Deu tudo errado... De novo (Heróis do Olimpo Fic)
14 Menina Misteriosa Oferece Ajuda
_Estou com fome — reclamou Percy.
_Você nunca para de comer? — perguntou Piper.
Percy a ignorou, levantou-se do banco determinado a procurar algo para comer, Annabeth o seguiu.
Allie pouco falava, decidirá comprar a passagem para outro destino e desde então ainda não tomará coragem para contar. Leo parecia triste, o que era estranho para uma pessoa como ele. De vez em quando, Allie o flagrava olhando para ela, mas a garota não desviava o olhar, mas era ele quem desviava sempre.
Estava quase na hora da partida do grupo para Nebraska e Allie precisava contar. Quando Percy e Annabeth retornaram, ela já tinha tomado a decisão de que aquela era a hora. Mas por quê ela estava tão nervosa? Suas mãos soavam, seu coração podia ser ouvido até pelas pessoas que estavam distantes.
_Gente... — ela começou, todos pararam e olharam para ela — desejo sorte a vocês nessa busca por Calypso, que ela possa estar bem e que não faça nenhum mal a ninguém. Com isso, eu vou seguir em frente. É um assunto que corresponde somente a vocês.
Todos a olhavam, sem entender.
_Bom, espero que um dia possamos nos encontrar, num bom momento, em outra situação...
Não houve desespero, nem lágrimas e nem pedidos para ela ficasse, todos assentiram, finalmente entenderão que aquela luta não era dela.
Ela começou a se despedir de todos, até de Piper, que mesmo relutante a dar um abraço, ela se despediu. Jason não se importou se Piper olhava ou não para eles, ele o abraçou, como andava fazendo desde o dia em que ela aparecerá e ficou assim.ppr.longos segundos.
Nico se aproximou dela e disse:
_Uma pena, Allie, você é uma pessoa legal e... você ronca!
Que tipo de comentário era aquele? ela se questionou.
Nico sorriu e deu um abraço rápido nela. Assim como também fizeram Percy, Annabeth, Hanzel e Frank.
Leo era o único mais afastado, ela foi até ele para ao menos trocarem um abraço, mas ele simplesmente fez um gesto de "pare" com as mãos e disse:
_Boa sorte em sua jornada.
E então virou as costas e saiu em direção as plataformas. Allie ficou ali encarando o lugar onde ele havia deixado, todos já tinham ido.
Ela respirou fundo e apertou sua mochila ao corpo, e seguiu até a plataforma onde seu ônibus estava estacionando. Seu rumo? New Jersey, não era tão longe, mas já era alguma coisa. Subiu no ônibus, que saiu quase tão rápido quanto chegou. Allie olhou para fora e se lembrou do dia em que fora para Detroit, com Leo acenando para ela do lado de fora falando que a encontraria... Agora não tinha ninguém, e aquela viagem ia ser sim solitária.
****
Quatro horas depois ela desembarcou na rodoviária de Newark, em New Jersey, era a coisa mais linda que Allie já virá na vida. A arquitetura era meio antiga que entrava em contraste com os prédios modernos que estavam ao redor. Ela respirou fundo e seguiu seu caminho, subindo a rua principal.
Caminhou alguns passos e entrou em uma lanchonete bonita perto da estação, ela estava faminta. Se sentou em uma das cadeiras próximas a janela, fez seu pedido e enquanto esperava observava a rua, com carros indo e vindo. Minutos depois ela já estava com seu pedido a mesa, o devorou como se nunca tivesse comido algo na vida. Em pouco tempo ela já estava na fila do caixa, esperando para ser atendida. Quando chegou a sua vez, ela foi pegar a carteira na mochila e não a encontrou.
_Moça, só um minuto, eu... — ela agora tacava as coisas para fora da mochila, sem ao menos se importar se as pessoas estavam olhando — ela estava bem aqui...
A moça do caixa estava ficando impaciente.
_Se não tem dinheiro, terá que pagar de outra forma, mocinha.
Allie parou de procurar sua carteira, devia ter perdido no ônibus ou na rodoviária.
_Que jeito? — ela perguntou meio receosa.
_Não é preciso isso... — Alguém interrompeu a conversa esquisita das duas — eu pago. Quanto foi?
Uma garota de cabelos castanhos e olhos grandes estava se direcionando ao caixa, Allie não tinha percebido que ela estava na fila.
_Não precisa, moça... Eu pago de outra forma.
A garota misteriosa e caridosa fechou a carteira depois de guardar o comprovante de pagamento e foi até ela.
_Eu jamais deixaria alguém passar a humilhação que eles fazem com pessoas que não tem dinheiro. É nova aqui?
_Cheguei a alguns minutos.
_Então precisa aprender como as coisas funcionam por aqui. Venha, vou te acompanhar e mostrar lugares seguros onde você pode ficar.
Allie estava com um pé atrás com aquela garota, seu coração estava novamente dando alerta para ela fugir dali, de perto daquela garota.
_Como faço para te pagar?
_Pagar? — ela deu um risada medonha — isso não será necessário. Eu fiz isso para concertar coisas do passado.
_Como?
_Longa historia.
As duas caminharam em silencio pela rua meramente movimentada.
_Você não precisa me acompanhar. Deve ter muita coisa a fazer e...
_Não. Não tenho nada para fazer — ela disse meio bruscamente — eu tenho que te levar para conhecer a cidade.
_Mas...
_Sem mas, garota. Você é novata aqui, e pode se dar mal.
Ela agora tinha parado para encarar Allie. Voltaram a caminhar, agora em silencio.
***
Meia hora depois, as pernas de Allie já estavam doendo, mas então a menina misteriosa parou na frente de um hotel. Estava velho demais para permanecer em pé, mas a garota entrou rapidamente e Allie a seguiu.
Dentro era completamente diferente, o hall de entrada era completamente luxuoso, com estofados vermelhos espalhados elegantemente pelo ambiente. O balcão da recepção era de mármore branco.
Allie permanecerá longe do balcão enquanto a garota falava animadamente com a recepcionista. Minutos depois ela foi ao encontro de Allie, com um enorme sorriso e uns papeis na mão.
_Mais uma caridade – ela sorriu – você ficará hospedada aqui, por tempo que quiser, com tudo pago.
_Não posso aceitar – ela disse imediatamente – entrei aqui achando que você iria se hospedar e...
_Não – ela riu alto – eu não preciso de hotel. Tenho minha casa.
_Então por que está me ajudando? – aquilo estava estranho demais para Allie compreender.
_Já disse, fiz uma besteira no passado e agora quero concertar.
_Mas quem é você?
_Quer conhecer o seu quarto? – ela ignorou completamente a pergunta da outra, deixando Allie extremamente nervosa.
_Não quero isso! – ela apontava para o papel na mão da garota – quero explicações – ela estava quase gritando.
_Eu sei que você passou por coisas terríveis com pessoas estranhas e principalmente hotel estranho, mas nada de mal acontecerá aqui. Confie em mim.
_Não.
_Vamos, Allie, pare de ser orgulhosa!
_Eu não est... – ela parou imediatamente o que estava falando e encarou a menina – como você sabe meu nome?
_Longa historia, vamos logo!
_Você conhece minha família? Mãe e pai? Você conhece aquele grupo de adolescentes de Long Island?
_Chega! – ela gritou – aqui está seus papeis! Divirta-se com a estadia! — e jogou os papeis em Allie.
Ela desapareceu pela porta. Allie ficou parada ali, sem entender muita coisa. Um funcionário do hotel se aproximou e ofereceu ajuda para encontrar o quarto. A primeira coisa que Allie fez foi observar o uniforme do rapaz. Nada de flores bordadas, somente o nome do local: Van Buren. Ela respirou aliviada e permitiu que o funcionário a ensinasse o caminho.
O quarto era simples, mas extremamente confortável. Ela jogou a mochila encima da cama e foi tomar um banho. Minutos depois ela já estava arrumada e decidiu descer para andar sozinha pela cidade, já estava quase anoitecendo e queria saber como era a noite de New Jersey. O vento lá fora estava extremamente frio, mas para ela era o suficiente para deixá-la feliz. Esqueceu-se dos problemas e dos últimos dias, somente andou, andou e andou, sem nem pensar em um rumo.
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