Destino
9 Despachando uma vadia oferecida!
Notas iniciais
Meninas, obrigada pelos reviews, vocês são muito incentivadoras!
Olha aí, nesse cap. veremos a reação do Xerife e o que vai acontecer em relação á vaca albina, quer dizer, a Teri Miller. rsrsrs' Beijos, espero que gostem!
– Você está bem Grissom?
O Xerife o olha completamente estupefato. Grissom estava pálido de susto e morrendo de medo do Xerife fazer perguntas. E sim, ele as fez. Foi inevitável.
– O que há com você? Porque todo esse grito?
– Eu... Bom... – As palavras estavam fugindo – É que tenho um machucado na perna e ainda não sarou. – Sara colocou as duas mãos na boca para não rir – Mas então... O que dizia? – Perdeu total noção do que conversavam em minutos.
– Quero saber se você não vê problemas em contratarmos a Miller para os ajudarem com os casos. – Disse o Xerife.
“Ajudar? Ela vai é atrapalhar.” – Pensou Sara.
Grissom tinha que fazer alguma coisa. E se dissesse não, e o Xerife quisesse saber o “por que”? E se aceitasse e Sara terminasse com ele? Bom, qual das duas alternativas era melhor pra ele? É claro que, perder o amor de sua vida era a última coisa que queria. Então...
– Ela não precisa vir. Meus CSIs dão conta de tudo. – Por baixo daquela mesa, Sara tocou no local onde havia mordido, e o acariciou. Grissom sentiu e sorriu de lado, e o Xerife achou estranho, mas permaneceu calado. – Se quiser colocar ela só para o diurno... Ótimo! Mas minha equipe é boa o suficiente.
– Mas Gil, ela prefere o turno da noite. – Esse Xerife insistia tanto! É óbvio que aquela mulher devia tê-lo enfeitiçado.
– Vamos fazer um trato. – Sara prestava atenção nas palavras dele – Se um dia surgir um caso pra lá de específico e estivermos precisando muito de ajuda de um profissional, eu mandarei chamá-la. Tudo bem?
– Ok... – Disse dado por vencido – Você sempre consegue o que quer.
– É só isso que queria? – Aquela conversa já estava indo longe demais, Grissom queria colocar logo um ponto final e tirar Sara dali.
– Sim. – Disse se levantando – Obrigado por me ouvir, Gil. E se desistir dessa decisão e quiser que a Miller trabalhe com vocês é só me contatar. – Grissom ia com ele até a porta.
– Não vou desistir... – Falou com um sorriso. – Até mais Xerife.
– Até, Gil.
Enquanto trancava a porta Sara saia debaixo da mesa, antes de trancar a porta, Grissom ainda olhou mais uma vez para os corredores, com medo do Xerife voltar ou mais alguém aparecer. Quando olhou para a mesa, Sara já permanecia em pé.
– Desculpe pela mordida. – Disse tímida – Doeu muito?
– Um pouco. – Tombou a cabeça de lado, sorrindo – Mas não se preocupe, você tinha seus motivos pra me morder. – Voltou para sua cadeira e Sara riu indo em direção á porta.
– Você é apetitoso. Gosto de te morder. – Grissom a olhou com um sorriso malicioso – O que foi? Que cara é essa?
– Minha leoa.
Sara gargalhou e saiu da sua sala, deixando-o terminar o trabalho. Andando pelos corredores se deparou com Nick, já de saída.
– Onde você estava? Greg está te procurando faz um bom tempo – Disse e lhe beijou na bochecha rápido, antes de Sara perguntar algo ele já tinha sumido corredor á dentro. Foi atrás de Greg. O achou na sala de descanso.
– Greg? Queria falar comigo?
– Sim – Falou calçando seu tênis – Queria te perguntar uma coisa.
– Ah... – Sentou – Pode falar.
– Você percebeu a aproximidade de Catherine e Warrick de uns tempos pra cá? – Sara arqueou a sobrancelha e riu – É sério, Sara. Acho que eles estão juntos.
– E daí se eles estão juntos, Greg?
– E as regras do LAB?
– Regras foram feitas para serem quebradas. – Disse sorrindo e logo depois, fazendo aquele bico que só ela sabia fazer. Greg ficou a olhando e sorriu de lado, e Sara percebeu. – O que foi? Em que está pensando?
– Você já quebrou alguma regra do LAB, Sara?
– Eu... Hã... – Sara congelou, literalmente – Claro que não.
– E porque ficou vermelha? – Falou Greg, rindo.
– Greg, vá embora! Procure o que fazer! – Disse e saiu da sala. Todos estavam desconfiando assim? Ou era só impressão? Precisava de uma conversa urgente com Grissom. Iria pra casa e o esperaria chegar. Não demoraria, pois o turno já estava no fim mesmo.
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Entrou no seu apartamento e tomou um banho relaxante. Vestiu uma roupa confortável e comeu um pedaço do bolo de cenoura que Grissom havia feito antes de irem trabalhar. Quando terminou, olhou em volta na sua casa, e percebeu uma coisa.
Não se via mais sozinha.
Já não se sentia tão confortável como antes era. Agora estava sempre sentindo a necessidade de ver coisas masculinas pela casa, seu cheiro impregnado por todos os cantos, e quando ele estava lá, amava sentir seus longos e fortes braços percorrerem sua cintura enquanto terminava de lavar a louça.
São coisas tão simples, mas que transformaram sua vida. Tão pouco tempo, mas já a viciou. E Sara não se via mais sem aquilo. Em sua vida inteira jamais imaginou que viver com Grissom era tão maravilhoso, e agora está sentindo na pele tudo o que desejou, e não podia deixar aquilo escapar de suas mãos. Amava Grissom e não negava o medo de perder. Nesse momento, a campanhia toca e já sabia quem era.
– Oi amor, entre.
Grissom sorriu ao vê-la. Era assim que reagia. Totalmente apaixonado. Suas mãos foram automaticamente para seu pescoço, a puxando para um beijo profundo. Fecharam a porta e sentaram-se no sofá.
– Precisamos conversar.
– Sobre? – Arqueou a sobrancelha.
– Acho que o pessoal está desconfiando de nós, Gil. – Falou deitando-se em seu ombro e aconchegando-se mais em seus braços.
– Alguém disse algo?
– Greg. Me perguntou se eu já tinha quebrado as regras do LAB. Eu neguei, é claro. Mas eu fico constrangida, e ele é um CSI. – Falava gesticulando as mãos, e Grissom sabia que esse era o jeito de quando ela estava nervosa – Ele vai acabar descobrindo, e vamos nos ferrar.
– Calma Sara. Vamos fazer o possível para disfarçarmos. Olha – Ele se ajeitou fazendo-a olhá-lo – Nós nunca fizemos algo parecido, é óbvio que ainda não sabemos como disfarçar totalmente.
– Mas temos que tentar.
– Vamos conseguir.
– Você promete? – Falou acariciando sua barba por fazer.
– Yeah. Prometo.
Eles ainda eram inexperientes em tudo aquilo. Esconder um relacionamento tão intenso era muito difícil, cada gesto era algo que mexia com ambos, então tudo agora era novo. Eles tinham que ter força de vontade para esconder. E teriam. Porque eles vão fazer de tudo para continuarem juntos. Pois é esse o destino deles.
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No outro turno tudo estava nos eixos. Sara e Grissom combinaram de serem totalmente sigilosos, sem deixar que ninguém note nada entre eles. Sim, eles combinaram pra valer dessa vez. Mesmo que demorassem muito tempo para se verem, tinham que aguardar determinado momento de se verem fora dali. Nada de demonstrações afetivas.
Era difícil, mas valeria a pena todo o esforço.
Enquanto Grissom analisava algumas fotos na sua sala, muito atencioso e minucioso com as imagens nas mãos, ele mal percebeu a presença de alguém na sua sala.
– Gilbert Grissom, quanto tempo, não?
Ele levantou os olhos das imagens e se deparou com uma que nada lhe agradou. Tirou os óculos e não acreditava no que via.
– Teri Miller?
A mulher o olhou com um sorriso branco, não menos que sua pele, e aproximou-se dando dois passos. Grissom, vagarosamente, se levantou e olhava de relance para a porta aberta.
– Podemos conversar á sós?
– Porque á sós? Não converso com ninguém na minha sala a sós, me desculpe. – Ela assentiu. Ele estava sendo frio demais com ela.
– Há tempos não nos vimos. Desde... – Ela aproximava-se cada vez mais – Aquele nosso jantar desastroso. Você está bem?
– Yeah... Pois é. Eu estou bem, sim. – Estava sem fala.
– Eu soube que você foi considerado um dos melhores entomologistas de Vegas... – Sentou na beira da mesa dele, mas Grissom estava na distância certa. – Meus parabéns.
– Obrigado. – Sorriu de lado, sem a mínima vontade, e sentou-se novamente. Não podia parar o que estava fazendo pelo fato daquela mulher o estar enfeitiçando. Ela o olhava com desejo, e se não amasse tanto Sara, com toda certeza cairia nas suas garras. – Mas o que veio fazer aqui mesmo?
– Só te ver. – Falou se levantando.
– Hum... – Ele olhou-a estranho, arqueando a sobrancelha, mas voltou a prestar atenção nas fotos. Ela não saiu dali. Pelo contrário. Aproximou da cadeira dele, indo atrás dela, tocando os ombros de Grissom, fingindo olhar para as fotos também. Ele se assustou.
– Sabe? – Sussurrava ao pé do ouvido dele – Ainda dá tempo de um pedido de desculpas.
– Do que está falando? – Estava estático.
– Vamos jantar... Outra vez. Mas agora na minha casa. É mais confortável e até mais fácil se rolar alguma coisa. – Que oferecida! Grissom, sinceramente, sentiu nojo.
– Teri, obrigado, mas não vai dar dessa vez.
– Porque não? – Falou incrédula – Não me diga que está envergonhado? – Ainda acariciava os ombros dele, sensualmente.
– Não estou envergonhado. Estou comprometido.
Ao ouvir isso ela para na mesma hora de massageá-lo. Afasta-se um pouco e para ao lado dele. Por ser muito branca (uma vaca albina), seu rosto não negava total constrangimento, pois as suas bochechas estavam avermelhadas. Pra completar, alguém chega à sala. Uma alguém que ela não suporta.
– Gil, eu tenho uma dúvida...
Sara congela na porta do escritório e os encara. Miller permanecia perto dele, e Grissom com cara de medo. Tombou a cabeça e encarou bravamente aquela mulher que sabia, com toda certeza, que queria Grissom de todas as maneiras.
– Miller.
– Sidle. – Saiu de perto de Grissom dando passadas leves, mas mesmo assim se escutava o som do salto algo – Que bom revê-la.
– Igualmente. – Nunca foi tão falsa como agora. Sorriu mais falso ainda e se dirigiu á Grissom. – Podemos conversar á sós?
– Claro, querida. – Disse sorrindo.
“Porque ela pode, e eu não? Aí tem coisa.” – Pensou Teri.
Sara sentou na cadeira de frente á Grissom e o encarou, esperando que ele haja. Ele entendeu o que seu olhar quis dizer e simplesmente olhou para Teri. Ao olhar, Sara também fez o mesmo. A loira se sentiu intimidada com os olhares sobre ela, e então, descobriu o que isso significava.
– Adeus, Grissom.
Saiu da sala de cabeça baixa e decidida a nunca mais por os pés ali. Tinha quase certeza de que era Sara quem Grissom estava namorando. Ah, por falar em Sara...
– Anda, desembucha, ela tocou em você? – Grissom não conseguia parar de rir – Vai Grissom, diz logo. Ah, se ela te beijou ou te agarrou, eu juro que saio daqui e a deixo em pedaçinhos! – Andava de um lado para o outro.
– Calma meu bem, ela só me fez massagens.
– O QUE? – Disse parando de andar e o encarando irada.
– Vem cá. – Grissom a chamou com a mão, acalmando-se da crise de risos, e a fez sentar-se em seu colo – Eu senti nojo dela...
– Sério? – Ele estava conseguindo acalmar a leoa.
– Muito. Ela queria que eu jantasse com ela, em sua casa, porque era mais fácil se rolasse algo. – Sara estava incrédula.
– Vadia oferecida! – Bufou.
– Olhe as palavras...
– Eu sei, eu sei, desculpa. – Suspirou – Mas o que você fez?
– Disse que estava comprometido.
Sara suspirou mais uma vez e encarou aquele par de olhos azuis profundos. Ele sorria tão lindo, demonstrando sua total sinceridade. Não resistiu e o beijou, mas só um selinho. Logo se levantou e sentou-se de frente á ele.
– Muito bem, meu leão. Estou orgulhosa de você.
Ele sorriu.
– Mas agora, baby, vamos lá, tire minha dúvida.
To be continued...
Notas finais
E aí meninas? Gostaram do fora que aquela bitch levou??? hahaha... Espero que sim!
Mandem reviews ok??
Até o próximo! *.*
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