Destinos Entrelaçados
9 Progressos
Notas iniciais
Olá, voltei com mais um capítulo. Espero que gostem e comentem.
– Esse intruso ainda está aqui?– Sim, ele começou a nos atacar quando percebemos o engodo e foi na direção dos cofres. – O duende explicou. Harry e John assentiram e começaram a ir para lá cautelosamente, podiam ouvir a batalha que se dava entre o falso Draco e os duendes. Harry percebeu que o mago devia ser muito poderoso, pois havia invocado Greyback dentro do banco e o lobo dava cabo de alguns duendes. – Nossa prioridade é o loiro, ele é provavelmente o responsável por tudo. – Pode ir Harry, eu seguro o lobisomem. – John garantiu. Confiando no parceiro Harry avançou para a figura de Draco, que tentava a todo custo chegar aos carrinhos que davam acesso aos cofres. Assim que teve uma mira limpa Harry tratou de acertá-lo e graças aos duendes que ainda o mantinham distraído o feitiço acertou-o em cheio fazendo com que fosse impulsionado contra a parede. Quando o impostor ergueu o rosto e Harry viu como escorria sangue por aquela face um calafrio recorreu sua coluna, odiava ter essa imagem na mente. Voltou a atacar o homem que caiu desacordado, sem hesitar imobilizou-o com um feitiço e pegou a varinha que ele tinha deixado cair. – Uma ajudinha aqui Harry?! – Gritou Jonh encurralado por Greyback. Harry agiu rápido e deixando sua magia fluir com maior liberdade lançou um expelliarmus muito mais potente que o normal que deixou o lobisomem caído, John aproveitando o ensejo sacou um dardo cheio de poção tranquilizante e fez o objeto acertar o lobisomem no pescoço deixando-o fora de combate em minutos. Mal tinham terminado com isso e os reforços tinham chegado. Harry mal podia acreditar que tinham capturado esses dois, agora era esperar o efeito da polissuco passar e verificar se todas as suas suspeitas estavam corretas. Para o desassossego de Harry o tempo que levou para a poção perder o efeito foi o suficiente para perceberem que aquele não era o alvo que buscavam. Assim que ele e John começaram o interrogatório perceberam que o mago estava sob um feitiço de controle, e quando se transformou de volta viram que se tratava de um rapaz desaparecido, coisa que ajudava a delimitar a zona de atuação do alvo. Harry queria interrogá-lo, mas John preferia deixar isso para os aurores especializados em feitiços da mente, eles podiam extrair detalhes que nem ele nem Harry seriam capazes de ver. O moreno se deu por vencido e focou sua atenção em Greyback, haviam chamado Snape já que ele era o único colaborador que sabia como funcionava o feitiço de vassalagem e ajudou-os com as runas que impediam a reconvocação do lobisomem. Há alguns anos Harry teria se indignado se lhe dissessem que para interrogar um lobisomem iam amarrá-lo com correntes de prata e injetar uma solução de acônito em seu sangue, afinal, isso era tortura, mas o Harry adulto sabia que isso era necessário. E ele não tinha grande apreço por Greyback afinal de contas. Severus já tinha quase terminado quando ele chegou e aparentava um grande cansaço.– Conseguiu alguma coisa? – Sim, mas esse maldito lobo me deu muito trabalho, tive que aumentar a dose de acônito para driblar as defesas naturais da mente de um lobisomem. – Temos algo de proveitoso?– Você estava certo, estamos atrás de Rabastan Lestrange, mas por causa do feitiço até mesmo Greyback não sabe onde ele se esconde. É como estar na mente de uma marionete... é um caos. – Disse o pocionista esfregando a testa. Harry não gostava de ver Severus tão desgastado, mesmo porque tinha a impressão de que se professor se machucasse ou caísse doente Lucius Malfoy ia culpar a ele diretamente. – É melhor ira pra casa descansar Severus, assim que estiver mais descansado envie o relatório. Ainda vamos demorar pra ter o parecer dos aurores com o mago sequestrado que se passou pelo Draco. Ele estava sob efeito de um feitiço de controle mental. – Rabastan está nos saindo um perfeito mestre de marionetes. – Resmungou Severus. – Sim, é ver... – Harry franziu o cenho pensando no termo empregado pelo professor. Tinha algo que ele não se lembrava, mas que sabia ter relação com isso.– Que foi Potter?– Nada, é só que tem algo me incomodando e não consigo lembrar do que. – Eu disse que não usar seu cérebro por tanto tempo traria problemas mais tarde.
Harry fez uma careta para o homem. – Pode dizer ao seu loiro tingido para dar uma passada em Grimmauld Place? Tenho que esperar o resultado do interrogatório e ainda ir a St. Mungo. Parece-me que Andrômeda ainda não acordou. Teddy já perguntou por ela hoje de manhã. – Como você é ingênuo Potter, mal você aparatou para trabalhar e Lucius foi vigiar o filho. O moreno mais jovem arregalou os olhos. – Ele não confia na minha proteção. – Quando se trata do Draco, Lucius não confia 100% nem em mim. – Snape explicou. Harry sentiu uma ponta de inveja, afinal, ele não conhecia essa sensação de ser amado e protegido pelos pais. Podia imaginar pelas histórias que lhe contaram, mas não tinha sentido isso em pele própria. Acabou sorrindo pela sorte do loiro, mas logo foi supervisionar o interrogatório do mago desaparecido, até esclarecerem tudo ele anda era suspeito. H♥D Sentado na poltrona da sala de Grimmauld Place, Lucius olhava o filho brincando com Teddy enquanto tomava uma xícara de chá. – Sabe Draco, devia começar a redecorar esse horror que Potter insiste em chamar de casa. Se bem que pessoalmente acho que deve mesmo é convencê-lo a morar em Malfoy Manor. O menor dos loiros revirou os olhos. – Por Merlin papai, nós ainda não casamos! Aliás, acho que estamos longe disso. – Tolices. – Disse Lucius fazendo um gesto de desdém. – Nenhum gryffindor cabeça-oca poderia resistir ao meu filho. – Tudo bem, suponhamos que eu case com o Harry, como eu faria pra ele ir morar lá em casa? Lucius sorriu. – Vejo que já estamos progredindo, pelo menos estão se chamando pelo primeiro nome. Draco corou e assentiu. – Bem, não seja inocente Draco, pode fazer esse gryffindor fazer o que você quiser. Se ele se recusar a irem lá pra casa pode sempre esperar até ele engravidá-lo e pedir pra ficar perto do seu querido pai e do seu padrinho experimentado na sua condição. Foi a vez de Draco sorrir. – Quer dizer que meu padrinho vai morar na mansão é?– Planejo fazê-lo sofrer e não posso fazer isso corretamente com ele naquela casucha. Não sei por que ele não resgata a herança do avô. Devia reavivar o nome dos Prince. Draco sorriu e deixou Teddy subir em seu colo, afinal, precisava de um escudo. – Sim papai, acho que ele devia reavivar o nome dos Prince, talvez ele precise de um herdeiro. Acha que pode engravidar ou temos que achar uma bruxa pra isso? Lucius engasgou com o chá e olhou feio para o filho. – Muito engraçado Draco. – Disse com cara azeda. – Vamos lá papai. Os Malfoy tem alguns ancestrais veelas, é só tomar uma poção e providenciar um filho para o meu padrinho. Lucius se revolveu incômodo.– Não temos mais idade pra isso e...– Magos vivem muito papai, para o nosso prospecto de vida está muito jovem ainda. – Não vou engravidar e ponto. Não sei de onde você tira essas ideias. Draco sorriu travesso, só queria mesmo provocar o pai. O bebê em seu colo sacudia um chocalho mágico que soltava faíscas multicores e fazia barulho, mas já o fazia lentamente. Haviam corrido e jogado bola no jardim pela manhã e como já haviam almoçado o bebê se mostrava sonolento. – Já quer dormir pequeno? – Perguntou acariciando os cabelos azuis. – Acha que faz mal deixa-lo dormir agora papai?– Não, assim ele acorda no fim da tarde. Draco aconchegou melhor o bebê e começou a embalá-lo suavemente. – Não se apegue muito Draco, a avó dele não é exatamente fã da nossa família, não quero que sofra se ela não te deixar vê-lo depois que se recuperar. – Harry daria um jeito de eu poder vê-lo. – O loiro disse não muito seguro. Lucius deu de ombros e quando ouviu uma aparição levou a mão a sua varinha, era Severus, ainda com aparência cansada e dolorida.– O que houve? – Perguntou Lucius. – Atacaram Gringots, mas Potter conseguiu trabalhar direito dessa vez e capturaram Greyback. Tive que entrar na cabeça do maldito para conseguir alguma informação, mas com o feitiço de vassalagem foi algo bastante difícil. – E doloroso ao que parece. – Completou Lucius.– Tenho poções pra dor no laboratório, segure-o enquanto vou buscar papai – Disse Draco entregando o bebê sonolento a Lucius, e sorriu antes de dizer: – Quem sabe isso não te anima a ter um. Severus viu o olhar gelado que Lucius enviou ao filho e perguntou:– Do que ele está falando?– Nada! – Apressou-se em afirmar o loiro que se ergueu da poltrona para ninar o bebê. Severus preferiu deixar o assunto de lado devido a dor de cabeça e agradeceu quando Draco voltou com as poções. Assim que as bebeu relatou sucintamente o ocorrido pela manhã e deixou os dois loiros em alerta, logo começou a se sentir zonzo e sonolento. – Draco, o que colocou na minha poção?– Nada demais, só um pouquinho de sonífero. Sabe que não faz bem beber essas poções e não descansar, vem, vou te colocar no meu quarto. Lucius ri da maneira autoritária do filho e seguiu os dois escada acima, com o bebê já adormecido no colo, enquanto Draco deixava o padrinho em seu quarto ele colocou Teddy em seu berço e sorriu ao perceber que o pequeno havia trocado a cor de seus cabelos para um loiro igual ao dos Malfoy. – Sua avó vai se irritar se vir isso, mas é tão fofo. – Murmurou. H♥D Quando Harry chegou em casa parecia cansado e tenso, e não era para menos já que passara o dia em reuniões e planejamentos para capturar Rabastan. Greyback havia sido mandado a Azkaban e o jovem mago tinha podido voltar a família, depois de tudo não teve nada a ver com os planos do comensal foragido. A Central de inteligência ainda trabalhava freneticamente com algumas pistas que ele tinha encontrado e o pior era que ele mesmo não conseguia se desligar do assunto. – Isso são horas de chegar? – A voz irritada de Draco tirou-o de seus devaneios e ele evitou sorrir para a figura do loiro de pijama batendo o pé no chão. – Foi um dia agitado, tive que levar Greyback e...– E nada! Teddy ficou agitado porque não viu nem você nem a avó, quando vai se atrasar é bom avisar que está vivo seu bruto insensível. Harry se envergonhou da falta de tato que tinha demonstrado e foi abraçar o loiro, que resistiu e o empurrou emburrado. – Desculpe Draco, foi sem querer. Não quis te preocupar. – Eu não fiquei preocupado, foi só pelo Teddy. – Disse emburrado. Harry evitou rir para não piorar o humor do loiro. – E meu afilhado, passou o dia bem?– Ele está loiro. – Loiro?! – Harry perguntou alarmado. – Sim, ele mudou a cor de tarde e está com ela até agora, não é lindo? Ele está mais bonitinho ainda, vem ver! – Draco agarrou na mão do moreno e arrastou-o para o quarto de Teddy. Harry viu como o loiro praticamente babava pelo bebê e não parava de cochichar sobre o que tinham feito durante o dia. – Draco... – Interrompeu suavemente.– Que foi?– Fui a St. Mungo hoje, Andrômeda já acordou, mas ainda vai levar um tempo para se recuperar. Para Harry foi doloroso ver como o loiro murchava.– Ela vai querer levá-lo?– Por enquanto não, só depois que estiver reabilitada. – Ah... mas posso ficar com ele não é?– Digamos que eu não mencionei exatamente que você estava cuidando do Teddy. Draco sorriu. – Isso foi muito slytherin da sua parte. – Eu sei. Vocês andam me corrompendo. – Eu diria que melhoramos você, o que é bem diferente. Harry abraçou o loiro e enterrou o rosto na curva do pescoço do menor fazendo com que Draco corasse.– Estamos no quarto do Teddy seu pervertido. – Murmurou. – Isso é uma vantagem porque você não vai nem correr, nem gritar, nem tentar fugir pra não acordar o bebê. – Retrucou Harry mordiscando o pescoço do outro.– Não pense que eu esqueci que estou bravo com o senhor. Pode ir tirando as patas, tem que aprender a ter mais consideração. Draco se desvencilhou dos braços do moreno e saiu apressado do quarto, Harry ia atrás dele, mas Teddy começou a choramingar. – Desculpe campeão, não queríamos te perturbar ok? – Disse suavemente acariciando as costas do bebê que não tardou em voltar a dormir profundamente. Com um sorriso no rosto por se sentir realmente numa família Harry foi para seu quarto se preparar para dormir e para se desculpar devidamente com o loiro pela manhã. Draco geralmente acordava cedo, mas como o feitiço que tinha colocado ao redor de Teddy ainda não o tinha avisado que o pequeno queria sair do berço ficou cochilando e aproveitando a quietude do bebê. Estranhou quando ouviu as risadinhas de Teddy e sentou-se na cama esfregando os olhos no momento em que sua porta se abria e Harry aparecia carregando um sorridente Teddy enquanto uma bandeja levitava a sua frente.
– Bom-dia Draco! Eu e Teddy fizemos café da manhã pra você. – Bum-dia! – O bebê disse alegre pulando do colo do padrinho para a cama de Draco.– Bom-dia meu menino bonito! Já matou a saudade do seu padrinho? O menino assentiu vivamente e Harry fez a bandeja pousar no colo de Draco.– Minhas mais sinceras desculpas por tê-lo preocupado ontem belo senhor. – Disse Harry zombeteiramente fazendo uma reverência. Draco olhou-o com divertimento, mas lembrou-o:– Eu não me preocupo com gryffindors de testa-rachada, só fiquei preocupado pelo Teddy. Harry deu de ombros e se sentou na cama. – Hoje vou levar o Teddy para ver a avo antes de ir para o trabalho. Draco abraçou o bebê mais forte e não conseguiu esconder a contrariedade. – Hospitais estão cheios de gente doente, não acho interessante que ele seja exposto a essa quantidade enorme de vírus e...– Deixa de frescura Draco, vai ser só uma visita e te trago ele de volta ok? – Promete?– Palavra de herói! – Disse Harry rindo. Enquanto Draco e Teddy comiam o que Harry havia preparado o moreno deixava-se sonhar com mais cenas como essa ao lado do loiro e Teddy, só que com os próprios filhos. – Ei Harry, ainda vai demorar pra capturar Rabastan? Quero mesmo sair dessa casa sabe? – E pra que? – Perguntou Harry.– Quero ver como está o Blaise, ele se machucou na boate também e você e meu padrinho não deixam que eu mande cartas, nem o meu pai. – Acusou o loiro. Harry resmungou algo sobre trabalhar e se trocar e saiu do quarto mal humorado.– Acha que seu padrinho bobo tem ciúmes do Blaise? – Perguntou ao bebê enquanto dava-lhe um pedaço de bolo. – Isso é muito interessante. H♥D Harry levou Teddy para ver a avó e deixou-os a sós por alguns minutos enquanto falava com o medimago de Andrômeda, ela teria que fazer sessões de fisioterapia e ele preferia que ela ficasse no hospital por algumas semanas. Harry sondou a mais velha para saber o que ela pensava dos Malfoy e quando viu todo o rancor que ela nutria pela família deu graças a Merlin pelo fato de que quando soubera da visita a avó Teddy tivesse ficado tão alegre que seus cabelos tinham voltado ao azul elétrico de costume. Aquele dia prometia muita tensão para o jovem auror e não foi uma sensação errônea, quando chegou a Central descobriu que os aurores da inteligência haviam seguido uma pista sem chamar sua unidade operacional e que além de terem estragado uma excelente chance de capturar Rabastan tinham tido duas baixas. Não é necessário dizer o quanto isso deixou Cavan enfurecido e gritando seu desgosto aos quatro ventos, para Harry foi uma falha inadmissível, já que o fugitivo em questão colocava sua família em perigo. A única coisa boa disso tudo foi que finalmente conseguiram mais informações sobre o que Rabastan queria com os Black, o esconderijo tinha sido deixado as pressas, o que significava que o ex-comensal deixou tudo da maneira que estava ao ser surpreendido pelos aurores. Ele e Severus chegaram juntos ao esconderijo e ambos sentiram um calafrio ao verem a maneira como Rabastan estava obcecado com Draco. Havia fotos e desenhos do menor dos Malfoy desde que ele era uma criança. – Como ele pode ter essas fotos se estava preso? – Questionou Harry.– Narcisa mandava algumas para a irmã. – Isso é doentio. – Harry disse asqueado. – Harry, talvez você e o professor Snape queiram ver isso. – Chamou John do outro cômodo. Os dois foram para onde o auror estava e ambos ficaram intrigados com as runas desenhadas por toda a sala e com um altar pequeno no centro.– Isso é magia negra pesada Potter... esse altar é para sacrifícios de inocentes, é específico para uma criança. Harry pensou imediatamente em Teddy, quando colocasse as mãos em Rabastan ele ia pagar muito caro por sequer pensar em machucar seus dois tesouros. – Não reconheço a maior parte dessas runas, vocês tem um especialista nisso não é? – Continuou falando Severus com sua habitual mente analítica. – Sim, já mandei um patronus ir buscá-lo. – Esclareceu John prontamente, ainda lembrava bem de como o professor detestava ineficácia. – Ora, parece que os anos fizeram algo de bom com sua falta de prontidão sr. Collins. John corou levemente pelo elogio indireto e Harry riu, se Lucius visse o efeito que Severus tinha em alguns de seus alunos iam sobrar maldições pelo Beco Diagonal. Enquanto esperavam pelo tradutor Harry olhava em volta com muito cuidado, achou a escova de cabelos de prata que tinha o nome de Draco gravado no cabo, era dali que tinha saído o cabelo para a poção. – Severus, acha que foi aqui que ele fez as invocações?– Por enquanto não vi nada que confirmasse isso, por quê?– Isso nos faz pensar que ele tem outro esconderijo, afinal, não é fácil se locomover com duas invocações pelas ruas, ainda mais com a da Narcisa estando tão maltratada. – Harry fez outra pausa. – John, preciso que mande um grupo de aurores vasculhar os cemitérios mágicos, principalmente onde foram enterrados comensais e vitimas da guerra.– Teve alguma iluminação Potter? – Questionou Snape. – Na verdade sim, me lembrei do que você disse ontem sobre o Mestre de Marionetes, Voldemort tinha ligações com um mago que autoproclamava desse modo na Primeira Guerra, e ele era da Alemanha. Imagino que deve ter algo a ver com os Lestrange. – É possível, mas o que isso tem a ver com os cemitérios? – Esse mago acreditava que os cemitérios mágicos tem um grande potencial d canalização mágica, mais ainda se no local estão enterrados magos que tiveram fins violentos. – Isso explica como Rabastan pôde submeter Greyback, ele está canalizando energias mágicas dos mortos. – Sim, vamos pegar logo esse filho da mãe para eu finalmente poder levar seu afilhado mimado para um encontro! – Comemorou Harry. Snape revirou os olhos, mas interiormente torcia para que Harry estivesse certo, detestava ver seus dois loiros em perigo. H♥D Hermione adorava as horas em família que ela e Ron passavam na Toca. Era reconfortante sentir-se parte desse clã depois das tristezas da guerra, por isso detestava a expressão preocupada no rosto de Molly e o desânimo que tomava conta dos demais ruivos.– Por que essas caras? – Perguntou ao chegar de mais um dia no Ministério.– Ah! Hermione querida, justamente quem nós precisávamos. – Exclamou Molly sorrindo.– O que houve?– É a Ginny, não consegui fazer ela sair do quarto hoje... está assim desde que o Harry terminou com ela. Não sei mais o que fazer. A mulher de cabelos castanhos rilhou os dentes, tinha conversado com a mais jovem e aconselhado a superar esse relacionamento falido, mas nem mesmo os treinos de quadribol conseguiam fazer a ruiva sair de casa. Pessoalmente ela preferia que os familiares deixassem a caçula sair sozinha de sua fase depressiva, mas os Weasley raramente deixavam algo como privacidade atrapalhar os planos de animar Ginny. – Molly... eu acho melhor deixá-la sozinha por enquanto. Foi um fim traumático, é normal ela estar tão abatida. Daqui alguns dias ela melhora. George sorriu para a namorada do irmão e fez um gesto de agradecimento para os céus.– Graças a Merlin temos você Herms, fora esse seu rompante de loucura por namorar o Roniquinho é a única que mostra saber lidar com a Ginny. – Ei! – Protestou Ron rindo e socando o braço do irmão. – Reconheça Roniquinho, que ela aceitar te namorar foi sua sorte grande, quem mais namoraria um ruivo cabeça de vento feito você?– Depois que Angelina aceitou você meu caro, tudo é possível. – Percy tinha acabado de entrar e sorria. George fez uma careta para o mais sério dos Weasley e perguntou:– Por que o nosso irmão santinho está atrasado? – O Ministério está um caos. Finalmente a equipe do Potter conseguiu capturar Rabastan Lestrange, era ele quem estava atacando os Malfoy e fez as invocações impuras de Narcisa Malfoy e da cunhada Bellatrix. – Como esperado do Harry! – Disse Ron orgulhoso. – Mas não era pra todo mundo estar contente?– Sabe como são as pessoas Ron, eles ainda se impressionam com o tamanho do poder do Harry. Ele derrotou Rabastan mesmo ele tendo canalizado a energia de todos os magos enterrados no cemitério. Hermione franziu o cenho, ela e Harry já haviam discutido sobre ele esconder seus poderes. – Mas no final tudo deu certo, só os mesmos fofoqueiros de sempre falando sobre como seria ruim se Harry se tornasse o próximo Senhor das Trevas. – Disse Percy dando de ombros. Ron e George riram. – Por que pensariam nisso? Só porque ele anda amiguinho do Snape? Não é como se ele fosse se misturar com gente como os Malfoy. – Disse Ron distraidamente. Hermione evitou dizer ao namorado que era exatamente isso que Harry estava fazendo, afinal, ela teria muito trabalho para evitar que o amigo entrasse numa enrascada por causa de certo loiro bonito.
Notas finais
Harry se livrou do Rabastan, mas vem outros problemas por ai... sejam bonzinhos e digam-me o que acharam do capítulo e da história até aqui.
Beijos, até semana que vem.
Beijos, até semana que vem.
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