Destruição em Massa - One-shot

1 DESTRUIÇÃO EM MASSA - ONE-SHOT


Notas iniciais
Acredito que mesmo quem não leu a Saga de Monsters vá entender, e talvez, gostar de DEM. Valeu! o/

Numa cidade futurística, prédios de aço alcançam o céu sem estrelas, graças à fumaça de poluição que as cobre. No chão, as ruas cheias de gente por toda a parte, sem lugar pra respirar ou pra viver. Gente indo e vindo, andando, e que mal sabem que... A destruição está por vir.

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- Mamãe, por que o vovô tem uma perna-prótese de metal? — A menininha pergunta pra mãe, num dos micro-apartamentos.

- Porque... Olha filha, mamãe vai te contar uma história que aconteceu há muito tempo, quando seu avô ainda era jovem. — A mãe começou. — Há muito tempo, nesta cidade onde vivemos, só existiam monstros.

- Tipo aqueles que têm no monstrológico*, mãe? — A menina continua animada (*Monstrológico é uma espécie de zoológico de monstros).

- Sim, isso mesmo. Mas haviam muitos! Milhares! — A mãe continuou. — E não havia nenhum humano como nós e nenhum andróide como seu avô.

- Então o vovô é um andróide, mãe?

- Claro, filha. Todos que têm as peças de metal são, lembra-se? Então, o vovô também é. — E a história prosseguiu. — Um dia, em outro planeta chamado Terra, bem distante daqui, só haviam humanos, diferente dos monstros que existem aqui e também não havia nenhum andróide.

- Nossa! Que legal!

- É. E havia nesse lugar uma Corporação! — A mulher ia continuar e novamente foi interrompida.

- A Corporação Lion!? — A menininha perguntou, confusa.

- Não, não. Era uma Corporação má! Eles abriram um portal dimensional (como aquele que tem na nossa Praça, enfeitando), e libertaram todos os monstros que haviam daqui para a Terra, e então, destruíram tudo!

- Nossa! Eles eram realmente maus mãe!

- Sim, eram sim! Mas o que aconteceu foi que, esta Corporação acabou transformando vários humanos como eu e você em andróides como seu avô e nossos vizinhos velhinhos, lembra deles?

- Lembro sim! O Sr. e a Sra. Kingstone! Eles são ciborgues, não é? — A filha começava a ligar os pontos.

- Sim, eles são, assim como o vovô. Então, uns desses ciborgues se revoltaram contra essa Corporação, porque descobriram que ela era ruim. E enfim, deram cabo dela e finalmente nos libertaram, nos trazendo para essa nova terra que não era destruída e improdutiva como a Terra que antes vivíamos. E graças à esses ciborgues heróis estamos vivos até hoje!

- Que legal, mãe! Mas... Quem eram esses ciborgues heróis, alguém sabe!? — A garota perguntou e então a mãe sorriu.

- Venha comigo. — Pegou na mão da menina e a levou até a janela do apartamento. — Olhe lá para a Praça Principal. Ao lado do teletransportador, o que há?

- Hm... Uma enorme estátua de uma andróide de moicano e arma-braço! — A menininha disse, sorrindo.

- Sim, o nome dela é Cis-Sith. E foi ela a nossa salvadora.

-.-

Meio-dia. Tudo normal no Centro. Todos os carros e motos voadoras se amontoam num espaço muito pequeno. Quem disse que os transportes voadores iriam resolver nosso problema de engarrafamento!? Seres humanos parecem adorar filas!

O problema chega ao longe, onde só há terra e água. O problema caminha com agilidade, apesar de seu gigantesco tamanho.

- Do tamanho de um prédio, praticamente! — Diz um general, numa base subterrânea. — Estamos perdidos! Irá invadir a cidade!

- Me lembrem de matar quem construiu esse maldito protótipo! — Um comandante bate numa mesa.

- Mas é o que dizem... Que todos os robôs estão se revoltando contra os humanos! O mais hilário é que eles não ligam pra ciborgues ou andróides! — O outro sujeito diz, mexendo em seu grande bigode.

- E agora? Vamos tentar mandar aviões e tanques voadores!? — O outro sujeito disse.

- Não temos outra escolha, não é mesmo!? — E enfim, apertou um botão comunicador. — Mandem todos os veículos 737 e 714!

- Todos, Senhor!?

- Sim, está decretado um estado de emergência! Temos que proteger o Centro!

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E lá longe, vinha com toda destruidora força, um monstro-gigantesco-de-metal! Ele corria à uma velocidade estonteante destruindo tudo em seu caminho, e sim, seu alvo e sua meta era a cidade Central. Ou seja, o Centro de tudo. Do comércio, das moradias, da tecnologia, do governo, dos patrimônios... Seria uma catástrofe! Tudo o que fora construído na revolução Pós-Síthica seria destruído!

*BROOM!!!*
*BROOM!!!*
*BROOM!!!*

O monstro vinha e logo, apareciam os caças e os tanques voadores. Terríveis fortalezas gigantescas que mesmo assim, conseguiam voar com uma razoável velocidade, mas possuíam um grande canhão de prótons poderosíssimo que faria um desastre se fosse lançado.

E os tiros foram disparados! O céu encheu-se de balas, bombas, mísseis e tiros mortais, tudo contra o dragão-gigante-de-metal! E ele resistia bravamente, nem mesmo brecava!

- Não tem jeito... — Dizia o General. — Vamos ter que tentar o canhão.

O gigantesco canhão dos tanques foi ativado e... BOOOOOOM!!! O tiro foi certeiro. Tudo encheu-se de fumaça e... Lá estava o dragão ainda, correndo como um trovão, sem ligar pros tiros que lhe acertaram.

- Pelo moicano sagrado de Cis-Sith! Ainda está de pé! Do que demônios é feito isso!?

- Pelo visto, essa máquina foi criada com o mesmo material dos escudos de força dos campos de guerra da Corporação Lion. — Um cientista em seus computadores respondeu a pergunta.

- Putz... Ele não será destruído com NADA então! — O sujeito disse, secando o suor do rosto com a manga do uniforme. — Vamos... Desistir e rezar pro Espírito Sagrado de Cis-Sith!

- É o jeito. — O outro sujeito disse.

-.-

O gigante se aproximava mais e mais da cidade. E enfim, o governo já tinha avisado para a mídia local alertar os cidadãos pra se afastar o mais rápido possível.

- Mamãe! O que estão falando na tevê!? — A menina perguntou e a mãe arrumava todas as malas, desesperada.

- Vamos embora, minha filha! Senão... Nós vamos ser mortas!

- M-mas, mamãe, o que está acontecendo!? — E a menina ouviu a tevê dizendo: “Um gigante de metal descontrolado, um protótipo-full tipo robô, se aproxima numa velocidade considerável da fronteira do Centro. Favor, pedimos a todos os moradores que levem apenas vestimentas e comida e se escondam nos abrigos subterrâneos. Repito, cidadãos levem sua vestes e comidas e se dirijam o mais rápido possível pros abrigos! — Está vindo um monstro-de-metal pra cá!? V-vai destruir tudo, mamãe!?

- Sim, minha filha. Precisamos ir logo. — A mãe disse, desesperada, pegando todas as bolsas e indo pegar a filha. A filha começou a chorar.

- Não quero, mamãe! Não quero perder tudo! — Ela continuou chorando.

- Não temos escolha, minha filha. A cidade será reconstruída, eles sempre reconstroem. Mas agora, o mais importante são nossas vidas! — A mãe disse, tentando amparar a filha.

- Mas e a estátua, mãe!? A estátua de Cis-Sith! Ela não irá nos salvar de novo, como fez da outra vez!? — A menina disse, chorando ainda. E a mãe olhou pra baixo triste.

- Cis-Sith está morta, filha.

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O monstro se aproximava, enquanto todas as pessoas tentavam fugir a tempo. Mas era óbvio que nem todo mundo conseguiria se salvar... E era isso que todos mais temiam. E o governo temia os gastos de reconstrução da cidade e seus próprios bens.

Enfim, lá de longe, em uma torre de controle de rádio, parada no topo, havia alguém com um sorriso na cara. Não, não era o inimigo... Era... Uma andróide de moicano.

A menina magra, de pele parda, de moicano branco pequeno, vestes rotas (calças jeans rasgadas, blusa branca sem mangas suja e coturnos), tatuagens e uma enorme (ENORME) arma-braço-de-metal.

Ela saltou DE CIMA DA TORRE até o chão de um vasto deserto! Ela não se machucou e ainda caiu quase de pé. Encarou numa distância razoável seu inimigo, o monstro-de-metal-gigante e enfim, começou a correr atrás dele.

Imagine a cena. Um monstro-gigante-dragão correndo à uma velocidade considerável, e atrás dele, uma mísera ciborguezinha, de no mínimo 1,70 de altura. Ela tinha dois olhos vermelhos confiantes.

E então, quando o monstro ia pisar dentro da cidade... Ela esticou o braço-arma, usando o outro como apoio, mirou certeiro e... TUM!!! UMA RAJADA GIGANTE DE ALGO NÃO-IDENTIFICADO saiu pelo cano da arma e foi à uma distância e velocidade IMPRESSIONANTES!!!

O tiro alcançou o monstro e foi ouvida uma explosão gigantesca! Todo mundo que estava nos abrigos, e até quem não estava, estava assistindo pela tevê tudo o que estava acontecendo... Eles viram a grande explosão! E alguns estilhaços de monstro-gigante se espalhando pela cidade! Era... Inacreditável!

E detrás de toda a fumaça, jazia uma ciborgue pequena, suja e suada.

- Oh, Minha Mãezinha! Eu preciso de uma cerveja! — Ela disse.

Todo mundo abriu um sorriso de contentamento.

-.-

- A... A n-nossa cidade está salva!!! POR CIS-SITH, ESTAMOS SALVOS!!! — O General chegou a levantar-se de sua poltrona (uma coisa incrível).

- Mas... Quem é aquela que nos salvou!? — O cientista, frio como sempre, perguntou.

- Não sei. Mas... Parecia Cis-Sith. — Disse o outro, sem acreditar. — Mas... Ela não estava morta?

-.-

E num bar roto da cidade, um sujeitinho ria à beça, ele usava uma roupa muito chique pro lugar. Era uma espécie de uniforme ajeitadinho do governo. Então, todo mundo o tratava com respeito. Ele estava sentado à mesa com ela... A menina que salvou a cidade e que sumiu como fumaça sem que ninguém soubesse.

- Boa, Lil\'! Você mandou bem mesmo com aquele monstrengo! — E tomou de uma caneca de chopp, o que a menina também fazia no atual momento.

- Nada... Sabe como é, né? — E colocou os pés em cima da mesa, relaxando. — Tenho que manter a memória de mamãe viva, né?


FIM

Notas finais
FINIT.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!