Notas iniciais
Boa Leitura...

— Oh, Alie você está vendo o mar — um Edward de onze anos de idade disse, apontando pela janela do avião, onde dava para ver o mar azul lá embaixo, uma praia lotada e o céu azul, ao seu redor.

— Sim, olha o tantão de gente — a pequena Alice de seis anos de idade disse animada, sorrindo para seu irmão mais velho.

Eles tiveram que voltar para seu lugar e colocarem o cinto para o avião pousar. Seus pais sorriam vendo a felicidade e animação de seus filhos.

Pegaram as malas com as crianças impacientes querendo sair logo do aeroporto, Edward apesar de já ter onze anos ainda não havia iniciado sua puberdade, ainda parecia o mesmo menino, criança de sempre, nem sua voz ainda havia mudado.

Finalmente eles saíram da sala de desembarque e Esme não demorou muito para avistar seu irmão com uma linda menininha nos braços que ela só havia visto antes por foto. Ele colocou a menininha no chão e se abraçaram apertado.

Edward ficou quieto vendo sua mãe abraçar o homem que vagamente se lembrava de ir visita-los quando Alice nasceu. Ele lembrava do seu tio sem bigode, mas agora ele tinha um e lembrava também dele brincando com ele enquanto seus pais cuidavam de Alice.

Edward gostava de seu tio.

Só depois que ele finalmente a notou. A pequena menininha que tinha apenas quatro anos de idade.

Ela sorriu timidamente olhando para Edward, mostrando sua janelinha. Seus olhos se encontraram pela primeira vez e Edward sentiu tudo ao redor parar, como se agora só aquela menininha fosse à parte central de sua vida. Ele nunca sentiu algo tão poderoso e forte assim e ficou um pouco assustado, principalmente porque não entendia o que estava sentindo.

Mas só bastou a menina sorrir novamente para ele para ela conquistar Edward. De repente ele queria saber tudo sobre aquela menina que o roubou o ar. E mesmo não entendendo as coisas que sentia Edward sabia que eles iriam ficar juntos para sempre.


— Edward — ele repetiu seu nome calmamente esperando Bella repeti-lo também.

— Edualdi — ela falou franzindo sua testinha, esperando a confirmação de que ela estivesse certo.

— Quase minha pequena. Eeedwaaard — ele repetiu lentamente, feliz por sua mãe ter insistido ele de ter aulas de português.

A menininha suspirou.

— Seu nome é muito complicado — ela disse colocando sua mão debaixo do queixo.

Edward sorriu para sua prima tão nova, mas que era muito esperta. Se não fosse pelo tamanho dela ele nunca que diria que ela tinha apenas quatro anos, seu modo de falar de andar, parecia de alguém bem mais velho, talvez até mais velho que o Edward, mas ela estava achando muito difícil pronunciar o nome de Edward corretamente.

— Não posso te chamar só de Ed? — ela perguntou mostrando um lindo sorriso, mostrando seus dentinhos pequenos.

— Tudo bem, mas só porque é você — ele concordou sorrindo torto para ela. Não gostava de diminutivos do seu nome, mas para vê-la, sorrir ele aceitava tudo.

— Obrigada, Ed — ela falou rindo e batendo palminhas como havia visto Alice fazer uma vez.

Ele sorriu para ela, sentindo algo estranho no peito e eles correram para dentro da casa, para roubarem mais biscoito, antes do almoço, do pote que Renée guardava em cima do armário.


Quando Alice completou seus seis anos, Carlisle e Esme decidiram fazer uma viajem para o Brasil, visitar o irmão de Esme, Charlie Swan. E foi assim que Edward e Bella se conheceram.

Quando Edward e Bella se viram pela primeira vez, criaram uma afeição imediata. Era notório como eles gostaram um do outro quase que imediatamente, apesar de terem sete anos de diferença. A menina o conquistou com seu sorriso e ela foi conquistada pelo seu olhar.

Na viajem eles faziam tudo juntos, brincavam, comiam, só não dormiam nem tomavam banho juntos. Nem com Alice que era apenas dois anos mais velha, Bella havia se aproximado tanto.

Renée e Esme se divertiam, falando que um dia eles se casariam, Charlie ficava enciumado com a aproximação do menino com sua família, mas nunca havia visto sua filha tão feliz assim.

Edward chamava Bella de minha pequena, pelo seu tamanho e delicadeza e Bella chamava Edward de apenas Ed.

Era um amor puro e sincero. Eles sorriam e se entendiam apenas com o olhar, Bella era uma menina muito madura para sua pouca idade.

— Ed, para, não faz isso — ela disse correndo dele na praia.

— Volta aqui, pequena, eu vou te pegar.

— NÃÃO — ela gritou gargalhando correndo dele, só que ele era bem mais rápido e conseguiu sem esforço nenhum a pegar.

Edward levantou ela girando ela no ar, ela riu mais alto ainda e eles caíram na areia, rolando no chão.

— Eu não quero que você vá embora — ela disse de repente triste sentando.

— Eu também, não quero ir minha pequena — ele disse também triste.

— Fica comigo? — ela pediu e Edward passou sua mão pelos ombros da menininha.

— Mamãe não deixa, agente já pediu, lembra? — ele disse suspirando aborrecido.

— Então não vamos mais volta lá, assim eles não separam a gente — Bella disse, uma ideia incrível para uma menina de apenas quatros anos de idade.

Edward suspirou. Era hoje o dia que eles voltariam para os Estados Unidos e ele não queria nenhum pouco voltar, não queria se separar de sua pequena. Nunca. Queria poder ter um tipo de corda mágica que nunca se quebrasse para poder ligar os dois para sempre.

— Vamos nos esconder — ele disse se levantando e olhando para os lados, da praia quase deserta.

Eles haviam saído escondidos de todo mundo e correram para praia, ninguém havia percebido todos envolvidos enquanto se despediam.


— Meu Deus, a onde esses meninos se enfiaram? — Charlie disse enquanto eles andavam pela cidade.

— Tem certeza que eles não disseram nada Alice? — Esme perguntou.

— Não, eu não vi nada — a pequena Alice disse coçando seus olhinhos com sono.

— Nós já perdemos o voo — Carlisle disse olhando em seu relógio, pegando Alice em seus braços e beijando sua testa. A menina repousou a cabeça no ombro do pai descansando.

— Esses dois devem estar escondidos em algum lugar perto da praia — Renée disse não conseguindo não achar graça disso, já que por causa disso acabou que Esme e Carlisle ficariam mais um dia no país.

Dez minutos depois eles finalmente os acharam atrás de um coqueiro que ficava atrás de uma casa, eles estavam deitados no chão, dormiam ao lado um do outro, abraçados.

Mais tarde os pais conversavam com as crianças e prometeram que eles se viriam novamente, em alguns meses. Na despedida Bella e Edward ficaram longos minutos abraçados, Bella deu um beijinho na bochecha de Edward que beijou sua mão. Ambos ansiavam para quando finalmente se reencontrariam, mas isso nunca aconteceu.

O tempo passou, mas Edward e Bella nunca se esqueceram, todos os dias eles se falavam alguns minutos pelo telefone, mas foi ficando cada vez mais difícil.

Até que Edward adoeceu.

Ele tinha febre de mais de 40º, não queria comer, não tinha vontade de fazer nada.

Seus pais acordavam a noite com ele suado, tremendo e gritando enquanto delirava.

— EU QUERO MINHA PEQUENA, BELLA, ME LEVA PARA BELLA, NÃO FAZ ISSO — ele dizia se remexendo e chutando na cama, enquanto gritava em plenos pulmões.

Carlisle e Esme sofriam vendo o sofrimento do filho, chegou um momento que Carlisle teve que seda-lo de tanto que ele delirava. Renée e Esme conversavam por telefone e descobriram que Bella também não queria fazer nada e andava sempre tristinha pelo canto da casa, nem o mar a alegrava mais como antes.

Aquilo durou três dias, cansados de verem o sofrimento do filho, Carlisle e Esme decidiram voltar ao Brasil, mas quando foram dar a noticia, encontraram Edward jogando vídeo game alegremente no quarto, ficaram felizes pela recuperação do menino e só quando falaram em voltar ao Brasil que perceberam o que realmente havia acontecido. Edward não se lembrava de nada do que havia acontecido nos últimos três meses, para ele havia passado as férias toda em casa só jogando e vendo teve.

O levaram ao psicólogo que o diagnosticou com amnésia psicogênica uma perda de memória temporária, que leva o indivíduo a esquecer trechos dos acontecimentos devido a algum trauma psicológico. O médico disse que ele poderia facilmente se lembrar se contassem a ele e mostrassem fotos do momentos. Mas Carlisle e Esme decidiram não fazerem isso com medo do filho sofrer tudo de novo.

Renée havia dito que Bella estava melhor, apesar de uma nunca mais ter sido a mesma, perguntava sobre Edward, mas não era tanto assim. Afinal só tinha quatro anos e sua memória era pequena, poucas pessoas lembra-se do que aconteceu antes de completarem cinco anos sem ver nenhum foto, era muito raro.

Edward e Bella nunca mais se viram, eles seguiram a vida normalmente como se nunca tivessem conhecido um ao outro. Charlie ia poucas vezes visitar Esme sua irmã, mas ele sempre ia sozinho, Esme e Carlisle nunca voltaram ao Brasil.

Eles seguiram sua vida normalmente, até o momento em que finalmente seus destinos se entrelaçariam novamente.



Sua consciência voltou poucos segundos depois de ter se perdido pelas informações que estava recebendo e por todo estresse que estava sentindo sem ter Bella ao seu lado.

— Como eu não me lembro disso? — ele falou sentindo uma lágrima escorrer do seu rosto e cair na imagem que havia tirado do porta retrato quebrado, seus dedos passando por cima do rosto da menininha na imagem.

Bella.

— Quando percebemos que você não se lembrava de nada na viajem do Brasil, te levamos ao psicólogo, e ele te diagnosticou com Amnésia Psicogênica, você sofreu tanto que se esqueceu do motivo que te fez sofrer.

— E eu não podia me lembrar disso?

— Ele disse que você poderia se lembrar de tudo, se visse fotos ou se nós contássemos.

— Então porque porra vocês não me falaram isso? — ele falou com raiva.

Bella. Era sua prima. Eles já se conheciam.

Ele já a amava.

Agora tudo fazia sentido.

Como ele se sentiu quando viu ela caída de baixo da chuva, a estranha sensação de já conhece-la, de querer proteger ela de tudo e todos.

Ele sabia que lá no fundo, alguma parte dele, seu coração, nunca havia a esquecido. Só sua mente maluca que fez isso.

Ele sempre pertenceu a ela.

— Edward, não fale assim conosco — Carlisle disse.

— Não falamos antes, porque não queríamos que você sofresse — Esme disse começando a chorar.

— Mas deixaram Bella sofrer?

— Ela era apenas uma criança Edward, logo não iria lembrar de você também.

— Eu preciso falar com ela — ele disse se levantando e colocando a foto no seu bolso.

— Edward, você não pode sair assim — Carlisle disse.

— Eu vou atrás dela e vocês, nem ninguém vão conseguir me impedir.

Notas finais
n/a: oiie amores,
hehe
O que acharam do capitulo? Pequenininho né? Mas cheio de emoção... haha
Claro que o Ed não vai deixar de ir atrás de sua pequena,
Hehe o reencontro deles no próximo capitulo!!
Obrigada pelos comentários, comentem maaais, e se puderem me ajudem a divulgar a fic...
Até terça ou quem sabe antes, tudo depende de vocês...
Beijos
Lalac

Ahhh, já ía esquecendo do spoiler kkkk
[...]
Bella tentava esconder seu corpo, mais era algo inútil. Haviam jogado para ela apenas um pedaço de um pano preto que era uma calcinha minúscula e obrigando-a a se vestir.
Agora estava em cima de um pequeno palco circular, em um local escuro, mas podia sentir que havia várias pessoas ao seu redor. Podia ver sombras de homens e uma ou duas mulheres, pouco a pouco umas luzes começaram a se acender e ela apertou seus seios com o braço querendo esconde-los, ouviu risinhos.
Depois de um tempo alguém a puxou dali.
Me solte, eu quero sair daqui ela disse puxando seu braço com força, mas o homem que a segurava era bem mais forte.
[...]

Uhu... Será que isso é um pesadelo ou agora foi a vez da gangue dos Denali pegarem a Bella? kkkkkkk Ou nenhum dos dois?

Agora vai, beeijos, uma ótima semana

OBS: Mereço recomendações?