Destino.
23 Thomas, abaixa esse fogo menino.
Notas iniciais
– Não entendi – Thomas fez uma cara de “ein?” e caímos na risada.
– Ow, olha o Lucas ali pegando a Isa véi – Pedro Lucas e seu linguajar perfeito.
– Nada de zoar meu Lucas nem a Isa, porque eles estão vindo pra cá – Falei brava.
– Eae gente – Eles disseram.
– Fala aí ô pegador – Pedro disse e os meninos ficaram rindo.
– Cala boca Gabriel e não zoa meu Lucas – Lhe dei um tapa e fui abraçar o Lu que estava meio vermelho – São uns otários, não liga pequeno!
– Como se eles nunca tivessem beijado na boca, me poupe – Isa você é tão meiga.
– Ow, vocês topam ir pra minha casa, daí vocês dormem lá? – Perguntei.
– Sim – Todos falaram, menos Pedro.
– E você, Lanza? – Laris perguntou.
– Posso? – Ele me perguntou.
– Não Pedro, pode não – Bufei nervosa revirando os olhos – Se eu tô convidando todo mundo, você ta incluído né cabeção?
– Ah então tá, eu vou, só que estou sem carro – Ô menino sonso.
– Isso não é problema – Lucas disse e saímos Dalí.
Lucas e a Isa foram no carro dele, a Lu com o Pedro Lucas e a Laris, eu, o Thomas e o Pedro no meu. (...) Todos jogados no tapete e eu e o Thomas deitados no sofá. A Lu não estava com muito papo para o Thomas, por isso ela ficou ao lado do seu melhor amigo, Pedro Lanza, e eu com o Thomas. A chamei na cozinha para preparar o brigadeiro e ela foi, reclamando mais foi.
– Ei amiga, o que ta acontecendo? – Perguntei enquanto mexia a panela.
– Sabe aquela hora que você chegou na mesa? – Assenti que sim – Uns minutos antes, o Thomas recebeu uma mensagem e ficou assustado. Ok, ele disse que iria no banheiro e deixou o celular, eu como sou curiosa fui e li a mensagem, era de uma tal de Manuela dizendo que logo chegaria no Brasil e queria muito ver ele. Ele voltou e eu ainda estava com o celular nas mãos, ele disse que isso era invasão de privacidade, eu rebati dizendo que ele deveria confiar mais em mim e me contar as coisas, daí ele foi e virou a cara pra mim.
– Manuela? Tem certeza? – Ela fez que sim – Cara, se for quem eu tô pensando...
– Não pode ser amiga – Falei demais.
–Lembra a Manuela que estudou com a gente? – Perguntei.
– A que fora apaixonada e namorou com ele 2 anos, certo? – Ela respondeu.
– Ahan, mais relaxa ta? – A abracei e fomos para a sala com o brigadeiro.
Manuela foi a menina que o Thomas mais amou, vamos dizer assim, antes da Lu. Só que ela foi embora deve ter uns 7 anos sem dar nenhuma explicação, sem se despedir dele. Nunca vi ele sofrer tanto como sofreu quando ela se foi, é. Mais enfim, chegamos na sala, a Lu se aconchegou do lado do Pedro e eu fiquei abraçada com o Thomas.
– Ela te contou, não foi? – Ele perguntou sussurrando.
– Sim amor – Respondi num sussurro também.
– Ela ta voltando Mel, o que é que eu vou fazer? – Ele disse.
– Ei, não se preocupa, eu tô aqui contigo e a Lu também, ok? Se ela te amasse mesmo, não teria ido embora, então para Tho – Falei o abraçando.
– Obrigado ta? Você é DEMAIS MESMO – O mesmo me deu um beijo na bochecha e fomos prestar atenção no filme.
Vimos 3 filmes e meio, porque na metade do 4º, todos cochilaram. Acordei cada um com um beijinho na bochecha porque sou legal e os mandei pro quarto. A divisão ficou assim: Pedro e Lucas, Pedrinho e Laris, Isa e Luize, Thomas e eu. Não escolhi o Thomas porque ele é gostoso, mentira, mas é que precisamos conversar. Só eu sei o quanto ele ta mal e eu odeio ver meu menino mal. Ele foi na frente e eu fiquei mais um tempinho com as meninas na sala.
– Ô, nada de sexo com o Thomas ok? – A Lu disse e caímos na risada.
– Sexo, hmmm, com o Thomas deve ser bom – Falei maliciosa.
– Eu te mato – Luize disse me dando um tapa de leve.
– Eu te amo – Falei jogando beijinhos no ar e fui para o quarto.
Assim que tranquei a porta, me deparei com um Thomas (extremamente gostoso) apenas de boxer sentado num sofazinho que tinha ali. Assim, se não fosse namorado da minha melhor amiga, eu juro que á essa altura do campeonato, eu já estaria com ele na cama. Mais nada de pensamentos maliciosos Mel, por favor!
– Deus, daí sanidade, porque se me der forças, eu agarro ele – Falei o alto bastante pra ele escutar e dar aquela risada que eu tanto amo.
– Se você quiser, pode me pegar – Ele disse se levantando e me pegando de jeito.
– Tô gostando disso – Falei no mesmo tom de brincadeira.
– Saudades dessas nossas brincadeiras – Ele disse me abraçando.
– Desculpa por ter ficado um pouco longe de ti, ta irmão? – Falei acariciando aqueles cabelos loiros.
Nos ajeitamos na minha imensa cama e ficamos conversando. Ele com a cabeça em minhas coxas e eu fazendo cafuné e dando conselhos pra ele. Conversamos até 3h da matina e logo fomos vencidos pelo sono. Thomas me abraçou e dormimos de conchinha. Ou pelo menos tentamos, pois o volume que estava na sua boxer chegou até me assustar.
– Quié? – Ele perguntou devido a minha crise de riso.
– Thomas, abaixa esse fogo menino – falei me sentando na cama e encarando ele, ainda rindo.
– Ah véi, sou homem e dormir do lado de uma guria super gostosa de p.d sem poder fazer nada é sacanagem, ok? – Ele fez bico e eu não me agüentei, mordi suas bochechas.
– Ô, faz assim, vamos dormir um de costas pro outro, acho melhor – Ri.
– Não, quero dormir abraçado contigo, você sabe que eu tenho medo – Thomas, o macho.
– Você que sabe – Dei os ombros – Se eu te atacar durante a madrugada, não vá fugir.
– Vou adorar – Ele disse rindo.
Nos deitamos novamente, só que dessa vez, o bonitão jogou uma das suas pernas por cima das minhas, me deixando “colada” á sua região perigosa. Ok, eu realmente me assustei com o volume. Puta que pariu, era grande, muito grande. Luize e sua sorte do caralho, é. Mais enfim, tratei de dormir logo, pois o Thomas, vish, esse já estava no 11º sono. (...) Acordei 10h com o Thomas parcialmente em cima de mim e era impossível sair dali sem acordar ele.
– Thomas – Ele soltou um “hum” – Acorda véi.
– Fica quieta e vem dormir também – Ele disse me prendendo em seus braços.
Bufei e o único jeito foi ficar ali. Thomas era uma tentação que, pelo amor! Do nada, ele começou a ter crise de riso, tipo “Como?”.
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