Destino - Once Upon a Time
6 Capítulo 6 - The End.
Notas iniciais
A garota levantou da cama num pulo e viu-se novamente em casa. Emma tateou todo o quarto para ter certeza que era real e ficou feliz em constatar que tudo não passara de um pesadelo. Levou a mão ao peito e sentiu o coração pulsar fortemente. Suspirou aliviada.
Foi até o banheiro lavar o rosto, e quando voltou para o quarto levou um susto.
– Quem é você? – indagou enquanto sacava a arma.
– Isso não terá efeito algum sobre mim. – disse o homem pálido. Emma respirava descompassadamente. Eram muitos pesadelos para uma só noite. Sentiu que já tinha visto aqueles olhos escuros antes, mas não lembrava onde. – Eu sou o Destino.
– O meu destino?
– O seu e o de todos os seres que respiram. – sua voz era rouca e grave. Seus murmúrios faziam uma espécie de eco, que ressoavam dentro da cabeça da loira.
– O que você quer?
– Quero que aprenda uma lição. Você e sua família continuam interferindo no destino de outras pessoas. E agora eu mostrei a você como seria se alguém mudasse completamente sua vida, sem o menor aviso. O que aconteceu agora não foi um sonho, foi real. Eu posso mudar o seu Destino com um simples gesto.
– Você fez isso? Mas... Como?
– Eu te levei a uma dimensão onde a maldição nunca aconteceu. E Regina deixou seu coração cada vez mais frio, se perdendo completamente nas trevas. Sem Henry, ela deixou que seu coração ficasse completamente tomado pela escuridão, e por isso conseguiu derrotar você e sua família. Mas aquilo nunca existiu, não foi sonho nem realidade. Foi algo que pairou entre ambos. Agora você sabe como é sofrer pelas mudanças do destino. Espero que tenha aprendido a lição, pois não quero visitá-la novamente. – completou sério. – Seu dever é consertar o que estragou, deve achar uma maneira de ajudar a rainha, ou seu futuro pode acabar sendo algo parecido com o que acabou de viver. Regina sofreu mais do que qualquer um, vivendo solitária, sem alguém que a amasse. Se você continuar interferindo negativamente, talvez nem Henry consiga recuperar o coração dela da escuridão. Ajude-a Emma.
E então a loira sentiu algo empurrá-la para trás, fazendo com que batesse a cabeça na parede do quarto.
***
Emma dormia tranquilamente quando teve o sono interrompido por batidas à porta. A campainha soou uma, duas, três vezes, até que ela finalmente conseguiu abrir os olhos imaginando quem seria àquela hora da noite. Arrastou-se lentamente em direção à porta e abriu-a.
Seu filho Henry estava ali, e ao seu lado o pirata que amava. Quando fitou os olhos dos dois algo estalou em sua mente, e lembrou de tudo. Num impulso puxou os dois para um abraço. Henry riu da mãe que parecia ter vindo da guerra, com o cabelo todo bagunçado e Hook olhou-a confuso.
– O que aconteceu, amor? Sentiu saudades do meu charme e carisma? – disse com aquele meio sorriso que fazia o coração de Emma derreter.
– Não aconteceu nada. Eu só... Eu preciso da ajuda de vocês.
– Oba! Um nova Operação Cobra? – perguntou Henry animado.
– Sim. – sorriu docemente para o filho. – Preciso consertar meu erro sem que Regina descubra.
– Hum. – pensou o menino. – Que tal: Operação Torta de Maçã?
Hook e Emma riram daquele nome que soou perfeito para sua nova missão. Iriam ajudar Regina e Robin a ficarem juntos novamente. Mas antes de mais nada precisavam descobrir quem de fato era Marian.
***
O ladrão andava entre as sombras. Parecia se esconder de algo. Quando finalmente alcançou a casa da prefeita, deu a volta e entrou pela janela encontrando-a debruçada sobre a cama.
– Regina. – chamou-a calmamente enquanto ia em sua direção.
– Robin? – exclamou surpresa sem entender. Ela abriu a boca para perguntar sobre Marian, mas o homem a interrompeu tocando em seus lábios. Ele não entendia o que estava acontecendo mas seu coração pertencia a Regina, e era isso que importava naquele momento. Antes que ela pudesse se distanciar, Robin a puxou mais perto e beijou seus lábios. Os dois corações dançavam juntos num ritmo forte. Naquele momento Regina entendeu que assim como seu coração pertencia a ele, o dele pertencia à ela. Então deixou que seus pensamentos se perdessem, entregando-se ao momento.
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