Notas iniciais
E o final realmente, com um toque de começo! Foi um prazer estar com vcs, agradeço aos leitores fieis que me alegraram com lindos comentários e recomendações. Nos veremos na próxima temporada, ok?

Cassandra Snape-Malfoy nasceu numa noite de chuva forte incomum para a primavera. Seu choro forte e decidido competiu com o barulho do temporal que castigava as paredes de Malfoy Manor. Severus sorria enquanto levava a filha para Lucius, que ainda tinha os cabelos loiros um pouco grudados em seu rosto corado, seu parto tinha sido rápido e sem maiores complicações.

- É uma menina. – O moreno disse, adorando ver a confusão nos olhos de Lucius.

- Não seja tolo Severus, não nascem meninas na família Malfoy há mais de quatro séculos. – Disse o loiro como se o marido fosse um estúpido, mas ele mesmo soltou um gritinho nada Malfoy quando abriu as mantas em que o bebê estava enrolado e descobriu que realmente tinha uma menina.

- Quem é o tolo agora? – Provocou o moreno.

- É... uma menina, mesmo uma garotinha. – Disse Lucius já sorrindo.

- Sim, nossa garotinha.

- Vou comprar um convento, não é assim que os trouxas chamam aqueles lindos lugares para guardar mocinhas dos homens malvados?

Draco e Harry pensaram que Severus tinha enlouquecido quando ouviram suas gargalhadas no corredor. Não é preciso nem dizer que Draco caiu de amores por sua irmã e que ele e Lucius providenciaram um enxoval digno da princesa de Malfoy Manor, coisa que era necessária, eles haviam comprado tudo para um menino.

Depois do nascimento de Cassandra, Harry e Draco finalmente conseguiram agendar um encontro para apresentar Teddy aos novos bebês. Eles nunca conseguiam conciliar as visitas do menino com o tempo que James passava com eles. Foi uma tarde agradável em que o pequeno chegou de mãos dadas com seu padrinho ao jardim, mal se aproximou da mesa onde todos estavam e começou a coçar seu narizinho, sua ascendência de lobisomem o fazia ter um olfato muito sensível para as flores abundantes do jardim da Manor. Draco, que segurava James só balançou sua varinha e o ar ficou menos carregado dos cheiros primavereis, o pequeno metamorfo sorriu para o loiro e deu saltinhos em sua direção, mas parou de chofre e ficou olhando com o pequeno cenho franzido para o bebê nos braços de Draco.

- Boa-sorte com um filhote de lobo ciumento. – Disse Severus com sarcasmo, coisa que lhe valeu um olhar feio que Lucius, que segurava Cassandra.

- O que foi Teddy? – Perguntou Harry suavemente, se ajoelhando ao lado de seu afilhado.

- Por que ele cheira tão bem? E por que eu não gosto do Daco segurando ele?

A confusão do pequeno mago fez com que seus cabelos ficassem beges e seu queixinho começou a tremer.

- Ah querido, você está com ciúmes, mas isso é normal. Venha aqui para eu te mostrar seu novo amiguinho. – Disse Draco alegremente.

Harry deu um empurrãozinho no menino, que sob os olhares carinhosos dos mais velhos se aproximou de Draco e trepou na cadeira ao lado do loiro. Quando ele se inclinou sobre o bebê ruivo seus olhos se tornaram perigosamente amarelos, Severus estava segurando sua varinha, com medo de assustar o pequeno, mas todos podiam sentir a tensão de Draco e de Harry, que mirava de olhos arregalados seu afilhado se aproximando mais de James, com caninos proeminentes. Draco ergueu uma mão para segurar Teddy, mas James foi mais rápido e segurou com sua mãozinha o nariz do menino, que riu.

- Ele cheira melhor que você Daco. – Disse Teddy distraído e risonho quando se livrou dos dedinhos fortes do bebê.

- Ele não cheira! – Protestou o veela fracamente, ele estava confuso.

Teddy franziu suas pequenas sobrancelhas para o loiro.

- Você está bravo comigo? – Perguntou o menino fazendo um beicinho.

- Claro que não, por que eu estaria?

- Vocês estão me olhando estranho, por quê?

Quando Harry percebeu que tinha olhado seu afilhado como um perigo para seu filho se sentiu miserável e foi segurar o menino em seus braços.

- Sinto muito, mas é que você estava agindo estranho com o bebê, você me perdoa?

Teddy assentiu, mas seu cabelo mudou de novo, ficando marrom e seus olhos pretos.

- Ah meu pequeno, foi sem querer. O que você quer dizer com isso do James cheirar tão bem? – Perguntou Draco tão mortificado quanto Harry.

- Eu não sei, é só um cheiro muito bom. É como estar com vocês só que melhor.

A explicação simples fez Severus gemer e sacudir a cabeça em negação.

- Nós precisamos examinar melhor seu afilhado Potter, tenho medo de que a licantropia de Lupin o possa ter afetado mais do que imaginamos.

Harry apertou seu afilhado junto ao peito, só o pensamento de Teddy sentindo a dor de uma transformação o fazia querer matar alguém.

- Não acho que ele chegue a se transformar, mas acho que ele achou seu “escolhido”. – Disse o pocionista apontando para James que esticava seus bracinhos em direção ao menino e ao pai.

Harry sacudiu a cabeça, ele olhou para seu afilhado e incapaz de se conter começou a rir enquanto girava o menino no ar, coisa que causou espanto as três serpentes perto dele. A vida podia ser muito pior na opinião do gryffindor.

H♥D

Onze anos depois...

A plataforma 9 ¾ causava algo de nostalgia tanto em Draco quanto em Harry, os dois olhavam pelo vapor com esperanças de visualizarem o pequeno de cabelos vermelhos inconfundíveis que tinham vindo ver, claro que também se despediam da pequena Cassandra, que altiva como uma princesa esperava o momento de partir ao lado de seus dois pais.

- Ele está atrasado. – Draco disse.

- Os Weasley geralmente se atrasam amor, você sabe disso.

- E suponho que sua calma se deva aos aurores que colocou atrás dele, certo?

Harry deu de ombros, ele era chefe dos aurores agora e seu filho era prioridade de segurança, ele não gostava nem de pensar no quão perto tinha chegado de perder seu filho meses antes.

- Eles chegaram. – Draco murmurou.

- Ótimo, vamos lá. – Disse Harry segurando a mão do loiro e puxando-o.

- Não é uma boa ideia Harry, sabe que ele me odeia agora. Não é implicância, ele está realmente traumatizado, força-lo só vai piorar as coisas.

Harry franziu o cenho ao reconhecer a dor que essa constatação causava em seu marido. James tinha crescido nutrindo certa implicância a antipatia por Draco tudo graças a Ginny e seu veneno claro, mas depois dos últimos acontecimentos o menino simplesmente não podai estar no mesmo local que o loiro sem que sua magia atacasse ao veela.

- Eu ainda discordo disso.

- Vamos lidar com isso calmamente, ok? Agora, vá ver se ele está melhor.

Harry se afastou sorrindo, amava o jeito autoritário de Draco, amava tudo nele, com mais intensidade do que antes. E foi por esse amor e pelos seus instintos bem treinados que ele foi capaz de se lançar contra Draco e impedir que o loiro fosse atingido por um feitiço, os dois estavam no chão quando uma série de explosões se fez ouvir. A plataforma havia se transformado num caos e o casal só tinha uma coisa em mente no meio da confusão: James.

Notas finais
Então foi isso, quem quiser ser avisado sobre o começo da próxima temporada (demorará uns dois meses, projetos fervilhando na minha mente e uma história pendente), pode avisar num review que eu aviso assim que postar. Deixem sua impressão final e nos veremos na próxima.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!