Destino.

86 Trato é trato.


Notas iniciais
É incrivel o numero de reviews, vocês são perfeitas!
Será que consigo 900 hoje? *-* Dependo de vocês. (:

Daniel narrando:

Liguei o carro da policia, e então começei a dirigir. Eu não estava prestando muito a atenção nas ruas, curvas e pedrestes. Apenas lembrava das palavras torturantes do meu chefe, tenho certeza que ele verá o braço da Julie. Não quero nem pensar no que ele fará comigo. Ele pode me demitir, afinal, agora ele tem motivos, já que minha função é protege-lá e não deixa-lá ferida.

- Como está o machucado? — Perguntei, quebrando o silêncio.

- Não está doendo, está bem melhor.

- Isso ainda não cicatrizou?

- Daniel, só faz um dia que isso aconteceu. Claro que não cicatrizou. — Bufou entediada com o assunto. — Porque a cada minuto você pergunta pelo meu braço?

- É só preocupação meu amor. — Assegurei. E então voltei a dirigir.

Depois de alguns segundos, eu estacionei o carro na garagem. Julie saiu do veiculo, e então entramos naquele inferno. E por falar em inferno, encontrei Max logo de cara, ele estava no corredor principal.

- Ei! Daniel e Julie, como foi a noite? — Perguntou se aproximando.

Eu e ela nos calamos, nós sabiamos que a noite não foi das melhores.

- Não quero falar sobre isso. — Voltei a andar, e segurei a mão dela.

Max nos seguiu.

- Daniel, eu não acabei de falar, você não sabe o que eu encontrei.

- Olha Max, eu não sei e não quero saber.

- É sobre as regras.

Parei no corredor, junto com a Julie.

- Eu tenho mais o que fazer do que gastar meu precioso tempo e saliva falando com você, será que dá pra parar de me pertubar?

- Nossa cara, desculpa então. Eu só pensei que você ia ficar interessado.

- Não, não estou. — Voltei a andar, deixando meu colega parado no corredor.

Enquanto caminhavamos, Julie não deixava de me fitar.

- Porque foi tão grosseiro com o Max?

- Sério que você vai defender ele?

- Vou, aliais, e se aquilo que ele queria mostrar fosse algo importante.

- Olha, eu já decorei todas as regras espectrais, TODAS. Ele não precisa me mostrar nada.

- Mas... ele estava insistindo tanto naquilo, as vezes pode nos ajudar. E se for... uma regra antiga... que nos ajude a ficar juntos, hein?

Eu ri baixo com a ingênuidade da garota. Ignorei o seu discurso e voltamos a andar, eu ia no escritório de Demétrius, hoje de manhã ele me ligou e mandou eu ir até lá assim que chegasse da prisão, mas ele não queria me ver sozinho e sim acompanhado pela Julie.

Bati em sua porta, e então nós dois entramos.

- Daniel e Juliana, como foi a noite de vocês?

'' A mesma pergunta '' - Bufei. — Foi ótima senhor. — Eu não iria dar o braço a torcer.

- Mesmo? — Ele perguntou ironicamente, percebi que ele não tirava os olhos do machucado no braço da Julie. — Porque está com o braço enfaixado?

- Foi um acidente. — Respondi por ela. Julie não sabia sobre o meu combinado com o Demétrius.

- Levou um tiro no braço. — Ele afirmou, estranhei um pouco. Como ele sabia disso?

Demétrius se levantou, e se aproximou da garota.

- Bom. Já pode ir Julie. — Ordenou.

- Mas... o meu braço está doendo.

- Pode deixar meu amor, eu te levo para a enfermária mais tarde. Agora volte para a sua cela. — Pedi calmamente, apenas para esconder meu nervossismo. — Como o senhor sabe que ela se feriu, e foi exatamente com um tiro no braço? — Perguntei assim que ela saiu, eu estava desconfiado.

- Nossa, parece que você ainda é um bom investigador. — Ele riu. — Eu contratei os atores para se passarem por bandidos.

Não fiquei surpesso, eu espero qualquer coisa vindo dele.

- Porque?

- Eu queria mata-lá, mas o idiota só acertou no braço.

- Ainda bem, não acha?

- Não. sabe... ela ficaria mais feliz se levasse um tiro no peito.

- Cala a boca.

- Não me mande calar a boca. — Pausou. — E também, eu não queria apenas mata-lá, também queria te punir. Lembra do nosso trato? — Sorriu torto.

Engoli em seco.

- Mas eu não a machuquei.

- Não importa Daniel, ela está machucada. — Ele ficou pensativo. — Bom... você ficará cinco dias sem falar com a garota.

- O QUE? Mas...

- Sch! Deixe-me continuar, ainda não acabou. Olha... você pode até vê-lá, mas não vai falar com ela, não quero que troque nenhuma palavra.

'' Pelo menos eu posso beija-lá, e abraça-lá quando eu quiser. ''

- E tirando o fato que você não poderá beija-lá e abraça-lá. — Ele comentou, me deixando indignado. — E durante esses cinco dias, você vai passar de um policial cruel e bem respeitado à um faxineiro. — Pausou. — Sabe o Paulo, o nosso faxineiro? Eu o demiti. — Riu.

- O QUE? Faxineiro? Eu não vou fazer isso.

- Claro que vai, e como um faxineiro não anda armado. — Ele estendeu a mão. — Me dê sua arma, ahh e o porrete também.

Com muito custo o entreguei a arma e o porrete. Eu bufava...

- O que foi? Está com raivinha é? — Ele riu.

- Pensei que fossemos amigos.

- Não pense mais assim Daniel.

Fiquei uns segundos em silêncio só o encarando. Ele era a verdadeira face do capeta.

- E se eu não te obdecer?

- Será demitido. — Pausou. — Ou melhor, a garota fará o serviço em seu lugar.

- Não.

- Que bom. — Sorriu. — Agora pode sair, e o seu novo trabalho começa amanhã.

Abri a porta e a fechei com força. Eu estava com muita raiva.

- Daniel! Cara! — Me virei e vi o Max.

- Aff, que foi?

Ele me mostrou um papel.

- Lê isso.

- Não quero. — Voltei a andar.

— Mas é sobre...

Me virei a ele, e peguei bruscamente o pedaço de papel. Ele sorriu, pensando que eu finalmente iria ler.

- É sobre as regras espectrais.

Rasguei o papel em picadinhos, bem na sua frente.

- Será que não dá para me deixar em paz? — Quase gritei, mas ''respirei fundo'' e me acalmei. Voltei a andar sem me importar com os pedaçinhos de papeis no chão.

Fui até a cela da Julie, ela sorriu mas eu continuei sério, eu sei que devo obedecer o Demétrius só amanhã, mas acho que já devo começar a me acustumar com isso.

- Daniel, vai me levar para a enfermária.

Abri a porta da cela, fiz uns gestos com a mão, ela entendeu e saiu.

Fomos até a enfermária. Ela demorou um pouco para ser atendida, Julie e a enfermeira Lucy conversavam enquanto isso. Eu ouvia a tudo, mas calado. A enfermeira até falou que queria ser a chefe de tudo, no lugar do Demétrius.

Depois que Julie foi atendida, a levei para a cela. Me sentei no banquinho e começei a pensar em como vai ser esses cinco dias, sem ela.

Notas finais
Reviews?