Já ouviu a risada de um homem e uma criança juntos?

Pois bem, tenho tal privilégio

Posso começar até por baixo

Mas logo o vento me carrega

Num ato régio, no céu me destaco

Não fiques com ciúme

Pela minha liberdade e atenção

Sou frágil como papel

Se com sagacidade vem outra, cortada logo sou

Para longe vou

Com lembranças de quem me empinou.

É saboroso ver gerações cuidando de mim

Quem teria tal atenção assim?

Na hora certa, as ruas se enchem para me ver

Desenrolam a linha, esperam o vento

E lá vou eu até o anoitecer.

Mamães, digam as crianças para terem cuidado

Sou inofensiva, acredite

Tenho desenhos, cores e diversão

Mas se me passarem o cerol

Corto até a mão.

Cuidado!

Preciso de espaço

Às vezes aparece uma e outra ao meu lado

Mas sou individualista e logo retomo a parte do meu universo.

Pelo Brasil afora, mudo de nome

Mas a alegria dos que me colocam no ar

É a mesma, pode observar!

Grande, pequeno, velho e novo

Não importa a idade, é contagiante!

"A esperança dos bons traz alegria" (Provérbios 10:28a)