Destinos Entrelaçados
38 Capítulo 37
Notas iniciais
As semanas voltaram a passar correndo. Bella sentia muito enjoo na parte de manhã e dor nas costas, mais no todo estava tudo bem.
Eles estavam mais unidos que tudo e Bella chorava a cada momento que Edward falava com sua barriga e a beijava.
Voltaram à consulta apenas quando Bella completou doze semanas de gestação. A barriga dela estava grande de mais, para o seu tempo de gestação, parecia que estava de seis meses de gestação e não dois a menos que isso, fazendo a Alice, Renée apostaram que tinha mais de um bebê ali dentro.
Edward e Bella achavam que não, por isso ficaram surpresos quando a médica confirmou.
Agora Bella estava sentada em uma maca, com Edward ao seu lado segurando sua mão, enquanto a médica passava um gel gelado em sua barriga.
Depois ela pegou o aparelho e ligou o deslizando na barriga de Bella.
— Bom vamos ver o que temos aqui — Dra. Taylor disse enquanto olhava a imagem na tela.
Ela sorriu.
— Está tudo bem? — Edward perguntou olhando para a imagem da tela e achando algo estranho.
— Vocês estão vendo isso — ela disse apontando para a tela — Um, dois e três — contou cada — Isso são três embriões.
— TRÊS? — Bella disse olhando os três circulosinhos que a médica apontava.
— Sim, vocês vão ter trigêmeos — a doutora falou sorrindo, já havia desconfiado daquilo — Daria para ver o sexo deles se não estivessem tão tímidos, estão de perninhas fechadas, percebem? — falou apontando para tela.
— Oh, Deus — Bella disse começando a chorar, Edward assustado apenas apertou a mão dela.
— Três bebes, de uma só vez — ele disse olhando para a tela, sua boca aberta.
— Você... — ela não conseguiu dizer nada, apenas chorar.
— Não tem como você me deixar mais feliz, Bella. Eu amo tanto você — ele disse beijando sua boca carinhosamente e limpando suas lagrimas.
Mas apenas para mais lagrimas se formarem quando a médica ligou o som e eles puderam ouvir os coraçõezinhos batendo.
— Três bebes, dá para acreditar? — Bella disse passando o dedo na foto que haviam tirado de sua ecografia.
Havia acabado de sair do banho e estava com um roupão, uma calcinha e sutiã parou para ficar olhando a foto do seus bebes,
— Você não sabe o quanto estou feliz — Edward disse beijando seu pescoço e a abraçando por trás, sua mão acariciando sua barriga — por isso que você já tem essa barrigona — ele disse espalmando sua mão na barriga dela, espalhando o hidratante .
— Está me chamando de gorda Edward Cullen? — Bella perguntou incrédula.
— Claro que não, Bella Cullen, meu amor, você está linda — ele disse amavelmente — Você gostou da ideia de serem trigêmeos?
— É claro que sim, eu só estou um pouco assustada não é você que vai ter três bebes passando por sua vagina — ela disse honestamente, sentiu as mãos dele segurarem seus seios por cima dos sutiã os massageando, ela gemeu, olhando para ele atravez do espelho que estava na frente dele.
— Blah, eu nem tenho vagina — ele disse sorrindo, voltando suas mãos para a barriga dela — mas você vai querer parto natural?
— Não sei ainda, não conversei com a médica direito — ela disse.
— Bom eu vou deixar você escolher, afinal é você que vai fazer o trabalho difícil. Seja lá qual você escolher eu vou estar ao seu lado segurando sua mão — prometeu e ela assentiu, se virando para ele e o beijando.
— Edward? Nós podemos comprar algumas roupinhas? A médica disse que eles podem nascer durante os sete meses ou oito é melhor começarmos a arrumar tudo logo.
Ele sorriu malicioso e feliz ao mesmo tempo.
— Estou ansioso para isso — ele disse animado e ela sorriu. Edward a puxou e a beijou com desejo, até ir comprar as roupinhas do seus filhos ele iria amar e muito sua mulher.
No dia seguinte, foram para uma loja enorme de bebes que tinha várias coisas. Não se seguraram e compraram algumas coisas.
Conjuntinhos, macacões, toquinhas, meias, luvas, sapatinhos.
— Olha isso — Edward disse apontando para um vestidinho rosa — Nossa princesinha vai ficar linda nisso.
— Nós não sabemos o sexo ainda — Bella disse emocionada do jeito carinhoso que ele disse.
— Bella, pequena amor são três bebes, se nenhum deles for meninas, nós definitivamente vamos ter outros bebes depois — ele disse — mas posso levar?
— Claro — ela sorriu — mas acho que vai demorar até ela poder vestir. E eu acho que já está bom, vamos deixar para comprar mais coisas quando sabermos os sexo deles.
— Sim, você tá certa — ele disse a beijando profundamente.
Almoçaram em um restaurante e ainda passaram em uma loja de decoração de quartos, apenas vendo alguns modelos e não decidindo nada ainda.
É claro que toda a família ficou exultante com as noticias. Os dias se passaram com Bella tendo várias crises de mudança em seu humor, mas nada que um Edward paciente não fazia para deixa-la mais feliz possível.
Edward teve seu momento de insegurança. Bella havia acabado de chegar em casa, depois de um dia exaustivo na faculdade, estava com as costas dolorida, chamou por ele fechando a porta, já que o carro dele estava ali, ele só poderia está ali.
— Edward? — disse começando a subir as escadas com cuidado, segurando no corrimão.
Há uns dias ela havia tropeçado e quase caído da escada, mas conseguiu se segurar a tempo. Edward felizmente não presenciou o momento, se não nunca deixaria subir uma escada novamente, mas isso serviu de lição para Bella que agora subia a escada com cuidado redobrado, sempre segurando no corrimão e lentamente. Nunca que colocaria seus filhos em risco.
Ela finalmente chegou ao seu quarto, mas ele não estava lá, encontrou-o no quarto que seria dos filhos deles, o quarto estava vazio, tinha apenas as roupinhas que eles haviam comprado dentro de uma cômoda provisória.
— Ed, tudo bem? — ela perguntou se agachando ao seu lado.
Ele virou o rosto para olha-la, seus estavam úmidos. Ele respirou fundo e encostou sua cabeça no peito dela, Bella o abraçou.
— O que aconteceu? — sussurrou Bella.
— Eu estou com medo — ele disse.
— De que?
— Eu vivo com esse aparelho Bella, não tenho mais agilidade que tinha antes, me canso mais rápido, não posso pegar nada muito pesado, como vou poder segurar meus filhos nos braços? Como vou ser o pai que eles merecem com isso? — ele falou.
Bella teria sorrido se ele não parecesse realmente preocupado e triste.
Ela acariciou seus cabelos olhando em seus olhos.
— Eles vão te amar, Edward, eles já te amam. Diz-me quem foi a primeira pessoa para quem eles chutaram?
— Eu — ele disse apenas.
— Você. Você fala com eles todos os dias, você até ler e canta para eles, você já é o melhor pai que eles poderiam querer. Tenho certeza que você vai ser ainda melhor, e que eu que vou ser a responsável por brigar com eles, porque eles nem nasceram e já tem você na palma da mão.
— Não é assim, também — ele disse rolando os olhos.
— Não? Quem quis abrir uma conta para eles já? Você até já quis comprar bicicletas para eles e eles nem nasceram ainda, Edward.
Eles riram.
— Você vai ser o herói deles, eu não tenho nenhuma duvida disso — ela disse.
— Você vai ser uma ótima mãe também — ele disse acariciando a bochecha dela e sua barriga.
Se inclinaram e seus lábios trocaram um beijo suave cheio de cumplicidade.
......
Ele sorriu quando o policial chegou.
Era de madrugada e todos já estavam dormindo. Sem dizer nada, o policial apenas abriu a cela dele e Aro saiu, não acreditando que finalmente estaria longe dali.
Estava escuro e o policial havia desligado algumas câmeras de segurança, mesmo assim os policias que estavam na sala de vigilância dormiam depois de comerem as rosquinhas com calmante que ele havia deixado lá.
O policial nem podia acreditar no dinheiro que ganharia. Finalmente poderia dar a sua filha a festa que ela tanto queria de dezesseis anos. Seu salario não era alto o bastante e sua filha merecia uma festa de princesa.
Aro andou calmamente pelos corredores, tendo que se esconder apenas uma vez, o policial já havia cuidado de todos os policiais que faziam ronda foi fácil chegar até o estacionamento.
Aro sorriu, aceitando quando o policial abrisse o porta-mala do carro e ele entrou. Ele não se preocupou com o tempo que passou ali, nem com o balanço forte. Se ainda estava ali é porque ele havia conseguido.
Finalmente o policial parou o carro em uma rodovia deserta e escura. Tirou Aro de dentro que sentou ao seu lado no banco de passageiro.
— Quando você vai me dar meu dinheiro? — o policial perguntou.
— Na cidade, vou entrar em contato com um velho amigo meu e lhe entregarei o que é seu — Aro disse, notando a arma do policial no painel.
Balançou a cabeça não acreditando em sua sorte.
Policial burro.
— Ou melhor — Aro disse em um movimento rápido pegou a arma e disparou três vezes seguidas no peito do homem.
Sorriu ao ver o olhar de arrependimento dele, enquanto ele morria pensando na sua filha que nunca mais veria e no sonho dela que ele não havia conseguido realizar.
Aro largou o corpo do policial na estrada e saiu com o carro. Até o encontrarem Aro já teria chegado a cidade e abandonado o carro em algum beco.
Assoviou uma música olhando para lua, respirou fundo o ar puro, de liberdade.
Soltou uma risada estranha, acelerando o carro. Seus cabelos brancos balançando com o vento que vinha da janela aberta.
Sua vingança estava começando.
Fale com o autor