Destino.
17 Feelings.
Notas iniciais
~Meninas lindas, preciso que vocês caprichem nos reviews hoje, estou um pouco desanimada e sem inspiração para escrever, por favor, ajudem com os seus lindos reviews. (:
Daniel narrando:
Fiquei chateado com as suas palavras, a garota não percebia que eu tinha um lado bom, e mais do que isso, eu também tenho — mesmo não demonstrando — sentimentos.
Senti uma magoa dentro de mim reviver, eu fui mais legal pra ela do que para as outras detentas, e ela nem dá valor a isso, é por isso que eu não gosto de mostrar meus sentimentos, as pessoas pisam nele, todos pisam e quem acaba se machucando sou eu.
– Faz um favor? — perguntou a garota. Ela deu um leve sorriso, fazendo um pouco da minha tristeza ir embora.
– O que?
– Aumenta o som do rádio, eu amo aquela música. — Pediu Juliana, ainda com o mesmo sorriso no rosto.
– Não, eu não gosto da Avril, e eu não gosto dessa música. Ainda não entendo porque está tocando pela terceira vez...
– É a rádio 93, é só das músicas da Avril, acho que essa foi sorteada para tocar o dia todo.
– Isso é estranho. — Comentei, a dententa concordou.
– Pode aumentar?
'' Essa música me dá calafrios... ''
– Não, não vou aumentar.
– Se você aumentar, eu continuo te contando a história. — encarei a garota com sua proposta.
– Não, também não me interessa essa histórinha boba de amor, não quero mais saber. — Dei de ombros.
– O que deu em você hein? — Perguntou, já nervosa com o meu tom de voz.
– Nada! Só estou descontando a raiva do meu dia-a-dia em você. — Joguei um verde, a garota arregalhou os olhos, surpessa com aquilo, acho que pela primeira vez ela percebeu que aquilo me magoou.
– Desculpa. — Ela manteve seu olhar para o chão. — É que você sempre é indiferente comigo, e isso me deixa nervosa... — Comentou em sussurro.
– Espere, eu te deixo nervosa? — A encarei com um sorriso maroto, a deixar nervosa era bom ou ruim?
– Huh... Claro... é...
Me aproximei.
– Como assim te deixo nervosa?
A jovem engasgou com a própria saliva, parecia mais nervosa do que antes, e as minhas perguntas saiam sem eu querer, era como se meu cerebro mandasse e meu corpo agisse, o obedecendo. Eu realmente não queria fazer aquelas perguntas, muito menos a encarar com um sorriso bobo estampado no rosto, era como se aquilo fosse uma boa noticia para mim... Não acredito que estou me importando com o estado de uma detenta como ela, eu preciso mesmo de uma folga.
– Huh... está ensinuando alguma coisa?
Me aproximei.
– Eu acho que quem está ensinuando aqui é você... — respondi, ela se calou.
Agora a única coisa que restava era o silêncio dos nossos olhares, porém, eles falavam muita coisa, meu corpo estava em chamas a cada olhar da humana, não sei como ela consegue me deixar assim.
A luz da cozinha foi se apagando aos poucos, junto com a luz do refeitório, pois já era noite e a luz da cozinha desligava de modo automático.
Continuamos próximos, conseguia sentir meu estômago borbulhar, nunca havia tanta quimíca quanto agora...
Ouvi uns passos lentos... olhei para os lados, percebo então que estavamos quase de nariz colados, eu não posso me aproximar assim... mesmo que o meu cerebro me forçe a isto.
Eu reconhecia aquela sombra que se formava na escuridão, ele andava pela cozinha, proucurando algo, ou alguém. Coloquei as algemas na garota, não queria que ninguém a visse solta por aí.
– Droga, vamos sair daqui... — Sussurrei para Juliana, segurei sua mão, a arrastando bruscamente pela cozinha.
Foi em vão. Demétrius acendeu a luz do lugar, e nos viu no centro do refeitório.
Ele juntou suas mãos, com os dedos separados, mania dele. Nos encarava um pouco surpreso.
– Daniel... e... — Sei que ele lembra o nome dela, apenas queria que ela o respondesse.
– J-Juliana.
– Hum... — Ele examinava tudo, principalmente nós dois. — Hum... lugar escuro, ambos sozinhos... — Eu sabia muito bem do que ele falava. — Musiquinha lenta... — Lançou um olhar malicioso.
– E-eu explico senhor.
– Ótimo! — Sorriu forçado. — Explique Daniel.
– É... eu vim fazer um café para mim.
– E a trouxe junto? — Ele apontou para a garota, que encolheu os ombros, acho que Julie nunca viu uma imagem tão assustadora quanto ele.
– Me mandou vigia-lá por 24 horas não mandou? — Sorri torto com a minha própria pergunta, o peguei.
– Tá certo... — Concordou. — Mas precisam andar de mãos dadas?
– Larga a minha mão garota... — Soltei bruscamente, Juliana corou.
– Afinal, quem é você? — Gritou ela, se aproximando dele.
Droga... ela não sabe que está mexendo com o perigo. Demétrius sorriu, um sorriso sombrio e maligno, parecia esperar à muito tempo por aquela pergunta.
Ele empurrou a garota que caiu fortemente no chão, sem conseguir se apoiar com as mãos, que estavam atadas, ela acabou batendo com as costas no chão.
Fiquei parado, apenas encarando a cara de dor que ela fazia.
– Juliana, Acho que você não quer saber quem eu sou. — A respondeu, em um tom de ameaça. — Daniel, venha aqui, preciso falar com você.
Aceitei e fui andando para um outro canto do refeitório, bem longe de Juliana.
##
– Eu disse para você vigia-lá e não ser o melhor amigo da garota.
Não acredito que estou levando uma bronca por causa da Juliana, droga.
– Senhor eu só estava...
– Calado!
Engoli minha futura resposta grosseira, as vezes me dá vontade de responde-lo, mas assim eu posso perder meu emprego.
– Espero que você esteja pensando em ser só o guarda-costas dela.
– Claro... No que está pensando senhor?
– Estou pensando que você é homem, e ela é mulher, ambos tem quase a mesma idade... e você está mais carinhoso com ela do que com as outras.
Engoli em seco.
– Espero que eu não veja isto de novo, mandei você não se apegar a ela.
– Tudo bem, eu já entendi. — Assenti com educação, mas no fundo estava com raiva de mim mesmo por deixar aquilo acontecer: Eu preciso parar de pensar na garota...
Primeiro foi o Nicolas, disse que eu estava agindo de uma forma estranha. Depois foi a Mariana, aquela detenta ainda teve a audácia de dizer que Juliana era minha ''namoradinha'' e agora, meu próprio chefe?
Está tão na cara de que eu estou mudando, estou mudando por causa da Juliana.
Acho que eu sei o que é tudo isso: Um começo de uma Paixão. Uma paixão que não deve acontecer, eu preciso escolher — Ou um sentimento inútil, ou o meu emprego — Acho que a resposta aqui é obvia.
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