Destinos
9 Capítulo 9 - O primeiro dia. / Eu te odeio!
Notas iniciais
O jovem Cebola havia chegado em frente a porta da casa após ter entrado pelo portão que estava só encostado em seguida pressiona o botão da campainha e uns três minutos depois a porta é aberta por uma mulher vestida de enfermeira que a mesma era a dona Luísa que já o aguardava a chegada do belo rapaz moreno. Assim que a mulher o viu convidou o jovem para entrar dando passagem pro mesmo e desse modo Cebola entrou sem problema algum na casa.
—Cebola que alivio que você não tem se atrasado, tenho que ir imediatamente para o hospital já que o meu trabalho começa agora. Deixei tudo pronto pra facilitar você e também esta listinha aqui pra te ajudar caso tenha duvida de alguma coisa. —Dona Luísa disse entregando uma folha de papel na mão do Cebola que prestava atenção no que ela falava. —Tá tudo ai, as horas que a Mônica tem que toma remédio, os medicamentos corretos, as horas extras dela e as horas de descaso e também... —A mulher continuava dando o aviso, mas acabou sedo interrompida.
—Mãe, para! Ele já se tocou. Tá me fazendo parecer que sou um bebê. Ai que mico! —Mônica que até então estava na sala sentada em sua cadeira de roda, havia ficado indignada reprimiu a mãe interrompendo.
—Ham... Er... Sim! Sim, já saquei tudo. —Cebola estando confuso de tanto avisos deixado pela Luísa e ficou muito surpreso quando olhou pra Mônica vendo o quanto ela estava mais linda do que nunca toda arrumada e maquiada, com os seus pensamentos se passava. —"Uau como que essa coelha humana conseguiu ficar mais gata a cada dia que passa." —Sendo levando por esse pensamento ele continua falando. —Pode ficar numa boa dona Luísa, vou cuida da sua bebezona com todo carinho. —Ele assegurou confortando a mulher ao mesmo tempo sem deixar escapar a oportunidade de debochar para irrita a Mônica.
—Humpf! —A dentucinha grunhiu com os braços cruzados e depois amostrou a língua pra ele com cara de desprezo e reprovação.
—Hum to vendo! Bom acho que falei tudo que precisava. —Dona Luísa decretou indo até a porta depois parou de andar e se virou de frente na direção onde esta a Mônica e o Cebola. —Ah...! Lembrei! Tem mais um aviso importante pra você, meu rapazinho. Nada de pensar em matar a minha filha, sequestra, arranca os órgãos dela pra vender e principalmente nada de estupro, mesmo se ela quiser transar com você, entendeu o recado?! Se você toca um dedinho sequer na minha filha, vai se lamentar o dia que entrou nessa casa, estamos combinados moleque?! —Luísa avisou com ar ameaçador nas palavras e também no olhar encarando o garoto. Por mais que ela estivesse depositando um voto de confiança naquele jovem garoto, sua preocupação de mãe por sua amada filha sempre falava mais alto.
—Er... Sim! —Cebola aceitou apreensivo com um certo medo da mulher. —Eu não seria louco de fazer nenhum mal com a sua filha, principalmente estupro, só de pensar fazer sexo com uma garota estúpida nem um pouco atraente como ela já me embrulha o estomago. Prefiro morre antes. —Ele zombou com desdém.
—Grrrrr! Ai seu vea...! —Mônica fica se ardendo de ódio se segurando para não xinga o rapaz enquanto cerrava os punhos.
—Ótimo, melhor assim pro seu bem! E isso vale pra você também mocinha, juízo! —A mulher alertou em frente da porta encarando os dois adolescentes.
—Tá mãe, se liga! Prefiro morre virgem do que ir pra cama com um maconheiro como ele. —Mônica provocou debochando com desprezo.
—Muito menos eu! Até parece que vou ter estomago de encarar uma mulher na cama que nem pode abri as pernas pra mim! —Cebola retrucou a provocando enquanto sorria de forma cínica encarando a garota dentuça.
—... —Luísa fica perplexa aterrorizada pelo comentário do jovem moreno. [O_O']
—O QUEEE! Agora sim você me ofendeu seu IMBECIL! —Mônica revidou morrendo de ódio e encarando o Cebola com um olhar assassino.
—CHEGA VOCÊS DOIS! —Dona Luísa ordenou gritando furiosa com os adolescentes. —Pelo amor que tenha a Deus não tente matar um ao outro até eu voltar de noite. Tá na hora de vocês começarem a se entenderem por bem de vocês mesmo. Agora to indo antes que me atrase mais! —Ela repreendeu os menores tentado manter a sua paciência.
—Desculpa mamãe! Não foi minha intenção. —A dentuça se desculpou de cabeça baixa amostrado ressentimento.
—Ham... Foi mal mesmo! —O ex cinco-fios também se desculpou se sentido receoso.
Dona Luísa suspirou de modo exausto. —Tá bom! Agora to indo e fica por conta dos dois! Beijinhos e tchau meus queridos! —Ela se despediu dos jovens e por fim saiu da casa após ter atravessado a porta.
—Tchau mãe, bom trabalho! —Mônica se despediu da mãe acenando com a mão.
—Tchau dona Luísa! Pode fica fria que vou toma conta de tudo! —Cebola se despediu da dona Luísa e fechando a porta da casa logo em seguida.
Após ter escutado o tchau dos dois adolescente dona Luísa realmente havia indo embora para o seu trabalho seguindo em direção do caminho da garagem pra pegar o seu carro, com isso Cebola e a Mônica ficaram sozinhos pela primeira vez naquela casa só podendo contar apenas com a companhia um e do outro.
Assim se passaram uns 10 segundos desde a dona Luísa foi embora pro trabalho e a casa permaneceu em silêncio profundo, os dois jovens ficaram se encarando seriamente um para o outro sem dizer nenhuma palavra dentro da sala, Mônica já estava mais do que incomodada com aquele silêncio, só não quis dizer nada com medo de levar os dois para uma briga seria e agora não tinha mais ninguém para evitar uma desgraça acontecer. Cebola que já estava mais do que sem paciência de estar naquele clima insuportável tomou coragem decidindo quebra o silêncio.
—Então, o que quer fazer agora? —Ele perguntou de modo rígido.
—Nada! Só quero volta pro meu quarto. —Mônica respondeu do mesmo jeito.
—Tá, beleza! Fica vontade! —Cebola afirmou sem dar nenhuma importância.
—Não tá esquecendo uma coisa não?! —A dentucinha interrogou de modo retórica tentado manter a paciência com aquele garoto.
—Hum... Deixo ver... Hoje eu tomei o meu banho quando acordei. Escovei meus dentes. Tomei o café da manhã. Não! Não to esquecendo de nada. —Ele debochou com cinismo e por fim sorriu de modo cínico para irrita ainda mais.
Mônica da um suspiro sem paciência tentado manter a calma. —Deixa de ser idiota garoto! Eu estou me referido a subir a escada. Eu não po... —Ela hesita ao terminar de falar baixando a cabeça com uma expressão de tristeza formado em seu rosto.
—Argh! Não acredito! Que merda hein! Bem que algum me dizia que ia sobrar pra mim! —Cebola resmungou impaciente se sentindo incomodo sobre o trabalho que ia ser "cuidar" daquela garota.
—Tá, se você não quer ajudar, beleza! Só você pedi então pro algum vizinho fazer o seu traba... —A dentucinha abismada e ao mesmo tempo irritada começa sugerir só que acaba sendo interrompida.
—Cala a boca sua dentuça, da um tempo! Quem disse que eu não vou cumprir o meu trabalho!? Saiba que eu sou muito homem e não preciso de ajuda pra nada. —O ex troca-letra informou se sentido irritado com o seu orgulho masculino que havia sido atingindo.
—Ótimo! —Ela afirmou sarcástica sem se importar com o que aquele garoto acha.
—E como vai ser? —Cebola simplesmente perguntou.
—Como vai ser o que? —A dentuça exclamou confusa.
—Ah para de se fazer de desentendida oh cadeirante! To perguntado como faço pra te levar pra cima? —Ele questionou um tanto sem paciência.
—Ah sim! É muito simples. Você só tem que me levar na cadeira empurrando pra cima na escada com muito cuidado. —Mônica explicou tentando ser mais coerente possível.
—Você ainda diz simples?! —Cebola ironizou com desanimo.
—Ora se você não é homem suficiente pra isso, sugiro então que me carregue no seu colo na escada e depois volta pra baixo para pegar minha cadeira pra leva pro meu quarto lá em cima. —A dentuça sugeriu tentando ficar calma para ser tolerante até onde conseguia com aquele garoto.
—Pera ai! Assim vai dar muito trabalho, vou ter que subir a escada duas vezes. —Cebola discordou incrédulo. —Sem falar que você deve pesar mais do que elefante. —Ele mencionou zombando da jovem com um um sorriso cínico de canto.
—Como que disse?! Elefante?! Repete de novo seu... —Mônica protestou o ameaçando com raiva só que foi interrompida.
—Aah! Vamos deixar a briga pra depois, belê?! Quanto mais rápido acabar com isso mais rápido me livro de você. —O ex troca-letras propôs debochando ao mesmo tempo querendo evitar mais discussões entre eles.
—Grrr! Eu digo igualmente! —Ela concordou ironizando com raiva.
—Humpf! Me explica com todos os detalhes como é que sua mãe faz pra subir com você? —O moreno perguntou interessado em saber, desta vez ele conseguiu falar sem ser rude com a jovem menina.
—Aham! Okay vou te explicar. Ela faz assim... —A dentucinha começou a explicar tudo e o Cebola ia ouvido cada palavra sem cogitar.
Após a Mônica ter explicado para o Cebola como a Luísa faz para subir a escada com a cadeira de roda tendo a jovem sentada em cima com "toda" paciência do mundo, Cebola conseguiu entender tudo sem dificuldade nenhuma. Assim ele segura com as suas mãos no ferro de mão da cadeira de rodas com isso foi guiando até chegar a escada e depois começa subir bem devagar com todo cuidado do mundo da mesma forma de como a Mônica havia explicado. Depois que finalmente terminaram de subir o moreno estava um pouco exausto e ficou imaginando como a Luísa conseguia fazer esse esforço todos os dias e sentiu uma certa de pena da mulher. Mônica indicou exatamente onde fica o seu quarto enquanto ela e o Cebola estavam andando pelo corredor, terminando de andar os dois chegam em frente a uma porta indicada pela dentuça e Cebola coloca a mão em cima da maçaneta a girando fazendo a porta se abrir, desse modo os dois entram dentro do quarto da jovem.
—Putz grilo! Isso da um trabalho do cassete! —Cebola reclamou se sentido exausto —Como que sua mãe consegue, hein?! —Ele questionou pasmo olhando diretamente para a Mônica.
—Minha mãe já esta acostumada, bem diferente de certas pessoas. —Mônica zombou dando uma certa indireta.
—É! Pelo visto certas pessoas não vai se acostumar nunca com isso. —Cebola comentou sarcástico e ao mesmo tempo debochado fazendo a Mônica revira os olhos. —Na boa, era pra sua mãe se mudar para uma casa de um andar pra facilitar a vida das duas. (E a minha também) —Ele opinou não querendo se interferir na vida dos outros, mas como isso no fim das contas o afetou não teve como não se intrometer sobre o que pensa.
—E você acha que eu não sei disso?! —Mônica indagou com tristeza e em seguida soltou um suspiro melancólico. —Minha mãe não quer se mudar e nem eu porque aqui é a casa que o papai morou desde que se casou com a mamãe e todas as lembranças dele esta aqui! Não temos coragem de deixar a nossas recordações felizes dele para trás. —Ela contou esclarecendo qualquer duvida que aquele garoto tivesse com melancolia carregada no timbre da sua voz.
—Hum... Entendo! —Cebola decretou com receio olhando para baixo de um modo que demostrava que ele estava sentido compreensivo pela magoa da garota.
—Entende nada! Você não passa de um cara arrogante, insensível que nunca passou nada na vida e quer chamar atenção das pessoas só pra se sentir o centro das atenções! —A dentuça insultou sentido tristeza e ao mesmo tempo com raiva.
—Como é que é, garota?! Se eu fosse você virava sua boca antes de falar na vida dos outros sem saber. Não sou assim porque quero ou pra chamar atenção. Já passei por tanto nesse caralho de vida que acredito até que Deus só quis que eu viesse ao mundo pra me ferra comendo a porra do pão que o diabo amassou! O único aqui que é um arrogante e insensível que quer chamar atenção é você! Só porque esta numa cadeira de rodas não é motivo pra fazer dramalhão, quem me dera se o meu problema fosse assim tão simples como o seu, sua idiota. —Cebola cospe as palavras sem se importar com muita raiva e se sentido injustiçado.
—Suma do meu quarto! Suma do meu quarto AGORA! Não quero mais ter que olhar pra sua cara estúpida nunca mais. Ou melhor suma da minha vida! Eu te odeio! Como pode dizer isso! Não tem noção a droga que é minha vida! SUMA DA MINHA FRENTE AGORAAAAA! —Mônica esbravejou com lágrimas de tristeza e raiva saído dos seus olhos que escorria do seu rosto se sentido injustiçada por ouvir aquelas palavras.
—Não precisa pedir! Estou vazando com o maior prazer! —O Cebola anunciou com uma voz seca e com ódio encarando ela com um olhar frio de raiva, depois começa ir andando em direção até a porta do quarto. —Eu te odeio sua estúpida! Por que você teve que entrar na minha vida pra fude-la mais ainda?! —Ele revelou friamente parando de frente da porta olhando com ódio diretamente pra Mônica.
—AHHH! SAI DAQUI AGORAAAA! EU TE ODEIOOO CEBOLA! —Mônica ordenou gritando com muito ódio segurando suas lágrimas de magoa e fúria inutilmente e arremessa o Sansão pra cima do Cebola, só que dessa vez ele consegue desviar do coelho de pelúcia.
—Grrrrr! Você ainda vai ver! —Cebola ameaçou enfurecido encarando a garota com raiva e logo em seguida fecha a porta com força fazendo muito barulho.
Já a Mônica por sua vez, não podia fazer nada naquele momento a não ser aperta mais ainda o choro colando a sua magoa através de suas lagrimas.
—Cebola... Seu idiota! Por que você e ninguém não conseguem entender como eu realmente me sinto? —Ela murmurou só pra si mesma ouvir ainda chorando enquanto tentava secar as lagrimas com as duas mãos esfregando o seu rosto.v
Fale com o autor