Notas iniciais
Mais um capítulo pra vocês. Espero que gostem!

Depois de um jantar fabuloso acompanhado de um bom vinho, tudo o que Lucius queria era descobrir que tipo de corpo Augustus escondia por baixo da túnica. Os dois se conheciam desde Hogwarts, eram do mesmo ano em Slytherin e mantiveram uma relação cordial, suas esposas não se davam bem e por isso não se misturavam muito em eventos, mas depois da morte da esposa no parto da caçula Augustus havia se soltado mais. Os dois decidiram que era melhor ir para um hotel mágico, para o loiro esse tipo de serviço continuava de portas abertas porque o que contava era o poder aquisitivo e isso ele tinha aos montes.
– E eu pensando que poderia conhecer seu quarto. – Brincou Augustus.
– Ah sim? E por que tanta curiosidade?
– Nunca se sabe que tipo de surpresa uma serpente como você pode ter escondida.
Já na suíte Lucius apenas sorriu por esse comentário e se livrou da capa e das luvas que estava usando. Mais de um ano de solidão e ele estava ansioso por liberar tanta tensão acumulada, alcançou Augustus que estava servindo uísque de fogo no bar, e abraçou o homem por trás deixando suas mãos abrirem os botões da túnica do outro. Sem se fazer de rogado Augustus estirou o pescoço adorando sentir o caminho de beijos que Lucius fazia. Antes que pudesse pensar em algo para dizer percebeu que o loiro já havia terminado com os botões e agora deixava suas mãos habilidosas passearem por sua pele nua.
– Hum... quer dizer que não usa nada por baixo da túnica?
– Quer descobrir? – Provocou o outro.
– Muito. – Murmurou Lucius girando o homem para que ficasse de frente com ele.
Augustus não esperou por um convite e capturou os lábios que passou a noite desejando, invadiu a boca do loiro que rescendia ao aroma doce do vinho que beberam e deixou-se ser conduzido até a beira da cama. Sentou-se ficando a altura da cintura do outro, com um sorriso malicioso afastou a túnica do loiro delineando descaradamente o contorno do membro desperto dele, passou a língua pelos lábios com gula, sempre teve curiosidade para saber como era o pau de Lucius e agora poderia experimentá-lo. Sem o menor pudor desfez-se dos tecidos que o separavam de seu objetivo e ofegou excitado quando descobriu o pênis endurecido e deliciosamente branco do outro. A carne palpitante clamava por atenção, as veias salientes adornavam aquele membro que Augustus não demorou para provar. Deixou sua boca receber apenas a ponta do membro que acariciou com a língua de forma travessa, Lucius gemeu pelo contato, mas não se moveu, deixando o outro livre para brincar a seu modo. Sem pressa, Augustus deslizou seus dedos pela extensão do membro do outro até chegar às bolas do outro e ao senti-las duras sob seu toque esmerou-se em massagear esse ponto, estava tão absorto no que fazia que demorou para perceber que o outro tinha ficado imóvel, mas o empurrão que levou foi bastante efetivo. Olhou com zanga para o outro que arrumava as roupas apressadamente.
– Isso não teve nem graça nem charme meu caro.
– É o Draco ele... aconteceu alguma coisa. – O outro dizia afobado recolhendo suas coisas. – Não senti perturbações nas proteções da mansão, não sei como é possível.
Augustus preparava-se para acalma-lo quando ele mesmo sentiu seu anel familiar mover-se incessantemente.
– Daphne! Há algo errado com a minha filha!
Lucius com capa e bastão nas mãos olhou-o aturdido.
– Tenho um feitiço de rastreamento e segurança nela, e você? – Perguntou o outro já recompondo a roupa.
– Tenho alguns de rastreamento, o que diabos aconteceu?! – Lucius resmungou irado.
Sem esperar pelo outro segurou tocou em seu anel e murmurou as palavras que o transportavam para onde Draco estivesse, o que o levou ao lado de fora de St. Mungo já que o aparecimento no local era vetado para quem possuía a marca negra. Colocando sua melhor máscara de frieza se dirigiu a recepção e pelo olhar aterrado da jovenzinha percebeu que não seria simples conseguir informações.
– Quero saber se meu filho Draco Malfoy está aqui.
– Eu.. eu... não sei... eu...
– Pare de gaguejar e me diga se meu filho está aqui. – Ordenou imperioso.
– Por Merlin Lucius, deixe a moça pensar. – Augustus disse atrás dele. – Minha querida, temo que nossos filhos estejam nesse hospital, mas não sabemos onde e nem porque. Poderia nos ajudar?
Lucius rilhou os dentes tão fortemente que achou que os outros dois eram capazes de ouvir o estalo. Mais calma, a recepcionista informou-os do ataque a boate e de que vários jovens estavam sendo atendidos no setor de emergência, mas que pela quantidade de pacientes eles não sabiam de todos ainda. Lucius mal terminou de ouvir e se dirigiu para o setor indicado, cada vez mais alarmado ouvia os gritos de jovens machucados e quando viu a cabeleira loira de seu filho correu para lá, sua surpresa foi quando Harry Potter parou-o apontando a varinha para seu peito.
– Chegou aqui rápido demais sr. Malfoy, nós mesmos acabamos de chegar. Como soube tão rápido do ataque? Por acaso estava envolvido?
– Preciso chamar meu advogado? – Praticamente silvou o loiro. – Não sei de ataque nenhum “auror” Potter, segui os feitiços e a ligação mágica que tenho com meu filho. Talvez não saiba, mas os pais do mundo mágico costumam proteger seus filhos.
Augustus viu o rapaz moreno franzir a testa e avermelhar-se, percebeu que Lucius estava a um passo de ser amaldiçoado pelo menino-que-viveu-e-venceu e isso não interessava para ninguém.
– Recomendo que tanto o auror Potter quanto você se acalmem Lucius. Isso é um hospital. – Ele disse duramente e percebeu que suas palavras tiveram efeito no mais jovem que ficou envergonhado, mas Lucius só o olhou altivamente. – Lucius estava comigo a noite toda, pode confirmar no restaurante onde jantamos saímos de lá há pouco tempo e quando percebemos a alteração nos feitiços estávamos juntos também.
Harry respirou um par de vezes para se acalmar, a presença de Lucius Malfoy sempre o exasperava. Disse a si mesmo que devia ignorá-lo e deu passagem ao maior para chegar perto da maca onde estava o filho.
Draco estava deitado concentrado demais em não soltar gritos de dor para prestar atenção no pai e em Potter. Haviam lhe dado a poção cresce ossos em versão muito potente devido ao estrago em sua perna, mas havia sido só, ele podia sentir seus ossos crescendo e calcificando, era um processo doloroso ao extremo. Sabia que o medimago podia ter lhe dado algo para a dor, mas depois do olhar de desprezo que recebeu sabia que fazia aquilo de propósito.
– Draco! O que demônios aconteceu?
– Greyback. – Ele murmurou agarrando o colchão quando um puxão mais forte enviou uma onda de dor através de seu corpo.
– Aquele maldito! Ele... te mordeu? – Lucius perguntou temeroso.
Ouviu Potter bufando logo atrás de si, mas ignorou-o.
– Não. Explodiram a boate do Theo, uma viga caiu na minha perna, mas ele apareceu lá, estava atrás de mim.
– Não devia ter saído da mansão sem me avisar.
– Foi inesperado. – Draco fez uma pausa para respirar e sentiu como a mão do pai tirava algumas mechas de seu cabelo que estavam grudadas em seu rosto devido ao suor. – Daphne foi me convidar.
– Onde o incompetente desse médico que não atende meu filho?! – O loiro maior rugiu.
– Seu filho já foi atendido sr. Malfoy, aliás, essa é a ala de emergência, não pode ficar aqui. – Informou o medimago que havia atendido Draco.
Lucius ergueu uma sobrancelha e seu olhar depreciativo fulminou seu interlocutor.
– Quero saber porque meu filho não recebeu nada para a dor. – Demandou.
– Pai...
– Quieto Draco!
– Não foi necessário.
– Sabe que o Conselho de Medimagia costuma caçar licenças de quem prejudica pacientes? – O loiro perguntou com voz suave. – Não se esqueça que é considerado erro grave “esquecer” ou “confundir” medicamentos, tenho certeza que um medimago de tão alto gabarito sabe que para uma lesão tão extensa a poção cresce ossos é dolorosa e que as regras dizem que é necessário uma poção para dor.
Com um olhar de profundo desprezo o medimago pegou uma poção e ia dar para seu paciente quando Lucius interceptou-a.
– Não se importaria se eu conferisse não é? – Perguntou o loiro já murmurando feitiços para detectar venenos.
Harry observava tudo impassível, viu como o medimago corava de raiva enquanto Lucius dava ele mesmo o remédio ao filho.
– Agora que já viu que seu herdeiro está em perfeitas condições sr. Malfoy, deve saber perfeitamente que as regras do hospital impedem visitas na emergência e que por ser maior de idade ele não pode ter acompanhante. Vai sair ou prefere que eu chame a segurança?
Lucius teve que engolir a vontade de amaldiçoar aquele homem, olhou para o filho e viu-o mais sereno.
– Nesse caso, quero levá-lo para casa.
– Sinto muito, mas o paciente não pode ser movido ou sua perna pode calcificar da forma errada. Duvido que queira que seu herdeiro fique com esse defeito não é?
Lucius apertou tanto o bastão que Harry pensou que este partiria. Mas o patriarca Malfoy ergueu a cabeça e após trocar um olhar com o filho saiu dali.
– Malditos comensais, deviam estar apodrecendo em Azkaban. – Murmurou o medimago com rancor.
Harry guardou suas próprias opiniões e voltou para o lado de Malfoy.
– O que ainda está fazendo aqui? – Perguntou o loiro rígido.
O auror sorriu, tinha uma teoria sobre Malfoy desde o colégio e essa tensão que o outro mantinha dava-lhe mais dados para embasar o que imaginava. Aproximou-se mais ainda vendo o outro prender a respiração e voltar a apertar o colchão e os lençóis até seus dedos perderem a cor.
– Estou aqui porque tem comensais malvados atrás de você loirinho. Não queremos que Greyback volte e envergonhe sua linhagem fazendo de você um lobisomem não é? – Provocou Harry.
Draco sentia seu coração bater a mil por hora e rilhou os dentes antes de dizer cortante:
– Pare de me chamar assim maldito!
– Assim como? Loirinho? Mas é que você é pequeno e loiro.
– Não sou pequeno!
O protesto do loiro era em vão já que Harry havia crescido e desenvolvido muito mais massa muscular que ele, o tempo em que Draco era mais alto e bem formado ia longe no tempo.
– Seu papai sabe do seu segredinho? – Harry perguntou.
Por um momento insano Draco pensou que talvez seu antigo inimigo soubesse, mas logo a ideia saiu de sua cabeça, era impossível.
– Não tenho que conversar com você. – Disse fechando os olhos e pedindo mentalmente para que o moreno se afastasse logo.
Harry sorriu para si mesmo e abaixou-se até quase encostar seus lábios na orelha do loiro.
– Sei seu segredo loirinho. Mas pode dormir tranquilo, porque cuido do que é meu.
Draco arregalou os olhos imediatamente e olhou o outro assombrado, mas Harry só balançou a cabeça negativamente e logo foi falar com John que voltava da Central com o necessário para o preenchimento dos relatórios e para colher depoimentos.


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Lucius podia ter saído da área de emergência, mas sentou-se para esperar pela alta do filho na sala de espera. Sua figura sentada de maneira imponente e majestuosa chamava a atenção de quem passava por ali. Já havia dado uma declaração oficial para um auror insignificante que ficou olhando-o com desprezo. Viu que Augustus e sua filha já saiam do hospital, ela com um feio vermelho ao longo do braço e cheia de pequenos arranhões.
– E então Lucius? Como está o Draco?
– Preso nesse lugar até que a perna termine de se curar. E você, srta. Greengrass, se encontra bem?
Daphne corou envergonhada ante a mirada glacial de Lucius.
– Sim sr. Malfoy, estou bem. Quando ocorreu a primeira explosão Theo lançou um escudo ao meu redor, só os estilhaços da primeira me acertaram. – Parou para tomar coragem e disse encarando-o. – Sinto muito por ter colocado o Draco em perigo, só queria que ele se divertisse um pouco.
– Não é culpa sua que o Ministério não tenha capturado ainda os loucos remanescentes da guerra. – Ele concedeu. – Falou por acaso de Theodore Nott?
– Sim, ele é o dono do lugar que atacaram, está em cirurgia agora. – Os dois mais velhos perceberam o brilho de lágrimas nos olhos castanhos dela.
– Vou levá-la pra casa e depois ir a Central de Aurores falar com Cavan McMillan. Suponho que vai ficar aqui não é?
– Sim.
– Acha mesmo necessário? Potter está lá dentro com ele.
– Por isso mesmo. – Resmungou Lucius.
Augustus não entendeu, mas não quis alongar o assunto. Preferiu levar a filha para a segurança que representava sua casa.


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Quando Harry e John terminaram de pegar os depoimentos dos feridos e de enviar tudo para a Central, a madrugada já ia longe. Durante todo o tempo em que ficou interrogando as pessoas Harry não deixava de prestar atenção ao loiro adormecido a poucos metros. O medimago passou para conferir o crescimento dos ossos da perna e pareceu estranhamente satisfeito ao dizer que o loiro ainda precisaria de um tempo para se repor totalmente, ante o que Harry se segurou para não revirar os olhos à la Snape. Ginny odiava quando ele fazia isso, dizia que era a má influência do antigo professor.
– Terminamos por aqui Potter, amanhã vamos ter um longo dia ouvindo Cavan esbravejar sobre Greyback. – Reclamou John.
Harry deu de ombros, o chefe da divisão especial não o assustava.
– É claro, você é o garoto-que-viveu-e-venceu, o chefe não te preocupa. – Pontuou o outro com ironia.
Uma das coisas que os professores de Harry se esmeraram em inculcar nele era o fato de que aceitar ser famoso e usar isso a favor de sua causa não era um problema. A imprensa ainda o incomodava, mas não como antes.
– John, nem Voldemort conseguiu me fazer tremer de medo. Não vão ser uns gritos do chefe que o vão fazer. Agora, vá pra casa dormir e se prepare para não desmaiar amanhã ok? Não posso ter um parceiro medroso.
– Rá, rá Potter... estou morrendo de rir. – Resmungou. – Você não vem?
– Ainda não, tenho uma coisinha pra fazer antes.
– Que seja, até amanhã.
Assim que outro saiu da sala de emergências e Harry percebeu que só haviam os pacientes e duas enfermeiras longe ele voltou a se aproximar de Draco.
– Ei loirinho, está acordado? – Sussurrou cutucando as costelas do outro.
Draco abriu os olhos sonolentos irritado, odiava ser acordado.
– Que foi Potter? Não se pode mais dormir nesse lugar?
– Claro que sim, mas quero que fique acordado agora. Vou embora e daqui a pouco o medimago vai deixá-lo ir também, achei que não gostaria de estar dormindo caso ele volte.
O loiro ficou imaginando se era mesmo gentileza o que ouvia na voz do moreno.
– Além do mais, queria avisar uma coisa...
– Em relação a Greyback? Descobriu alguma...
Harry o calou colocando um dedo em seus lábios.
– Não me interrompa loirinho. Eu passei horas interrogando pessoas, e descobri algo muito irritante. Todos ficavam falando de como as explosões acabaram com a dança mais sexy que eles já tinham visto, que você e Zabini estavam dando um show e praticamente se comendo na pista...
Draco franziu as sobrancelhas sem entender onde o moreno queria chegar.
– ... eu não gosto disso. Não gosto de dividir e não quero o Zabini ou qualquer outro tocando o que é meu por direito.
– Você está louco Potter. Eu não sou seu! – Disse Draco duramente evitando gritar.
Harry voltou a se aproximar, deixando o dedo indicador passear pelos lábios apetitosos do loiro.
– Sou o herdeiro universal da família Black, sei de muitos segredinhos sujos dos seus antepassados... inclusive esse. Minha magia e a sua estão se chamando agora mesmo. Sei que você pode sentir a sua essência provocando a minha, é quase irresistível sabia? Eu diria que embriagador, mas eu sou mais forte que isso, nem um império feito pelo Voldemort me controla, posso lidar com suas tentações.
Draco havia prendido a respiração e quando viu Potter se inclinando perigosamente até seus lábios pôde sentir o hálito quente tocando sua pele, se não fossem os anos de educação rígida o loiro teria cedido aos instintos, mas ele era um Malfoy antes de tudo e não se rebaixaria a suplicar por nada.
– O problema vai ser loirinho se eu decidir que quero o que você quer dar... ia gostar disso não é? – Provocou Harry mordiscando a orelha do outro.
– Vá pro inferno Potter!
– Se eu for tenho que te levar junto loirinho.
Draco abriu a boca para protestar e Harry aproveitou a oportunidade para atacar. Sem pudor nenhum juntou seus lábios aos de Draco experimentando a maciez suave do outro. Com o loiro Harry sentia-se livre para explorar seu lado mais primitivo, e viu-se mordicando os lábios do outro de forma quase dolorosa e quando invadiu a boca do loiro com sua língua tratou de se fartar daquele gosto único que só Draco tinha. Ia continuar desfrutando da boca do outro, mas som dos passos de uma das enfermeiras cortou a magia do momento e o moreno se afastou abruptamente. Draco estava ofegante e olhava assustado para Harry, que sorriu maliciosamente.
– Estou impressionado loirinho, me deixou todo duro e nem mesmo tirou a roupa. Fico imaginado o que pode fazer quando se esforça pra isso. – Disse Harry com um brilho safado no olhar.
– Seu maldito Gryffindor dos demônios! Vou acabar com você! – Esbravejou Draco sem poder se conter e tentando se levantar, o que fez sua perna mover e ele chiar de dor.
– Sr. Potter, o paciente está incomodando? O hospital não deveria aceitar esse tipo de gente, não sabem nem agradecer por serem cuidados.
Harry revirou os olhos antes de se virar para a enfermeira e explicar:
– Não foi nada, ele está irritado porque o acordei. Na verdade é necessário achar o medimago dele para assinar a alta, não quero deixa-lo aqui sem supervisão. – Disse dando seu melhor sorriso a mulher.
Corando, a enfermeira assentiu vivamente e foi atrás do medimago.
– Estou aprendendo a explorar minha veia Slytherin, fui bem? – Inquiriu Harry ao loiro.
– O que demônios quer de mim Potter? Por que não vai liberar suas tensões com sua namoradinha ruiva?
– Você já foi bem melhor que isso em me provocar loirinho. Não devia estar tentando me seduzir? Não está com vontade de me fazer desistir da Ginny e ficar babando por você?
Draco ia explicar um par de coisas para aquele Gryffindor idiota quando o medimago chegou com cara azeda e praticamente jogou a folha de sua alta sobre ele. Potter estava pronto para ir para sua casa dormir por isso foi até a recepção e sem se dignar a parar de andar gritou para Lucius:
– Seu filho já pode ir embora.
O moreno não pôde impedir-se de sorrir ao ver o mais velho dos Malfoy murmurar contra sua falta de educação. Quando finalmente se apareceu em Grimmauld Place Harry deixou-se cair no sofá sorrindo pela travessura com Draco, fora sumamente divertido para ele ver como o loiro se irritava e incomodava com cada uma das suas investidas. Agora que o pensava friamente tinha uma pontinha de remorso, mas aquela noite não tinha sido nada comparada aos anos que o loiro levou provocando e zombando dele e de seus amigos. Harry podia ser um Gryffindor, mas também não era um santo, antes de fazer Draco se render ante ele podia se dar ao luxo de se vingar um pouquinho.

Notas finais
Então, novamente peço para os que leram até aqui deixarem seu comentário com a opinião sobre a história e se houver alguma dúvida que pergunte também. Volto assim que possível! Nos lemos no próximo!