Destinos
36 Capítulo 36 - Ameaças
Notas iniciais
Ao abri os olhos revelando as suas órbitas chocolate após ter despertado de uma longa e tranquila noite de sono, Cebola se deparou não estava no seu quarto, mas sim num quarto desconhecido. No estante que ele percebeu que o quarto onde se encontrava travava-se do quarto de hospede da casa do seu pai, foi quando se lembrou da noite anterior onde o seu pai havia bebido na companhia de dona Luísa e quando ele saiu da casa da mesma acompanhado do seu pai, viu o quanto já estava muito tarde para poder voltar pra casa de sua mãe, fazendo não ter outra escolha a não ser ter que passa a noite na casa do seu pai, o seu Cebolácio.
Com muito desanimo matinal e mesmo sentindo o seu corpo basicamente implorar para voltar para cama, Cebola com todo seu contragosto do mundo levantou-se da cama para dar início pra se aprontar para ir pro colégio, já que hoje ainda era dia de semana e claramente ele teria aula. Com isso Cebola foi de imediato pro banheiro que se localizava no corredor do andar de cima da casa, para tomar banho o quanto andes pra assim não se atrasar e nem atrasar a Mônica, já que o combinado foi dos dois irem e voltarem sempre juntos da escola para casa. Ao sair do banho Cebola vestiu-se com suas roupas limpas que ele sempre deixou na casa do seu pai caso acontecesse um incidente desse que o fizesse dormir por lá e no dia seguinte não ficar sem o que ter se vestir. Já com a sua arrumação completamente pronta, de cabelos penteados, vestido, causado e com um leve retoque final passando um perfume masculino, não que ele fosse esses rapazes extremamente vaidoso, mas manter uma boa aparecia não era ruim para um jovem que sempre gostou de despertar olhares das garotas ao seu redor, só que dessa vez era diferente, já que ele não queria despertar olhares especificamente das garotas, mas sim de uma certa garota em especial.
Saído do quarto caminhando pelos corredores ao encontro da escada que levaria ao andar de baixo da casa, Cebola aproveitou enquanto andava para dá uma breve olhada no seu relógio de pulso e viu que o pequeno aparelho marcava com os ponteiros que ainda era 6:20, significando que ainda teria bastante tempo antes de chegar em sua escola. Por fim deu graças a Deus pela sorte de sempre conseguir se arruma bem rápido por ter nascido homem, agora só restava ficar contando com a sorte que a Mônica também não demorasse muito pra terminar de se arrumar.
Terminando de desce a escada, o moreno avistou o seu pai já havia acordado, sentado no sofá da sala, estando de cabeça baixa, utilizando a própria mão direita para afagar a testa em sinal que não estava se sentindo muito bem. Cebola já podia prever o obvio; seu pai estava de ressaca. Isto o vez dá uma leve risada abafada achando um tanto quanto divertido ver o pai nessa situação.
—Bom dia pai! —Cebola cumprimentou o homem responsável por sua existência, com um leve sorriso carinhoso formado em seu rosto que era direcionado para o mesmo.
—Hm... Quem dera se fosse um bom dia! —Resmungou o homem sentido sua cabeça latejando de dor pela recasa por ter ficado de bebedeira até cair na noite anterior esse dia.
—Humpf! Isso que dar ficar enchendo a cara até quase ter um coma alcoólico. —O garoto não resiste à oportunidade de provocar o seu pai de brincadeira querendo passar um bom sermão.
—Vai mesmo ficar me dando sermão agora, é garoto?! —Cebolácio replicou o filho de modo o reprimindo.
—Hahaha... Ora velho, os filhos tem todo o seu direito de repreender os pais quando eles estão errados. —Cebola proclamou em sua devesa enquanto mantinha um sorriso divertido brincalhão em seu rosto.
—Há-há-ha! Que engraçadinho você, não! —O adulto debochou de uma maneira levando para a brincadeira — Aih!!! Mas que caralho de dor é essa! —Ao terminar de falar, seu Cebola coloca a sua mão em cima da sua testa alisando com os dedos, como se quisesse amenizar a sua dor com esse gesto.
—Pode deixar pai, vou pegar agora mesmo um comprimido para a dor pro senhor. —Preocupado com o seu pai, o jovem Cebola ofereceu ajuda já começando a ir em direção para a cozinha da casa.
—Você acha que eu sou homem de precisar de comprimido pra uma simples ressaca?! Um café bem passado já esta de bom tamanho pra mim e pra essa porra de ressaca.
—Então tá! Vou lá na cozinha preparar o seu café. —Terminado de avisar, o adolescente voltou andar em direção para a cozinha.
—Não precisa Cebola, não quero te dar esse trabalho, filho. —Preocupado de ser um estorvo justamente para o seu jovem filho e ainda atrasar o horário de ir para escola, o seu Cebolácio protestou impedindo o Cebola de continuar andando em direção a cozinha.
—Pai não tem essa de mane de trabalho nenhum! Você não tá me parecendo estar numa boa condição de preparar o seu próprio café. E também, o que custa eu querer ajudar o meu velho de vez em quando. —Cebola argumentou com um leve sorriso amoroso direcionado ao seu pai.
—Esta bem! Obrigado Cebola, você realmente é um bom filho. —O homem agradeceu com um sorriso paternal amoroso formado em sua face.
—Também não exagera, não sou tão bom filho. Já dei tanta mancada em você e na mamãe. —O garoto comentou com uma expressão entristecida havia se formado em seu rosto, sentindo remoço por ter sido um filho tão ruim para os seus pais algum tempo atrás.
—Que importa com os seus erros do passado, o importante pra mim é que você se redimiu e voltou a ser aquele mesmo garoto gentil que era antes. —Cebolácio alegou sem conseguir deixar de sorri amorosamente ao sentir orgulho e amor por aquele menino que ele viu nascer e agora já era quase um homem.
—Humpf! Nem tanto! —O rapaz falou um pouco seco em suas palavras devido o rancor que sentia dele mesmo e não achar justo o seu pai fazer "vista grossa" sobre os seus pecados do passado. —É melhor eu fazer esse café antes que eu me atrase e atrase a Mônica pro colégio.
—Está certo! Vai lá filhão, não quero te atrasar! —Seu Cebola concedeu vendo o seu jovem filho andando sem parar até chegar na cozinha.
Com isso Cebola foi até a cozinha para preparar o café do seu pai pra que assim pudesse amenizar a ressaca do próprio. Aproveitado que estava na cozinha, Cebola preparou para si mesmo um copo de leite achocolatado com torradas passada na manteiga, para assim poder saciar a sua fome matinal. Com o café pronto e já terminado de comer o seu rápido e modesto café da manhã, Cebola retornou imediato para a sala levando com si o café que era destinado ao seu Cebolácio e torradas que ele havia feito também para o mesmo comer.
Terminando essa etapa de servi o café da manhã para o seu pai, já não tinha mais nenhuma obrigação a ser comprida antes de sair de casa para ir pra escola, assim Cebola apenas se despede do seu Cebolácio, em seguida saiu da casa que pertencia ao seu pai e foi o quanto antes na casa da sua amiga Mônica, para ambos irem pro colégio juntos. Ao chegar na residência o jovem rapaz pressiona com o dedo indicador apenas uma vez no botão da campainha e por fim aguarda ser recebido por uma das moradoras da casa por alguns poucos segundos.
—Bom dia Cebolinha! Que bom vê-lo! —A dona Luísa o cumprimentou com um sorriso alegre e gentil em frente à porta de sua moradia.
—É Cebola! —O garoto a corrige sem tanta paciência, a encarando de modo serio.
—Tanto faz! —A mulher provocou simplesmente, sem dar importância ao que o jovem pensa.
—Hum! —Cebola grunhiu pensativo tentado manter á calma ao mesmo tempo revirou os olhos.
—Não precisa nem responder. Veio buscar a Mônica para irem pro colégio juntos, certo?! —Luísa supôs já sabendo muito bem a resposta.
—Certo! Pera ai... Você me parece bem feliz pra quem ficou de porre noite passada!? —Cebola questionou abismado sem entender a atitude alegre e despreocupada da mulher mais velha a sua frente, que deveria estar no mesmo estado igual ao seu pai.
—Ah! Você não sabia? Eu faço parte das poucas pessoas do mundo que não sofre de ressaca. Isso não é mesmo legal?! Hihihi... —Dona Luísa explicou com um sorriso travesso misturado com cínico convencido contornado em sua face.
—Hm... AHHHHHH!!! —O rapaz dar um grito bem alto no ouvido da mãe de sua amiga, para testar se ela estava mesmo falando a verdade.
—Aiih meu ouvido, seu louco! O que deu em você criatura pra ter gritado assim? —A dona do lar reclamou resmungando de dor no ouvido e se sentido furiosa pelo jovem ter gritado justamente tão perto do seu ouvido.
—Foi mal, dona Luísa! Só estava testando pra ver se você não tem mesmo nenhuma ressaquinha se quer. —Cebola se sentido um tanto sem jeito justificou, ao mesmo tempo ele havia gostado de torturar um pouco a mulher que ele desejava que um dia fosse sua futura sogra.
—É! Agora você tá vendo que eu não to mesmo com ressaca, mas conseguiu me deixar com dor de ouvido. Muito espertinho você né, Cebola! —A adulta o restringiu ainda com raiva do mais novo.
—Hahaha... Desculpe! Essa não era mesmo a minha intensão! —Cebola se desculpou com um sorriso sem graça em seu rosto.
—Deixa pra lá! Meu filho, entre e fica a vontade! A Mônica só esta terminando o café dela, não vai demorar nadinha. —Luísa disse dando permissão ao jovem poder entrar ao mesmo tempo ela dar espaço na entrada da porta para o adolescente rebelde poder entra em sua casa.
—Sem problemas! Eu espero o tempo que for preciso de boa! — Ele aprovou, logo depois o garoto entra dentro da casa, em seguida dona Luísa também entra e por fim ela fecha a porta de sua residência.
—Oi Cê! —Mônica cumprimentou o seu amigo com um sorriso amigável no momento que chegou na sala avistando o garoto.
—Ah... Oi Mô! —Cebola a cumprimentou também devolvendo o mesmo sorriso. Ele não conseguia tirar os olhos em cima daquela garota tão linda, que só ela sabia mexer com as suas emoções desse jeito.
—Já estou pronta, podemos ir! —Ela sinalizou apressando, preocupada de chegar atrasada no seu segundo dia de aula depois de tantos anos afastada.
—Beleza então! Vamos nessa!? —Ele concordou indo até a cadeira de rodas da amiga e em seguida começou a guiar andando em direção à porta.
—Uhum! Vamos! —A jovem menina consentiu com um sorriso animado sublinhado em seu lindo rosto.
—Tchau filha, tenha uma boa aula! —Luísa se despede com um sorriso amoroso em sua face, vendo a sua filha ir embora de casa para ir pra mais um dia de escola.
—Tchau mãe! Tenha um bom trabalho! —Mônica se despediu sorrindo de volta para a sua mãe.
—Tchau Cebolinha, tenha uma boa aula você também! —A mulher se despediu sem conseguir deixar de debochar um pouco do garoto troca-letras.
—Valeu dona Luísa, igualmente pra você. E é Cebola, cassete! —O garoto retrucou se despedindo sem tanta paciência com as provocações da dona Luísa.
—Já disse, não me importo! —A adulta rebateu zombando mais uma vez.
—Gr! —O troca letras gruiu sentindo uma certa raiva crescer por causa das provocações vindo daquela mulher
—Hahahaha! —Mônica sem conseguir se segurar acaba rindo por conta da situação engraçada dos dois.
Terminando a conversa, o Cebola e a Mônica saíram da residência rumo ao caminho da escola, durante o trajeto Cebola enquanto caminhava e ao mesmo tempo ele guiava a cadeira de rodas da Mônica pelas ruas, os dois jovens decidiram "jogar conversa fora" para o trajeto até a escola não ficasse tão em tedioso.
—Cê, percebi que nem havia perguntado como tá o seu pai. Ele esta bem, né? —A dentucinha perguntou mantendo em seu rosto um sorriso amigável direcionado para o seu melhor amigo com o seu pescoço virado para trás para poder vê-lo.
—Tá sim, Mô! Apesar da medida do possível da ressaca dele, sei que o velho vai sobreviver mais essa. Hehehe... —O troca-letras comunicou de forma amigável e descontraído, retribuído o sorriso para a garota que estava a sua frente sentada na cadeira de roda a qual ele estava guiando pelas ruas.
—Hahaha! Que bom saber disso! —A menina afirmou com um doce sorriso de satisfação por saber que o seu vizinho e pai do seu amigo estava bem, voltando olhar pra frente mantendo o seu pescoço na posição correta.
—Mas de qualquer forma, valeu por ser preocupar com o coroa . —O moreno agradeceu com um charmoso sorriso de canto ao mesmo tempo pensando o quanto a Mônica é sempre tão gentil, prestativa e amável com as pessoas.
—Ah que isso, não tem de que. —A garota dos dentes proeminente assimilou com singelo e meigo sorriso direcionado para o amigo.
—Então né, sua mãe realmente não sente ressaca mesmo no dia seguinte, é? —Cebola interrogou estando bem intrigado em saber como a dona Luísa consegue essa proeza.
—É sim, Cê! —Mônica confirmou com um sorriso divertido desenhado em seu rosto ao se lembrar da sua terrível mãe. —Sei que você deve esta estranhando isso, confesso que até eu achava estranho quando era mais nova, mas a minha mãe sempre foi "digamos assim" uma mulher forte de muita fibra. —Ela contou ao mesmo tempo não parava de pensar na sua querida mãe e o quanto se orgulhava da mulher que tanto se dedicou a sua vida para cria-la com amor e cuidado.
—Ah, isso eu já percebi sim, sua mãe tem mesmo muita garra por carregar tanta coisa barra pesada assim na vida. Ela já perdeu o marido cedo, trabalha pra sustenta uma casa sozinha, tem uma filha menor de idade pra cuidar. Realmente é muita coisa. Não é a toa que eu admiro ela. Como ser humano, é claro. —O garoto opinou com um pequeno sorriso, dando sua opinião ao respeito da mulher que é a mãe de sua melhor amiga.
—Eu também me orgulho muito da minha mãe. Só que... —Por causa do receio em dizer, a garota dos dentes salientes hesitou de querer terminar a sua fala e olhou para baixou com uma expressão triste formada em sua feição.
—Só que?! —Ele indagou de modo retorico querendo estimular a continuar.
—Só que às vezes me sinto mal, por minha causa e minha deficiência dar tanto trabalho sobrecarregado pra ela. Eu sou mesmo um atraso na vida dela e o pior que eu não posso fazer nada pra mudar isso. —Ela revelou e nessa hora seus olhos comeram a marejar de tristeza por lembrar a amargura que é sua vida.
—Mônica, como você pode dizer uma coisa dessa?! Você é a melhor coisa que deve ter acontecido na vida da sua mãe sem duvidas, e você não é um atraso na vida de ninguém. —Cebola a repreendeu, estando muito incrédulo pelo que ouviu a sua amiga dizer.
—Como não Cebola?! Eu nessa cadeira de rodas sou incapaz de fazer qualquer coisa pra ajuda-la, pra quase tudo eu preciso de ajuda de alguém. Por isso eu sou um peso na vida da minha mãe, e estou sendo na sua vida também. —A jovem admitiu retrocando o seu amigo pasma por ele pensar assim.
—CHEGA Mônica! Não vou tolerar que você diga uma coisa dessa. Se você soubesse o quanto é importante na vida da sua mãe, o quanto é na minha... E-e de tantas outras pessoas. Duvido que pensaria dessa forma tão estupida e ridícula. —Parando de continuar a andar, o rapaz contestou bem irritado e indignado por ver a sua amiga se diminuir tanto assim.
—Não é isso, eu não duvido que eu seja importante pras pessoas queridas que gostam de mim, só que eu não gosto de fugir dos fatos. —A garota justificou se sentido bem irritada e magoada com o seu amigo pela forma de como ele estava falando e ainda achando que sabe da sua vida e os seus problemas bem mais do que ela mesma.
—Fatos? Que fatos? Que você esta se fazendo de sofrida como se fazia antes quando te conheci ou ignorando completamente que o seu problema de não poder andar existe sim tratamento, basta apenas você querer. —Cebola argumentou esbravejando num tom de voz que transmitia de um jeito grosso, frio e irritado pela atitude negativa da amiga.
—MAS EU QUERO! É tudo que eu mais quero, só que não tem jeito. Por causa da minha saúde frágil, não tenho forças para fazer alguns tratamentos de fisioterapia, todas as vezes que tentei acabei passando mal com falta de ar, febre e outras coisas, se não bastasse só à fisioterapia, também eu teria que passa por varias cirurgias na minha coluna, cirurgias pro meu caso é bem arriscado. Por isso não tem jeito, to condenada a ficar nessa cadeira pra sempre. E você não me entende, só quer me torturar mais ainda com esse assunto. Mas que droga, Cebola! —Nessa hora Mônica começa chorar não conseguindo se conter toda a sua magoa por sua vida ser assim tão difícil e dolorosa, ao mesmo tempo se sentindo ainda mais triste por Cebola esta sendo ríspido e impiedoso com ela.
—M-M-Mônica, e-eu não sabia que o seu caso era tão complicado assim. P-por favor, me perdoa Mônica, me desculpa, não queria te magoar, não quero e nunca quis. — Vendo o sofrimento da sua amiga e se sentindo muito culpado por sem querer magoá-la e aflito por esta situação, Cebola tenta se explicar indo até a frente da Mônica se agachando para ficar na mesma altura bem próximo a ela, em seguida ele seca as lagrimas da garota dentuça com uma das suas mãos cariciando docemente o rosto molhado de lagrimas dela com intenção de aplacar o choro. —Eu jurei a mim mesmo que chamais te faria sofre novamente e realme... —Neste estante o garoto havia sido interrompido de continuar falando com o doce toque do dedo indicador da Mônica em cima da sua boca. O objetivo da dentuça era fazer o amigo parar de falar, pois ela havia o entendido muito bem.
Não conseguido mais resistir ter o Cebola tão perto, com os seus olhares se cruzando um de frente pro outro, Mônica segue apenas seus instinto do seu mais profundo desejo segurando com as suas duas mãos uma em cada lado das bochechas do Cebola trazendo o rosto dele de forma sutil e delicado pra mais perto do rosto dela, assim conseguido concluir o seu objetivo de selar os seus lábios ao do seu amado tão querido amigo, o beijo não era um ardente beijo de língua e também não chegava ser um simples selinho, era mais como um beijo de boca fechada apenas com os seus lábios estando completamente unidos naquele momento único pros dois. Não demorou muito para que Mônica desfizesse daquele pequeno e curto beijo, soltando as suas mãos das bochechas, já naquele estante havia ficado coradas, do Cebola, e ao mesmo tempo abrindo os seus olhos que havia sido fechado na hora do beijo.
(N/A: Eu ouvi um amém senhor!!! A Moniquinha finalmente começando a ser ousada kkk)
—Tudo bem, Cê! Eu sei que você não fez por mal. —Mônica amenizou com um tom de voz meigo e com um doce sorriso fitando o belo moreno na sua frente.
—Hã? —Após ter aberto os olhos que havia sido fechado durante o beijo, Cebola exclamou completamente pasmo pela Mônica ter o beijado tão de repente, mesmo que não fosse um intenso beijo, aquele já era o suficiente para mexer com as suas emoções, seu coração não parava de bater acelerado e sentir o seu estomago ficar revirando como se fosse borboletas dentro dele.
O moreno em toda a sua vida nunca imaginou ficar assim tão derretido por um beijo tão doce e suave, só desejado receber mais beijos da "sua" encantadora Mônica e de ninguém mais, só dela.
—Vamos, não quero chegar atrasada pro meu segundo dia de aula. —A garota apressou o amigo que estava parado ainda no mesmo lugar com uma cara de "tonto todo fofo", de acordo como ela estava achando dele naquele momento.
—Er... Ar... Er... É mesmo! —Cebola pronunciou assim que foi aos poucos acordando do transe e em seguida se levantou do chão para voltar ao seu lugar de antes, que era atrás da cadeira de rodas da amiga dentuça.
—Hum? —A dentucinha exclamou curiosa querendo saber o que estava se passando na cabeça do seu amigo.
—Er! Sim, claro. Você tá certa, não podemos nos atrasar. —Ele declarou já completamente recuperado e em seguida começou a andar guiando a cadeira de roda.
—Huhu! Ótimo! Agora vamos! —A menina disse toda alegre, apontado o dedo indicador pra frente, como se quisesse dizer de modo levando para o lado da brincadeira "siga em frente".
[...]
Assim que chegaram na escola viram que os seus amigos não estavam no pátio inicial de frente para o portão da escola, ao invés de encontrarem alguns dos seus amigos eles apenas viram outros estudantes desconhecidos por ali que já havia chegado faz algum tempo e os que estavam chegando naquele instante. Foi então que Cebola deduziu que nenhum dos seus amigos não haviam chegado ou os que chegaram devia esta em outra parte da escola, de qualquer forma ele junto com a Mônica decidiram ficar ali mesmo sentados no banco esperando a hora que batesse o sinal para irem pras suas aulas, enquanto isso ficariam ali conversado e esperando talvez se algum amigos deles aparecesse para se juntar na conversa.
Só que os dois não contavam com a sorte que deram que ao invés de algum amigo aparecesse ali, quem apareceu foi uma pessoa completamente inesperada pra não dizer indesejada, pelo menos na parte do Cebola, parecesse bem ali pra estragar a paz do casal de amigos.
—Ora, ora! Veja quem eu encontro depois de tanto tempo!? —Disse um jovem garoto adolescente assim que havia chegado aonde o Cebola e a Mônica estavam, mantendo em seu rosto um sorriso cínico e maquiavélico.
—Toni! —Cebola assinalou no momento que viu o seu antigo amigo das horas de aprontar, estando muito supresso e ao mesmo tempo receoso por vê-lo, intrigado em saber o que ele estava querendo agora.
—Toni?! Quem é ele, Cê? Seu amigo? —Mônica questionou estando bem curiosa em saber quem era o jovem rapaz a sua frente.
—Humpf! Como se esse sujeito algum dia foi meu amigo. —O moreno respondeu com um tom de voz seco e com desdém.
—Hah...! Ah, qualé Cebola! Não fala assim que me magoa... —O loiro contextuou fingindo está ofendido e depois ele observa que o seu antigo amigo e atual rival estava acompanhado de uma bela garota. —Olha só, eu fico um tempo fora e quando retorno vejo que meu "velho amigo" Cebola tem uma namorada, uma namorada bem gata diga-se de passagem. Que cara de sorte, hein. —Ele mencionou todo malicioso olhando para a Mônica com malicia e com um sorriso torto cínico havia ser formado em seu rosto.
—Fique bem longe dela, tá me ouvido! —Cebola ameaçou enfurecido de raiva misturado com ciúmes se levantando no mesmo estante do banco, que até onde estava sentado, e foi pra cima do Toni segurando o colarinho da camiseta do delinquente.
—Hei, calma cara! Não to aqui pra roubar sua namorada. A não ser que ela quiser. —O delinquente comentou de modo bem provocativo malicioso sem conseguir tirar os olhos em cima da linda dentucinha.
—Humpf! —Mônica grunhiu com desdém virando o rosto de lado e com os braços cruzados, só de pensar na ideia de em estar com um homem como Toni.
Não era porque o Toni fosse um jovem de má aparecia, na verdade ele era muito lindo, tinha cabelos loiros num belo corte meio comprido do tipo sufista e olhos castanhos mel, ele parecia mais como um príncipe, um príncipe perfeito, mas o que valia toda essa beleza se dava pra ver tão claro como a agua que o caráter do belo rapaz era bem duvidoso. Por isso, para Mônica desse garoto ela só queria distancia.
—Escuta aqui Toni, não brinca comigo se não... —Cebola refutou sentindo o seu ódio crescer aperta mais ainda empresando a galo da camiseta do Toni.
—Relaxa ai! Não to aqui pra dar em cima da sua mina. —Toni assegurou com justificativa conseguindo fazer o Cebola finalmente soltar a gola da sua camiseta. —Só to aqui pra falar um lance sério. Papo reto, sacas. Sobre algum que convém apenas a você, alias.
—É sobre aquele... Assunto... —O garoto de cabelo espetado cogitou estando bem apreensivo já adivinhando o que o Toni estava querendo com ele com essa conversa toda.
—Vejo que não preciso refrescar sua memória. —O loiro debochou com um sorriso cínico estampado em sua feição.
—Merda... —Cebola murmurou resmungando preocupado. — "Mas que cassete, acabei esquecendo dessa porra de dívida." —Ele pensou apreensivo.
—Aposto que não vai querer que eu fale aqui na frente da sua mina. —O delinquente supôs de modo cínico.
—O que eu não posso saber? —Mônica pergunta olhando para o Cebola o encarado serio, ficando cada vez mais interessada em saber o que o seu amigo tinha com esse garoto que ela podia ver claramente que ele não prestava.
—Mô faz a boa, você pode me esperar aqui enquanto eu estiver ali conversado com o Toni. —Cebola pediu sutilmente encarado ela com um olhar sério, como se quisesse dizer que "era importante ele ter essa conversa com o Toni em particular".
—E por que vocês não podem falar na minha frente? —A garota interrogou ficando cada vez mais intrigada e ao mesmo tempo preocupada pelo seu amigo troca-letras, continuando o encarando.
—Serio Mônica, depois a gente conversa sobre isso. —Cebola insistiu estando um pouco sem paciência em suas palavras, mas ao mesmo tempo tentado ser cauteloso, afinal ele não queria mais discutir com a preciosa amiga, não suportava mais ser frio e cruel justo com ela, a garota que sem querer havia roubado seu coração.
—Tá, que seja! Mas não pense que eu não vou querer saber o que tá pegando aqui. —A garota advertiu de modo serio e bem decidida em saber o que o seu amigo estava escondendo dela. Ao terminar de falar, ela avistou a Magali um pouco ao longe dali onde estava, chegando no colégio após ter atravessado o portão da escola. —Magali acabou de chegar, então vocês podem ficar aí conversando a vontade. —Terminado de deixar o seu comunicado, Mônica saiu dali onde estava até então e foi em direção aonde estava sua melhor amiga para se juntar a mesma.
Dessa forma só havia restado o Cebola e o Toni ali naquela parte do pátio, os dois acabaram ficando sozinhos na companhia um do outro.
—Rapaz! Ela é mesmo muito gostosa, apesar de ser uma aleijada numa cadeira de roda não deixa de ser excitante só de olhar. Com certeza eu a pegava de jeito. —(N/A: Embuste)Toni insinuou de jeito mais malicioso possível com um sorriso de perverso formado em seu rosto, tendo pensamentos sujo com a Mônica.
(N/A: Argh que nojo desse Toni)
Enfurecido de raiva e ódio Cebola não aguenta mais ver aquele homem tão desprezível falar daquela de forma tão podre e nojento da sua preciosa Mônica, então com toda sua força ele acertou um soco no lado direito do rosto do Toni, o mesmo quase foi ao chão com o empaqueto recebido do soco que levou do Cebola, deixando no local do rosto onde o soco foi atingindo muito vermelho. Apesar da dor que o Toni sentiu após ter recebido o soco, apenas cuspiu um pouco de sangue e sorriu cinicamente encarando se sentido um certo ódio pelo soco que recebeu, o seu grande rival, que se encontrava bem em sua frente o encarando ainda com raiva.
—Hehe... Okay não falo mais da sua namoradinha. —Concluiu com um tom de voz ríspido se recuperado sua compostura de antes voltando a ficar ereto de pé.
—Fala logo o que você quer? —Cebola o apressou entredentes sem ter mais nenhuma paciência.
—Se lembra daquela sua divida?! Então, os manos lá querem que você pague o quanto antes. Só vim aqui deixar esse aviso, mesmo que eu não vou com a sua cara, isso é bem obvio, mas também não desejo tanto assim a sua morte. Melhor você pagar logo. —Toni notificou o alertando, não que se importasse com o bem-estar do Cebola, longe disso, apenas quis ser cínico debochado mesmo.
—Merda! Tinha me esquecido disso. —Cebola queixou-se num tom de voz baixo quase murmurando.
—Você tá é fudido cara. Eu que não quero tá na sua pele. Heheh... —O loiro zombou cinicamente com um sorriso maldoso em seu rosto.
—Até quando vai o prazo? —O moreno perguntou receoso de ouvir a resposta.
—Até o fim do outro mês.
—Hã? —Cebola exclama preocupado pelo prazo ser curto, mas ainda faltava bastante dias para ver o que poderia fazer.
—O aviso tá dando, agora to indo nessa. Vé se cuida ai otario que você vai precisar. Hahaha... —Toni se despede zombado de modo rindo com o seu jeito cínico e maldoso.
—Caralho, o que eu faço agora? —O troca-letras monologou estando bastante aflito de preocupação.
[...]
Mas tarde naquele mesmo dia na hora do intervalo das aulas, todos os alunos se retiraram das suas salas de estudos, incluído o Cebola e a Mônica que foram os dois juntos para o pátio da escola, ao chegarem o Cebola se sentou em uns dos bancos que tinha no pátio, já a Mônica estava ao seu lado sentada em sua cadeira de roda, até que o Cebola havia percebido que não tinha trazido o seu lanche de casa então ele decidiu ir à cantina comprar algum pra comer, como Mônica também não havia trazido nada de casa para se alimentar na hora do intervalo, ela pediu ao Cebola para trazer o lanche dela também ao mesmo tempo entregando o seu dinheiro do lanche para o garoto, sendo assim Cebola se levantou do banco e foi rumo a cantina comprar os lanches para ele e também para sua amiga. No fim a Mônica acabou ficando ali sozinha a guardando o retorno do seu amigo com os lanches dos dois, só que ela não contava que não ficaria ali sozinha por muito tempo, pois logo ela avistou uma figura masculina que era conhecido, se sentado no mesmo banco onde a garota dentuça se encontrava perto.
—E ai Mônica! O que você está fazendo aqui sozinha? —O belo garoto de traços asiáticos e cabelo preto espetado num topete pra cima, anunciou cumprimentado a dentucinha com um sorriso amigável desenhado em seu rosto.
—Ah, Do Contra! Oi, que bom te ver. —Mônica o cumprimentou retribuído o mesmo sorriso para o rapaz ao seu lado. —Bom, eu não estava sozinha até agora mesmo, é que o Cebola foi comprar os nossos lanches, mas já deve estar voltando. —Ela contou explicando a sua situação atual.
—Cebola?! Sempre ele! —Do Contra mencionou mais para si mesmo num tom de voz desanimado, sentindo um certo incomodo por ver que a Mônica tem uma amizade bem próxima com o Cebola e não com ele. —Desculpe pela pergunta, mas o que vocês são afinal?! Tipo, vocês são namorados ou algum parecido? Não precisa responder se acha essa pergunta impertinente. —Interrogou se sentido sem graça.
—Não, eu não vejo mal nessa pergunta. Até compreensivo me perguntar isso, afinal o Cebola e eu sempre estamos juntos, a gente até mesmo vamos e voltamos da escola juntos, realmente parece meio... Estranho. —A garota assumiu estando sem jeito devido sua situação com o seu amigo Cebola.
Não que a Mônica reprovasse ter o Cebola como seu cuidador, de jeito nenhum era isso, o problema mesmo era apenas sentir uma certa vergonha das pessoas ver maldade na amizade dos dois.
—Então vocês não são... —Antes que o Do Contra terminasse a sua fala, a Mônica o interrompeu.
—Não, a verdade é que somos apenas bons amigos. —Ela informou ao mesmo tempo o interrompendo, logo após terminado de falar sua expressão mudou para semblante de tristeza ao sentir involuntariamente uma magoa por perceber que a relação dela com o Cebola não passa além de uma boa amizade.
—Apenas bons amigos mesmo?! —Dc constatou arqueando uma das suas sobrancelha desconfiado, após ter notado a semblante entristecida no rosto da amiga.
—Sim. Por que? —Sem entender a desconfiança do amigo, a menina respondeu devolvendo com outra pergunta.
—Ah, sei lá! Você pareceu meio triste quando disse que eram só amigos. —O garoto contrariado esclareceu melhor, sem conseguir deixar de fita-la e tentando entender o que estava começando a sentir por aquela moça.
—Ham... —Mônica fincou pensativa refletido o que o amigo havia dito e ao mesmo tempo estranhava o fato dele ter dito assim tão naturalmente na frente dela.
—Er... Me desculpe! É que eu sou meio assim, sincero as vezes. Como penso e ajo do meu jeito "do contra", aí as vezes acabo exagerando com a sinceridade dos meus pensamentos. Normalmente nessas situações as pessoas guardariam esses tipos de pensamentos pra si próprio, haha... —Estando meio constrangido pelo que disse sem pensar direito, o moreno que tem mania de fazer tudo oposto se desculpou com um pequeno sorriso sem graça.
—Hahaha... Tudo bem, ser honesto também é uma virtude. Você tem uma boa personalidade Do Contra. —Mônica o elogiou com toda sua sinceridade com um lindo sorriso amável moldado em sua face, o que fez o Do Contra se derreter diante naquele sorriso direcionado apenas para ele.
—Você acha? —O rapaz indagou todo animado e satisfeito por saber que a amiga dentuça pensa dessa forma sobre ele.
—Sim, eu acho! —Ela confirmou mantendo o mesmo sorriso de antes.
—Hahaha! Que bom hehe. Normalmente não ligo para o que os outros pensem de mim, mas você... Sei lá, é diferente. —Do Contra confessou fitando a Mônica com um sorriso, depois ele abaixa a cabeça preferindo encarar o chão por sentir um tanto sem jeito.
—Diferente como? —A dentuça questionou de modo retorica ficando intrigada com as palavras ditas pelo seu amigo.
—Diferente não sei! Acho que talvez seja porque eu vejo que você e eu podemos ser bons amigos. Tipo, amigos mais próximos. —Sem pensar bem o garoto revelou sentido as suas bochechas começarem a corar.
O que o fez questionar sobre o que estava acontecendo com ele, por que estava corado tão sem jeito e ansioso perto dela, por que não conseguia controlar suas palavras de tão nervoso que estava e por que tudo isso a Mônica era responsável?! Ele nunca se sentiu assim por nenhuma garota por todos os seus 16 anos, mas algum dentro dele já começava suspeitar do que podia ser.
—Hah?! —Mônica exclamou perplexas sem entender bem o seu amigo quis dizer com isso.
—Argh! Lá vai eu falando o que penso sem me importa o que a outra pessoa vai achar disso. Droga! —O garoto se reprimiu completamente arrependido por ter dito um segundo atrás, tampando o seu rosto com as duas mãos.
—Fica de boa Do Contra. Eu também sinto que poderemos ser ótimos amigos. Você é um cara muito legal, sabia. —A garota dos dentes salientes o tranquilizou de um modo mais amigável possível com um doce sorriso sublinhado em seu rosto.
—Hahah! Valeu mesmo. —Agraciado o jovem garoto retribui o mesmo sorriso a fitando. — Você também é muito legal Mônica. A proposito já que somos amigos, pode me chama de Dc, é uma abreviação do meu apelido.
—Tá bom, Dc! E você pode se sentir à vontade me chamando de Mô.
—Beleza, Mô. —Ele concedeu estando todo alegre por se sentir que estava se aproximando da garota que ultimamente anda mexendo com os seus pensamentos e emoções.
—Hahah... —Mônica se sentia feliz por estar fazendo uma amizade próxima com mais outras pessoas. Ela via o Do Contra como um garoto muito divertido e gentil (além de lindo), e se sentia que sería muito bom ser amiga de um rapaz como ele.
—Então, estou bem intrigado em saber uma coisa. —O garoto que tem mania de contrariar disse parecendo interessado.
—O que? —Ela exclamou curiosa querendo saber o que o amigo queria dizer.
—Como você acabou conhecendo o Cebola, a Magali e o Cascão e se tornando amiga daqueles três? —Ele perguntou estando interessado em saber toda história por trás da garota dentuça e mais com três amigos que já os conheciam antes.
—Ah sim, isso! —A dentucinha considerou com um leve sorriso divertido contornado em sua face.
—Principalmente o Cebola, afinal não é fácil lidar com esse cara. —Do Contra brinca com suas palavras com um sorriso brincalhão que havia sido moldado em seu rosto.
—Oh, eu que diga! Hahah.... —Mônica assentiu acompanhando a brincadeira do amigo que gosta de ser diferente das outras pessoas. —Bom, tudo começou quando eu ainda era criança quando eu conheci primeiro a Magali... —A menina contava a sua historia desde quando conheceu a Magali, o fato da amiga não ter deixado de continuar ir na sua casa querendo continuarem sendo amigas depois que a dentuça sofreu o acidente que a deixou sem poder andar, mesmo que ela não quisesse mais ver nenhum dos seus amigos daquela época por causa do seu grande orgulho, Magali continuava insistir de ir lá visita-la. Também contou como que conheceu o Cebola, o quanto que os dois brigavam muito no início, depois foram se conhecendo melhor e no fim se tornaram grandes amigos. Até mesmo contou a parte quando ela descobriu que a sua amiga Magali e o Cebola se conheciam e o quanto isso havia deixado "chocada" e também contou que foi através desses dois que ela conheceu o Cascão, quando levaram o garoto sujinho na sua casa junto com eles dois. Do Contra ouvia tudo atentamente prestando atenção em cada palavra que era dita pela sua amiga Mônica, gostando de saber um pouco da vida da garota ele estava começando talvez a se apaixonar.
[...]
Ao sair da cantina após ter comprado os lanches para ele e outro para sua amiga Mônica, Cebola seguiu imediatamente o seu caminho de volta para o pátio onde se encontrava a Mônica, o rapaz dos cabelos espetados caminhava o mais rápido possível pelos corredores da grande escola, afinal ele não queria fazer amiga esperar muito tempo e também eles dois podiam acabar perdendo a hora do intervalo, assim continuava a sua caminhada até que foi interrompido por uma voz feminina familiar o chamando, Cebola não queria perde o seu tempo, mas também não podia ignorar quem o chamava, então ele parou de andar e se virou para trás e viu quem era a pessoa o chamava pelo seu nome.
—Irene?! O que você quer? —Cebola interrogou estando meio supresso por rever a sua antiga amiga e ex ficante.
—Oi Cê querido, há quanto tempo não?! Senti a sua falta. —A garota o cumprimentou toda melosa de jeito sexy provocativo em seu tom de voz.
—Olha Irene eu não posso falar com você, estou com pressa. —O moreno avisou sem tanta paciência estando apressado voltando andar com os seus passos.
—Ai que frieza, nem parece o mesmo garoto que eu fiquei a um tempo atrás. —A loira reclamou de modo se fazendo de vítima magoada para conseguir atenção do garoto para si.
—Escuta Irene, eu havia deixado bem claro que naquele dia que ficamos que não queria nada sério com você, que a gente estava apenas se curtindo, apenas isso e mais nada. —Cebola explicou tentando esclarecer as coisas não tão resolvida entre ele e a ex ficante.
—Mas eu sentia uma coisa a mais entre nós dois, você até me procurou mais de uma vez, não é possível o que você sentia por mim não existi mais nada. —Irene protestou mantendo o mesmo tom meloso e sexy de antes, segurando o Cebola pelo braço para não deixar ele ir.
—Acontece que eu nunca senti nada por você, vê ser acorda. Alias era você que corria atrás de mim, não ao contrario. —O garoto esclareceu de uma forma ríspida tentado manter a paciência enquanto recolheu o seu braço de maneira brusca para a fazer a moça soltar o seu braço. Depois disso, Cebola voltou a andar pelos corredores tentado se afastar da Irene.
—Mas... —Ela volta insistir indo até ondo o Cebola estava.
—Olha, realmente não quero magoar os seus sentimentos, o lance que tivemos já acabou faz tempo, foi legal ter ficado com você, mas eu não to mais nessa sintonia, falou. Desculpe, foi mal mesmo Irene, nunca quis brincar com os seus sentimentos ou te iludir, quando ficamos achava que tava de boa para você que nós éramos apenas ficantes. —Cebola volta esclarecer as coisas só que falando com um tom mais calmo e amigável, após ter parado de andar para dar atenção a jovem.
—É ela né? É aquela dentuça entrevada naquela cadeira de roda? Você me trocou por ela? O que ela tem o que eu não tenho? —Irene questionou estando bem irritada e enciumada, ao perceber a mudança do garoto que ela tanto diz se apaixonada.
—Irene chega! A Mônica não tem nada a ver com nós dois, ela é apenas uma boa amiga e exijo mais respeito como fala dela. —Cebola reprimiu esbravejando se sentido bem irritado com a garota a sua frente.
—Quem você quer enganar? Você ficou diferente depois que ela chegou. Nem mais te reconheço. Vocês dois vivem grudados, vão pra escola junto e voltam juntos, sem falar o jeito que olha pra ela —A jovem menina decretou em um tom de voz ríspido e com desprezo carregado em suas palavras.
—Não vou mentir pra você, a Mônica é importante para mim sim, mas o que eu sinto ou deixo de sentir por ela ou qualquer outra isso não desrespeita a você. Tchau Irene, só lamento que nosso reencontro não foi legal, se você não fosse assim podíamos continuar ser amigos. —O troca-letras revidou sentido irritado ao mesmo tempo chateado por ter que lidar com essa situação vivenciada de ter uma amiga que tinha uma certa afeição amigável no passado agora aparenta ter tanta magoa por ele não corresponder seus sentimentos da mesma forma.
—Amigos?! Eu não quero ser sua amiga, eu quero é você, entendeu. Isso não vai ficar assim, espera só pra ver, você e a sua amada Moniquinha. —Irene retrocou ameaçando com um timbre de voz que carrega raiva e magoa.
—Humpf! Pode me ameaçar a vontade, eu não tenho medo de você. —Terminando de dizer, Cebola começou andar em passos largos para ir embora dali o quanto antes, ele não aquentava mais continuar ali discutindo com a Irene.
—Harg! Cebola, você me paga, entendeu me paga! —Ela ameaçou vendo o Cebola ir embora até que ele some completamente do seu campo de visão.
—É, pelo visto ele se foi. —Pronunciou uma bela garota de longos cabelos pretos, cujo seu nome é Penha, que estava bem ali perto numa certa distância propositalmente só observando a conversa dos dois adolescentes.
Assim que ela viu que o Cebola foi embora, saiu de onde estava e foi até onde esta a sua rival para falar de um assunto que se tratava sobre as duas, com a mesma.
—Que ódio naquele idiota e sua nova namoradinha! —A garota disse cheia de raiva.
—Não adianta nada ficamos parradas apenas com ódio sem agimos. —A morena aconselhou com uma cara que pouco se importava o que a garota ao seu lado falava.
—Você viu isso, ele está hipnotizado por ela?! —Irene indagou ainda se sentido raivada.
—Sim, eu vi! Com essa garrotinha nosso caminho nenhuma de nós duas terremos a menor chance. — A francesa alertou com o seu jeito arrogante e superior de falar, e com uma expressão indiferente.
—E o que você sugere, amorzinho? —Irene perguntou sem paciência com os braços cruzados a encarado de modo sério.
—Calma chérie, juntas podemos destruir um inimigo em comum e depois quando o Cebola estiver livre é cada uma por sir. —A morena respondeu com um sorriso cínico maléfico.
—Pelo seu sorriso, vejo que tem um plano em mente. —A loira supôs com um sorriso maléfico que havia ser formado em sua face.
—Mas é clarro mon amour. Essa Mônica terrá o que ela merrece, se ela pensa que ficarra com o meu Cebola... —Penha dizia se glorificando já contando vitória até que foi interrompida.
—Caham! Seu Cebola é?! —Irene a corrige encarando com um olhar sério de reprovação e ao mesmo tempo com um sorriso debochado.
—Digo, o Cebola, que seja! Fique sabendo que ela está muito enganada. —Ao concluiu o que dizia Penha sorrir maliciosamente com ar de vitória garantido para ela.
—Está bem, vejo que não tenho tanta opção a não ser me unir a você. —A loira concordou meio contra vontade de unir uma garota tão perversa como a Penha vendo que essa era única maneira de quem sabe poder ficar com o Cebola.
—Vamos juntar nossas forças, querrida. Sei que juntas podemos acabar com esse romancinho desses dois antes mesmo de existir. Huhuhuh.... —Penha propôs a sua oferta, por fim soltou uma leve gargalhada maléfica.
—Sim, com certeza! Hahaha... —Irene aceitou e por fim acompanhou a risada maléfica da rival que agora havia se tornado aliada temporária. —"Não acredito que estou tão desesperada pelo Cebola ao ponto de me unir a essa peste." —Ela pensou de modo um tanto quanto desanimado com a sua escolha.
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