Destino.
27 Eu grávida de um rockstar, que beleza.
Notas iniciais
PS: LEIAM AS NOTAS FINAIS U_u
Tem 3 semanas que venho sentindo um mal estar do caramba, com muito enjôos e afins, minha mãe até marcou uma consulta pra mim. E por falar em consulta, é hoje. Corre Mel, vai vestir a roupa e encontrar sua mãe que já está te ligando de 5 em 5 minutos. Não tinha trânsito, ainda bem! Cheguei ao consultório da tia Viviane, mais não era ela que iria me atender, era uma tal de Priscila. Isso, Priscila! Depois de uns vintes minutos, ela me chamou. Juro que nessa hora senti uma fisgada no meu coração, mas relaxa Mel, é só uma virose, só isso!
- Marina, que saudades – Ela disse abraçando minha mãe – Sentem-se.
- Então Melissa, a Vivi me passou o relatório sobre o que você está sentindo e bom, tenho minhas suspeitas, mais vamos fazer alguns exames, certo? – Assenti que sim me sentando juntamente com a minha mãe.
Lá, ela colheu meu sangue, minha urina e foi fazer não sei o que. Depois de INTERMINÁVEIS 50 minutos, ela voltou com o meu resultado e sorrindo. Tipo “Porque você ta rindo doutora?”. Minha mãe também sorria e só eu continuava com aquela cara de retardada querendo entender o por quê.
- Então doutora? – Perguntei.
- Parabéns... Mamãe – Ela e minha mãe falaram em uníssono.
- De quase um mês, vale lembrar – Ela ainda sorria.
- Re-repete – Não, isso não podia estar acontecendo.
- Filha, você ta grávida – Ela disse me abraçando e logo em seguida passando a mão na minha barriga.
Agora eu tinha uma vida sendo gerada dentro de mim. Mais como? E foi aí que me recordei que aquela noite com Pedro, ambos não usaram camisinha e minhas pílulas tinham acabado. Merda, merda, merda! Mil vezes merda! Não prestei atenção em nada que ela me disse, minha mãe fazia isso por mim. Eu só tinha 18 anos, como poderia ser mãe? Pura falta de prevenção. Mais o meu filho não tem culpa. “Meu filho”, sempre quis falar isso, mais não agora. Não no ápice da minha carreira profissional. E Pedro, como reagiria? E a mídia? E a Giovanna? E as fãs? E... Tantas coisas me rondavam, será que nunca vou ser feliz? Despedimos-nos da doutora e a primeira coisa que fiz foi pegar abraçar minha mãe e irmos embora em silêncio. Assim que chegamos em nosso apartamento, a abracei e chorei.
- Minha filha, fique calma, eu tô com você – Ela pedia.
- Mas mãe – E eu voltava a chorar.
E assim foi essa maravilhosa quinta-feira. Não dormir, passei a noite inteira pensando em como contar pro Pedro, de como seria a reação dele. Sei que a da tia Leni, do tio Mauro e da Mi será boa, mais a dele é a que eu mais temo. Contei para a Luize, mais pedi segredo até eu conversar com o Pedro. Marcamos de sair, assim que eu deixasse minha mãe no aeroporto. (...) 10h á levei para o aeroporto e me despedi aos prantos. Não queria que ela fosse embora, como ficaria? Mais ela precisava e agora eu, mais do que nunca, tinha que entender. Passei na casa da Lu, a peguei e fomos para o shopping. Lá entramos em várias lojas de bebês, não porque eu queria, mais porque Luize praticamente me arrastava. Ficamos andando até dar 14h mais ou menos, comemos bastante besteiras, isso é fato. E assim que fomos para casa, preparei meu psicológico e chamei o Pedro. Luize se escondeu no quarto e eu fiquei na sala á sua espera.
- Eu grávida de um rockstar, que beleza – Estava falando sozinha até a campanhia tocar.
- Que saudades Mel – Ele disse me abraçando.
- É, saudades Pedro – Falei retribuindo o abraço.
- Mais me diz, o que queria de tão importante comigo? – Ele perguntou se sentando, assim como eu, no sofá.
- Você se lembra daquela noite no Guarujá, certo? – Ele sorriu e eu apenas respirei fundo – A ge-gente não usou camisinha...
- Não vai me dizer que você ta grávida? – Ele só pode ler pensamento, só pode.
- Estou – Falei abaixando a cabeça.
- Quem garante que é meu? – Ele perguntou seco.
- Você acha que eu transaria com outro alguém, além de você, sem camisinha Pedro? Eu não seria tão burra – Falei nervosa.
- Não sei, vai saber – Sínico.
- Nunca pensei ouvir isso de você – Disse com lágrimas já prontas para cair.
- Um filho? Justo agora? Não pode ser – Ele estava aflito, percebi ao olhar nos fundos dos teus olhos – Isso vai fuder com toda a minha carreira!
- Então você está preocupado com a sua carreira do que comigo? Do que com seu filho? – Disse incrédula com o que acabei de ouvir.
- Você tem idéia Mel? Agora que vamos começar com uma carreira internacional, eu descubro que vou ser pai! – Seus olhos tinham um misto de raiva, não sei explicar – Imagine o que meus fãs vão dizer. Imagine o que a Giovanna vai fazer quando descobrir! Maldita hora que não usei a porra da camisinha, teria evitado esse problema.
- Então você acha que ter um filho é um problema? Pois bem Gabriel, escuta o que eu vou te dizer, pela primeira e última vez: TER UM FILHO NÃO É UM PROBLEMA. VOCÊ ACHA QUE O QUÊ? EU FIQUEI FELIZ QUANDO DESCOBRIR QUE VOU SER MÃE COM 18 ANOS? VOCÊ ACHA QUE EU FIQUEI FELIZ AO SABER QUE DAQUI Á 9 MESES, EU VOU TER QUE DEIXAR TODA A CARREIRA QUE EU CONSTRUIR DE LADO PRA CUIDAR DE UM FILHO? – Não sei onde arranjei tanta força pra falar isso pra ele.
- EU NÃO VOU DEIXAR MINHA CARREIRA DE LADO POR UM FILHO – Ele falou aumentando o tom comigo.
- E eu pedi Pedro? E eu pedi? Só queria que você agisse como homem e falasse que iria me apoiar, que iria assumir o SEU filho, mais você me mostrou que vai fazer completamente o contrário! – Nisso eu já estava chorando – Por favor, vai embora!
- Eu preciso pensar – E ele se foi.
Luize certamente escutou tudo e assim que ouviu a porta se fechar, veio até meu encontro, onde a abracei e chorei. Ultimamente chorar pra mim parece ser a única solução, é. Assim que consegui me alegrar mais um pouquinho, tia Leni e Michelle veio até minha casa.
- A gente vai te apoiar em tudo, não se preocupe – Tia Leni falava abraçada a mim – E o Pedro vai ter que assumir. Foi homem pra fazer, porque não pode ser pra assumir?
- É Mel, conta com a gente pra tudo ta? – A Mi disse me abraçando também – Meu pai mandou te dar um beijo, ele só não veio porque ta conversando com Pedro!
E foi assim minha sexta-feira. Lá pra umas 22h, os meninos vieram pra cá com a Isa e a Laricota e fizeram a maior festa quando souberam. Talvez eu não o tivesse comigo, mais em compensação, eu receberia total apoio.
- Já são 23h, a gente precisa ir né galera? – A Lu falou e eles concordaram.
Me despedi de todos e fomos até a porta. Thomas, o único que eu não me despedi, deixei por último, ficou sentando no sofá.
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