Despite everything I love you! 2 Temporada
3 É uma menina!!
Notas iniciais
Pov's Diego
Depois que os meninos saíram da minha casa, eu fui dormir, estava cansado e amanhã começaria a trabalhar bem cedo, então tinha que estar descansado.
Acordei antes do previsto e aproveitei para ir mais cedo ao hospital, assim eu tinha tempo de conhecer meus colegas de trabalho e conhecer o hospital em si. Logo saí de casa, e como o hospital não era muito longe, não demorei muito pra chegar.
Quando cheguei fui recepcionado por um rapaz que tinha, mais ou menos, a minha idade, cabelos pretos e olhos da mesma cor.
— Bom dia, sou o Daniel, também sou estagiário aqui. Me pediram para te esperar e te mostrar o hospital antes de começar a trabalhar. — disse gentilmente, estendendo a mão em um gesto de cumprimento.
— Bom dia. Imagino que tenham te dito meu nome, mas por via das dúvidas, Diego, muito prazer. — digo apertando a mão dele. — Estou ansioso para conhecer tudo.
— Vem comigo. — diz se virando e eu o segui.
— Então aqui é a recepção, aqui você pega as fichas dos seus pacientes. — ele indica com a cabeça algumas mesas. Andamos mais um pouco e logo ele parou. — Aqui é a área de cardiologia e pediatria. Se você fizer uma dessas especialidades trabalhará aqui. — diz indicando com a cabeça, novamente, para um longo corredor. — Aqui fica a ortopedia e para o fim ficam os médicos gerais, que é onde vamos trabalhar por um tempo.
— Nunca imaginei que um hospital fosse tão grande.
— Não vimos nem metade ainda. — disse rindo.
Passamos mais um tempo andando, conheci a sala de refeições, a área de internação o centro cirúrgico e a sala de reuniões.
E depois do tour, voltamos para a área onde trabalharíamos.
— Bom, seu consultório é o número vinte e quatro, o último de medicina geral, o último do lado esquerdo.
— Muito obrigado. Se não tivesse me ajudado, com certeza, ficaria perdido aqui dentro. — digo rindo.
— Sem problemas, foi um prazer te conhecer. Meu consultório fica ao lado do seu, qualquer coisa é só chamar.
— O prazer foi todo meu e pode deixar que qualquer coisa eu chamo, e mais uma vez, muito obrigado. — digo e logo entro no meu consultório.
Deixei minhas coisas no pequeno armário que tinha no consultório , liguei o computador e ajeitei alguns papéis que eu poderia precisar, coloquei alguns objetos de decoração e logo saí pra pegar as fichas dos meus primeiros pacientes.
O dia passou bem rápido, não tive nenhum paciente em estado muito grave e agradeci mentalmente por isso. Voltei para casa e me arrumei rapidamente para ir à faculdade, não podia perder os primeiros horários, já que tinha prova.
O dia, apesar de tranquilo, foi bem ocupado, então não tive tempo de falar com a Carol, então apenas mandei uma mensagem à ela avisando que nos encontraríamos na faculdade. Ela simplesmente respondeu que não tinha problema.
Cheguei na faculdade um pouco atrasado e fui direto pra minha sala, e como os corredores estavam vazios consegui chegar rapidamente.
Os horários passaram mais devagar do que eu gostaria, a prova foi fácil o que fez eu acabasse rápido e ficasse esperando o início da próxima aula.
No intervalo encontrei Carol sentada do lado de fora mexendo no celular, provavelmente trocando mensagens com alguém.
— Atrapalho? — perguntei me sentando do lado dela.
— Você nunca atrapalha. — disse ela sorrindo sapeca. — Mas e aí? Como foi seu primeiro dia de trabalho? — perguntou com um ar de curiosidade.
— Melhor impossível, o hospital é muito bom, médicos excelentes. Não é a toa que é considerado um dos melhores hospitais da Argentina. Eu não podia pedir mais nada. — digo animado.
— Que bom que você gostou, agora tem certeza que quer fazer isso para o resto da vida?
— Não me resta nenhuma dúvida. Mas e o seu dia, como foi?
— Normal, trabalhei na empresa do meu pai, fui pra casa, estudei para as provas e vim para a faculdade. Nada de muito inovador. — diz dando de ombros.
— Amanhã tem como você passar lá em casa de noite? Tenho uma surpresa.
— Claro, estarei lá. Mas pode me dar pelo menos uma dica? Você sabe que eu odeio surpresas. — diz séria.
— Não posso, sinto muito. Vai ter que esperar. Agora eu tenho que ir, fiquei de encontrar com um amigo e o intervalo está quase acabando. — não dei tempo para que ela falasse, apenas dei um beijo em sua bochecha e saí.
O resto das aulas passou normalmente, um dos professores passou um trabalho um tanto quanto complicado, ele queria um resumo do que aprendemos desde o início do ano, eu demoraria bastante pra acabar, mas no momento não era isso que estava ocupando minha mente e sim a surpresa que eu tinha que planejar pra amanhã.
Voltei para casa e me deitei, estava cansado e precisava relaxar.
Acordei no dia seguinte por volta das 10:00 horas, tomei café da manhã e saí de casa, estava na hora de começar a preparar a surpresa. Fui ao supermercado e comprei comida e bebidas, precisava preparar o jantar. Depois passei na floricultura e comprei muitas flores diversificadas, mas especialmente rosas. Voltei para casa e comecei os preparativos.
Primeiramente me ocupei da comida, poucos sabem, mas sou um excelente cozinheiro. Enquanto a comida não ficava pronta, eu me ocupei da casa, enchi ela de pétalas de rosas espalhadas pelo chão e as flores que tinham e espalhei pela casa, colocando um vaso em cima da mesa de jantar, espalhei algumas velas pela casa e por fim voltei para a cozinha para terminar o jantar.
Eu estava decidido, pediria Carol em namoro essa noite, eu sempre soube das intenções dela, sabia que ela queria ser mais que minha amiga, mas até agora eu não queria ver isso, não queria seguir em frente, mas agora tudo mudou, comecei a escrever mais um capítulo da minha história e quero que ela faça parte dele.
Depois que terminei o almoço fui tomar banho, já eram quase 14:00 e ela poderia chegar a qualquer momento. Tomei um banho rápido e coloquei uma roupa mais "ajeitada", nada de chinelo e bermuda que era o que eu costumava usar.
Desci as escadas e ascendi as velas, não demorou muito para que eu pudesse escutar batidas na porta. Ao abrir me deparei com uma Carol diferente, não usava roupas curtas e coloridas, estava simples, com uma calça jeans uma regata branca e uma jaqueta de couro preta, usava um habitual salto preto.
— Parece que não estou vestida de acordo com a ocasião. — diz surpresa e observando tudo encantada.
— Você está linda, diferente, mas ainda bonita. É só que eu nunca te vi vestida assim. — digo dando espaço para que ela entrasse.
— Que jeito? Descente? — diz descontraída e sinto nervosismo em sua voz.
— Não, maravilhosa. — disse beijando delicadamente seu rosto.
— Bom, será que agora eu posso saber qual é a surpresa? — sorri ansiosamente.
— Ainda não. Vem, vamos jantar, já estou com fome.
Ela não disse nada, apenas assentiu e me seguiu. Puxei a cadeira para que ela se sentasse e me sentei em sua frente.
Comemos sem conversar, ela estava aproveitando o momento e eu gostava de ver ela feliz, então preferi manter o silêncio acolhedor que se instalou entre nós. Quando acabamos ela foi mais rápida que eu, então começou a falar.
— Bom, a que devo esse jantar? — perguntou realmente curiosa.
— Primeiramente, queria te agradecer por estar do meu lado esse tempo todo, você me tirou do fundo do poço. — pude notar uma certa decepção em seu olhar, mas continuei. — Também queria dizer que por mais que eu tenha vivido uma história maravilhosa com a Fran, eu queria recomeçar, escrever um novo capítulo da minha história. — digo sorrindo.
—Diego onde você está querendo chegar com essa conversa? — diz impaciente e sinto mágoa em sua voz.
— Olha eu andei pensando e percebi que eu gosto muito de você, não sei dizer se é amor, mas é muito especial. Quero começar uma vida com você, e sei que também é o que você quer. Você sempre esteve do meu lado, principalmente quando eu mais precisei, você é uma ótima pessoa e sei que posso confiar em você. Me dê a oportunidade de te mostrar o que sinto por você.
— Você não faz ideia do quanto eu estava esperando para ouvir você dizer isso. — diz espantada, mas feliz ao mesmo tempo.
Ela não disse mais nada apenas lançou seus lábios nos meus, seu beijo era bom, não podia nem comparar com o beijo da Fran, mas não era dos piores, tinha um gosto de lágrimas, mas mesmo assim era agradável.
Nos separamos lentamente, entre selinhos. Eu estava feliz, estava claro para mim que – ainda – não a amava, mas podia aprender a amar não?
— Só peço que tenha um pouco de paciência comigo. — pedi com a testa colada na dela e os olhos fechados.
— Tenho todo o tempo do mundo. — disse ela sorrindo e me beijando novamente.
— Esse é apenas o primeiro capítulo da nossa história. — digo entre um beijo e outro.
—Com toda certeza.
2 meses depois
Pov's Fran
Eu estava feliz com a ideia de ser mãe, no começo eu estava assustada, mas passou. O Rodrigo disse que estará do meu lado para o que der e vier, com o passar do tempo ele foi aceitando a ideia da melhor forma, maneira surpreendente até, em um dia queria que eu abortasse no outro me apoiava com tudo. Mas eu estava feliz, meu filho estava crescendo e mesmo que eu ainda não tivesse uma barriga enorme, estava ansiosa para que ela começasse a crescer.
— Meu amor, vem comer! — ele grita da cozinha.
—Estou indo, amor! — respondi pegando meu jaleco e minha bolsa.
Desci as escadas e fui ao encontro dele, a mesa estava cheia de pratos diferenciados, o que me fez sorrir, minha fome só aumentava a cada dia.
— Se alimente bem. Você não pode ficar sem comer. — disse ele me dando um selinho.
— Pode deixar. Não sei se te falei, mas tenho um ultrassom hoje de tarde e talvez eu descubra o sexo do bebê.
— Não tinha falado. Espero que hoje, ele ou ela, deixe o doutor ver seu sexo. — diz me dando um selinho. — Enquanto você está no ultrassom eu vou á faculdade combinei de estudar com alguns amigos. Se importa se eu não te acompanhar?
— Sem problema. — disse tomando um gole de suco.
Almoçamos e eu fui para meu quarto tomar um banho para ir pra clínica. Coloquei uma calça jeans, uma regata e um casaco, pois estava ventando.
— Estou saindo, amor. — senti uma pontada forte na barriga, o que fez com que eu me apoiasse na mesa.
— Tudo bem? — perguntou ele vindo até mim e colocando sua mão em minhas costas.
— Tudo, foi só uma dor. Vou indo. — lhe dei um selinho e senti outra pontada, mas dessa vez um pouco mais forte. — Aí! — gritei de dor.
— Francesca, você está sangrando! — Rodrigo me olhou espantado enquanto eu chorava de dor.
Ele me pegou no colo e desceu o prédio rapidamente comigo. Me levou até o carro e dirigiu o mais rápido o possível.
Chegamos no hospital e meu médico estava na recepção e se assustou ao me ver.
— O que aconteceu? — diz e acena para os enfermeiros me colocarem em uma maca.
— Não sabemos, só começou a sentir pontadas e começou a sangrar. — Rodrigo explicou, já que eu estava incapaz de falar por conta da dor.
Olhei somente a cara de espanto do médico.
Fui levada ao consultório rapidamente onde fui sedada e picada por várias agulhas para exames de sangue e uma bolsa de soro por eu ter perdido um pouco de sangue e estar fraca.
Passei, no máximo, 1 hora no hospital, deitada em uma cama sem fazer nada e preocupada com o que estaria acontecendo com meu bebê.
Logo vi Rodrigo e o médico entrando na sala e me olhando.
— E? Está tudo bem comigo e com o bebê? — perguntei tremendo de nervosismo.
— Agora está tudo bem, você e sua filha estão ótimas, por enquanto.
— Filha? É uma menina?
— Sim. — diz Rodrigo com um brilho nos olhos.
— É uma menina, mas quase que você perde ela. Você passou por alguma situação de estresse, depressão ou qualquer outro tipo que levasse ao um aborto natural?
— Bom, ando meio sobrecarregada com o trabalho, a faculdade e as coisas de casa e da bebê.
— Então esse foi o problema. Você vai ser mãe, tem que começar a pensar mais no seu bem estar e da sua filha. Deve descansar e tirar uns meses de folga. Porque graças a isso, sua gravidez passou a ser de risco e, infelizmente, vou ter que encaminhar a senhorita para outro médico especializado em gravidezes de risco.
— Isso é sério? — foi o único que consegui falar.
— Eu disse que você tinha que descansar, que tinha que se alimentar direito. — Rodrigo diz indignado.
— Sim, então vou te encaminhar ao médico Pedro Nascimento, um obstetra de risco. Mas vai ficar tudo bem, fique tranquila.
Ele saiu do quarto me deixando sozinha com Rodrigo, e tinha certeza que iria ouvir sermão.
— O que eu sempre te falava? Quantos casos você já viu assim no hospital? Você como futura médica deveria saber se cuidar, se alimentar. Não é mesmo?
— Eu sei e... desculpa? Fui irresponsável com minha saúde e da minha filha. Foi um erro meu, deveria ter ouvido você nas milhares de vezes que você pediu para não me esforçar, comer direito, entre outras milhares de coisas. Você tem todo o direito de brigar comigo, de se chatear. Coloquei minha vida e da minha filha em risco, sei que estou errada... — digo já em lágrimas.
— Ainda bem que você reconheceu seu erro, sua irresponsabilidade. Entende o que eu falava, agora? Entende que uma gravidez não é brincadeira? — não consigo dizer nada e apenas choro. É como ouvir meu pai brigando comigo, doía, porque eu sabia que era verdade. Então apenas chorei mais.
Só senti um braço quente e aconchegante rodear meu corpo. Rodrigo me abraçava levemente, como se tivesse medo de me machucar. Minhas lágrimas caiam em seus braços e logo correspondi o abraço, o apertei forte, não queria solta-lo naquele momento.
— Só tive medo de te perder. — diz chorando — Promete que vai se cuidar? Que não vai se zangar quando eu mandar você descansar? Eu não quero ficar sem você e sem nossa filha. Vocês são o mais importante que eu tenho. — ele me abraça mais forte e logo recua.
— Pode me apertar, não vai me machucar. — digo o puxando de volta
— Prometo que vou fazer tudo direito, que não vou ficar de cara feia quando você me pedir para me cuidar.
— Te amo Francesca!
— Também te amo! — era isso, pela primeira vez disse as tais palavrinhas mágicas, e eu senti que fui sincera, eu realmente amava o Rodrigo e só agora pude perceber isso.
Senti lábios na minha barriga, dando um beijo longo e quente.
— Também amo você, princesa! — ele diz acariciando minha barriga.
Rodrigo saiu do quarto depois de um tempo e pude ficar sozinha para refletir. Seria isso possível mesmo? Eu estava esquecendo o Diego e construindo uma família com Rodrigo?
Fiquei um tempo pensando sobre isso, até que os sedativos, que me deram novamente, começaram a fazer efeito. Eu olhava para o teto enquanto adormecia, e sim, eu estava finalmente seguindo minha vida e poderia esquecer o Diego...
Mas sempre terei um laço de ligação com ele, e esse laço é nossa filha...
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