Destination of Darkstalkers
33 A hypocrite comfort
Notas iniciais
“Jazia as forças de um colossal ser”
Era o que se podia dizer da situação do mestiço filho de Sparda, Dante. Logo após o sexo com a súccubus, Dante estava nu, caído sobre o banco, com os braços sobre o seu encosto, com as pernas abertas, e ironicamente com o membro inchado.
O que podia-se dizer era que, foi um ato complacente, certamente não fora a escolha mais concreta do mestiço, pelo menos poderia se dizer tal afirmativa, se este não tivesse tido a chance de ser consensual na relação. O mestiço foi controlado com uma facilidade surpreendente; após tudo, a mulher vestira suas roupas, sacudindo suas mãos e passando em seu corpo, no instante apareceram diversos morcegos cobrindo toda extensão de seu corpo, do meio dos seios até a ponta dos pés, estes transformaram-se em roupas, suas roupas habituais surgiram daqueles morcegos pequenos, vestindo-a.
_Hey... sua...vaca...aonde...pensa...que...vai – disse Dante, fora dos efeitos do poder de atração Súccubus.
_Oras, meu caro alimento, você não está satisfeito, eu ainda o deixei viver – Morrigan disse tudo se aproximando do mestiço sentado sem vestes alguma no banco quase caído — quero te comer mais vezes – a mulher disse com um ar duro, porem sensual e até maquiavélico, uma mistura constante, pegou em seu queixo e o disse no ouvido, arrepiando a espinha do mestiço.
_Suma...sua...vaca! – Dante disse em seu ouvido.
_E você, caro Dante; você é um mero puto Dante, ainda mais tarado do que eu! – disse Morrigan, soltando o queixo do mestiço e caminhando até Lilith.
_Hey...deixe-a...!!! – disse Dante, tentando-se levantar, aparentemente a súccubus sugou toda sua energia.
_Não há nada que possa fazer Dante, o poder de uma mulher faz de um homem um mero lixo orgânico! – disse a mulher sorrindo e gargalhando de leve enquanto olhava para trás com um sorriso sínico no rosto.
_Foda-se... estou... pouco... importando...pra isso! – disse Dante tentando se reerguer, porem seu corpo não o fazia, era inútil.
_ Qual o problema caro Sparda? Deixe me ver... Não pode se mexer direito, talvez, eu tenha pegado muito duro com você, não é, bebe?! – disse a Súccubus ironizando do mestiço, que estava completamente inofensivo no momento.
_Vou... te...matar...cachorra! – Dante falou com dificuldade, jogando a cabeça para trás do corpo, ficando com o queixo para cima.
Morrigan tirou o pé do banco, aonde estava por provocar o mestiço com suas palavras bastante excêntricas, mesmo a mulher não extravia-se dos seus princípios com facilidade, era parte do seu plano usar o mestiço, e não pensaria mais de duas vezes, sim, não pestanejou em usa-lo, afinal, ele já poderia te-lâ dado problemas, caso não o fizesse, por fim, ele é um caçador de demônios, sendo que a súccubus, é obviamente um demônio, o sexo fora explicitamente um ato de defesa e de vantagem para mulher, que conseguiu recuperar toda sua força, quem sabe, até mais.
_Dante, você age com indiferença, mesmo você próprio sabe disso, talvez toda essa sua arrogância tenha sido seu pecado, encare as circunstancias de forma mais madura – disse a mulher rindo de leve, sorrindo para o mestiço, cinicamente.
_Tsc...vá...se...ferrar! – inquiriu o outro, irritado.
_Vamos Dante, não seja tão excêntrico com relação a si mesmo, não mantenha esse seu equivoco mais ridículo do que já está! – disse Morrigan franzindo o cenho.
_hum...não ...será...possível! disse Dante de olhos fechados, querendo rir.
_Oras e por que não? – perguntou sarcasticamente.
_Devido...que...eu...sou...imortal! – inquiriu o mestiço, com uma certeza induvidavel, seu olhar já o demonstrava, fitando-a seriamente, seus olhos azuis cor do céu até brilhavam de tal forma, que poderia assustar.
_tsc...nem tanto? – Morrigan disse desviando o olhar.
_Certo...teste...e veja! – falou o mestiço, já desviando o olhar para si.
_Sem problemas com você, mas não me sinto à vontade estando aqui e sem nada para fazer, na verdade sou muitíssimo ocupada; ou seja; vou agora avaliar alguns requisitos diários, com licença misero devasso.
O dialogo estava por fim terminado, Morrigan foi-se dirigindo em relação a irmã já caída, Lilith, os passos lentos iam se aproximando da moça caída, Lilith estava mesmo morrendo, sangue descia por sua boca, além de que suas asas não se mexiam, diferentemente de antes, cuja as mesmas estavam tremulas. Algo nada bom poderia provir de tal circunstância.
Morrigan segurou Lilith nos braços, na região do bíceps e do tríceps, ergueu-a com facilidade, fitou seu corpo, analisou-a como se a estivesse vendo pela primeira vez.
_Linda, minha linda irmã, é duro, mas tenho de faze-lo, ou então, serei incompleta. Você sabe, que nem eu nem você queremos ser incompletas!
Morrigan sorriu cinicamente para irmã, poucos segundos e tudo seria o desfecho para o fim.
(Jon Talbain e Felícia POV)
_Está tudo bem comigo – dizia Jon, para sua amiga Felícia, desviando o olhar.
_Como posso ter certeza, lembra que você se machucou muito naquela luta contra o caçador? – inquiriu Felícia preocupada.
_Não seja boba Felícia – disse Jon se levantando da cama, retirando o cobertor, quase que saltando.
_Por que estaria sendo boba? – se perguntou a moça, com um tom inocente e fofo.
Talbain revirou os olhos, era duro, mas para ele aquela menina era fascinante, apesar de ser muito inocente, as vezes chegava a irritar, uma mulher muito fofa, sim, era uma mulher rara, um Darkstalker como o lobisomem, mas diferentemente a mulher gato (literalmente) era um Darkstalker diferente dos demais, muito bondosa, nunca surtia de raivas e nem sequer gostava de sangue, era devasso para ela, mesmo uma batalha era algo que ela não cultivava como solução a seus problemas, umas espécie de adversidade de demônios, na verdade, podia se dizer que Felícia é ainda mais pura do que boa parte dos humanos.
_Felicia, por que não relaxa, lembre-se que lutei contra o mestiço a dias, além de que não me machuquei gravemente, para falar a verdade, eu o venci no combate! – disse Talbain, franzindo o cenho.
_Hum... não, não, não, você é muito teimoso Jon, eu disse pra deitar e relaxar! – disse Felícia o empurrando com suas patas até a cama novamente o forçando a se deitar.
_Mas... o que?! Eu estou muito bem – disse suavemente, afinal ela era muito sensível.
_Você acha que está bem, mas não está, por que você é cheio de machucados que eu vejo! – disse a moça, derrubando-o na cama novamente.
_Cheio de que?! Felícia está lucida? – perguntou Jon, fitando-a.
_ Claro que estou! – disse a moça, sorrindo levemente para o rapaz.
_Mas então... por que me disse uma coisa dessas? Não estou machucado, vê?! – inquiriu Jon abrindo os braços, como se estivesse exibindo o corpo.
_hehehehe... você é um bobinho Jon, eu não digo que você está machucado fisicamente, mas sim, por dentro, bem aqui – Felícia apontou com o dedo indicador o peito do rapaz, tocando-o.
_Ferido, por dentro? – se perguntou Jon, sem entender.
_ Sim, hehehe, está ferido! – exclamou a moça, sorrindo e rindo de leve.
_Você é uma graça, Felícia! – exclamou o homem, acariciando-a no rosto.
Os dois ficaram juntos naquele quarto de hotel, Londres, uma cidade muito boa para quem gosta de ganhar a vida fazendo shows musicais, por isso Felícia estava ali, enquanto que o mestre em artes marciais Jon Talbain, não, ele não pensava em ganhar a vida com musica, o individuo estava acompanhando sua melhor amiga, Felícia, pois foi o único ser que o quis por perto, ela vale muito para Jon, tanto quanto sua vida, se não ainda mais.
Os dois grandes amigos, estavam sorrindo, era difícil ver Jon sorrindo, Felícia sabia que o ferimento de Jon, era psicológico, era um sentimento que ele possuía de repulsa pelo resto da humanidade, alias, não era para menos, foi sempre maltratado e jogado de lado pelas pessoas a sua volta, o fato de Jon ser alguém que possui licantropia em seu sangue, o deixava muito distanciados dos demais seres humanos, o próprio por dias, assumia a forma de besta e fugia da sua dura realidade, de que os Darkstalkers e os humanos nunca poderão viver em conjunto, o que Felícia discorda, afirmando que tanto os Darkstalkers quanto os humanos, podem sim, viver com uma relação mutua de respeito e amor, já que todos possuem consciência.
Apesar das suas crenças opostas, ambos complementavam-se, Felícia auxiliava, não, ela influenciou por completo, no “amolecimento” de Jon, que ficou mais humano, tanto que fora capaz de controlar seu lado Darkstalker, permanecendo quando quiser em um homem, um rapaz magro, de cabelos lisos grisalhos penteados para trás, bem grandes, seus olhos azuis fortes eram em contraste com suas vestimentas orientais, quimonos, normalmente usava cores escuras como preto ou cinza, até mesmo roxo.
O casal de amigos estava unido em um laço único, um erguia a estima e a esperança do outro, num meio de auxilio e compaixão, era algo muito belo, mesmo que os sentimentos de ambos os deixassem meio sem rumo, isto é, Jon começou a ter seu coração amolecido pela bondade e carisma de Felícia, abrindo nele, um espaço especial para moça, enquanto que a maturidade, a sinceridade, até mesmo a rigidez máscula de Jon, e seu jeito mais responsável (algo que herdou devido a ser mestre em artes marciais) deixava Felícia enfeitiçada pelo homem, guardando sentimentos românticos por ele.
No momento, eram apenas lembranças, Jon estava junto a Felícia, ambos estavam observando o que estava ocorrendo no parque, isto mesmo, no ambiente aonde Dante, Morrigan e Lilith tiveram seus desentendimentos.
O tremor causado pelas destruições do Eraser Canon de Lilith foi tão colossal, que todos em torno de 200 raio de diâmetro, ouviram e sentiram o poder, de certo modo.
Felícia conhecia Morrigan, apesar de não serem intimas, afinal, ambas eram de algum modo rivais, apesar de que nenhuma das duas pensava deste modo; enquanto que em relação a Jon, ela era um oponente, nada mais que isso, alguém que deveria ser destruído, junto a seus pecados mortais.
Morrigan estava com Lilith presa pelo pescoço, a mulher logo beijaria-a para poder tomar seus poderes para si, Dante estava totalmente incapacitado, não poderia fazer nada para mudar esta trágica situação. Só havia uma pessoa, ou melhor duas que poderiam fazer algo, Jon e Felícia, se ambos não o fizessem, ninguém mais faria.
–Céus de Londres-
Vergil descia pelos céus como um corte, o vento batendo em sua pele, remeteu-o a seu passado, lembrou-se de quando se jogou da cachoeira em Unscared Hell Gate.
_A nostalgia me tomou conta?! – inquiriu Vergil, fitando o nada, como se estivesse olhando para seu próprio destino.
“Ela disse, que somente Dante e a própria poderá dominar a Sparda, mas isto devido a um triunfo, que eu não tenho; mas como pôde, eu sou filho dele, como não poderia dominar Sparda, se esta, um demônio normal pode faze-lo?”
Vergil arqueou as sobrancelhas, irritado e frustrado com a afirmativa de Trish, descia como um relâmpago pelos céus, o mestiço antes de aterrissar, com astucia, utilizou suas técnicas de Dark Slayer movendo-se como um borro no ar, reaparecendo imediatamente no mesmo ponto, sem nenhum impacto adicional, afinal a técnica paralisou a caída de Vergil, permitindo cair 7 centímetros não é algo tão mortífero.
_Clamarei pela Sparda, não importa o que esteja em meu caminho! – Vergil passou a mão no cabelo, penteando-o e seguiu em frente ao seu objetivo, a busca pelo poder de seu pai.
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