Notas iniciais
Olá, voltei com mais um capítulo. Espero que gostem e comentem.

Harry deu razão a seus instrutores enquanto corria rumo a Gringots, era uma má ideia deixar os sentimentos tomarem conta dele em momentos como aquele. Sentia-se pronto para terminar de demolir o banco caso algo tivesse acontecido com o loiro e enquanto lutava para se controlar, ele e John ajudavam os civis a evacuarem o local. Entraram no banco ouvindo as pragas dos duendes, assim que o viram os xingamentos aumentaram. Harry pensava que eles eram rancorosos demais, afinal, já era tempo de perdoá-lo pelo “roubo”.

– O que aconteceu? – Harry perguntou ao chefe dos duendes.

– Alguém tentou entrar nos cofres do sr. Malfoy usando polissuco.

O auror se conteve para não demonstrar a onda de alívio que o percorreu. Draco não o tinha desobedecido e estava a salvo em casa.

– Esse intruso ainda está aqui?

– Sim, ele começou a nos atacar quando percebemos o engodo e foi na direção dos cofres. – O duende explicou.

Harry e John assentiram e começaram a ir para lá cautelosamente, podiam ouvir a batalha que se dava entre o falso Draco e os duendes. Harry percebeu que o mago devia ser muito poderoso, pois havia invocado Greyback dentro do banco e o lobo dava cabo de alguns duendes.

– Nossa prioridade é o loiro, ele é provavelmente o responsável por tudo.

– Pode ir Harry, eu seguro o lobisomem. – John garantiu.

Confiando no parceiro Harry avançou para a figura de Draco, que tentava a todo custo chegar aos carrinhos que davam acesso aos cofres. Assim que teve uma mira limpa Harry tratou de acertá-lo e graças aos duendes que ainda o mantinham distraído o feitiço acertou-o em cheio fazendo com que fosse impulsionado contra a parede. Quando o impostor ergueu o rosto e Harry viu como escorria sangue por aquela face um calafrio recorreu sua coluna, odiava ter essa imagem na mente. Voltou a atacar o homem que caiu desacordado, sem hesitar imobilizou-o com um feitiço e pegou a varinha que ele tinha deixado cair.

– Uma ajudinha aqui Harry?! – Gritou Jonh encurralado por Greyback.

Harry agiu rápido e deixando sua magia fluir com maior liberdade lançou um expelliarmus muito mais potente que o normal que deixou o lobisomem caído, John aproveitando o ensejo sacou um dardo cheio de poção tranquilizante e fez o objeto acertar o lobisomem no pescoço deixando-o fora de combate em minutos. Mal tinham terminado com isso e os reforços tinham chegado. Harry mal podia acreditar que tinham capturado esses dois, agora era esperar o efeito da polissuco passar e verificar se todas as suas suspeitas estavam corretas. Para o desassossego de Harry o tempo que levou para a poção perder o efeito foi o suficiente para perceberem que aquele não era o alvo que buscavam. Assim que ele e John começaram o interrogatório perceberam que o mago estava sob um feitiço de controle, e quando se transformou de volta viram que se tratava de um rapaz desaparecido, coisa que ajudava a delimitar a zona de atuação do alvo. Harry queria interrogá-lo, mas John preferia deixar isso para os aurores especializados em feitiços da mente, eles podiam extrair detalhes que nem ele nem Harry seriam capazes de ver. O moreno se deu por vencido e focou sua atenção em Greyback, haviam chamado Snape já que ele era o único colaborador que sabia como funcionava o feitiço de vassalagem e ajudou-os com as runas que impediam a reconvocação do lobisomem.

Há alguns anos Harry teria se indignado se lhe dissessem que para interrogar um lobisomem iam amarrá-lo com correntes de prata e injetar uma solução de acônito em seu sangue, afinal, isso era tortura, mas o Harry adulto sabia que isso era necessário. E ele não tinha grande apreço por Greyback afinal de contas. Severus já tinha quase terminado quando ele chegou e aparentava um grande cansaço.

– Conseguiu alguma coisa?

– Sim, mas esse maldito lobo me deu muito trabalho, tive que aumentar a dose de acônito para driblar as defesas naturais da mente de um lobisomem.

– Temos algo de proveitoso?

– Você estava certo, estamos atrás de Rabastan Lestrange, mas por causa do feitiço até mesmo Greyback não sabe onde ele se esconde. É como estar na mente de uma marionete... é um caos. – Disse o pocionista esfregando a testa.

Harry não gostava de ver Severus tão desgastado, mesmo porque tinha a impressão de que se professor se machucasse ou caísse doente Lucius Malfoy ia culpar a ele diretamente.

– É melhor ira pra casa descansar Severus, assim que estiver mais descansado envie o relatório. Ainda vamos demorar pra ter o parecer dos aurores com o mago sequestrado que se passou pelo Draco. Ele estava sob efeito de um feitiço de controle mental.

– Rabastan está nos saindo um perfeito mestre de marionetes. – Resmungou Severus.

– Sim, é ver... – Harry franziu o cenho pensando no termo empregado pelo professor. Tinha algo que ele não se lembrava, mas que sabia ter relação com isso.

– Que foi Potter?

– Nada, é só que tem algo me incomodando e não consigo lembrar do que.

– Eu disse que não usar seu cérebro por tanto tempo traria problemas mais tarde.

Harry fez uma careta para o homem.

– Pode dizer ao seu loiro tingido para dar uma passada em Grimmauld Place? Tenho que esperar o resultado do interrogatório e ainda ir a St. Mungo. Parece-me que Andrômeda ainda não acordou. Teddy já perguntou por ela hoje de manhã.

– Como você é ingênuo Potter, mal você aparatou para trabalhar e Lucius foi vigiar o filho.

O moreno mais jovem arregalou os olhos.

– Ele não confia na minha proteção.

– Quando se trata do Draco, Lucius não confia 100% nem em mim. – Snape explicou.

Harry sentiu uma ponta de inveja, afinal, ele não conhecia essa sensação de ser amado e protegido pelos pais. Podia imaginar pelas histórias que lhe contaram, mas não tinha sentido isso em pele própria. Acabou sorrindo pela sorte do loiro, mas logo foi supervisionar o interrogatório do mago desaparecido, até esclarecerem tudo ele anda era suspeito.

H♥D

Sentado na poltrona da sala de Grimmauld Place, Lucius olhava o filho brincando com Teddy enquanto tomava uma xícara de chá.

– Sabe Draco, devia começar a redecorar esse horror que Potter insiste em chamar de casa. Se bem que pessoalmente acho que deve mesmo é convencê-lo a morar em Malfoy Manor.

O menor dos loiros revirou os olhos.

– Por Merlin papai, nós ainda não casamos! Aliás, acho que estamos longe disso.

– Tolices. – Disse Lucius fazendo um gesto de desdém. – Nenhum gryffindor cabeça-oca poderia resistir ao meu filho.

– Tudo bem, suponhamos que eu case com o Harry, como eu faria pra ele ir morar lá em casa?

Lucius sorriu.

– Vejo que já estamos progredindo, pelo menos estão se chamando pelo primeiro nome.

Draco corou e assentiu.

– Bem, não seja inocente Draco, pode fazer esse gryffindor fazer o que você quiser. Se ele se recusar a irem lá pra casa pode sempre esperar até ele engravidá-lo e pedir pra ficar perto do seu querido pai e do seu padrinho experimentado na sua condição.

Foi a vez de Draco sorrir.

– Quer dizer que meu padrinho vai morar na mansão é?

– Planejo fazê-lo sofrer e não posso fazer isso corretamente com ele naquela casucha. Não sei por que ele não resgata a herança do avô. Devia reavivar o nome dos Prince.

Draco sorriu e deixou Teddy subir em seu colo, afinal, precisava de um escudo.

– Sim papai, acho que ele devia reavivar o nome dos Prince, talvez ele precise de um herdeiro. Acha que pode engravidar ou temos que achar uma bruxa pra isso?

Lucius engasgou com o chá e olhou feio para o filho.

– Muito engraçado Draco. – Disse com cara azeda.

– Vamos lá papai. Os Malfoy tem alguns ancestrais veelas, é só tomar uma poção e providenciar um filho para o meu padrinho.

Lucius se revolveu incômodo.

– Não temos mais idade pra isso e...

– Magos vivem muito papai, para o nosso prospecto de vida está muito jovem ainda.

– Não vou engravidar e ponto. Não sei de onde você tira essas ideias.

Draco sorriu travesso, só queria mesmo provocar o pai. O bebê em seu colo sacudia um chocalho mágico que soltava faíscas multicores e fazia barulho, mas já o fazia lentamente. Haviam corrido e jogado bola no jardim pela manhã e como já haviam almoçado o bebê se mostrava sonolento.

– Já quer dormir pequeno? – Perguntou acariciando os cabelos azuis. – Acha que faz mal deixa-lo dormir agora papai?

– Não, assim ele acorda no fim da tarde.

Draco aconchegou melhor o bebê e começou a embalá-lo suavemente.

– Não se apegue muito Draco, a avó dele não é exatamente fã da nossa família, não quero que sofra se ela não te deixar vê-lo depois que se recuperar.

– Harry daria um jeito de eu poder vê-lo. – O loiro disse não muito seguro.

Lucius deu de ombros e quando ouviu uma aparição levou a mão a sua varinha, era Severus, ainda com aparência cansada e dolorida.

– O que houve? – Perguntou Lucius.

– Atacaram Gringots, mas Potter conseguiu trabalhar direito dessa vez e capturaram Greyback. Tive que entrar na cabeça do maldito para conseguir alguma informação, mas com o feitiço de vassalagem foi algo bastante difícil.

– E doloroso ao que parece. – Completou Lucius.

– Tenho poções pra dor no laboratório, segure-o enquanto vou buscar papai – Disse Draco entregando o bebê sonolento a Lucius, e sorriu antes de dizer: – Quem sabe isso não te anima a ter um.

Severus viu o olhar gelado que Lucius enviou ao filho e perguntou:

– Do que ele está falando?

– Nada! – Apressou-se em afirmar o loiro que se ergueu da poltrona para ninar o bebê.

Severus preferiu deixar o assunto de lado devido a dor de cabeça e agradeceu quando Draco voltou com as poções. Assim que as bebeu relatou sucintamente o ocorrido pela manhã e deixou os dois loiros em alerta, logo começou a se sentir zonzo e sonolento.

– Draco, o que colocou na minha poção?

– Nada demais, só um pouquinho de sonífero. Sabe que não faz bem beber essas poções e não descansar, vem, vou te colocar no meu quarto.

Lucius ri da maneira autoritária do filho e seguiu os dois escada acima, com o bebê já adormecido no colo, enquanto Draco deixava o padrinho em seu quarto ele colocou Teddy em seu berço e sorriu ao perceber que o pequeno havia trocado a cor de seus cabelos para um loiro igual ao dos Malfoy.

– Sua avó vai se irritar se vir isso, mas é tão fofo. – Murmurou.

H♥D

Quando Harry chegou em casa parecia cansado e tenso, e não era para menos já que passara o dia em reuniões e planejamentos para capturar Rabastan. Greyback havia sido mandado a Azkaban e o jovem mago tinha podido voltar a família, depois de tudo não teve nada a ver com os planos do comensal foragido. A Central de inteligência ainda trabalhava freneticamente com algumas pistas que ele tinha encontrado e o pior era que ele mesmo não conseguia se desligar do assunto.

– Isso são horas de chegar? – A voz irritada de Draco tirou-o de seus devaneios e ele evitou sorrir para a figura do loiro de pijama batendo o pé no chão.

– Foi um dia agitado, tive que levar Greyback e...

– E nada! Teddy ficou agitado porque não viu nem você nem a avó, quando vai se atrasar é bom avisar que está vivo seu bruto insensível.

Harry se envergonhou da falta de tato que tinha demonstrado e foi abraçar o loiro, que resistiu e o empurrou emburrado.

– Desculpe Draco, foi sem querer. Não quis te preocupar.

– Eu não fiquei preocupado, foi só pelo Teddy. – Disse emburrado.

Harry evitou rir para não piorar o humor do loiro.

– E meu afilhado, passou o dia bem?

– Ele está loiro.

– Loiro?! – Harry perguntou alarmado.

– Sim, ele mudou a cor de tarde e está com ela até agora, não é lindo? Ele está mais bonitinho ainda, vem ver! – Draco agarrou na mão do moreno e arrastou-o para o quarto de Teddy.

Harry viu como o loiro praticamente babava pelo bebê e não parava de cochichar sobre o que tinham feito durante o dia.

– Draco... – Interrompeu suavemente.

– Que foi?

– Fui a St. Mungo hoje, Andrômeda já acordou, mas ainda vai levar um tempo para se recuperar.

Para Harry foi doloroso ver como o loiro murchava.

– Ela vai querer levá-lo?

– Por enquanto não, só depois que estiver reabilitada.

– Ah... mas posso ficar com ele não é?

– Digamos que eu não mencionei exatamente que você estava cuidando do Teddy.

Draco sorriu.

– Isso foi muito slytherin da sua parte.

– Eu sei. Vocês andam me corrompendo.

– Eu diria que melhoramos você, o que é bem diferente.

Harry abraçou o loiro e enterrou o rosto na curva do pescoço do menor fazendo com que Draco corasse.

– Estamos no quarto do Teddy seu pervertido. – Murmurou.

– Isso é uma vantagem porque você não vai nem correr, nem gritar, nem tentar fugir pra não acordar o bebê. – Retrucou Harry mordiscando o pescoço do outro.

– Não pense que eu esqueci que estou bravo com o senhor. Pode ir tirando as patas, tem que aprender a ter mais consideração.

Draco se desvencilhou dos braços do moreno e saiu apressado do quarto, Harry ia atrás dele, mas Teddy começou a choramingar.

– Desculpe campeão, não queríamos te perturbar ok? – Disse suavemente acariciando as costas do bebê que não tardou em voltar a dormir profundamente.

Com um sorriso no rosto por se sentir realmente numa família Harry foi para seu quarto se preparar para dormir e para se desculpar devidamente com o loiro pela manhã.

Draco geralmente acordava cedo, mas como o feitiço que tinha colocado ao redor de Teddy ainda não o tinha avisado que o pequeno queria sair do berço ficou cochilando e aproveitando a quietude do bebê. Estranhou quando ouviu as risadinhas de Teddy e sentou-se na cama esfregando os olhos no momento em que sua porta se abria e Harry aparecia carregando um sorridente Teddy enquanto uma bandeja levitava a sua frente.

– Bom-dia Draco! Eu e Teddy fizemos café da manhã pra você.

– Bum-dia! – O bebê disse alegre pulando do colo do padrinho para a cama de Draco.

– Bom-dia meu menino bonito! Já matou a saudade do seu padrinho?

O menino assentiu vivamente e Harry fez a bandeja pousar no colo de Draco.

– Minhas mais sinceras desculpas por tê-lo preocupado ontem belo senhor. – Disse Harry zombeteiramente fazendo uma reverência.

Draco olhou-o com divertimento, mas lembrou-o:

– Eu não me preocupo com gryffindors de testa-rachada, só fiquei preocupado pelo Teddy.

Harry deu de ombros e se sentou na cama.

– Hoje vou levar o Teddy para ver a avo antes de ir para o trabalho.

Draco abraçou o bebê mais forte e não conseguiu esconder a contrariedade.

– Hospitais estão cheios de gente doente, não acho interessante que ele seja exposto a essa quantidade enorme de vírus e...

– Deixa de frescura Draco, vai ser só uma visita e te trago ele de volta ok?

– Promete?

– Palavra de herói! – Disse Harry rindo.

Enquanto Draco e Teddy comiam o que Harry havia preparado o moreno deixava-se sonhar com mais cenas como essa ao lado do loiro e Teddy, só que com os próprios filhos.

– Ei Harry, ainda vai demorar pra capturar Rabastan? Quero mesmo sair dessa casa sabe?

– E pra que? – Perguntou Harry.

– Quero ver como está o Blaise, ele se machucou na boate também e você e meu padrinho não deixam que eu mande cartas, nem o meu pai. – Acusou o loiro.

Harry resmungou algo sobre trabalhar e se trocar e saiu do quarto mal humorado.

– Acha que seu padrinho bobo tem ciúmes do Blaise? – Perguntou ao bebê enquanto dava-lhe um pedaço de bolo. – Isso é muito interessante.

H♥D

Harry levou Teddy para ver a avó e deixou-os a sós por alguns minutos enquanto falava com o medimago de Andrômeda, ela teria que fazer sessões de fisioterapia e ele preferia que ela ficasse no hospital por algumas semanas. Harry sondou a mais velha para saber o que ela pensava dos Malfoy e quando viu todo o rancor que ela nutria pela família deu graças a Merlin pelo fato de que quando soubera da visita a avó Teddy tivesse ficado tão alegre que seus cabelos tinham voltado ao azul elétrico de costume.

Aquele dia prometia muita tensão para o jovem auror e não foi uma sensação errônea, quando chegou a Central descobriu que os aurores da inteligência haviam seguido uma pista sem chamar sua unidade operacional e que além de terem estragado uma excelente chance de capturar Rabastan tinham tido duas baixas. Não é necessário dizer o quanto isso deixou Cavan enfurecido e gritando seu desgosto aos quatro ventos, para Harry foi uma falha inadmissível, já que o fugitivo em questão colocava sua família em perigo. A única coisa boa disso tudo foi que finalmente conseguiram mais informações sobre o que Rabastan queria com os Black, o esconderijo tinha sido deixado as pressas, o que significava que o ex-comensal deixou tudo da maneira que estava ao ser surpreendido pelos aurores.

Ele e Severus chegaram juntos ao esconderijo e ambos sentiram um calafrio ao verem a maneira como Rabastan estava obcecado com Draco. Havia fotos e desenhos do menor dos Malfoy desde que ele era uma criança.

– Como ele pode ter essas fotos se estava preso? – Questionou Harry.

– Narcisa mandava algumas para a irmã.

– Isso é doentio. – Harry disse asqueado.

– Harry, talvez você e o professor Snape queiram ver isso. – Chamou John do outro cômodo.

Os dois foram para onde o auror estava e ambos ficaram intrigados com as runas desenhadas por toda a sala e com um altar pequeno no centro.

– Isso é magia negra pesada Potter... esse altar é para sacrifícios de inocentes, é específico para uma criança.

Harry pensou imediatamente em Teddy, quando colocasse as mãos em Rabastan ele ia pagar muito caro por sequer pensar em machucar seus dois tesouros.

– Não reconheço a maior parte dessas runas, vocês tem um especialista nisso não é? – Continuou falando Severus com sua habitual mente analítica.

– Sim, já mandei um patronus ir buscá-lo. – Esclareceu John prontamente, ainda lembrava bem de como o professor detestava ineficácia.

– Ora, parece que os anos fizeram algo de bom com sua falta de prontidão sr. Collins.

John corou levemente pelo elogio indireto e Harry riu, se Lucius visse o efeito que Severus tinha em alguns de seus alunos iam sobrar maldições pelo Beco Diagonal.

Enquanto esperavam pelo tradutor Harry olhava em volta com muito cuidado, achou a escova de cabelos de prata que tinha o nome de Draco gravado no cabo, era dali que tinha saído o cabelo para a poção.

– Severus, acha que foi aqui que ele fez as invocações?

– Por enquanto não vi nada que confirmasse isso, por quê?

– Isso nos faz pensar que ele tem outro esconderijo, afinal, não é fácil se locomover com duas invocações pelas ruas, ainda mais com a da Narcisa estando tão maltratada. – Harry fez outra pausa. – John, preciso que mande um grupo de aurores vasculhar os cemitérios mágicos, principalmente onde foram enterrados comensais e vitimas da guerra.

– Teve alguma iluminação Potter? – Questionou Snape.

– Na verdade sim, me lembrei do que você disse ontem sobre o Mestre de Marionetes, Voldemort tinha ligações com um mago que autoproclamava desse modo na Primeira Guerra, e ele era da Alemanha. Imagino que deve ter algo a ver com os Lestrange.

– É possível, mas o que isso tem a ver com os cemitérios?

– Esse mago acreditava que os cemitérios mágicos tem um grande potencial d canalização mágica, mais ainda se no local estão enterrados magos que tiveram fins violentos.

– Isso explica como Rabastan pôde submeter Greyback, ele está canalizando energias mágicas dos mortos.

– Sim, vamos pegar logo esse filho da mãe para eu finalmente poder levar seu afilhado mimado para um encontro! – Comemorou Harry.

Snape revirou os olhos, mas interiormente torcia para que Harry estivesse certo, detestava ver seus dois loiros em perigo.

H♥D

Hermione adorava as horas em família que ela e Ron passavam na Toca. Era reconfortante sentir-se parte desse clã depois das tristezas da guerra, por isso detestava a expressão preocupada no rosto de Molly e o desânimo que tomava conta dos demais ruivos.

– Por que essas caras? – Perguntou ao chegar de mais um dia no Ministério.

– Ah! Hermione querida, justamente quem nós precisávamos. – Exclamou Molly sorrindo.

– O que houve?

– É a Ginny, não consegui fazer ela sair do quarto hoje... está assim desde que o Harry terminou com ela. Não sei mais o que fazer.

A mulher de cabelos castanhos rilhou os dentes, tinha conversado com a mais jovem e aconselhado a superar esse relacionamento falido, mas nem mesmo os treinos de quadribol conseguiam fazer a ruiva sair de casa. Pessoalmente ela preferia que os familiares deixassem a caçula sair sozinha de sua fase depressiva, mas os Weasley raramente deixavam algo como privacidade atrapalhar os planos de animar Ginny.

– Molly... eu acho melhor deixá-la sozinha por enquanto. Foi um fim traumático, é normal ela estar tão abatida. Daqui alguns dias ela melhora.

George sorriu para a namorada do irmão e fez um gesto de agradecimento para os céus.

– Graças a Merlin temos você Herms, fora esse seu rompante de loucura por namorar o Roniquinho é a única que mostra saber lidar com a Ginny.

– Ei! – Protestou Ron rindo e socando o braço do irmão.

– Reconheça Roniquinho, que ela aceitar te namorar foi sua sorte grande, quem mais namoraria um ruivo cabeça de vento feito você?

– Depois que Angelina aceitou você meu caro, tudo é possível. – Percy tinha acabado de entrar e sorria.

George fez uma careta para o mais sério dos Weasley e perguntou:

– Por que o nosso irmão santinho está atrasado?

– O Ministério está um caos. Finalmente a equipe do Potter conseguiu capturar Rabastan Lestrange, era ele quem estava atacando os Malfoy e fez as invocações impuras de Narcisa Malfoy e da cunhada Bellatrix.

– Como esperado do Harry! – Disse Ron orgulhoso. – Mas não era pra todo mundo estar contente?

– Sabe como são as pessoas Ron, eles ainda se impressionam com o tamanho do poder do Harry. Ele derrotou Rabastan mesmo ele tendo canalizado a energia de todos os magos enterrados no cemitério.

Hermione franziu o cenho, ela e Harry já haviam discutido sobre ele esconder seus poderes.

– Mas no final tudo deu certo, só os mesmos fofoqueiros de sempre falando sobre como seria ruim se Harry se tornasse o próximo Senhor das Trevas. – Disse Percy dando de ombros.

Ron e George riram.

– Por que pensariam nisso? Só porque ele anda amiguinho do Snape? Não é como se ele fosse se misturar com gente como os Malfoy. – Disse Ron distraidamente.

Hermione evitou dizer ao namorado que era exatamente isso que Harry estava fazendo, afinal, ela teria muito trabalho para evitar que o amigo entrasse numa enrascada por causa de certo loiro bonito.

Notas finais
Harry se livrou do Rabastan, mas vem outros problemas por ai... sejam bonzinhos e digam-me o que acharam do capítulo e da história até aqui.
Beijos, até semana que vem.