Notas iniciais
Sem inspiração, por favor, caprichem nos reviews, diga o que precisa ser melhorado na fic ^^
Grata ;D

Daniel narrando:


Já faz quatro dias que ela mal se levanta, mal se alimenta, e fica deitada na cama o dia inteiro. Eu estava cada vez mais ansioso, e se ela estiver grávida? Eu sei que não gosto muito de crianças, mas o meu filho é outra coisa. Terá o mesmo sangue que eu, concerteza irei ama-lo, assim como eu amo a Julie.

Há dois dias atrás ela até estava dando uns sorrisinhos falsos para eu acreditar, mas agora nem isso está sendo possivel, ela está muito mal. Perdeu mais ou menos dois quilos por não comer direito esses dias. E não é porque ela não quer, é porque tudo que ela come, volta.

– Amor. — Estava cansado de ficar do outro lado do corredor. Queria tanto que essas grades não nos separasse. — Você está melhor? — Me ajoelhei, do outro lado da grade. Apoiando minhas mãos na grade.

– Não. — Ela gemeu um pouco, ainda deitada na cama.

Abri a cela, e me sentei ao seu lado, segurei sua mão.

– Estou com fome. — Afirmou ela, com uma expressão triste. — Pode me trazer comida? Nem que seja angu...

Fiquei um pouco mais feliz com aquilo, afinal, ela precisa se alimentar.

– Claro meu amor. — Beijei sua mão. E então sumi.

Eu já havia pego o prato, mas alguém me fez parar no corredor.

– Olá Daniel, quanto tempo não te vejo no pátio. — Demétrius estava na minha frente.

– Oi senhor, desculpe não te dar atenção. Estou ocupado. — Tentei passar, mas ele me impediu.

– Pra quem é a comida?

– Para a Julie.

– Ué, essa garota ainda não morreu? — Ele pensou alto, e logo se enrolou. — Quer dizer... ouvi falar que ela estava muito doentinha, coitada.

– Porque ela morreria? — Perguntei. Um pouco confuso.

– Por nada. Não vou mais atrapalhar o seu serviso, volte ao trabalho e cuide bem dela. Melhoras.

Voltei depois com um prato de comida, não era a melhor comida da prisão, mas pelo menos ela iria gostar.

Só de sentir o cheiro ela fez uma careta, e ameaçou vomitar.

– Não sei se vou conseguir. — Revelou, desviando o olhar do prato.

Suspirei. Ela não estava apenas triste por está fraca, acho que ela se chateou quando eu disse que não seria bom se ela estivesse grávida. Me sinto um pouco culpado, eu devia ter usado o preservativo.

– Olha, eu vou tratar de você. — Falei, mexendo o prato com a colher. Ela assentiu.

Dei a primeira colher de comida à ela, com muito custo ela mastigou e engoliu.

A mesma tentava não respirar para não se sentir enjoada.

Dei a segunda, ela fez a mesma coisa — mastigo e engoliu — com dificuldade.

Eu já estava um pouco mais despreocupado, pelo menos em quatro dias ela comeu duas colheres cheias. Isso é bom.

Na terceira ela já respirava fundo. Fechou os olhos e abriu a boca, lhe dei mais uma colher.

Na quarta colher ela rejeitou. Isso me deixou chateado.

– Julie, você precisa comer.

– Amor... — Ela tocou no meu rosto, sua mão estava trêmula. — Me desculpe se agente não está namorando tanto quanto deveriamos. — Pediu, com a voz fraca. — Faz quantos dias que agente não se beija?

Eu não entendi o motivo daquele assunto, mas resolvi responder.

– Uns... três dias.

– Tá sentindo falta?

– To, você é minha namorada.

Ela deu um sorriso fraco.

– Então vem aqui, vem mais perto de mim... que eu vou te beijar muito meu amor, vem cá...

– Hum... você só está falando isso para enrolar e não comer a comida. — Afirmei.

– Ahh... eu... não quero mais isso.

– Se esforça um pouquinho meu amor, coma. — Aproximei a colher de seus lábios.

Ela respirou fundo e fechou os olhos, começou a mastigar. Levantou rápidamente da cama, correu, saindo de sua cela. Logo depois que engoliu a comida.

Coloquei o prato na cama e fui atrás dela, não sei onde essa garota arrumou tanta energia para correr nessa velocidade.

– Onde vai? — Gritei ao longe, ela não me respondeu. E continuou a correr. Vi ela entrar no banheiro. Eu entrei também, não importa se verei alguma detenta pelada lá, eu quero saber o que ouve com a Juh.

Me aproximei de um dos banheiros, e abri a pequena portinha.

Vi a garota ajoelhada no vaso, vomitando tudo o que comeu a pouco...

Depois que acabou, ela se virou para mim. Seu rosto estava totalmente pálido, seus olhos um pouco caido, e a boca seca.

Ela foi até a pia, e escovou seus dentes. Me aproximei, a abraçando por trás, alisei sua barriga.

– Meu amor, eu sei o quanto você está sofrendo... Se você estiver grávida, eu serei o cara mais feliz do mundo. Me desculpe se te magoei quando disse que não gosto de crianças. Me desculpe meu amor. — Sussurrei isso no seu ouvido.

Ela abaixou a cabeça.

– Daniel... — Sussurrou.

– Sim. — Dei um sorriso. Ela não falou mais nada. — Sim? — Continuava com a cabeça baixa, eu ainda a abraçava por trás, sem poder ver seu rosto. — Julie? — Senti seu corpo um pouco mais frio e mole. — JULIE! — Gritei e nada.

Virei seu corpo e então vi seu rosto, e seus olhos, fechados.

Me desesperei, ainda a segurando.

– Reage! — A sacudia, mas ela continuava na mesma. Senti seu pulso, e os batimentos cardiacos acelerados, muito acelerados.

Não perdi mais tempo e a levei até a enfermária.

##

– Calma Daniel. — Lucy deu umas batidinhas no meu ombro, mas eu estava enconsolavél. — Preciso que ela acorde para examina-lá.

– Ela está morrendo! morrendo! Faz logo a merda do exame!

– Huh... — Ela abriu os olhos, estava quase o fechando novamente quando estranhou o lugar. — Onde estou? — Perguntou, confusa.

– Ahh, Juliana. Que bom que acordou, eu farei os exames, e vou ver se tem algum serzinho na sua barriga, tá? — A enfermeira se aproximou.

Depois de dois ou três exames rápidos, a enfermeira olhava o resultado assustada, muito assustada. Eu e Julie nos entreolhavamos, ansiosos.

– E ai? Ela está grávida? — Perguntei.

Ela finalmente olhou para nós.

– Ela iria morrer, hoje mesmo.

– Por estar grávida? — Julie estranhou.

Lucy encarou o papel novamente e então foi mais especifica.

– Não, você não está grávida.

– Então porque ela morreria?

– O veneno era mortal.

Notas finais
Me inspirem com reviews, ou então uma recomandação, também é muito bem vinda e me faria feliz *-*
Obg meus amoores, beijoos!