Destino.
13 Eu sei... Vou sentir sua falta.
Notas iniciais
Há quase 1 mês, meu tio foi parar na UTI por causa de um desmaio, o coração dele tinha inchado e tudo mais. Ok, duas semanas atrás ele saiu do hospital e vou pra casa. Até ai, ele não tinha sentido mais nada, estava bem. Terça agora, ele caiu e fraturou o feno, foi mais uma vez pra UTI devido a idade dele e lá o médico disse que o coração dele tava muito inchado e que seus rins estavam quase parando. Ontem a gente foi viajar porque o médico disse pra minha prima que ele estava bem e tudo mais. Ok, mal chegamos lá e recebemos a noticia que ele tinha falecido na madrugada. Ele era o único irmão verdadeiro da minha avó, então perder ele foi um baque gigante pra ela e pra todo mundo. E desde então, todo mundo está sem cabeça, a gente só sabe chorar e chorar. Eu era muito apegada á ele, então vocês já devem ter ideia de como estou, certo? Enfim, era isso, o capitulo vai ser pequeno porque estou sem muita ideia. Aproveitem!
Peguei seu celular e olhei na tela. Pedro! Mais vamos encarar os fatos né Melissa? Respirei fundo e atendi.
– IDL –
Eu: Oi?
Ele: Mel, que saudades de ouvir tua voz!
Eu: Também magrelo.
Ele: Desculpa não ter ido me despedi de você? É que...
Eu: Pedro, se realmente eu signifiquei algo pra ti, a gente não estaria conversando por telefone. Você estaria aqui, do meu lado.
Ele: Tenta me entender e foi você mesma que pediu pra eu seguir minha vida, não foi?
Eu: Eu sei... Vou sentir sua falta.
Ele: Eu também, mas me faz um favor?
Eu: Diga?
Ele: Abre a porta porque ta meio frio.
Eu: Como assim? KKKKKK
Ele: Abre só a porta, sem perguntas, anda.
Corri até a porta com o celular no meu ouvido, escutando a respiração dele do outro lado ofegante, até disso eu já estava sentindo saudade. Assim que a abri, me deparei com um buquê de flor tampando o rosto de alguém.
Eu: Pedro, que brincadeira é essa?
Ele: Surpresa *e nisso ele retirou o buquê da frente, revelando seu rosto*
– FDL –
Desligamos o celular e entramos num dos melhores abraços do mundo. O Pedro não existe mesmo.
– Você acha mesmo que eu deixaria a minha pequena ir embora sem me despedir? – Ele disse secando algumas lágrimas que caiu dos meus olhos.
– E-eu te amo tanto pequeno – E o abracei mais uma vez.
Todos vieram da cozinha e começaram a bater palmas, gritar, enfim, e logo se juntaram nesse abraço caloroso.
– E eu vou te esperar aonde quer que eu vá, aonde quer que eu vá, te levo comigo – Todos cantaram juntos, abraçados.
– E aonde quer que vocês andem, pra sempre meus amores, eu estarei com vocês – E que minha maquiagem borace, pois nada no mundo importa quando eu estou com eles.
Fiquei mais alguns minutos recebendo os melhores carinhos do mundo e seguimos para o aeroporto quando deu 14h30. Fomos a dois carros, pois era pouca gente, como percebem. Thomas foi dirigindo com a Lu ao seu lado e eu fui agarradinha com a minha vida no banco de trás e com a grávida mais linda do mundo. Fizemos as mais bestas promessas. Chegamos rápido no aeroporto, ainda era 15h, mais precisávamos ser ligeiras, pois tinha toda aquela burocracia e tudo mais. A Jô disse que iria fazer os nossos check-in e afins, aproveitei pra ficar mais com meus amigos. O Pedro Lucas, a Laris, os pais deles, os pais do Tho, o Lu e os pais do Lu não puderam ir, eles se despediram de mim noite passada e pá, mas tudo bem, amodoro eles mesmo assim. A Mi contou pro Pe que eu seria a madrinha junto com ele, sendo o padrinho, do bebê dela. Ele quase a matou de tanto apertar, mais ok, eu entendo, é muito amor por mim.
– Tá na hora, vamos Mel? – Assenti que sim e fui me despedir, mais uma vez do pessoal.
– Ô minha linda, vem cá – Tia Leni me abraçou e logo o tio Mauro também.
– Você vai fazer falta, pequeninha – O tio disse e eu chorei mais.
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