Notas iniciais
Olá, voltei sem atrasos!
Queria agradecer as pessoas que estão escrevendo indicações para a fic, eu demoro pra ler, mas eu fico agradecida e estimulada pelo carinho de vcs!
Agora ao capítulo.
Harry era muito bom em ser discreto quando necessário, era uma habilidade fulcral para um bom auror. Ele não queria nenhuma das três serpentes perto de vendedores de reputação duvidosa, se algo desse errado eles seriam mandados direto para Azkaban, por isso, ele mesmo ficou responsável por providenciar todos os elementos necessários para o feitiço que localizaria Ginny. Algumas das coisas que Severus tinha pedido deixaram Harry desconfortável, o cabelo de um bebê natimorto quase o fez desistir, mas o olhar ferino de Draco o fez engolir seus receios e partir em busca do que era necessário. Ter tudo em mãos levaria pelo menos três semanas, tudo o que ele queria era pressa e nem o mercado negro podia dar-lhe rapidez. Ele tinha desistido de amaldiçoar tudo e todos enquanto andava pelo Beco Diagonal, mas ainda não podia lidar com a frustração de não saber por onde andava seu primeiro filho, mesmo que o filho em questão nem tivesse nascido.
– Ei companheiro! – A voz de Ron o tirou de seus devaneios e ele virou-se para o alto ruivo que vinha até ele.
– Olá Ron. – Respondeu um pouco desanimado.
– Impressão minha ou não está feliz de me ver? Está ferindo meus sentimentos. – Disse o outro dramaticamente.
– Ah, não precisa ficar assim Roniquinho, juro que apesar de amar meu veela bonito ainda podemos ser amantes... claro que nem ele nem a Hermione podem saber. – Harry devolveu a brincadeira.
Ron riu.
– Não fique falando essas coisas Harry, se o seu loiro azedo ouve pode levar a sério.
– Não, uma das vantagens dele ser veela é que pode saber se eu o traí só pelo cheiro em mim. Nunca vou poder ser acusado injustamente.
– E andar na linha para o resto da sua vida. – Ron provocou.
– Não estava pensando em outra coisa, ele é absurdamente delicioso Ron, é tudo o que eu sempre quis.
O ruivo fez uma careta.
– É estranho esse seu lado tão fiel, afinal, nós dois sabemos como foi pra você quando terminou com a Ginny no colégio.
– Ah... Seamus.
– E Dean, e o capitão de Hufflepuff e não nos esqueçamos do querido Oliver e sua visita no fim de semana... você era uma puta.
– Está com inveja porque eu pelo menos saía com alguém enquanto você babava pela Mione à distância.
– Reconheço... mas afinal, o que você estava fazendo vindo da parte não recomendável do mundo bruxo? Se não estava procurando a casa de Madame Circe, claro.
– Mione ficaria intrigada para saber como você conhece esse lugar Ron. – Harry espetou.
– Todos os garotos sabem dela Harry, é o único prostíbulo do mundo bruxo inglês. Mas era muito caro pra mim na época de Hogwarts. – O ruivo deu de ombros. – Mas ainda não respondeu a pergunta.
– Ah, eu fui até a Travessa do Tranco para negociar alguns itens que preciso para um feitiço rastreador.
– Ginny não está sendo fácil, não é?
– Ela foi fácil algum dia? – Harry suspirou.
– Não estou a fim de discutir com outra pessoa por causa dela hoje, é cansativo.
Só então Harry deu atenção ao fato de que Ron estava andando pelo Beco Diagonal a noite quando geralmente estaa em casa com Hermione.
– Problemas?
– Digamos que eu e a Mione temos problemas em controlar nossas discussões... é só que a Ginny é minha irmãzinha, sei que ela está sendo cruel com você, mas não significa que eu goste de ouvir ela sendo insultada, menos ainda se vem da minha esposa.
– Não muito racional da sua parte.
– Quando se trata de laços familiares nada é racional Harry. Quer dizer, eu sei que a Ginny está sendo uma megera vingativa e que merece uma surra, mas se alguém diz isso eu fico louco da vida. – O ruivo deu de ombros.
– Posso imaginar. – Harry já tinha aprendido que ele não era bom para entender as complicadas relações de lealdade numa família normal, já que ele tinha crescido num ambiente abusivo.
– Então eu saí para tomar um ar...
– Perto da área da casa da Madame Circe? Tsc, tsc... Mione não vai ficar feliz de saber das suas intenções.
– Ei! Eu não estava pensando nisso.
– Vamos ver se é o que ela vai achar quando eu contar a minha versão dos fatos. – Provocou o moreno enquanto saía correndo do enorme amigo ruivo.
H♥D
Harry adorava quando podia marcar pontos com seu veela, Andrômeda tinha simpatizado com o sobrinho e por isso se sentiu a vontade para deixar Teddy com Harry para o fim de semana, mesmo sabendo que o moreno passaria a maior parte do tempo em Malfoy Manor. O moreno estava sorrindo quando saiu pela lareira segurando a mãozinha de Teddy e sua bolsa de roupas e brinquedos.
– Meu bebê bonito! – Draco disse correndo para o menino sem nem olhar para o namorado.
– Não bebê Daco, eu sou gandi. – Corrigiu Teddy respondendo ao abraço do loiro.
– Sim, então é meu menino grande e bonito. Você cresceu desde que te vi, e aquela gripe, melhorou de verdade?
– Sim, vovó até foi passear com as amigas. Foi pa paia.
– Que bom pra ela, o que acha de voarmos amanhã, hein? E podemos...
– Ei, eu também cheguei, sabia? – Harry chamou a atenção.
– Ah, oi Harry, é que faz tanto tempo que não vejo meu menino bonito.
– Sim, a eternidade de uma semana inteira. – O moreno zombou, mas se aproximou para beijar o namorado. – Onde está o Severus?
– No laboratório, ele está de mau humor porque o papai foi a uma reunião com Augustus e Lara MacNair.
– Pensei que ele não pudesse ser conectado a ela diretamente.
– E não pode, por isso é uma reunião secreta. – Draco disse colocando Teddy no tapete e invocando os cubos mágicos com os quais o menino gostava de brincar.
– Tenho medo do que pode sair dessas reuniões entre serpentes.
– Nada demais, papai vai usar seus conhecimentos jurídicos para reaver os sobrinhos dela, eles foram mandados para um daqueles centros de reabilitação horrorosos.
– Os Centros foram criados para a reinserção dos jovens que ficaram desamparados pela guerra ou...
– Cuja família era simpatizante do outro lado Harry. Vocês jogaram os herdeiros de sangue puro num orfanato onde são ensinados a desprezar tudo o que era importante para suas famílias.
– Os valores das famílias causaram duas guerras Draco, não está querendo defender pureza de sangue logo pra mim, está?
O loiro bufou e passou a ignorar o namorado, odiava quando Harry era obtuso de propósito.
– Não gosto de ser ignorado. – O moreno reclamou.
– Então deixe de agir como se o mundo fosse preto e branco. Uma pessoa deveria ter o direito de ter suas crenças, se algumas famílias querem preservar tradições e linhagens de centenas de anos, qual o problema? E não estou defendendo as mortes dos trouxas ou uma separação, mas vai chegar o momento em que as próximas gerações podem lamentar ter perdido contato com as tradições dos puro-sangue.
Harry fez uma careta e desistiu de discutir com Draco, se tinha uma coisa que os dois tinham em comum era a teimosia e o pendor para uma boa briga.
– Que seja, eu vou falar com Severus. Já consegui encomendar tudo que é necessário para o feitiço.
– Ele está irritado, tenha cuidado para não receber um feitiço.
O moreno riu da advertência do namorado, mas realmente tomou muito cuidado para não provocar demais o pocionista. Harry tirou-o do laboratório alegando que precisava de companhia, já que o namorado estava cuidando de Teddy. Quando os dois chegaram a sala Draco alimentava o pequeno, que sentado em seu colo comia o jantar feito pelos elfos.
– Pensei que ele fosse comer conosco. – Harry estranhou.
– O jantar vai atrasar por causa da reunião do papai, vai ser tarde para o Teddy comer. – O loiro explicou.
– Ah, vamos esperar o Lucius? Essas reuniões não acabam nunca. – O moreno reclamou alisando o próprio estômago.
– Você não vai jantar antes Harry Potter, é um adulto e pode esperar.
– Veela malvado!
Snape revirou os olhos, mas seus olhos tinham um brilho divertido. A relação movimentada dos dois jovens era refrescante.
– Sabe Potter, começo a pensar que sua convivência com os Weasley fez um estrago irreparável nos seus modos.
Todos olharam para Lucius parado na porta da saleta tirando suas luvas de couro de dragão. Teddy agitou os bracinhos, mas não falou nada porque estava com a boca cheia e sabia que isso não era educado.
– Ora vejam só, nosso pequeno Teddy apareceu por aqui. – Lucius sorriu para o menino e bagunçou-lhe os cabelos já loiros como os dos Malfoy.
– Teddy gandi. – O pequeno corrigiu depois de engolir.
– Oh, claro que sim, um grande mago. Muito poderoso. – O loiro mais velho concordou enquanto se sentava ao lado do filho e do menino.
– E como foi a reunião com seu querido amigo? – A voz de Severus pingava sarcasmo.
– Muito bem, Lara já vai começar a atacar os malditos centros, disse a ela que...
Lucius se interrompeu olhando para o genro.
– Bem, creio que dada a presença de homens da oposição resguardarei nossos planos.
Harry franziu o cenho e se conteve para não fazer um gesto obsceno para o sogro, afinal, Teddy olhava a tudo com olhinhos atentos.
– Sugiro que não falemos de política, meu escolhido tende a ter opiniões sumamente utópicas sobre a sociedade pós-guerra.
– E desde quando você lê livros trouxas? – Perguntou Harry impressionado pela referência.
– Culpa do Severus. – Disse Draco dando de ombros.
– Lucius sempre foi um esnobe que se recusou a ler alguns dos meus livros, por isso convenci primeiro Narcisa e depois o Draco a adquirirem algo de cultura trouxa.
– Mamãe gostava muito dos romances, a coleção dela ainda está na biblioteca.
Harry não poderia dizer o quanto estava surpreso.
– Voldemort não os viu quando ocupou a mansão? – Perguntou curioso.
– Potter, essa mansão é mais que um lugar suntuoso para vivermos. Por que acha que o Lorde não nos matou durante sua estadia? Essa casa tem a magia dos Malfoy, a cada nova geração suas proteções se reforçam, se eu e Draco não tivéssemos a marca o Lorde jamais poderia ter entrado nessa casa com intenções ameaçadoras contra a família. Por que acha que ele escolheu esse local? Não foi só pela humilhação adicional, mas pelo fato de que uma mansão de uma família puro-sangue é inexpugnável, se eu não quiser que você entre ou veja algum dos cômodos da casa, você simplesmente não verá, nem poderá entrar. – Lucius explicou calmamente.
– Está me dizendo que se eu te atacar agora, a casa te protegeria?
– Agora não, se esqueceu das exigências do Ministério? Fui obrigado a alterar as proteções da casa e permitir o livre acesso dos aurores pelo prazo em que as inspeções surpresas serão feitas.
– Ah claro, já fizeram muitas? – Harry havia estado em seu treinamento na época em que fizeram as primeiras inspeções nas casas dos comensais soltos.
Foi a vez de Draco fazer uma careta.
– No começo o Ministério adorava mandar aurores aqui, eles vinham no meio da noite e assustavam a mamãe... sem falar nos objetos que quebravam acidentalmente. – Disse mordaz enquanto limpava a boquinha de Teddy.
– Desde que saí foram duas, mas Augustus deu um jeito de controlar essa parte do Ministério, afinal, com tanta coisa para fazer desperdiçar aurores em inspeções é um absurdo.
Ao ouvir as palavras de Lucius, Severus rilhou os dentes. Odiava que Augustus facilitasse a vida do loiro, sabia que o maldito estava a espreita só esperando uma oportunidade de ter Lucius, coisa que o moreno não permitiria jamais é claro.
– Nisso nós concordamos, mas...
– Eu pensei que tínhamos concordado em não falar de política. – Draco admoestou-os.
Tanto Lucius quanto Harry deram de ombros, era bom não provocar o pequeno veela temperamental.
H♥D
Harry e Draco já tinham se acostumado a ficarem juntos sem a necessidade de ficar conversando. O inverno estava chegando, já era fim de outubro e um vento gelado soprava nos jardins de Malfoy Manor, claro que isso não incomodava os dois namorados que tinham se deitado numa espreguiçadeira, isto é, Harry tinha se deitado na espreguiçadeira, enquanto Draco usava o corpo do namorado como almofada. Lucius tinha passado por ali depois de ir ver seus pavões albinos e sem nem perguntar aos jovens invocou uma manta sobre eles dizendo que odiava lidar com Draco doente.
– Seu pai é um pouco superprotetor. – Harry comentou.
– Ele tem genes veela também, só que um controle bem maior que o meu. Se dê por satisfeito dele não ter te enxotado rosnando quando descobriu que é meu escolhido.
– Ele queria fazer isso mesmo, você sabe.
– Sim. – O loiro sorriu virando-se para apoiar o queixo no peito do moreno. – Devíamos dar umas férias maiores para a Andrômeda, assim ela pode descansar melhor.
Harry não deixaria aquele olhar inocente enganá-lo.
– E você passaria mais tempo com o Teddy, claro.
– Sim, mas só pra ela poder descansar.
– Meu veela bonito, vai ter que melhorar esse teatro se quiser enganar ela, dessa vez nem eu caí nesse olharzinho inocente.
O loiro fez um beicinho, não se conformava de não poder ficar ele mesmo com Teddy.
– Mas ela vai me deixar fazer a festinha dele, não é?
– Geralmente fazemos na casa da Andrômeda, os amiguinhos dele são trouxas em sua maioria Draco... não podemos trazê-los para a mansão.
– Mas...
– E falta muito para o aniversário dele, sete meses.
– Mas esse tipo de coisa tem que ser planejado com cuidado, os dragões por exemplo, temos que...
– Dragões?! Que diabo de dragões?!
– Na minha festa de três anos papai alugou dragões para fazer um carrossel alado.
Harry arregalou os olhos.
– Riquinho mimado. – Resmungou.
– Gryffindor invejoso. – Draco retrucou sorrindo.
Os dois continuariam se insultando amistosamente se uma coruja não tivesse se aproximado e largado uma carta para o loiro. Draco pegou o envelope e reconheceu o selo de uma grande universidade francesa.
– Não é o selo daquela universidade metida a besta de Paris? – Harry perguntou.
– Sim, e é uma excelente universidade.
– São esnobes, eu e Ron fomos lá com a Mione quando ela foi convidada a estudar com eles. Claro que ela acabou optando pela universidade aqui pra ficar perto do Ron.
– Maldita sabe-tudo, eu nem posso entrar em uma universidade decente e ela podia escolher.
Harry se deu conta da mancada e abraçou o namorado mais forte, Draco sorriu e abriu a carta, ficando pasmo depois de ler.
– O que foi?
– Eles estão me convidando para estudar lá. – Disse o loiro com os olhos brilhantes.
– Sério? E você tem que morar na França? – Perguntou Harry receoso.
Draco pareceu murchar instantaneamente, fazendo com que Harry se sentisse um egoísta.
– Ei, veela bonito, eu só perguntei por perguntar. É claro que você tem que aceitar essa chance, tem que ser o... ah... quer estudar poções ou medimagia mesmo?
– Quero ser medimago, especializado em crianças, mas essa carreira leva tantos anos de formação... eu queria uma família logo. – Disse corando.
Harry sorriu para o loiro e o envolveu nos braços fortes.
– Meu amor, podemos ter uma família quando você quiser, mas acho que deveria fazer exatamente o que tem vontade. Se quer ser um medimago infantil eu aguento os anos que vai passar estudando, é só uma questão de acertamos nossos planos.
Draco piscou e beijou o namorado, contente pelo apoio que ele estava oferecendo. Como estava deitado sobre o moreno foi fácil se encaixar entre as pernas dele e passar as mãos por baixo do suéter que Harry usava. Teriam continuado com as carícias se uma tosse pouco discreta não os tivesse interrompido.
– Padrinho, não estamos mais em Hogwarts, não adianta olhar pra gente como se fôssemos perder uma centena de pontos. – Draco zombou.
– Cuidado Draco, posso ficar malvado e elaborar as piores provas para você quando estivermos na França.
– Hã?! Você vai para a França?
– Aceitei dar algumas aulas lá.
– Em troca de uma vaga para seu afilhado, claro. – Draco terminou o raciocínio pulando para abraçar o padrinho.
Harry sorriu pelo entusiasmo do loiro, só faltava achar seu filho para estar completamente satisfeito, faltava pouco para reunirem todos os elementos para o feitiço e ele sabia que teria Ginny a seu alcance, para não tirar os olhos dela até o nascimento do bebê.
H♥D
No sábado a noite Harry teve um plantão na Central, o que o impediu de estar na mansão para o feitiço, mesmo que já tivesse todos os elementos para ele em mãos. Quando ele e John foram chamados para apaziguar os ânimos numa briga de bar, ele descontou sua frustração nos brigões e levou-os para uma noite desconfortável nas celas do Ministério. Seu parceiro havia rido e perguntado se o veela bonito andava se negando a desestressá-lo, Harry riu da provcação dizendo que o outro só tinha inveja por ele ter um veela só pra ele. Passava das três da manhã quando Harry finalmente chegou à mansão. Os três slytherins o esperavam no jardim, a lua estava bem cheia o que facilitava qualquer ritual mágico segundo Lucius, no jardim da mansão eles haviam feito um círculo de pedras e no meio dele havia uma pequena fogueira, sem demora Harry desenrolou o mapa mundi que Severus tinha requisitado e colocou no chão perto do círculo. Os outros três estavam em volta do círculo já segurando suas varinhas, esse feitiço precisava ser feito em grupo, exigia que pelo menos seis bruxos poderosos o executassem, mas como Harry tinha mais poder que a maioria esse detalhe era descartável.
– Severus, eu tenho mesmo que ser o principal? – Harry perguntou.
– Se é seu filho que estamos procurando idiota.
Harry suspirou e se preparou, os outros três começaram a entoar as palavras que para o jovem mais pareciam um cântico. Ele se concentrou no feitiço e sentiu a magia percorrendo seu corpo logo que fechou os olhos, nesse ritual ele era o catalisador para encontrar Ginny, ele manteve a figura da ruiva e o desejo de encontrar o filho na mente enquanto jogava ao fogo o cabelo de um natimorto, invocando a magia que protegia aos bebês, logo foi a vez de queimar alguns fios de cabelos de Ginny que tinha encontrado em Grimmauld Place, algumas ervas raras foram adicionadas ao fogo que se tornou negro. O cântico em torno dele parecia se acelerar ao mesmo tempo em que seus batimentos cardíacos aumentavam, ele tirou de dentro do bolso uma pequena trança com seus cabelos e o de Ginny e deixou sobre o mapa no local que correspondia Malfoy Manor, logo, cortou sua mão com uma adaga de prata e deixou algumas gotas de sangue caírem no papel. O fogo negro se expandiu numa explosão silenciosa e se espalhou pelo mapa sem queimar o papel, ao contrário, se misturou com o sangue de Harry e traçou um caminho da pequena trança até um do mapa.
– Ela está na Alemannha. – Disse Harry surpreendido.
– E se o feitiço deu certo, há realmente um bebê e ele é seu, a ligação de sangue e magia não mente. – Completou Severus.
– Isso eu já imaginava. Agora se me dão licença, tenho uma ex-namorada para encontrar.
– Harry! – Draco gritou fazendo o moreno se voltar.
– Odeio dizer isso, mas você tem que tomar cuidado, ela está grávida, tem que levar as coisas com calma... talvez deva levar a Granger com você.
– Desculpe Draco, mas isso é algo que eu e ela vamos resolver sozinhos. – Logo que disse isso o moreno aparatou deixando o namorado preocupado para trás.
Notas finais
Entãooooooooooooo, comentários please?! Vamos lá, me animem! Por favor!
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