Destino.
93 Revelações.
Notas iniciais
Sei que estou postando bem rápido e nem deu tempo de todas mandarem reviews.
Mas é porque eu vou sair a noite e não vou postar, então postei logo. ^^
Ahhh e para quem quer saber o que está escrito no papel que o Max deu ao Daniel, a resposta está no capitulo e em NEGRITO!
E a fanfic termina amanhã.
Daniel narrando:
Silêncio. As vezes o silêncio fala mais do que palavras. Julie estava calada, sentada em sua cama. Já havia trocado de roupa, agora, ela não usava mais o uniforme da prisão.
Eu também estava calado. Tentava imaginar esses próximos séculos sem ela.
- Porque você me perguntou se eu iria me vingar do Demétrius? — Me aproximei da grade, segurando com minhas mãos.
Ela saiu de sua cama e se sentou no chão. De frente para mim.
- Ontem ele me ameaçou de morte. — Respondeu cabisbaixa.
Eu não estava nem um pouco surpreso. Ele já cometeu tantos crimes e barbaridades aqui... na época eu era o queridinho dele, e não contava nada. Mas também não concordava com as coisas que ele fazia. Eu apenas batia nas presas porque ele me obrigava, mas ai... eu começei a gostar, a sentir prazer em ver a dor dos outros. Mas Julie chegou e me fez mudar. De novo.
- E ele passou a mão pelos meus seios...
- O QUE?
Ela balançou a cabeça.
- Droga Julie, porque não me disse isso antes?
- Huh? é que eu estava... com vergonha.
Abri a cela dela e puxei o seu braço. A tirei da cela, eu estava indeciso para onde eu iria, mas sentia uma raiva tomar conta de mim.
Acabou. Acabou o medo que eu tinha do Demétrius, agora o medo e o ''respeito'' se uniram e se tornaram raiva, ódio para ser mais preciso.
- Ele passou dos limites. — Eu reclamava, ainda puxando o braço de Julie;
Eu estava pensando em me vingar dele assim que Julie voltasse para sua casa, ela estaria mais protegida.
Mas acho que a melhor hora de me vingar é agora, claro, com a ajudinha de mais alguém.
- Max. — o chamei assim que vi o mesmo no corredor.
- Oi Daniel, Oi Julie. Nossa, tá bonita hein. — Sorriu e Julie corou.
- Quer parar de flertar a minha namorada? — Rosnei, pausando logo em seguida. Respirei fundo. — Preciso do seu computador.
- Humm... mas tá no meu apartamento.
- Então vamos. — Ordenei, ele assentiu.
Eu, Max e Julie saimos da prisão. Os dois não entenderam o porque eu queria isso — fazia parte da minha vingança. — mas ele aceitou em me emprestar o computador para pesquisas, espero que tenha impressora.
Finalmente cheguei no apartamento do Max, entrei antes mesmo do dono abrir a porta, eu já era muito amigo do Max, e ele sabia que quando eu ficava nervoso, eu também fico mau educado.
Me sentei na cadeira do computador. Começei a digitar, dando inicio a minha pesquisa.
Max e Julie se sentaram no sofá, ambos ainda confusos pela minha atitude.
- O que ele está fazendo? — Ouvi a voz de Julie, sussurrando para o Max.
- Não faço idéia.
- Estou pesquisando... — Falei, digitando e olhando fixamente para a tela. — Coisas.
##
Finalmente encontrei oque eu queria, já que eu era policial, tinha direito de entrar em arquivos secretos.
- Max? Sua impressora está funcionando?
- Claro.
- Ótimo. — Sorri vingativo, e então cliquei para imprimir.
Um barulho de vibração ecoou pela sala, era o rádio de Max, que começara a tocar.
- Oi chefe. — Max atendeu. — Hm... Sim. Ela ainda está aqui. — Pausou, parecia ouvir atentamente à Demétrius. — Agora? Tá, tá. Tudo bem. — Assentiu e desligou o aparelho.
- Que foi? — Julie perguntou.
- Demétrius disse que já está na hora de você voltar para casa. — Anunciou Max, ela abaixou a cabeça. Triste. — Daniel? Vamos.
- Huh? Oi? Aham. Deixa só acabar de imprimir.
Eles assentiram, e então... minutos depois, minha vingança em forma de papel empresso estava pronta.
- Tem uma pasta ai?
- Claro. — Max sumiu e instantes depois re-surgiu. — Aqui. Mas você ainda não me disse para que é esse papel.
- Calma, você logo irá descobrir.
Ele fez uma careta e então me puxou para um canto da sala, deixando Julie sentada no sofá. Eu sabia que Max não gostava de mistérios.
- O que tem nesse papel?
Sorri e sussurrei.
- Sabe o outro papel que você me mostrou? — Perguntei, e ele assentiu. — O que tinha escrito nele?
- Todas as regras quebradas pelo Demétrius.
- Exato. E eu sou policial...
- Que que tem?
Bufei.
- Esqueçe cara, você é muito burro.
Ele não levou à mal, e então voltamos para perto da Julie.
- Bom... o portal já está aberto.
- Que portal? — Ela perguntou, confusa.
- O mesmo portal que te trouxe para cá, vai te levar pra casa. — Respondi por Max. Eu estava um pouco cabisbaixo.
Nós três suspiramos ao mesmo tempo. Max disse que viria conosco até a frente do presídio, onde se localizava o portal. Ele também nos disse que Demétrius iria nos acompanhar, para garantir que Juliana não fugiria. Nós três nos entreolhamos, todos estavamos tristes. Segurei a mão da garota e a beijei. Logo em seguida Julie me deu um selinho.
##
Já haviamos voltado para o presídio. Não estavamos sozinhos. Afinal, Demétrius, Nicolas e Maxwell nos acompanhavam. Julie olhou triste para o portal, suspirou e se virou, encarando nós quatro. Eu sei que ela não iria para casa sem nos despedirmos.
Ela se aproximou de Nicolas, e o abraçou.
- Vou sentir sua falta amiga. — Ele comentou, retribuindo o abraço.
- Eu também. — Ela sussurrou, e então se soltaram.
Julie olhou para Max, os dois soriram juntos. Ela o abraçou pela nuca também.
- Obrigada pelos conselhos, e por me mostrar que a vida, mesmo com os nossos problemas, pode ser divertida.
- De nada princesinha, eu te adoro. — Eles se separaram. — Ahh, e se você tiver uma amiga gata, me passa o celular, valeu?
Julie revirou os olhos e riu.
- Eu passo. — Falou sorrindo, mas seu sorriso logo se apagou quando viu Demétrius.
Ela passou por ele sem ao menos dar um aperto de mão. Fiquei feliz com isso.
E então... chegou a hora, nos encaramos tristes. Ela não sabia se me abraçava e ria, ou se abaixava a cabeça e chorava. Decidi tomar a atitude, a puxei pela cintura e roubei um beijo. Pedi espaço com a lingua, ela cedeu rapidamente. Abraçou minha nuca e eu apertei sua cintura. Nossas linguas se encontraram, deixando ambos arrepiados. Ela já estava ficando sem folêgo, tentei parar com o beijo, mas ela não deixou.
Demétrius empurrou a garota com raiva, fazendo com que a mesma caisse no chão. Ela suspirou triste, a essa altura eu já havia perdido a paciência. Ajudei Julie a se levantar '' Ele passou dos limites. '' Sussurrei para Julie. A mesma segurou o meu peito e respondeu '' Fica calmo amor, não vale a pena perder nossos momentos juntos com ele '', Juliana tinha razão, mas agora já era tarde.
- Eu cansei de você Demétrius. — O encarei, abraçando a Julie.
Ele apenas riu e retrucou. — Eu não quero ficar aqui vendo os dois trocando saliva.
- Foda-se. — Respondi sem paciência.
- Olha como você fala comigo!
- Não importa, cansei de respeitar pessoas que não merecem. E você mexeu de mais comigo Demétrius... Sabe, acho que você tem razão, nós dois somos um pouco parecidos, temos sangue vingativo, certo?
Ele ficou calado, e então continuei.
- Sabe o que é isto? — Apontei para a pasta que eu segurava. Ele negou. Abri a pasta, e peguei o papel que imprimi a pouco. — Você está preso. Isso é um mandato de prisão
- O QUE???? — Ele ficou surpreso. — Eu sou seu chefe, você não pode me prender!
Peguei as algemas e atei suas mãos com frieza.
- Eu posso.
- Alguém aqui não vai receber o salário. — Ele retrucou.
- Demétrius, você vai pagar por tudo que fez. — Eu dizia, enquanto os quatro me fitavam ainda surpresos. — Eu vi coisas, eu precenciei coisas que ninguém jamais soube. Você já torturou, já matou, já chicoteou mulheres.
- Daniel, eu pensei que fossemos amigos.
- Não pense mais assim Demétrius.
- Você... você não tem o direito de me prender! — Ele gritou. Ignorei, afinal, sou um policial e tenho o total direito de fazer isso. — Aliais Daniel, eu sou o seu chefe! Eu mando em você, e ordeno que me solte imediatamente.
- Você é o meu chefe? — Eu estava perplexo. — Já chega. — Tirei meu querpe e o meu colete. — ME DEMITO! — Gritei e todos arregalaram os olhos. Olhei para o mandato de prisão que estava em minhas mãos. — Nossa, você vai apodrecer na cadeia Demétrius... a pena é de três milhões de anos.
- O QUE?!
- Max, pode leva-lo. — Pausei. — E Nicolas. Tome. — Lhe entreguei o quepe e o colete. — Eu sei o quanto você quer ser policial. Pode pegar o me cargo. — Ele sorriu, agradecido. — E me desculpe se nossa rivalidade passou dos limites. — Estendi minha mão e apertei a dele.
- Daniel! Você vai me pagar seu maldito! — Demétrius gritava. — Vai virar morador de rua porque agora que não é mais meu sócio vai perder sua casa! Espero que passe fome e frio pelo resto da eternidade!
- E você Demétrius, não vai passar frio pois ficará preso em uma cela quentinha, e nem passará fome porque se alimentará de angu nos próximos seculos!
Max parou de carrega-lo e olhou para mim.
- Daniel, se o Demétrius vai ser preso, quem é que vai ser o chefe da prisão?
- Hum... — Fiquei pensativo. — A enfermeira Lucy.
Notas finais
Mas só com reviews hein... (:
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