Destino ou apenas Coincidência
6 Incertezas
Notas iniciais
Capitulo VI
Quem iria de noite comprar flores? Ninguém! Mas não,ela tinha que querer comprar flores aquela hora. Ai se aparece algum vampiro por lá quero só ver se ela vai dar conta deles sozinha. Como ela é tonta. Apesar que, não é ruim ter uma ajudante no trabalho. Mas o que estou pensado? Isso é besteira da minha mente.
Pensando nisso Zero termina de escovar os dentes e cospe a água na pia do banheiro. Pega a sua bolsa com os livros da escola,só que enquanto está caminhando pelo corredores ele vê Saiory saindo do quarto toda feliz. Ela o vê e da um sorrisinho.
-Bom dia! Desculpa,estou atrasada e tchau!
E lá se vai ela sorrindo e andando em direção a porta da casa. Ele fica confuso com aquela cena e pensa,Eu sei que ela é estranha,mas isso já foi demais. Então fala mais alto para ela ouvir:
-Para onde está indo?
Saiory para de andar e se vira para ele.
-Vou para aquela casa abandonada,a que lutamos no meu primeiro trabalho. Vou treinar lá para ficar mais preparada para a próxima vez que lutarmos.
-Ah ta.(Diz ele fingindo não ter o menor interesse pelo esforço dela)
-Tenha um bom estudo e até mais!(Ela o incentiva sorrindo e balança a mão se despedindo dele)
Quando ela sai pela porta some em meio a paisagem de fora. Zero sente uma mistura de orgulho e admiração pelo esforço dela no trabalho. Mas logo afasta esses sentimentos que considera sem importância no momento. Na verdade ele não quer admitir,mas ele pensa que desse jeito vai acabar se apegando a ela. Ele sai da pensão e vai caminhando em direção a escola. Pelo caminho Zero suspira incomodado por ter que freqüentar aquelas aulas. As provas não são nenhuma dificuldade para mim,assim como as matérias. O único motivo que me faz ir para as aulas é aquele diretor bobo. Ele que me criou todo esse tempo e fez o possível para que eu tivesse uma educação. E sei que para a felicidade dele é eu freqüentar as aulas. É ridículo,mas é o que posso fazer por ele. Mas nem morto eu diria isso para ele. Ate imagino como ele reagiria a isso:
Cena do pensamento de Zero de como seria:
Ohh Zero kun! Essa foi a coisa mais feliz que você me disse em todos esse anos! Você deixou o papai aqui orgulhoso! Merece até um abraço!(Diz ele com a cara mais feliz e emocionada que um pai poderia fazer para o filho,e ainda com os braços levantados. O detalhe são as lagrimas escorrendo de felicidade)
-Sem essa de papai! (Zero diz em clima de revolta e empurra o “papai” que esta avançando em cima dele para o abraço paternal))
Ele fica arrependido de ter dito aquilo e acha que o diretor está exagerando com todo aquele drama.
Fim da cena do pensamento de Zero.
Depois de imaginar isso,Zero conclui que o único jeito de agradecê-lo é freqüentando as aulas. Zero para de caminhar e vai desconfiado parando do lado de um arbusto que está perto da calçada.
-O que pensa que está fazendo? (Pergunta sério para o arbusto)
Mas nenhuma resposta sai do arbusto. Então ele continua:
-Até quanto tempo pensa em ficar ai,Saiory?
Dois olhos grandes e com um brilho no olhar surgem piscando no arbusto. Então o arbusto resolve responder:
-Como me descobriu aqui? (Pergunta curiosa)
-Talvez porque você não seja tão discreta como pensa ser.
Mas isso que ele diz não é a verdade. Zero sabe bem que só a percebeu ali por instinto. Porque por algum motivo ele não sentiu seu cheiro,só percebeu a presença dela depois de um tempo,quando saiu de casa.
Que estranho. Normalmente tanto as pessoas como os vampiro tem odores específicos. Os vampiros tem odores diferentes das pessoas. Cada pessoa tem seu próprio cheiro. Mas não sinto o cheiro dela. Pensando bem,não lembro de saber qual seu cheiro. Ela realmente é uma menina estranha. Pensa para si.
-Ahh... (Ela lamenta) Então porque não reclamou comigo antes,já que diz que não sou discreta? (Desafia-o)
-Porque queria saber o que pretendia me seguindo. Mas cansei de esperar. (Diz ele de olhos fechados e erguendo um pouco uma das sobrancelhas). Mas o quer comigo?
-É assim... você sabe que nunca freqüentei uma escola. E ouvi rumores sobre como são as escolas. Eu quero muito conhecer uma! Ai como você está indo para a escola eu pensei: Porque não ir e conhecer a escola do Sr. rabugento? Então me pareceu uma ótima idéia. Por favoor! Deixa eu ir com você!
-Não. (Diz ele firme e taciturno)
-Porque não? Eu não vou entrar na sala de aula. Só vou olhar a escola. Deixa de ser chato! (Reclama ela fazendo bico)
-Você só me meteria em problemas. (Afirma ele e continua a andar)
Ela continua aparada olhando para ele indignada,depois vai para o lado dele caminhando em direção a escola.
-Queira você ou não. Eu vou para lá e você não vai me impedir! (Diz sendo autoritária)
Ele fecha os olhos irritado e diz:
-Faça o que quiser,não em importo. (Ele diz isso,porque sabe o quanto ela é teimosa e capaz de fazer qualquer coisa quando lhe colocam um obstáculo na sua frente)
Ela abre um longo sorriso de vitória e vai andando com ar triunfante ao lado dele.
Quando eles chegam na academia Cross Saiory diz entusiasmada:
-Nossa! Então é assim que é uma escola?
-Só peço que não vá muito longe de onde eu estiver e não chame muita atenção.(Diz ele como se fosse um irmão mais velho)
-Tudo beem! Sem problemas!
-Então vou indo. (Ele diz mais tranqüilo,mas ainda desconfiado)
Zero vai para a aula enquanto Saiory começa a olhar canto por canto do colégio (em uma distância consideravelmente perto de onde Zero está).
Chega o intervalo e Zero sai apressado da sala e procura Saiory. Até que,depara-se com ela conversando com uma menina do colégio. Ele chega perto delas e a menina olha para Zero surpresa (vai ver porque ele nunca chegou perto dela assim).
-Eu não disse para você ficar por perto? (Diz dando bronca nela,ignorando a menina)
-Não estou tão longe assim. E não estou fazendo nada demais.
A menina olha Zero e se afasta um pouco,talvez com medo da pessoa dele ou por ele ter sido o monitor de seu dormitório (esses são motivos mais do que suficientes para ter medo dele,ele não era um monitor muito querido pelos estudantes). Saiory estranha o afastamento da menina e quando vai falar alguma coisa Zero a puxa pelo braço.
-Vamos! (Diz sério)
Nesse momento várias pessoas do colégio olhavam curiosos para os dois. Afinal,não era sempre(na verdade nunca viam isso) que Zero andava com alguém,ainda mais com uma menina. Saiory percebe os olhares,mas não entende o porque de estarem olhando.
Quando já estão a uma certa distância da menina. Saiory diz:
-Você e aquela menina brigaram?
-Não é isso, vou no banheiro.
E antes que ela saísse ele acrescenta:
-E lembre-se,não apronte nenhuma. (Diz sério)
-Você está parecendo um velho! Vá logo nesse maldito banheiro. (Reclama ela cruzando os braços)
Ele a olha e pensa em dizer algo em sua defesa,mas muda de idéia e sai. Quando ela da um passo a frente pensando em beber água, várias meninas surgem em sua volta. Saiory fica imóvel e arregala os olhos preocupada com toda aquela gente em sua volta. As meninas curiosas começam a perguntar:
-Qual o seu nome?
-Saiory...
-Ohhh! (Todas as meninas do grupo ficam surpresas pelo nome dela ser igual ao da menina que estuda com elas, mas Saiory não entende nada).
-Você é nova por aqui,não é? (Pergunta uma delas muito curiosa)
-Sim.
-Conhece o Zero a muito tempo?
-Não muito.
Então quer dizer que o Zero é popular por aqui e nem me disse! E eu pensando que ele era reservado. Me enganou direitinho ele,olha quantas meninas! Será que todas gostam dele? Pensa Saiory se divertindo com aquilo.
-Nossa, será que ela é amiga dos ex estudantes do dormitório da lua? (Pergunta uma menina do grupo para a que estava do seu lado)
-Deve ser, ela é tão bonita quanto eles! (Responde a outra empolgada)
-Parece até uma bonequinha! (Comenta outra do grupo)
Saiory tem um ataque de risos Porque não se ahca bonita como elas dizem. As menina não entendem porque ela ri e se empolgam nas perguntas.
-Então você é a namorada do Zero?
Neste instante Saiory fica vermelha e assustada coma pergunta.
-É...c-como assim? Eu? Nãoo,de maneira alguma! (Gagueja um pouco tentando ser firme e balança a cabeça negando)
Pontos de interrogações aparecem na cabeça das meninas e elas ficam ainda mais curiosas. Surge do meio delas Sayori (melhor amiga da Yuuki).
-Meninas,deixem ela em paz. Não vêem que ela está encabulada?
As meninas em meio ao desanimo vão se dissipando do lugar.
-Obrigada.(Agradece Saiory)
-Não foi nada. Não ligue para elas, só estavam curiosas. (Diz Sayori com um sorriso aconchegante)
-Prazer,meu nome é Saiory! (Leva uma das mãos para cumprimentar a outra)
-Verdade? Eu também me chamo Sayori! (Ela fica surpresa com a coincidência e aperta a mão da Saiory)
-Realmente...é engraçado até!( Dizendo isso da uma risada)
-Você vai estudar aqui?
-Não,só estou conhecendo o lugar.
-Desculpe a pergunta,você é parente do Zero?(Pergunta gentilmente)
-Não,só...amiga.(Não sei se ele pensa o mesmo,pensa Saiory)
-Ahh...(Responde Sayori pensativa)
-Porque? Não estou entendendo, porque fez essa cara? Tem algum problema em eu estar com ele? (pergunta confusa)
-Não é nada,é só porque não é muito comum ver o Zero acompanhado de outras pessoas.
-Eu sei que ele é frio,sério,um pouco bravo,e as vezes ignora os outros,e outras coisas também. Mas sei que no fundo ele é uma boa pessoa,só precisa lidar com isso. Eu acredito que ele possa mudar e pensar de outra forma. (Diz Saiory olhando para o chão,imersa em suas próprias palavras.)
Sayori percebe a intenção sincera da outra e sorri amigavelmente. De alguma forma eu me sinto a vontade com ela e sinto que ela é uma boa pessoa,como se eu pudesse me tornar amiga dela mesmo conhecendo-a agora. Por isso é agradável conversar com ela. Engraçado isso,será que é estranho sentir isso por uma pessoa que acabou de conhecer? Só não entendo qual a relação dela com o Zero. Sayori pensa consigo.
-Mais ele não anda com ninguém aqui? (Pergunta Saiory curiosa)
-Não que eu saiba pelo menos,ele gosta de ficar só e não gosta de ser incomodado pelos outros.(responde sinceramente Sayori)
-Eu imaginava isso...
Então o que eu pensava antes de ele ser popular é falso, que boba eu sou! Pensa Saiory desanimada.
Mas antes que ela pudesse concluir sua frase Zero aparece do lado dela(do nada) e as duas tomam um susto.
-Eu falo que é para você me esperar e some assim que eu saio,não é?(Diz ele em tom de repreensão)
-Mas eu só... (Responde Saiory indignada e tentando se explicar)
Ela é interrompida mais uma vez,só que dessa vez por Sayori.
-Não foi culpa dela,eu que puxei ela para conversar.
Zero apenas a olha e diz para Saiory:
-Tudo bem,só não me apronte nada.
Sayori olha a relação dos dois(Saiory e Zero) e não sabe o porque,mas sente uma sensação de conforto por Zero estar se dando bem com outra pessoa, não só pelo fato de ela sentir pena dele porque vivia sozinho ou porque ele estava sem a Yuuki agora(ela que sempre estava com ele). Ela não sabia por que se preocupava com ele,talvez pelo fato que ele sempre estava com sua melhor amiga e por isso ela achava que a Yuuki também demonstrava o mesmo sentimento da Saiory pelo Zero(só que mais profundo) quando estava estudando lá.
O intervalo acaba e Zero vai para sala,mas antes faz sinal de que vai advertir Saiory. Mas antes que ele pudesse dizer qualquer coisa ela o interrompe:
-Eu já sei...não vou ficar longe e nem vou causar problemas! (Diz ela em tom monótono)
Ele fica intrigado, mas mesmo assim foi para a aula. Sayori foi junto com suas amigas para aula,logo depois. E se despede dando um tchauzinho simpático para Saiory.
Desculpe Zero,mas eu realmente preciso conhecer essa escola mais afundo. Pensa Saiory.
Saiory vai andando até o portão do dormitório do sol e sai por ele até ir por outra direção. Ela para em frente ao que antes era o dormitório da lua. Quando entra pelo portão chega até o que antes deveria ser um muro,mas agora só resta uma parte dele. Ela olha ao redor do lugar e observa paredes rachadas,outras pouco destruídas e outras muito, árvores quebradas.
Isso ai não foi obra de nenhum fenômeno da natureza nem de nenhum desmoronamento. Ela aproxima-se de uma árvore que estava com marcas que pareciam de garras de algum animal. Essas marcas não são humanas nem de animal algum,e de algum vampiro. O que aconteceu aqui com certeza foi cena de alguma batalha e pela profundidade não foram meros vampiros. Que eu saiba,esta escola abrigava vampiros e humanos. Contudo,se a finalidade era unir essas duas raças,o que houve aqui? Será que essa união não deu certo e os nobres vampiros se rebelaram? E o que aconteceu com os humanos que presenciaram tudo isso? Se não foi isso que aconteceu, só pode ter sido uma guerra entre vampiros. Mas o que faria vampiros desse nível se revoltarem assim? E outra,será que isso teve haver com o desaparecimento do conselho de anciões? Tudo isso está muito estranho! Acho que vou entrar para ver se descubro algo.
Enquanto Saiory tem essas duvidas e da um passo para os dormitórios ela percebe a presença de alguém se aproximando e acaba perdendo sua linha de raciocínio.
-Posso ajuda-la em alguma coisa? (Pergunta uma voz firme e gentil)
Ela vira-se e sua expressão que a alguns instantes era profunda e sombria muda para uma alegre e distraída menina.
-Desculpe,eu estava dando uma volta pelo colégio e acabei me perdendo e chegando aqui. (Fala fechando os olhos e sorrindo constrangida)
-Não há problema,venha comigo que ajudarei a lhe mostrar o colégio. (Diz ele levando gentilmente ela com uma das mãos nas costas dela e sorrindo).
-Muito obrigada,seria uma alegria para mim se me mostrasse este enorme lugar. Mas o que aconteceu aqui? (Pergunta dando uma de desentendida e inocentemente curiosa)
-A estrutura de madeira destas paredes já estava ficando velha e acabou cedendo. Foi uma lamentável tragédia como pode ver. (Fala em um tom triste e coloca a mão direita no coração como se estivesse se lamentando)
-Que horrível! (Diz ela entrando no jogo dele e mostrando espanto no rosto)
-Pois é,mas gostaria que me fizesse um favor. Eu percebi que você é uma boa pessoa e peço que não conte aos outros da minha presença aqui.
-Porque? (Pergunta realmente curiosa)
-Digamos que pensam que estou em outro lugar e vim aqui só para ver como as coisas estavam. (Diz ele sendo sincero e abrindo um sorriso aconchegante)
-Sem problemas! Não conto a ninguém,bico calado! (Diz ela cruzando dois dedos e colocando nas boca selando a promessa)
-Estou mais tranqüilo, vamos então fazer nosso passeio enquanto os alunos estão nas classes.
As aulas terminam e Zero sai da sala com um mau pressentimento. Quando percebe que Saiory não está por perto.
Eu sabia! Esta menina não para quieta. Só colocando uma coleira nela para ela tomar jeito, e nem sei se funcionaria. Pensa ele de mau humor. Ele sai em busca dela até que vai em um dos últimos lugares que ele não gostaria de encontra-la. Ele bate na porta e escuta vozes. Abrindo a porta ele para estático e olhos arregalados. Ele não consegue acreditar naquilo que seus olhos vêem. A cena que Zero está vendo é a Saiory sentado numa cadeira e sentado numa outra cadeira atrás de uma mesa está o diretor Cross. Os dois estão conversando no maior papo,como se conhecessem a séculos (Detalhe,eles estão na sala do diretor). E tomando chá com biscoitos. O papo deles está tão agradável que eles só vão perceber a presença do Zero depois de alguns minutos.
-Zero kun! Que surpresa em vê-lo! Venha e junte-se a nós! (Diz o diretor todo animado e chamando Zero com a mão)
-Vai ficar ai parado que nem um bobo? (Pergunta Saiory ironicamente)
Zero sai de seu transe e dá um olhar fulminante para ela. Definitivamente este não é o lugar em que ele queria encontra-la. Mas não era por causa do Cross,mas sim pelo Yagari que ele não queria que ela encontrasse. Mas também não o agradou ver ela com o Cross.
-O que está fazendo aqui? Você não estava afastado por um tempo? (Pergunta Zero sem entender)
-Eu sei ,eu sei. Mas você sabe que eu e essa escola temos uma ligação muito forte,é inevitável! Não consegui ficar longe dela e vim conferi como estavam as coisas ate que me encontrei com esta linda menina. (Diz ele explicando feliz as coisas num ritmo dançante pela sala)
-Eu mereço. (Diz Zero revirando os olhos)
-Bom,de qualquer jeito não conte a Yagari que estou aqui. Só vim dar uma passadinha.
-E Yagari,onde ele está? (Pergunta Zero intrigado)
-Eu soube que ele está resolvendo coisas em outra parte do colégio,por isso aproveitei a ausência dele e trouxe ela para cá. Mas já vou sair antes que ele saiba que estou aqui. E você será um bom filho e não contará nada aquele grosso e mau humorado do Yagari. (Fala o diretor de um jeito chateado e fazendo biquinho)
-Não tenho nada haver com isso. (Fala Zero fechando o olho e sério)
-Ele não vai falar nada! Eu te garanto! (Diz Saiory convicta de seu poder de influencia sobre o Zero,é o que ela pensa pelo menos)
Cross sorri feliz e fica mais aliviado.
-Não tem importância, Saiory está de saída. (Diz Zero pegando e puxando-a pelo braço)
-Estou? (Pergunta ela fingindo não entender)
-Ahh...não seja estraga prazeres! Eu adorei sua nova amiga,porque não me contou dela?
-Primeiro:você estava fora,segundo: do que você está falando? Vamos Saiory. (Ordena Zero bem sério)
Ela fica com calafrios na espinha depois daquele tom maléfico dele e apenas concorda.
-Tudo bem. (Responde desanimada,por ele ter estragado o bate papo dela)
-Venha aqui mais vezes! Quando eu voltar podemos tomar mais chá e quem sabe você não vem estudar aqui! (Diz o diretor todo alegre e animado)
-Vai ser ótimo. Imagine eu usando esses lindos uniformes! (Fala ela animada com a idéia e também para provocar Zero)
Ouvindo isso Zero que puxava ela lentamente pelo braço,deu um puxão de vez e a colocou fora da sala.
-Fique aqui e... (Ele diz em tom de ordem)
Mas antes de completar a frase ela já havia sumido de lá,atraída pelo cheiro forte de rosas. Ele põe a mão na cara,já sem paciência. Ela é impossível! Pensa ele. Ele entra na sala de novo.
-Fico feliz que tenha encontrado uma amiga,mas tome cuidado para ela não descobrir sobre você e vampiros e o que fazemos. (Fala o diretor mudando da expressão alegre para uma séria e preocupada)
-Não se preocupe,está tudo sob controle. (Eu acho,pensa Zero)
-E nem pense em cortar o coração dela também. (Diz o diretor bem sério e pensativo. De olhos fechados e com as pontas dos dedos juntas)
Zero entende o que Cross quer dizer com o “também” e apenas sai da sala sem dizer nada. Ele consegue encontrar Saiory,que está toda feliz olhando e sentindo o cheiro das flores do jardim do colégio. No caminho para casa Zero pergunta:
-O que você falou para ele? (Pergunta preocupado)
-Nada demais,não disse detalhes de como nos conhecemos nem sobre o... “trabalho”. Pode ficar tranqüilo,não disse nada que comprometesse. (Responde séria e tranqüila)
-Porque você tinha que se encontrar justo com ele? (Pergunta um pouco incomodado)
Ela percebe o incomodo dele e fica curiosa?
-Qual o problema?
-Ele também é da organização. Ele pode desconfiar de nós.
-Ah é? Nossa...ele não parece um caçador. Mas é só isso que te incomoda? Pra mim eu acho que o que te incomoda é mais do que isso. Oh! Agora me recordo de algo,ele por acaso não te chamou de filho? (Provoca com um ar sarcástico e levantando as sobrancelhas)
Ele olha para frente,não dizendo nada e apenas continua a caminhar. Ela toma isso como um sim e sorri cheia de si,toda satisfeita.
-Hoje vai ter poucas presas para caçar. (Diz Zero querendo mudar de assunto)
Ela o olha repreendendo por chamar vampiros de presas.
-Tudo bem,hoje não vou com você mesmo! (Afirma dando de ombros)
-Porque? (Pergunta curioso,mas depois se arrepende de ter perguntado)
-Eu vi umas roupas lindas em promoção numa loja e quero muito compra-las,é até hoje a promoção. (Saiory é rica,mas sabe dar valor ao dinheiro. Por isso não gosta de ficar gastando em roupas muito caras) Ai você pode ficar a vontade “caçando” e ainda não precisa ficar entediado de não ter o que fazer,porque vai ter bastante tempo para trabalhar.
-Hum. (Ele fica um pouco surpreso de ela não querer ir trabalhar,mas tenta disfarçar)
-Bom,eu vou por esse caminho. (Aponta para um caminho diferente do que ele está indo) Até amanhã ! (Se despede sorridente)
Ele fica olhando ela andando,ela está assobiando, e continua a andar em direção a casa para depois caçar os vampiros.
Saiory chega no cemitério que Kaname lhe havia mostrado para o encontro. Já está começando a escurecer e o cemitério está vazio. Ainda bem que deu tempo de passar na loja e comprar umas roupinhas. Pensa ela toda feliz pelas sacolas que carrega nas mãos. Um vulto se mexe da sombra de uma árvore perto dela e Kaname Kuran aparece. Ela coloca as sacolas no chão e fica sem expressão.
-Desculpe se a deixei esperando,mas não posso deixar nenhum vestígio de que vim para cá. (Diz numa voz calma e suave)
-Não tem problema, acabei de chegar também. (Responde ela sendo simpática)
-Ontem começamos com o pé esquerdo. Queria me desculpar pelo modo que vim conversar com você antes. (Diz ele sendo sincero)
-Eu também peço desculpas,fiquei surpresa pela sua presença ontem. (Responde também sendo sincera)
-Vamos começar de novo então,eu me chamo K...
-Kaname Kuran. (Ela interrompe ele)
-Que bom que se lembrou, percebi ontem que você não tinha me reconhecido.
-Pois é,mas depois me lembrei. Mas como me reconheceu tão facilmente? (Pergunta curiosa e intrigada)
-Digamos que você não seja fácil de esquecer. (Responde misterioso)
Ela fica um pouco rubra,mas logo volta a sua cor original.
-Olha quem está falando! Você também tem uma presença,digamos...marcante. (Fala em tom brincalhão)
-Obrigado. Não me leve a mau,mas eu fiquei curioso sobre você. Como consegue enganar a todos,que acreditem que é humana? (Pergunta um tanto curioso)
-Bom...assim como você tem “poderes” eu também tenho,só que diferentes. Eu consigo fazer com que o cheiro do meu sangue se misture com os odores que estão ao meu redor. Assim,você pode sentir o cheiro deste túmulo,ou da arvore,ou da terra molhada por exemplo,mas não consegue sentir meu cheiro.
-Que interessante...mas e se você se ferir,quero dizer,e o cheiro do seu sangue? (Pergunta mais interessado)
-É praticamente o mesmo. Eu posso fazer com que o odor do meu sangue se misture com outros odores,mas seria estranho se fosse uma grande quantidade de sangue saísse do meu corpo e o sangue não tivesse cheiro,se é que você me entende. Por isso posso confundir o cheiro do meu sangue com o de outra pessoa. Se ela se ferir e eu estiver perto dela,posso absorver o cheiro do sangue dela e transferir pro meu sangue quando eu precisar ou posso simplesmente \"inventar\" o odor do meu sangue.
-Então o cheiro de sangue que senti vindo de você não era seu?
-Para as outras pessoas e vampiros não,mas para um sangue pura sim. Para ser sincera, se eu não tivesse ralado meu joelho,quando cai com o menino no chão para salva-lo,você não teria percebido que sou uma vampira e muito menos que sou sangue pura. Um sangue pura só pode perceber minha verdadeira identidade se eu me ferir,mesmo que seja pouco. Porque seu sentido é muito apurado em relação aos outros vampiros.
-Agora entendo. Realmente,só percebi sua presença quando senti o odor de seu sangue. Suas habilidades são extraordinárias. (Fala Kaname com um tom de fascínio na voz)
-Obrigada. (Diz ela um pouco sem jeito)
-Mas porque marcou esse encontro de hoje? (Pergunta curiosa,mas também para mudar de assunto)
-Como deve saber, existem poucos sangue puras atualmente. E ainda confiáveis,é raro. Pelo que sei sobre de você,sua presença me agrada. Gostaria de saber se aceitaria jantar na minha casa amanha? (Pergunta tranqüilo e amável)
Ela fica um pouco constrangida e pensa no assunto.
-Não vou compromete-la. Até porque também estou de uma certa forma “não querendo chamar atenção”. E ninguém sabe onde moro,lhe garanto que é seguro ir para lá e ninguém vai saber. Seria uma honra para mim se fosse. (Disse em tom nobre e bondoso)
-Está certo,eu vou. (Aceita sorrindo)
-Fico feliz,eu gostaria de apresentar a você uma pessoa muito especial e importante minha. (Diz dando um leve sorriso amável e misterioso)
-Outro sangue pura? Oh! Ficarei muito feliz em conhecer! (Ela sorri gentilmente)
Você será perfeita para a companhia que eu estava querendo para Yuuki. Você vai servir direitinho para os meus propósitos. Pensa Kaname enigmático.
-O endereço e o horário estão nesta carta,depois de ler queime-a,por favor. (Diz sério)
Ela confirma balançando a cabeça e pega da mão dele uma carta branca com um selo vermelho feito de cera de vela.
-Até breve. (Se despede Kaname com uma voz envolvente)
Saiory está com a atenção na carta e quando ouve ele se despedir e volta o rosto para ele,percebe que ele já não se encontrava mais no cemitério. Ela sente um frio na espinha. Ui! Tudo bem que vampiros são misteriosos,mas isso! Ele sabe como sair de cena com elegância. Pensa ela meio espantada e com admiração. Depois outro pensamento lhe vem na mente. Será que o bobo do Zero já terminou seu trabalho? Acho que ele nem se importou de eu não ter ido com ele,deve até ter achado melhor. Pensa ela com olhar triste.
Enquanto os sangue puras conversavam. Um outro vampiro termina de aniquilar a cabeça de outro vampiro que cai morto no chão. Zero conclui seu trabalho e com a roupa cheia de sangue sai caminhando pelo parque que ele e Saiory lutaram outra vez. Rum! Primeiro são as flores,agora quer comprar roupas. O que será da próxima vez? Será que ela está perdendo o interesse em aniquilar vampiros? Sabia que ela ia desistir desse tipo de trabalho. Não pode ser...eu acho...será? Assim não dá! Ou ela foca no trabalho ou nessas frescuras de mulher. Vou conversar com ela sobre isso. Ela pensa que é tudo do jeito dela? Pensa Zero confuso e chateado. Ele para de andar e senta em um banco de madeira. Então uma sensação de aperto no estomago toma conta dele. E se ela desistir? E se resolver sair daqui e ir para outro lugar? E se conhecer novas pessoas? Por hoje,vi que ela se relaciona facilmente com qualquer um. Ele sente um leve sentimento de angustia misturado de tristeza. Ele não quer aceitar nem reconhecer,mas no fundo sabe que está se acostumando com a presença dela e não está mais achando ruim ela acompanha-lo no dia-a-dia de trabalho,porque ele não se sentia vazio e só. Então tenta ignorar isso e olha para cima ,para o céu limpo e estrelado acima dele. Onde a lua enorme iluminava seu rosto pálido,um dia de lua cheia.
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