Destiny - Hiatus
14 Capítulo 11 — A força das Trindades
Notas iniciais
Capítulo 11 — A força das Trindades
Sting e Lucy estavam de costas um para o outro, analisando tudo ao seu redor, e aguardando o contra-ataque inimigo.
Kuroi ainda não tinha se recuperado do ataque que recebera mais cedo, enquanto isso Deiji e Hikari se camuflaram no ambiente, a espera do momento certo para atacar.
— Eu consigo sentir o cheiro delas — Sting sussurrou para a moça.
— Elas não são tão boas em ocultar seus poderes mágicos… — respondeu a Heartfilia. — Eu vou dar o primeiro passo, e você me dá cobertura. Já tenho em mente o que devo fazer — disse ela determinada.
— Ei Lucy… — ele a chamou, e a mesma virou-se para encará-lo —, por favor, não se machuque.
— Se preocupe com você — ela respondeu.
Em seguida, a loira concentrou sua magia na espada, tornando-a leve e fina, enquanto seu escudo se tornara mais pesado. Na sequência Lucy deu alguns passos e seu corpo sumiu de vista.
— O que aconteceu? — Kagura gritou desesperada.
Mas, não houvera tempo para respostas, pois uma enorme cerejeira caiu há alguns centímetros da morena, que se assustou. Logo, a árvore começou a sumir, e por fim transformou-se nas duas magas.
— Como você? — Deiji estava pasmada.
— Talvez vocês não sejam tão fortes quanto aparentam ser — a maga estelar apareceu atrás da dama da terra, em seguida golpeou-a com seu escudo fazendo-a voar para o outro lado. — Sting, agora!
— Não se eu puder impedir! — Kuroi apareceu ao lado do Dragon Slayer com duas dúzias de espadas invocadas.
Por alguns segundos Lucy teve medo, mas não soube ao certo o porquê. Não soube decifrar o que ela temia, só soube que tinha que impedir que aquela mulher matasse o Eucliffe... Mas como? Eles estavam em desvantagem, eram três contra dois, um vacilo e ou ela, ou Sting poderiam perder a vida.
Suspirou pesadamente, não poderia fazer nada por ele. Seu coração doeu, mas era inevitável. Ergueu seu olhar para o céu negro, as estrelas estavam apagadas, mas a lua cheia reluzia de forma incrível, era como se dissesse a ela o que teria que fazer. Sorriu.
Fechou os olhos e deixou seu poder mágico tomar conta, logo sua aparência mudou, os olhos votaram a ganhar o tom de chocolate, os cabelos estavam no tom original, mas estava mais compridos e ondulados. Ela vestia um colam negro com adornos dourados, assim como a bota que ia até o joelho. Ela tinha regredido um estágio na sua diamond force, o que lhe permitia invocar alguns espíritos.
— Portão dos deuses eu vos abro, e invoco aqueles que controlam os maiores elementos da Natureza — os símbolos que ela tinha no braço se tornaram chaves, assim como a qual ela tirara do bolso segundos antes, logo três figuras distintas apareceram, era a trindade dos deuses.
Amaterasu, Tsukuyomi e Susano estavam ali, cada um com a sua particularidade, mas todos dispostos a ajudar, alguns mais, outro menos, porém estavam ali para isso.
— Por favor… — Disse a moça, e os três consentiram.
Tsukuyomi foi o primeiro a se mover. Ele foi em direção a Kuroi que usava todas as suas forças para acabar com Sting. O deus da lua usou a sua magia e retirou todos os sentidos mais sensíveis da maga, fazendo com que ela perdesse a visão, a audição, o olfato e seu equilíbrio. Era carta fora do baralho.
Em seguida, foi a vez de Amaterasu. A deusa do sol pegara seu leque e o abrira inteiro virado para a lua, que sumiu por alguns minutos e deu lugar ao sol, que teve o seu calor aumentado o suficiente para incendiar algumas árvores, porém não eram árvores qualquer, e sim, todas as que estavam a voltada de Deiji, que não conseguira reagir.
— Nós ainda não fizemos o nosso contrato — falou Susano, o deus dos mares, de forma séria.
— Podemos fazer isso mais tarde? — Perguntou Lucy.
— Não pense que isso saíra de grança — respondeu o rapaz enfezado.
Ele rumou em direção a Hikari, que tentava criar uma bolha d’água resistente o suficiente, para que pudesse atravessar o fogo e resgatar Deiji.
— Você não devia brincar com isso — Susano a repreendeu.
— Você é um espírito estelar, tão inútil quanto qualquer outro, não venha me dizer o que fazer — disse ela de forma irritada.
O deus dos mares gostava de pessoas astutas, porém Hikari não lhe agradaram nenhum pouco, então não ficou com peso na consciência ao fazer o feitiço virar contra o feiticeiro. Ele combateu água, com água e prendeu a dama dás águas em sua própria bolha, até que a mesma desmaiasse ao ficar sem ar.
Aquela era a primeira vitória da aliança das guildas, agora era questão de tempo para que conseguissem resgatar Layla.
— Obrigada… — Lucy murmurou um agradecimento antes de ficar inconsciente por causa do uso excessivo de magia. Por causa disso os três espíritos estelares sumiram e o ambiente voltou ao normal.
Kuroi aos poucos recobrou os sentidos, mas não era o suficiente para encaram Sting, ou qualquer outro em uma batalha corpo a corpo. Ela olhou para os lados e avistou Hikari e Deiji desmaiadas, o que a assustou.
— Por ora nós vamos recuar, mas não pensem que da outra vez será tão fácil — disse ela ao pegar as companheiras e se perder na imensidão escura da floresta.
Agora eles estavam empatados, quem virasse o jogo, vencia.
(…)
Os magos estavam todos reunidos, com exceção de Lucy que ainda não havia acordado depois da batalha da noite anterior. As faces estavam todas sérias, muitos tentavam esconder a irritação de não ter ajudado a maga estelar, outros tentavam entender como a moça vencera a trindade da discórdia praticamente sozinha.
— Eu não consegui analisar o veneno que Deiji nos fez inalar — suspirou Hibiki.
— Elas conseguiram nocautear vinte magos de uma única vez — explodiu Kagura. — E nós que estávamos acordados não conseguimos fazer nada, absolutamente nada, porque fomos presos por algumas raízes idiotas…
— Ei, calma — Rufus tentou acalmar os nervos da amada, que lhe fuzilou com o olhar.
— Elas são fortes… — começou Erza —, elas mataram dois de nossos magos mais poderosos.
— Mas não passaram pela Lucy — disse Hideki.
— Mas a Lucy é forte, e todos nós sabemos disso — Erza retrucou.
— Não é só isso, — Sting, pela primeira vez desde que se juntara ao grupo falou — a Lucy está lutando com um misto de sentimentos a flor da pele, e isso a torna mais forte. Ela luta por alguém que é importante para ela, então se nega a perder.
— O que você sabe sobre isso? — Natsu explodiu. — Você não sabe nada sobre a Lucy, muito menos sobre a Layla, então não tente convencer aos outros que você a compreende.
— Chega! — Gritou a Scarlet. — Arrumes as suas coisas, vamos partir em dez minutos.
— Mas Erza, a Lucy… — Mira tentou argumentar.
— Ela vai ficar aqui com o time de retaguarda — disse a ruiva.
— Mas ela saiu ilesa da luta contra as damas — protestou Sayumi.
— E é por isso que temos que mantê-la a salvo, algo me diz que não é a Layla que eles querem.
— Está querendo dizer que… — Natsu a olhou desconfiado.
— Que talvez tudo isso seja uma armadilha, e nós estamos caindo direitinho.
(…)
— Aqui está escuro — disse uma voz feminina.
— Calada, não podemos ser descobertos — uma voz masculina soou num tom de repreensão.
— O que nós estamos procurando? — Ela sussurrou.
— Uma criança, uma menina para ser mais exato.
— E você acha que eles a prenderiam aqui?
— Aqui é um lugar de difícil acesso, se nós não tivéssemos a ajuda que tivemos, nunca chegaríamos aqui. Por isso, tenho certeza que a criança está aqui.
— E o que vamos fazer com ela quando a encontrarmos?
— Isso não importa agora, nesse momento nós só precisamos encontrá-la — ao dizer isso o rapaz encapuzado parou diante uma cela gélida e escura. No fundo da mesma ele avistou um pequeno corpo quase sem vida — Layla!
Os olhos dele brilharam, era aquilo que procurava, agora só precisava dar um jeito de tirá-la daquele lugar. Logo, todas as suas dívidas estariam saudadas, e talvez recuperasse o prestígio que tivera um dia, ou até mesmo recuperasse o amor daquela que era dona do seu coração há anos.
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