizava no centro daquele enorme hall.
Leo nada disse, mas Allie sabia que ele estava medindo a suas emoções e suas reações a cada passo. Subiram as escadas, e Allie estava cada vez mais ansiosa.
_Lindo esse lugar – sua voz ecoou pelo salão vazio, assustando um pouco Leo.
_Sim, muito – ele disse baixinho, quase tão impressionado quando ela.
Eles continuaram subindo e ao chegarem ao primeiro e único andar um tapete vermelho totalmente alheio a decoração estava disposto no chão. Leo parou assim que eles chegaram a esse andar e pediu a bolsa de Allie, colocando-a em cima de uma cadeira que ali tinha. De repente um funcionário apareceu para pega-la e a avisou que iria guarda-la. Allie assentiu, mas estranhou a atitude e olhou para Leo, que estava olhando para ela, tentando lhe dizer que estava tudo bem.
Algo no olhar de Leo remetia emoção, e Allie não entendia o motivo.
_Eu quero que saiba que eu te amo, demais – ele disse, cortando o silencio, sua voz estava embargada.
_Eu também te amo, Leo – ela disse, firmemente, não sabia o que Leo estava sentindo, mas sempre se mostrou forte quando ele se emocionava.
Ele assentiu e uma lagrima escorreu do seu olho direito e Allie correu para enxuga-la.
_Não Leo... Não chore, minha vida.
_Eu... Ah, Allie – ele a abraçou forte.
Allie estava completamente confusa, mas deixou as coisas acontecerem, não queria entender, se não ficaria ainda mais maluca.
_Hey – ela o chamou – por que estamos aqui?
Ele levantou a cabeça, completamente emocionado, e voltou a segurar sua mão, a colando ao seu lado.
_Venha, você vai gostar.
Eles continuaram seguindo o tapete vermelho que dava em outra porta no final daquele corredor clássico. Ao chegarem na porta, Leo bateu suavemente a porta. Allie entrou em parafuso, não entendo mais aquela ação.
_Leo...
_Calma...
Ele sorriu e respirou fundo, Allie estava cada vez mais nervosa. Depois de alguns segundo a porta se abriu e Allie tapou a boca com a mão, reprimindo um grito e com os olhos enchendo de lágrima. Na mão esquerda, ela apertava o patinho de pelúcia que carregava. Ela olhou tudo ali dentro daquele salão imenso e não conseguia acreditar. Olhou para Leo, que estava olhando a sua reação, sorrindo. Ele se abaixou e encostou os lábios nos ouvidos da menina e disse:
_E aí, você quer?
_Você... – ela tentou dizer.
_E ela – ele apontou para o patinho de pelúcia – será o seu buquê,
Lagrimas de emoção escorriam pelo rosto enquanto Allie observava o salão cheio de gente que ela realmente amava. Seus pais e seu irmão, como eles tinham chegado ali, Allie não sabia, mas logo iria descobrir. Seus amigos novos, todos os semideuses, estavam ali também: Nico, Will, Hanzel, Frank, Piper, Jason, Percy e Annabeth. Sua amiga Lia e o novo namorado, ali também estavam.
Leo deu o primeiro passo, e Allie o seguiu, segurando fortemente Andrômeda no braço livre, assim como ele pedia a ela, e então ela conseguiu olhar o que tinha ao redor. A decoração estava completamente perfeita, rosas brancas decoravam as mesas e o caminho em que eles seguiam, em lindo arranjos com fios dourados. A frente do caminho pelo tapete vermelho, estava um senhor, segurando uma livro, e ele sorria.
Eles se aproximaram do altar improvisado e Leo se virou de frente para ela.
_Você, Allie Manson, aceita se casar comigo?
`_Tá brincando, Leo? Só pediu a menina agora? – Percy gritou da plateia e Leo lhe lançou um olhar inquisitivo.
_Voltando... – Leo continuou – Eu amo você, como nunca amei alguém na minha vida... E quero muito isso com você.
Allie sorriu e olhou novamente ao redor, todos olhavam para ela com um olhar de incentivo, como se ela precisasse daquilo para dizer sim a Leo. Mas ela não precisava.
_Eu aceito, meu amor.
O salão explodiu em gritos e a cerimonia começou. Leo tinha preparado tudo para que aquele momento fosse completamente inesquecível, ela fora enganada o tempo todo. Riu de si mesma ao pensar que estava escondendo que Nico e Will iriam com eles, mas na verdade eles já sabiam que iriam. Talvez fosse por isso que tiveram tantas visitas durante a semana, eles estavam somente acertando os últimos detalhes, e não se despedir.
Allie queria parar aquele momento e viver ele para sempre, mas ela sabia que viveria aquela emoção sempre que quisesse, porque Leo a surpreendia todos os dias.
Eles se casaram naquele lugar maravilhoso e naquela noite perfeita, com seus melhores amigos e família. Se casaram perante os olhos dos Deuses, em que ambos tinham a certeza de que naquele momento abençoavam cada promessa silenciosa e dita que eles faziam um ao outro. Eles se casaram e daquele momento em diante nada de mal aconteceria a eles, não existia mais medo do futuro porque eles sabiam que nada, nada mais, impediria aquele amor de durar para sempre.
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