Essa é uma historia de seres que superaram a humanidade, mesmo que muitos duvidassem da existência de seres imortais, alguns foram cultuados como deuses por muitos povos, assim como também foram perseguidos por vários, muitos queriam se aproveitar de seu poder, outros tentaram derrota-los como prova de força. Ninguém sabe onde encontra-los...

Porém nessa idade das trevas, um estudioso chamado Niel encontrou-se instigado pela estranha presença de seu novo vizinho Killian Belgrade, o qual dizem, com apenas 19 anos, ser um rico dono de uma frota de veleiros.

- Não é estranho esse jovem cavalheiro se mudar pra cá e nem vir cumprimentar os vizinhos Katherina? – Niel disse olhando através da janela para o vizinho chegando em sua carruagem.

- Que tal parar de implicar com a vida dos outros e pensar mais na sua? Você só fica enfiado nos seus livros de história, está a beira dos trinta e ainda nem mesmo considerou casar. Sabia que sua irmã aqui queria, um dia, casar? — Iniciou falando em um tom sarcástico findando em uma leve indignação.

- Não tenha pressa Katherina, você só tem 14 anos. – Não levou a irmã à serio, virou para trás e pegou um livro da estante. Katherina, ignorada, desceu as escadas abruptamente.

Lendo uma das histórias do livro, Niel pensou:

- Aqui conta sobre uma mulher que os navegadores encontraram na India no século XV... diz aqui que alguns Indus acreditavam que aquela mulher era a encarnação da deusa Kali, ela estripou muitos homens da tripulação e seu corpo não reagia a fogo. Dizem que conseguiram traze-la para nosso porto, mas é um mito.

- Irmão! Irmão! Mamãe disse que nos vamos visitar o senhor Belgrade! – Gritava Katherina enquanto subia as escadas seguida de sua mãe.

- Meu filho! Eu não avisei que iriamos cumprimentar o vizinho!? E essa barba por fazer!? Esse cabelo todo despenteado! Francamente... Você só liga pra esses livros idiotas! – A mulher gritava com o filho, como se ele ainda fosse um adolescente. Niel Levantou-se de sua escrivaninha e encaminhou-se para um espelho onde arrumou os desgrenhados cabelos loiros e limpou os óculos.

Chegando a porta de Belgrade, mal bateram e uma jovem empregada abriu a porta e perguntou quem eram e a mãe de Niel respondeu simpaticamente:

- Sou a Senhora Allen e esses são meus filhos... moramos aqui perto, do outro lado da rua e viemos dar os cumprimentos ao novo vizinho.

A empregada pediu um instante e fechou a porta. Depois de 15 minutos regressou e pediu para que entrassem. Na sala de entrada, entre as duas escadas que davam acesso ao segundo andar, haviam cadeiras estofadas e uma mesa com velas, uma garrafa de vinho e taças. Descendo pelas escadas Killian olhava-os seriamente.

- Parece uma mulher. — De repente disse Niel – Essa pele branca como se usasse pó de arroz,esse cabelo preto longo e esses olhos azuis cheio de cílios... confundiria se não estivesse vestido como homem. – Pensou em seguida.

- Ah! Ele quis dizer que o senhor é muito elegante! — Disse a mãe cutucando o filho sem jeito.

- Obrigado... – Disse Killian, sem mudar de expressão.

Sentaram-se ao redor da mesa enquanto a empregada servia o vinho. Niel ao sentar-se esbarrou na mesa e fez com que a empregada derramasse um pouco de vinho no braço de Killian, ela pediu desculpas e ele disse que não tinha problema.

- Então... o que um senhor tão jovem e rico como você veio fazer em nossa cidade? – A senhora Allen perguntou sem medo.

- Estou procurando por uma pessoa... – Respondeu sem querer dar mais informações.

- Uma esposa!? – Katherina ficou histérica.

- Não...mas se eu estivesse procurando por uma gostaria de uma moça com a minha idade. – Disse acabando com a histeria de Katherina. – Que gente problemática. — Pensou ao mesmo tempo.

Niel soltou uma risada perante a situação e Killian virou o rosto fitando-o com seus olhos azuis.

A mãe de Niel nervosa, riu e ao tentar pegar uma das taças de vinho derrubou um dos candelabros sob Killian, incendiando a manga molhada de vinho dele.

- AAAAHHH! – Gritaram as duas mulheres. Niel sem pensar, tirou a camisa e a usou para abafar o fogo, perguntando a Killian se ele teria se machucado.

- Tudo bem, não foi grave...- Respondeu Killian.

- Nossa, ainda bem que você nem se queimou. – Disse Niel se dando conta do que acabara de acontecer. Killian percebeu a mudança de expressão de Niel e disse que iria averiguar o ferimento pedindo que se retirassem.

A mãe de Niel pôs toda a culpa dos acontecimentos nele, e repetiu por todo o dia seguinte que ele teria estragado tudo. Mas Niel nem se importava, desconfiado fazia mais pesquisas em seus livros.

Mais tarde, à noite, a campainha tocou, era o senhor Belgrade.

Notas finais
Rapaz, é a primeira vez que resolvo escrever uma das minhas ideias loucas. elas sempre são parecidas e normalmente não continuo...então não sei nem se continuo isso :/
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.