Destino.
57 Mentiras.
Notas iniciais
Julie narrando:
Me sentei no chão, aguardando a chegada de Daniel. Com uma das minhas mãos, segurei na grade, me apoiando. Um pouco pensativa. Ainda tentava entender porque Demétrius me beijou, mas admito que estava bem mais preocupada com o Daniel, até agora ele não chegou.
'' Será que ele foi demitido? '' – Não queria ter esses pensamentos, mas era inevitavél.
Ouvi passos pelos corredores, eram passos lentos... Me calei com os pensamentos e fiquei de ouvidos abertos.
Me levantei ao ver que Daniel estava passando pelo corredor, sua mão estava na barriga, ele fazia uma cara estranha, como se tivesse comido algo estragado, ou então levado um soco forte.
Ele me viu, e logo disfarçou a careta, e tentou andar mais depressa.
– Oi amor. — Falei. Sorridente. — Foi demitido? — Meu sorriso desapareceu assim que fiz aquela pergunta.
Ele apenas negou com a cabeça, e se sentou no banquinho. Eu estranhava o seu jeito.
– Está tudo bem? — Perguntei.
– Está. — Ele forçou a voz, que saiu um pouco rouca.
Eu não acreditei naquela resposta, apenas por ver o seu jeito de andar já percebo que ele não está bem.
– Acho que não. — Comentei... — Vai, diz a verdade. O que aconteceu?
– Nada! Não aconteceu nada! Será que não pode me deixar em paz, ou quieto! — Gritou com ignorância, sua voz falhou no meio da frase, mas mesmo assim eu entendi cada palavra.
Me calei, ele suspirou, um pouco arrependido.
'' Ele logo desfarçou o jeito de andar quando viu que eu estava perto... tem alguma coisa errada com ele, e eu vou descobrir. ''
– Preciso ir no banheiro. — Pedi, ele fez uma careta. Ele sabia que ele iria me vigiar por vinte e quatro horas, então ele me levaria no banheiro.
Ele tirou do seu cinto o molho com umas doze chaves, sem se levantar ele jogou para a minha cela, a arrastando pelo chão.
– Vai lá, só não demore. — Ele falou, olhando para a barriga, ainda com o braço tampado.
– Você não vem comigo? — Perguntei, ele apenas negou com a cabeça.
Suspirei.
– Então eu conto para o seu chefe que você não está comprindo com o seu dever. — O ameaçei, só assim ele iria ceder.
O mesmo bufou, e levantou rapidamente, tentando disfarçar, ele deu um sorriso.
– Vamos então. — Falou, com a voz um pouco fraca.
– Daniel, não vai me contar o que aconteceu?
– Olha, já disse que não aconteceu nada. Para de me encher. — Ele retrucou, frio. A cada segundo eu estranhava mais o seu jeito.
Finalmente cheguei no banheiro, insisti para que Daniel entrasse comigo ao invez de esperar no corredor, pois eu estava cada vez mais preocupada com ele, Daniel quase não ficava em pé. Ele se apoiava na parede, ou em qualquer coisa que encontrava pela frente.
Eu não estava com vontade de ir no banheiro, falei aquilo mesmo só para ele se levantar.
Olhei no espelho, lavei as mãos, tentando disfarçar um pouco.
– Você não vai no banheiro? — Ele perguntou, um pouco sem paciência.
– Já perdi a vontade. — Menti.
– Arrg... você as vezes me tira do sério, me fez levantar pra quê? Droga!
Porque ele está tão grosso comigo? Parece até aquele Daniel que eu conheci a poucos meses atrás, frio, grosso e insensivel.
– Não seja mal educado! — Retuquei.
Ele se calou, e eu fiquei pensativa: Daniel só começou a agir assim comigo depois que viu aquele beijo nojento.
Me aproximei dele, e o abraçei.
– ARRG... — Ouvi ele gemer de dor. Não entendi. — Me solta Julie. — Pediu, tirando meus braços de seu tronco. — Não me abraçe mais.
Suspirei. Eu sou a namorada dele, porque ele não quer que eu o abraçe?
- Qual é o seu problema??? — Perguntei, um pouco grosseira.
- Nenhum! É você que está me pertubando! — Retucou. — Se você não queria ir no banheiro, porque veio? Só para me torturar, me fazendo andar por esses corredores, não estou bem.
- Então me diz o que houve?
Ele bufou sem paciência, puxou meu braço com força, quase perdendo o equilibrio.
- Vem garota, tenho mais o que fazer. — Ele continuava puxando meu braço, tentando me tirar do banheiro, mas eu estava mais forte do que ele.
- Garota? — Sussurrei. — Esqueceu quem eu sou? — Me soltei dele com força.
- Julie, por favor. Me deixa em paz!
– Olha, eu sei que você está chateado porque viu aquele beijo. — Comentei, ele se calou. Toquei em seu rosto. — Mas não fica assim.
– Não estou chateado. — Ele amarrou a cara. — Vê se não me faz lembrar disso. — Reclamou, revirando os olhos logo em seguida.
– Ouun... amor. — Dei um selinho rápido e intenso nele. Na mesma hora, Daniel segurou minha cintura. Dei mais uns selinhos. — Não fica assim, eu sou sua. — Selei nossos lábios novamente. — Só sua... — Sussurrei, e ele apertou minha cintura.
Trocamos olhares... percebi que seu rosto estava um pouquinho machucado, e então ele me beijou pedindo espaço com a lingua logo em seguida. Eu cedi, o beijo estava quente e cheio de paixão. Eu já estava esquecendo que estavamos no banheiro.
– Vem pra cá. — O puxei pelo braço, ele se soltou da pia, onde se apoiava.
Nos escondemos no canto de uma parede no banheiro, onde ficava os armários com os uniformes.
O beijei de novo, aquilo estava cada vez mais quente e gostoso.
Ele passou a mão pela minha barriga, levantando lentamente meu vestido. Continuamos a nos beijar, aquilo estava mais intenso. Muito intenso.
Joguei sua gravata no chão, junto com o seu quepe, começei a deslizar minha mão de um modo delicado para seu peito, enquanto ele acariciava minha barriga. Com o rosto perto do meu pescoço, sentindo o cheiro delicioso do meu perfume.
Ele tirou meu vestido, e o jogou no chão. Eu estava semi-nua. Continuamos com o carinho, até que começei a tirar sua blusa também.
Ele segurou minha mão, por algum motivo não queria que eu tirasse sua blusa, mas acabou aceitando um pouco depois.
Ele me beijou novamente, enquanto eu arrancava a blusa do uniforme.
Cessei o beijo quando vi o seu corpo, fiquei um pouco assustada. Até me afastei.
– Você... está todo machucado. — Falei, fitando seu toráx e barriga, repletos de marcas roxas e avermelhadas.
Ele meio que perdeu o equilibrio e se apoiou na parede, me segurou pelo braço, me fazendo voltar para perto dele.
– Schh... Não foi nada. — Ele falou, um pouco rouco e segurando minha cintura.
– Como não foi? — Perguntei, ainda assustada. — Está cheio de manchas roxas... — Comentei. — Onde arrumou isso? — O olhei desconfiada.
Ele começou lentos beijinhos em meu pescoço. Me fazendo fechar os olhos com o carinho.
– E-eu cai da escada. — Sussurrou no meu ouvido. — Não se preocupe, estou bem. — Continuou sussurrando.
Ele me beijou, mas eu ainda estava um pouco preocupada. Porém, o desejo e a paixão falavam mais alto. Agarrei sua nuca e retribui o beijo. Minutos depois, ele estava apenas de cueca. Eu o abraçei... apenas ouvi um gemido de dor dele, esqueci que ele estava machucado, e o abraçei devagar.
Ele tentava desabotuar o meu sutiã enquanto eu o abraçava.
Eu estava pensativa, uma queda na escada não o causaria tudo isso, causaria?
Finalmente, depois de alguns minutos ele conseguiu soltar meu sutiã. Olhou admirado para o meu corpo, até que começou a beijar e morder o bico dos meus seios com amor e paixão. Eu suspirava, enquanto aproveitava o carinho. Daniel gemia mais do que eu, não era por prazer, e sim por sentir dor. Muita dor.
– Já chega. — Falei autoritária, estava disposta a acabar com tudo.
Fale com o autor