Destino.

34 Para de fugir, pelo amor Vida!


Notas iniciais
UHUL, A IDIOTA VEIO POSTAR KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK parei.
Boa tarde, demorei, mais postei. Queria algo mais assim, legal pra vocês, entende?
E essa nova história do Nyah! em não ter mais histórias com bandas? Af, odeiei... Então, como só pode até o final do ano, preciso de incentivo sabe rsrss!
Enfim, boa leitura.

Cheguei em casa com Vitor já dormindo, fiquei com pena de acordar o pequeno, então o coloquei pra dormir no berço sem tomar banho mesmo. E fui tomar meu banho, quase dormir na banheira, sério. Logo depois, trouxe Vitor para meu quarto e assim consegui dormir tranqüila.

[...] Fiz minhas tatuagens, finalmente. Foram três, uma no pulso direito com o símbolo do infinito e o nome do Vitor, outra um laço no pé e a terceira era vários passarinhos no braço esquerdo. Mas vamos ao que, de fato, interessa... Daqui uma semana, Vitor completa um aninho. Pedro, como sempre, naquela agitação de shows, rádios, gravações que não sobra um minuto se quer pra ele, quanto mais pra Vitor. Minha vida já anda, fala tudo e faz a mamãe aqui chorar. Hoje, Michelle estava de folga e iríamos ver se encontraríamos a decoração da Galinha Pintadinha e se havia alguma empresa de confiança para fazer a festa. Me arrumei, peguei as coisas de Vitor, que ficaria com o pai e a Dudinha hoje e fui para a casa da tia Leni, que era do lado da minha.

- Vamos Michelle – Gritei pela milésima vez.

- Calma amiga – Gritou de volta.

Vitor e Maria Eduarda estavam correndo pela casa atrás de Pedro, uma criança só com tamanho, porque maturidade, nada. E a viciada aqui, filmava, fotografava T-U-D-O.

- Ai paiê, eu cansou – Vitor disse erguendo os braçinhos pro ar.

- Eu tabém – Maria disse se sentando no chão.

- Manhê, quelo vete – Vitor disse se sentando no meu colo.

- Nem pensar Vitor, olha a hora – Falei e ele fez bico, típica mania do pai.

- Que bico mais gostoso, olha só – Pedro o mordeu na bochecha, que logo fez careta.

- Vamos? – Mi apareceu toda linda.

- Pensei que tinha desistido – Rimos e fomos nos despedir dos meninos.

- Táu manê – Duda falou dando um beijo na bochecha da Mi.

- Tchau paixões – Deu um beijo no Vitor e no Pedro – Anda Mel, te espero no elevador.

- Tchau Dida – Duda me abraçou e logo voltou a brincar com seu Patati.

- Tchau Vida – Falei me referindo a Vitor.

- Tchau amor – Pedro riu.

- Tchau Vitor, a mamãe te ama – Ignorei totalmente Pedro e beijei Vitor na bochecha.

- Vou ficar sem um tchau? – Pedro disse me puxando assim que estava prestes a sair.

- Tchau, agora me solta – Ele riu.

- Você ainda vai voltar a ser minha, escreve isso – Ri e sai em direção á Michelle, que já estava impaciente.

- Eu vi, ok? – Ignorei também ela.

Entramos no elevador e logo uma crise de riso surgiu entre nós. Eu sabia que era por causa do que acontecera alguns minutos atrás. Depois disso, tiramos algumas fotos e postamos no instagram. Uma delas foi parecida com essa, que Michelle fez questão de colocar a seguinte legenda: “Dia de deixar as crianças com o Pê e sair com a cunhada mais linda do mundo (L)” Linda não? Fomos até meu carro e partimos em direção á Avenida Paulista. Andamos aquela imensidão toda e não achamos. Logo preferimos ir na que fez a festa da Mamá, pelo menos já era conhecida. Chegamos lá, falamos com o pessoal, assinamos um contrato sobre tudo que teria e blá, blá, blá. Seria a festa, com toda certeza. Depois de tudo pronto para sábado, passamos no MC e nos acabamos de tanto comer. Era umas 16h quando voltamos para casa e encontrei Vitor todo melecado de sorvete. Michelle pegou a Duda, foi limpá-la, e a levou para brincar lá no parquinho, ela sabia que ia sobrar pro Pedro, então...

- Eu não acredito, Gabriel – Falei indignada indo limpar Vitor.

- Foi só um pouquinho, eu juro! – Ele disse, mais não o encarei.

- Eu deixo Vitor com você em pouco menos de 2 horas e olha o estrago – Mais até que meu bebê tava fofinho, tirei até uma foto.

- Dida, deixa o Vitinho ir com a xênti? – Assenti que sim e Mi pegou os dois e desceu.

- Fudeu pra mim, não é? – Ele perguntou se sentando do meu lado.

- Pedro, olha... – Assim que fui encará-lo, uma crise de riso gigante surgiu em mim – Você ta pior que o Vitor, menino!

- Como assim? – Perguntou desentendido.

- Olha sua cara – O guiei até o espelho e começamos a rir – Olha o que o senhor arrumou pra mim, Deus!

- Ah, você me ama, confessa...

- Ahan, claro, morro de amores, não sabia? – Falei irônica e ele riu.

- Tira uma foto comigo de bigodinho?

- Criança nada né? – Ri e tiramos a foto.

- Deixa eu te mostrar a criança – E me imprensou contra a parede.

“Ok, respira Melissa e não vá perder a razão” Que razão? Quando Pedro está por perto, esqueço até meu nome. Engraçado como uma pessoa consegue te dominar e você deixa, por livre e espontânea vontade ou falta de razão mesmo. Ele colou nossos lábios e minhas mãos foram na sua nuca. Que saudades daquele cabelo macio e, diga-se de passagem, cheiroso. Nossas línguas cravaram uma batalha inexplicável e tinha o gosto da saudade aquilo. Pedro queria aprofundar mais o beijo, como se fosse possível, mas usei o restante de razão que eu tinha, ou seilá o quê que restava em mim, e consegui me afastar. Mentira, só separei nossas bocas, minhas mãos continuava acariciando sua nuca e as suas ele mantinha firme em minha cintura. E é agora que eu cavo um buraco e me enfio lá dentro, certo? Eu deveria estar completamente vermelha e Pedro não parava de sorrir, que ódio. Parece que o destino estava de zoação com a minha cara, mais uma vez. Foi igual nosso primeiro beijo, na sua casa, só nos dois, na mesma parede, mas sem o bigodinho de sorvete, obvio. Se eu não estivesse com TANTA vergonha, teria rido bastante, mas, mas. Ouvimos barulho de chaves na porta e eu olhei para o Pedro, sem saber o que fazer. Boa Melissa, só se lasca! Pedro me puxou para a cozinha e pegou leite condensado, achocolatado e uma panela.

NOTA MENSAL: Depois de um beijo na casa da pessoa que você ama, corram para a cozinha assim que ouvir barulho de chave na porta, peguem todos os ingredientes para fazer um brigadeiro, porque é super normal isso, e finjam que nada aconteceu.

- Nossa Pedro, que brilhante essa sua idéia – Falei irônica.

- Tinha idéia melhor, gênia? – E começamos a rir.

- Pedro? Michelle? – Tia Leni gritou.

- Tô na cozinha, mãe – Pedro gritou de volta e eu voltei minha atenção pro brigadeiro – Melissa, véi, você é muito devagar, me dá isso aqui.

- SAI PEDRO GABRIEL, EU QUE TÔ FAZENDO – Criança nada.

Pedro passou um pouco de brigadeiro na minha cara e eu retribui, claro. E assim começou uma guerra de chocolate, até a tia Leni chegar à cozinha.

- Meu Deus, o que é isso crianças? – Tia Leni falou rindo, sendo acompanhada pelo tio Mauro.

- Er... Oi tia, oi tio, boa tarde, isso é tudo culpa do Pedro, eu juro! – Falei tudo de uma vez.

- Boa tarde Mel e fica calma menina! – Tio Mauro falou ainda rindo.

- Acho que atrapalhamos algo, ein Mauro?! – Tia, fica quieta.

- Obvio que não – Falei.

- O que Mel? – Eu e minha mania de me meter em conversa alheia.

- Claro que não precisa de mais leite condensado, Pedro – Precisei piscar pra ele.

- Ah, desculpa então – Ele riu.

- Cadê meus outros amores?

- Eles estão lá embaixo, mãe.

- Ah, vamos lá Mauro?

- Claro, tchau meninos, juízo ein?!

- Temos de sobra – Falamos juntos e eles riram.

- Eu ainda te mato, Pedro, sério – Falei assim que escutei a porta fechar.

- Ahan, sei – Debochou.

- Vai debochando Pedro Lanza, vai...

- Você não vive sem mim, Melissa Lanza Schneider – Falou se aproximando, mais uma vez.

- Olha, eu tô com uma panela quente na minha mão, fica longe – Ameacei e ele riu.

- Só de eu te olhar, você já fica sem jeito, imagina se eu fazer isso – E me beijou no pescoço.

- Pedro, não atiça menino – Me apoiei na pia, porque eu poderia cair á qualquer momento.

- Esse brigadeiro já ta bom, não acha? – Desligou o fogo e veio, de novo, na minha direção – Vamos terminar de fazer o que começamos alguns minutos atrás.

- Não, agora que você me fez fazer essa porra de brigadeiro, vamos comer – Falei querendo ser autoritária.

- Ah, então quer dizer que você preferia ficar agarrada comigo e quando meus pais entrassem, levassem um susto? – Assenti que não – Então, faz um favor? Para de fugir, pelo amor Vida...

Ele me puxou delicadamente e selou nossos lábios. Pela segunda vez no dia, eu perdia completamente a noção do que estava fazendo e curtia aquele momento como se fosse o único. Ficamos um bom tempo nos beijando até que escutamos gritos, palmas e assobios. Olhei para a porta da cozinha e lá estava: Luan com Vitor no colo, Michelle e Mama sorrindo, tia Leni e tio Mauro também. Enfiei minha cabeça na curva do pescoço do Pê, que foi, ao mesmo tempo, uma boa e ruim idéia, boa porque pude ficar com aquele cheiro maravilhoso em mim e ruim porque eu parecia uma idiota. Espera, eu era uma idiota mesmo.

- Ah Mel, olha pra gente – Mi pediu.

- É Vida, para de besteira – Pedro sussurrou no meu ouvido.

- Eu tô vermelha, igual um pimentão, então não – Falei e eles riram.

- Estava mais do que na hora de vocês voltarem – Tio Mauro disse.

- A gente voltou? – Perguntei quase inaudível.

- Só falta você dizer se me aceita de novo ou não – Falou e eu sorri – Posso considerar esse sorriso um sim?

- Pode – E ele me fez encarar todo mundo – Oi gente.

- Oi amigona, você ta linda com essa cara vermelha de vergonha – Luan, você é tão idiota.

- Babaca – Falei rindo.

- Eu já não agüentava mais o Pedro ir dormir comigo e ficar falando de você 24hrs por dia – Michelle disse sorrindo e olhou pro Pedro – Toma juízo agora, viu?!

- Pode deixar – E me deu um selinho.

- Vitor, véi, seus pais estão juntos de novo, olha que legal, agora você vai poder dormir sozinho, sem a carente da sua mãe.

- Tinha que ser o Luan, tinha que ser – Tia Leni disse tomando Vitor dos seus braços.

- Ih bruxa, fica na sua, tô falando com o amigão aqui, a conversa ainda não chegou na caverna.

- Respeita minha sogra, ogro – Falei dando um tapa na sua cabeça.

- “Respeita minha sogra” Nossa, isso me deu ânsia de vomito, um minuto – Ele disse.

- Sogra sim e tudo isso é inveja, porque a Mi não te quer – Preciso dizer que ele quase me matou?!

- Isso é só uma questão de tempo, você vai ver – Silabou pra mim.

- Bó, quelo mimi ati – Vitor pediu.

- E dar trabalho pra vovó? Nem pensar Vitor! – Falei.

- Deixa Mel? Ai você aproveita mais o Pedro – E todos soltaram um “hmm”.

- É claro que pode – Pedro disse sorrindo.

- Iupi – Mama e Vitor disseram juntos.

- Meu Deus, tô perdida, olha isso – Falei e fomos para a sala.

Notas finais
Curtiram? O proximo será sobre a festa do Vitor, que vai ter cada coisa, que Jesus! Hahahahahaha
Beijos, beijos, até quinta, eu acho s2
Comentem e me deixem feliz!
Amo vocês s2