Destiny
3 Capítulo 3
Notas iniciais
–Eu, tenho 20 anos, nasci em 1994, aqui em Nova York mesmo, e também fui criada aqui, por uma enfermeira do hospital, quando eu tinha 3 anos ela morreu, e eu acabei indo pro orfanato, ninguém me adotou, cresci lá, me fudia todo o dia porque ninguém gostava de mim, aos 15 sai de lá graças a faculdade, agora venho me virando sozinha pra viver- expliquei na esperança de ele se contentar com isso
–Hm, agora pode contar- ele falou com um sorrisinho cínico
–Mas eu já contei- reclamei revoltada
–Não, você fez uma sinopse dos fatos ocorridos na sua vida, agora quero a obra completa, vamos Anne- ele disse
–Sério? — perguntei fazendo cara de cachorro que caiu da mudança
–Sério, não adianta olhar assim- ele falou rindo
– Vai te fazer bem Anne- agora já estava sério, era difícil acompanhar ele- Fingi que tá contando a história de um livro, uma reportagem, mas conta logo
–Tá bom, era uma vez...
–Não necessariamente um livro de conto de fadas Anne- ele reclamou e eu taquei uma almofada na cabeça dele
– Menina, você não sabe o perigo que é me bater- ele zombou de mim pra variar
–Silêncio, se não eu não conto- falei e não se ouvia ele nem respirar direito- Era uma vez, uma mulher que estava grávida e que tinha tido muitas complicações durante toda a gestação, uma delas foi teu namorado ter lhe abandonado no início da gravidez, ela, ela deu a luz a uma garotinha, chamada Anne- falei com tom de surpresa e apontei pra mim, ele riu e continuou prestando atenção- Porém essa mãe morreu, logo após o parto, e essa garota ficou abandonada, ninguém sabia o nome e muito menos o sobrenome, já que a mãe havia chegado as preças no hospital e havia morrido, uma enfermeira pegou essa linda menininha pra cuidar, a enfermeira chamava-se Tânia, ela cuidou muito bem dela, até a garota atingir seus 3 anos, a casa em que viviam foi assaltada e queimada, Anne estava na creche, quando chegou os bombeiros a levaram pro orfanato mais próximo e lhe disseram que aquilo seria temporário- fiz uma pausa, apesar de pequena, bem pequena mesmo, eu lembrava da casa pegando fogo e dos bombeiros, fora que eu tinha fotos guardadas
–Tá tudo bem?- ele me perguntou vendo que eu havia parado
–Sim, continuando, eu fiquei um bom tempo acreditando que era realmente temporário até descobri que era mentira, tinha um pessoal desse orfanato que não gostava da Anne, e ela nunca soube o porque, mas tinha alguns amigos, Anne era bem curiosa, e teimosa, e as tias do orfanato não curtiam isso- falei rindo lembrando de casa coisa que já aprontei- Esse pessoal que não curtia ela costumava a excluir ela e as vezes até dar uns tapas, mas nunca saiam ilesos, se fossem moleques ficavam com uma grande dor na área de fazer xixi- falei e ele riu
–Área de fazer xixi, isso é broxante Anne- Bucky riu de novo e eu fiz cara de mal, o que motivou ele a rir mais
–Cala a boca, e se fossem meninas Anne geralmente ficava com um tufo de cabelo de recordação, ao completar 15 anos Anne já foi aceita na faculdade, ela era muito inteligente e já estava a frente de todos os teus colegas, aí depois ela se formou, não arranjou emprego e veio morar aqui nessa casa, e está nesse momento sendo ouvida por um assasino- falei e dei um sorrisinho cínico e Bucky revirou os olhos
–Melhor ser ouvida por um assasino do que ser assassinada por ele não acha?
–Besta- falei e taquei a almofada nele de novo que desta fez retribuiu e acerto bem na minha cara
–Viu, não doeu nada você contar- ele disse se aquietando
Não achei necessário responder, na verdade não tinha resposta pra isso, pois me fez bem desabafar, porém já eram uma da manhã e eu não tinha sono
–Anne?- ele perguntou estralando os dedos na minha frente
–Oi bucky- respondi voltando a real
–Já vai dormir?
–Se eu tivesse sono até tentaria- reclamei- Vai dizer que dorme cedo boneca? -Não- ele respondeu com uma voz estranha e idiota- Não sou muito fã de sonecas, cochilos e nada do gênero
–Porque? — perguntei abismada, que ser no universo não gostava de dormir? -Pesadelos, parece coisa de menininha mas não é- ele já se adiantou antes que eu falasse algo sobre isso
–Não é mesmo- falei e fui pegar meu not no quarto- Já que você não dorme e eu tô sem sono vamos pesquisar
–O que?- ele perguntou encarando o not que estava no meu colo como se fosse um bicho de sete cabeças
–Teu amigo uai, o super soldado famoso- expliquei e ele se sentou mais perto ainda
Perguntei o nome dele certinho, ele disse que se lembrava de Steven Rogers, fuçamos, fuçamos e descobrimos que ele tá morando numa torre lá, no meio das fotos que achamos tinha uma de um grupo reunido junto a esse Steve, e havia uma mulher, e um cara bem parecido com o Bucky, na verdade era ele e eu não sabia. Aproveitei pra deixa-lo a par de tudo o que havia acontecido no mundo
–Quem é esse?- ele perguntou apontando pra tela da Tv
–Esse ai? Um riquinho da cidade, Tony Stark, conseguiu todo o dinheiro em armamento nuclear e...
Fui interrompida por ele que quase entrou dentro do not pra olhar a foto
–O sobrenome? É Stark?
–É sim, porque? — perguntei mais confusa do que ele no início de tudo
–Havia um grande amigo que nos ajudou, Howard Stark, eles se parecem muito- Bucky disse analisando a foto
Pesquisei mais um pouco e vi que esse Howard era pai do Tony, que já havia lutado junto ao Steve, que era amigo do Bucky que era o cara que eu prometi ajudar, que beleza Depois de toda essa pesquisa sobre Steve e companhia estavamos nós dois sentados no sofá olhando um pra cara do outro
–Anne você não contou alguns detalhes- Bucky disse retomando aquele assuntinho chato
–Quais exatamente?
–Seu nome além do Anne, quem é seu pai...
–Meu nome é só Anne pois era a única coisa que sabiam da minha mãe, o nome dela. E meu pai deve ser um vagabundo qualquer
–Porque um vagabundo qualquer? — ele me perguntou com cara do gato de botas pois ele já devia saber que não gosto desses assuntos
–Ele abandonou minha mãe quando descobriu que ela tava me esperando, não ajudou ela em nada, disse que sua vida valia muito pra ele perder cuidando de uma criança- respondi sentindo o ódio crescer dentro de mim
–Como você sabe de tudo isso?
–A enfermeira era conhecida da minha mãe, pelo menos foi isso que ela me contava e que todo mundo sempre soube, e sempre me comtavam- respondi e me levantei
– Onde você vai?- ele perguntou se levantando também
–Dormir uai, amanhã acordo cedo, tenho que trabalhar- falei dando um sorriso- Se importa de dormir ai?
–Não, claro que não, isso aqui esta perfeito, obrigado Anne- ele falou e eu sai pro meu quarto, troquei de roupa e dormi
Tentei dormir, mas não conseguia, pensava em várias coisas, desde meu passado até a história do Bucky, rolei e rolei na cama pensando no sofrimento dele e no meu.
E digamos que ele passou a noite fazendo o mesmo
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