Destino.

39 Formam um lindo casal.


Notas iniciais
Gente, relaxem, rs. A Becca não vai aparecer mt, e ela não é vilã, é só uma pessoa que vai deixar a Julie com ciúmes. *-*
Quero agradecer a minha nova leitora Manu por ter comentado, obg :3
E obg à todas por sempre acompanhar a fic.

Julie narrando:

Nicolas já havia ido embora, me sentei em um banquinho de concreto e começei a pensar na vida, como eu sentia falta da Bia, do meu pai... meu irmão, Martim, Félix, e da minha mamãe.

Daniel tinha se oferecido para se sentar ao meu lado, talvez para me fazer compania, eu ficaria feliz com isso, mas neguei o seu favor. Acho que ele precisa aprender à dar valor as pessoas, e principalmente a mim.

Ao longe via o rapaz se recostar no muro e aproveitar aquele dia ensolarado.

'' Ele está perto da Becca. '' - Eu pensava, enquanto via os dois juntos, claro que eles não se falavam, mas estavam praticamente do lado um do outro.

Nicolas me disse que a tal Becca gosta do Daniel, mas ele não falou que Daniel retribui esse sentimento, mas eu tenho quase que certeza disso.

Fechei os olhos e não me deixei ser levada por esses pensamentos, os abri quando escutei passos apressados para perto de mim.

- Era com você mesma que eu queria falar. — Aquela voz era familiar, levantei o rosto e reconheci a dona da voz.

- V-Vanda? — A tal bandida perigosa que quase me matou com a inxada.

- Você me fez ficar na solitária por uma semana. — A mulher trincou os dentes, me calei diante da situação. Ela parecia estar com raiva, muita raiva de mim. — Vou aproveitar que aquele policial marrento está ocupado com a música. E vou me vingar. — Puxou meu cabelo com força, ela sussurrou no meu ouvido que se eu gritasse, seria muito pior, uma lágrima escorreu no meu rosto, sentia que ela iria me deixar careca.

- D-desculpe Vanda, e-eu... e-eu não queria t-te... ai... te mandar para lá. V-vamos nos dar bem, e sermos amigas. — Eu pedia, enquanto sua mão puxava com mais força.

- Eu não gosto de detentas ''boazinhas'' — Debochou.

'' Por favor... alguém me ajude. '' - Pedia mentalmente, quando derrepente, minha dor cessou.

Eu não conseguia enxergar muito bem, afinal, as lágrimas deixavam minha visão embaçada. Até que consegui ver. Daniel segurava o cabelo de Vanda com força, até mais força do que ela havia puxado o meu.

- Gosta quando fazem isso com você? — Perguntou o rapaz, ainda puxando forte o seu cabelo, a detenta fazia uma careta de dor.

- Me solta seu bruto. Está me machucando.

Ele obedeceu e a empurrou, fazendo com que a mesma caisse no chão.

- Isso foi apenas um aviso, mas se tornar a incomodar a garota, irá ser muito pior. — Ameaçou Daniel.

- E-eu não vou mais mexer com ela... — Disse Vanda, com medo.

Isso me veio um grande alivio. É, Daniel precisa mesmo me vigiar, e estar sempre ao meu lado, afinal, há mulheres perigosas aqui.

Vanda sumiu antes que Daniel a colocasse de castigo novamente, ele olhou para mim, e deu um sorriso lindo, me derreti toda.

- Está descabelada. — Brincou.

- Hum... — Por um momento esqueci que ainda estava o desprezando. — Não quero papo com você. — Fui andando mais pra frente.

- Ahh, Não faz assim. — Ele me puxou, segurando minha mão de uma forma carinhosa.

Passou alguns segundos, ambos se encaravam, perdidos no olhar um do outro, até que algo interrompeu.

- Que barulho foi esse? — Perguntou Daniel ao ouvir um som.

- É a minha barriga, ela está roncando. — Afirmei, na esperança de conseguir um almoço descente.

- Roncar? — Ficou confuso. — Não me lembro o que significa... hum...

- ESTOU COM FOME! — Gritei, mas admito que quase ri da sua ''inesperiência'' com o organismo humano. — Já que eu ainda não almoçei.

- Ahh, Sim. Venha, acho que o refeitório ainda está aberto. — Me puxou, me tirando do pátio, olhei para trás, percebi que a detenta Becca não tirava os olhos do Daniel.

##

Me sentei na cadeira da grande mesa enquanto Daniel foi preparar pipoca, é... infelizmente na cozinha só havia milho e angu. Preferi então a primeira opção já que detesto angu.

Ouvi passos, e então percebi que já não estava sozinha.

- Oi, sou Rebecca. — Estendeu a mão.

- Hum... sou Juliana. O que veio fazer aqui? — Está seguindo o Daniel?

- Ahh... Vim ver a paisagem. — Comentou, olhando para o refeitório. Não acho que esse lugar seja uma paisagem, estou achando que ela se refiriu ao Daniel.

- Você gosta do Daniel? — Fui direto ao ponto.

- A-hh... ele é tão novinho para mim, só tem 17 aninhos. — Afirmou. — Mas... eu acho ele bem atraente, só isso.

- Hum...

- É, ele é um pedaço de mal caminho. — Brincou Becca. Acabei rindo do seu comentário. Realmente, se ela gostasse mesmo do Daniel iria dar em cima dele, afinal, era uma... prostituta.

- Oi Julie, Oi Renata. — Daniel se aproximou com a pipoca.

- É Rebecca. — Ela o cortou.

- Tanto faz. — Deu de ombros e se sentou ao meu lado.

Passou um tempo, Rebecca e Daniel ficaram olhando um pro outro, não sei se é porque Daniel está de frente a ela, mas isso me incomodou um pouco.

Afinal... eu tenho um pouco de ciúmes e não deixo de admitir.

- Estou com frio. — Arrumei uma desculpa. — Dan, me abraça.

- Claro... — Sussurrou, envolvendo seu braço em meu ombro.

- São namorados? — Perguntou a loira de farmácia.

Sabe aquele momento em que alguém pergunta isso e os dois ficam sem saber o que dizer? Então era assim que estava. Ficamos calados só encarando a Becca. Ela entendeu.

- Ahh eu só quis dizer. Sabe... formam um bonito casal. — Sorriu. — Bom, já deu a minha hora, tchau. — Ela deu uma piscadinha vulgar, mas acho que ela saiu mesmo porque queria me deixar à sos com o Dani.

- Huh... então gosta dela? — Perguntei.

- De quem? Da Renata? — Ele riu. — Claro que não.

- É Rebecca. — Eu ri também, e acho que é verdade, afinal, Daniel mal sabe o nome dela, como iria se apaixonar por ela?

- Julie. — Ele segurou minha mão. — Por favor, não me despreze de novo, eu sofro muito com isso... fui desprezado a minha vida toda. — Do que ele está falando? — Não quero ser desprezado na morte também.

Eu também não queria trata-lo assim, ele me protege tanto.

- Tá, desculpe. Mas você vai me prometer que irá me contar porque me bateu, já que você disse que não queria fazer isso.

Ele assentiu.

- Prometo. — Sussurrou.

Me levantei e dei um abraço. Fomos andando até a cela.

- Ahh, e não quero você falando com a Becca... — Eu dizia enquanto caminhavamos.

Notas finais
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