Destiny
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Oi gente, obrigada a quem comentou o capítulo anterior, e o capítulo de hoje vai mostrar algo bem importante, que por enquanto ele é Bucky, sem rastros do soldado invernal, e mostra um pouco do que se tornou a realidade dele, espero que gostem
–Vai, pode contar tudo agora- falei com ele que estava de pé enquanto eu estava linda e belamente jogada no meu sofá
–Tudo? Porque?- ele me perguntou parecendo confuso, por Deus onde eu fui me meter –Tudo uai,porque não é possível fazer uma equação sem as variáveis- expliquei e ele continuou com cara de quem não entendia–Como assim equação, pra que você faria isso agora?- ele continua confuso, que a gente ache esse amigo dele logo senão eu surto–Metáfora, isso é uma metáfora, o que eu quero dizer é que chega a ser impossível achar o seu amigo sem saber sobre ele, quem ele é, como é, e tudo o resto, porque você me disse que faz 70 anos que você não ve ele quando você aparenta ter 30- respondi um pouco alterada mas logo voltei ao normal, ele me encarava com um rosto normal, como se eu não tivesse falado nada–Você deve tá com fome certo? E precisando de um banho- levantei e sai dali pra pegar uma toalha pra ele, pelo menos enquanto ele tomava banho e se ajeitava dava pra eu assimilar tudo, peguei uma lâmina de barbear, uma toalha, shampoo e todas as coisas necessárias para um banho decente. Voltei na sala e ele estava em pé no mesmo lugar, sem ter se mexido um centímetro –Bucky?- chamei e ele parou de olhar pro nada e focou em mim- Toma uma ducha, vou achar roupas pra você e depois a gente conversa- falei entregando a toalha e o resto das coisas- O banheiro é logo ali- falei apontando pra portinha a direita –Uma tesoura, você tem?- ele pediu com a voz baixíssima, um sussurro–Tenho, e não precisa sussurrar- sussurei zombando dele e fui pegar a tesoura na cozinha e entreguei, ele estava olhando um quadro que estava na mesinha da sala, era eu e várias crianças, o pessoal do orfanato –Quem são? — ele perguntou me mostrando o quadro –Amigos, amigos de infância que a maioria eu nunca mais vi- falei com certa tristeza porque apesar de minha infância não ter sido boa , aquilo foi o melhor que ficou dela–Se você quiser a gente poderia achar eles, igual você vai me ajudar com o Steve- ele me disse e vi um certo brilho no olhar dele, quase como uma inocência–Infelizmente é meio impossível, faz muito tempo que eu não vejo eles, nem lembro os nomes direito- respondi a ele lembrando daquela época–Eu cai de um trem em movimento e fiquei vivo, meu amigo ficou congelado por 70 anos e hoje defende o seu mundo, então não me diga que é impossível- ele falou me encarando, okay, ele com certeza é estranho e eu o trouxe pra dentro de casa–Vai logo pro banho porque pelo jeito você tem muita coisa pra me contar- disse empurrando ele pro banheiro, depois fui fuçar nas minhas coisas pra ver se algum cara que veio em casa esqueceu alguma roupa aqui, nadinha, acabou comigo indo pedir roupa emprestada no vizinho, e como ele é uma boa pessoa emprestou, porém o mico foi grande eu explicando o tamanho do Bucky. Depois de ter tomado aquela chuva pra pegar as roupas e voltar pra casa fui preparar algo pra comermos, como estava frio seria chocolate quente e bolachas, fui até meu quarto e deixei as roupas dele na minha cama e fui avisar ele–Bucky?- gritei batendo na porta, ele já havia desligado o chuveiro- Deixei roupas limpas pra você no quarto ao lado– Obrigado- ele respondeu lá de dentro, e a voz não parecia tão sombria quanto antes. Fiquei sentada na sala esperando ele vir, hora que saiu ele me surpreendeu estava sem barba e com os cabelos molhados, a calça e a blusa que eu havia arranjado serviram perfeitamente, mas ele havia colocado a blusa de frio dele por cima, tava tudo perfeitinho, mas aquele cabelo merecia um corte, e lá vamos nós realizar o sonho de criança –O seu cabelo...- falei apontando pra ele–O que tem ele?– Precisa de um corte urgente- falei me empolgando já–Talvez precise, mas o que isso vai influenciar na nossa busca?- ele me perguntou, aqueles cabelos dele estão me seduzindo para serem cortados–Não sei, só cortando descobrirá- falei e já fui pegar minha escova e tesoura, botei um banquinho no banheiro e chamei ele e o fiz sentar lá, coloquei uma toalha em volta e comecei a pentear o cabelo sedoso do moço–Pode começar a contar- falei cortando a primeira mecha Ficamos meia hora lá conversando enquanto eu cortava o cabelo dele, Bucky me contou que ele e Steve eram amigos, e que tinham entrado pro exercito na época da segunda guerra, Steve foi usado para um experimento e se tornou um super soldado, o que hoje seria o capitão América, Bucky havia caido desse tal trem que ele havia comentado e seu corpo não havia sido achado e ele foi dado como morto, porém depois quando o encontraram fizeram experimentos nele, colocaram um braço de metal e apagam a memória, o tornando um assasino profissional, depois de todo esse tempo haviam lhe dado a missão de acabar com o capitão, foi ai que ele começou a se lembrar do passado dele, haviam quase se matado e depois ele fugiu de todo aquele caos e de uma tal de Hydra, agora que se lembrava de algumas coisas queria encontrar o amigo. Fomos pra sala e ele se sentou no sofá enquanto eu pegava o chocolate quente e as bolachas, devia ser por isso ele me parecer tão fechado, aquelas lembranças o atormentavam com toda certeza, me sentei ao lado dele e coloquei as coisas na mesinha de centro
–Eu posso ver?- perguntei e ele se virou pra mim, agora ele parecia mais tranquilo, como se contar aquilo o fez bem, como se um peso tivesse sido tirado das minhas costas –Ver o que? –O braço, o que colocaram em você- falei receosa com medo dele achar isso ruim, que eu tivesse achado estranho– Ah, sim, pode- ele disse e tirou a camiseta de frio que ele havia colocado e a outra que eu havia arranjado, mostrando seu peitoral que meu Deus tá de parabéns, foca no braço Anne Ele se virou pra que eu pudesse ver melhor, era todo cinza claro e estava em perfeita condição, perto do ombro havia uma estrela vermelha desenhada–Soviético? — perguntei indo colocar a mão em cima da estrela mas consegui me conter–Os caras que me acharam sim, e não precisa ter medo- ele falou percebendo que eu quase toquei, ja que podia eu coloquei a mão em cima da estrela, ela um metal estranho, e estava bem frio –Estranho- comentei dando um riso sem graça pra quebrar aquele clima tenso –Porque você decidiu me ajudar?- ele perguntou do nada– Porque deu vontade ué- disse tentando escapar de uma explicação gigante -Anne, eu posso não lembrar de muitas coisas e ficar um pouco perdido com qualquer coisa que não seja matar alguém, mas eu sei que pra ajudar alguém precisa de um bom motivo, ou você acha que eu salvei o Steve a toa- ele explicou e ficou me olhando a espera de uma resposta –É porque eu não gosto de falar muito sobre isso- expliquei e peguei nossos chocolates quentes que deviam ter esfriado a essa altura-Toma, já deve ter até esfriado- entreguei e ele prontamente pegou e bebeu uma grande golada, fiz o mesmo porque chocolate era meu vicio, ficamos em silêncio um tempo até ele puxar assunto–Olha, é melhor falar, falar sobre qualquer coisa, sua consciência fica melhor- ele disse me parecendo um conselheiro amoroso, um psicologo, ou aquelas melhores amigas que querem saber de tudo–Você virou psicólogo agora? Tá muito curioso pro meu gosto–Não que eu não esteja curioso, mas quando você passa por uma vida igual a minha –Se podemos chamar aquilo de vida- interrompi ele –É, se podemos chamar aquilo de vida, quando se passa por aquilo e como se sua vida toda, todo aqueles momentos bons sumissem, é como se tudo o que eu lembro que acontece antes de eu ter morrido não fizesse diferença, pois as memórias que prevalecem são de cada pessoa que eu matei, de todo o sangue derramado, eu me lembro de cada detalhe, já destrui familias- ele disse e fez uma pausa, não fazia a mínima ideia de onde ele queria chegar- Já destrui lares, já cometi crimes, já mateis crianças inocentes- ele fez mas uma pausa, e depois olhou pra mim, por estar escuro não pude ter tanta certeza mas seus olhos parecim marejados- Acho que sua história não é tão ruim, talvez sua história me lembre um pouco de como eu era, não sei, apenas me faz bem ouvir historias, e você, que do nada resolveu me ajudar deve ter uma história fantástica, pois o passado é quem te molda, por mais que sofreu com ele, ele te moldou e te tornou o que é hoje, sei que você pode não confiar em mim por eu ser um completo estranho, mas você tá me ajudando, a quanto tempo alguém não conversa pelo menos dez minutos comigo, você pode morrer de medo de mim, mas pelo jeito tem mais medo do seu passado, contar ele a um estranho lhe fará bem, confie em mim, assim como eu confio em você, eu sei o que é ser sozinho nesse mundo, pode ter certeza que eu vou te entender- ele disse Eu fiquei sem ação, não sabia se eu colocava minha caneca na mesa e abraçava ele, ou começava a chorar ali em sua frente, mas fiz o melhor que podia, comecei a contar tudo, na esperança de me sentir bem
Notas finais
Desculpa se ficou confuso, prometo melhorar. O próximo cap vai contar a história da Anne, e esse capítulo só vai ser postado ss tiver comentários.
OBS.: Perceberam que a Anne não tem um sobrenome?
Fale com o autor