Acordo... O fulgor do nascer do sol penetrava a diminuto janela ao canto. Despertando-me aconchegadamente. Então uma vibração de felicidade e complacência ao demais seres me toma, é automático, não consigo controlar. Estou inspirado. Meus pensamentos borbulham a mercê de paradigmas e paradoxos. Quero os quebrar, destruí-los, aniquila-los para sempre.

Estou preparado para luta contra a censura e a opressão, sou um moralista, mas não sou vazio de concepções próprias. Vou até o cume, o palco absurdo, o centro do poder político. Quero o que é meu por direito, o que por direito é meu! Não por mim, claro que não, mas pelo meus amigos e inimigos. Algo melhor para todos, no geral.

Chego às pressas, o circo da balbúrdia já fora armado e atiçado, o protesto estava quente, estava vivo. Pulsava notório a cada berro da multidão. O padrão tosco, os políticos, os honestos e os desonestos estremeciam de pavor, incrédulos eles, no que parecia devaneio.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.