Despertar De Um Pesadelo

14 Quando ele reaparece


Notas iniciais
Yo, pessoal! Então, eu andei um pouco adiantada essa semana e cá estou eu.
ATENÇÃO: O Cap. começa com uma lembrança do negão do Aoi, 'cês vão saber quando volta pro tempo atual quando virem um símbolo perdido quase no meio (u_u) Boa leitura, desculpem futuros erros pq o Luiz(beta/conselheiro) não viu esse capítulo ainda.

-Qual a relevância de ter vindo aqui se sabe que eu estou atrasado pra ir encontrar com o pessoal? – Yuu disse em um tom um pouco fora do normal enquanto terminava de abotoar a camisa branca.

- Deixe de ser mal educado, Aoi. – franziu a testa – Meu irmão não tem um bom gosto, isso é visível.

-Espero que não tenha vindo até a minha casa para me ofender. Agora por favor, dá pra sair que tenho que me apressar? – Parou o que estava fazendo para encarar a figura que estava parada na sala.

- Depois do que tenho a te dizer quem sairá é você. – Mikurami estreitou os olhos – Estou cansado de ver meu irmão com você.

-Simples, feche os olhos. – Yuu respirou fundo.

Nunca havia se dado bem com o irmão mais velho de Kouyou, talvez por haver uma séria implicância da parte dele, tudo que Yuu fazia estava errado ou mal feito. Mikurami era mais velho que o próprio Yuu, questão de três anos de diferença. Mas era o suficiente para que Mikurami se achasse no direito de querer mandar em tudo.

Uma risada baixa e irônica ecoou pela sala, Mikurami tombou a cabeça para o lado direito e ficou observando Yuu. Ele estava mais diferente que o normal, esta com uma aparência mais... Digamos séria. Levou uma das mãos até a parte de trás da calça enquanto observava o rosto sério de Yuu, puxou uma arma e apontou para ele.

Ao ver que havia uma arma sendo apontado para si, Yuu recuoou alguns passos com um dos braços levantados em sinal de “pare”.

- Que porra é essa!? Abaixa isso!! – Usou um tom acima do normal, preocupado.

-Agora está com medo, Aoi? – outro riso sínico- Faremos de conta que isso é um jogo de xadrez e eu estou movendo uma das minhas últimas peças, agora eu dou o xeque e você sai de cena.

- Isso não tem graça, abaixa essa coisa!! — Yuu estava assustado.

-Espero que preste atenção em cada palavra que eu disser. – Mikurami engatilhou a arma- Você vai desaparecer da vida do meu irmão e deixá-lo em paz, entendeu? Invente uma desculpa pra sumir e o faça sem deixar pistas de onde foi.

Mikurami jogou uma parta em cima da mesinha. Respirava muito fundo, era como se a opção preferível fosse matar Yuu ao invés de deixá-lo ir embora. De fato era o que preferiria.

- Eu ainda vou ser bom o suficiente para te deixar isso como uma garantia que não nos procure novamente. Essa empresa agora é sua, entretanto não a passei para o seu nome por que sei que meu irmão vai lhe procurar, agora você me representa nessa empresa. Darei-lhe uma semana para que suma, ou eu vou voltar e dar o xeque-mate.

- Mikurami, para com essa merda...

Yuu não pode terminar de falar, o barulho do tiro ecoou pelo apartamento e fez com que ele caísse no chão, assustado. Mikurami havia dado um tiro na parede ao lado de Yuu como uma forma de ameaça clara. Este por sua vez se mantinha assustado.

-Eu não estou blefando. – Suava enquanto tentava parecer uma pessoa mais controlada – Se insistir em manter contato com meu amado irmão, eu não matarei você. Eu o matarei e a culpa disso tudo será sua, seu merda.

- Por... Por quê?

-Porque cansei de ver quem eu amo com um infeliz feito você. – Riu. – Está avisado. – Não esperou Yuu se levantar para que saísse, batendo a porta.

~ π ~

-... Não quero saber, Reita! Venha me buscar agora!! ‘Cê ta aqui perto, não reclama!- Takanori desligou o celular e retornou para perto dos outros.

- Então... Foi isso? – Kouyou não conseguia olhar para o rosto de Yuu. Não queria que ele o visse com o rosto molhado.

Durante três anos chegou a amaldiçoá-lo, só pensava em tirar alguma satisfação daquela história toda de uma forma merecida. Contudo, nunca chegou a se colocar no lugar de Yuu, nunca se quer chegou a montar uma possibilidade mesmo que parecesse absurda, nunca pensou em como Yuu poderia estar tão destruído quando ele próprio.

-Eu nunca... Nunca iria abandoná-lo por vontade própria... Eu o amava muito pra fazer isso.

Kouyou sentiu o peito doer quando ele ouviu o termo “amava”, virou-se para Yuu sem se importar com o rosto molhado. Takanori apenas observava a cena em silêncio, sentindo um pesar.

-Perdoa-me? Por duvidar se me amava, por ter o amaldiçoado, por ter... Desejado que nunca tivesse o conhecido... Eu estava com raiva, eu me sentia destruído... – secou o rosto – Só... Só não diz que não me ama mais, por favor...

Yuu sorriu de canto, fazendo carinho no rosto de Kouyou.

-Seu idiota. – colou a testa na dele- Não é você quem tem que estar se desculpando aqui. Eu fui o covarde que apenas aceitei a situação... Eu que peço desculpas por ter te deixado agonizar durante esses anos, me perdoe por todo sofrimento que eu te trouxe... – Yuu respirou fundo para não chorar novamente- Eu vou recompensar, se você me permitir... Kouyou, posso voltar pra sua vida?

- Yuu... – Kouyou não sabia se sorria ou se engasgava com o choro, apenas meneando a cabeça positivamente.

Yuu não pensou duas vezes antes de colar os lábios com os de Kouyou, aquele beijo que há tempos desejava ter tido uma última vez. Era ainda melhor do que se lembrava. Yuu sentia-se nervoso ao entrar em contato com aqueles lábios rosados, não sabia se podia aprofundar aquele beijo. Era como se aquele fosse o primeiro beijo deles dois. Kouyou sorriu ainda de olhos fechados quando um soluço morreu na garganta, fazendo Yuu rir também. Takanori secou o rosto, fazendo de conta que não tinha visto a cena.

Os risos baixos foram interrompidos pelo soar da campainha.

-Pode deixar, é o Reita. – Takanori abanou as mãos e se dirigiu até a porta.

Takanori abriu a porta, se assustando ao ver Mikurami. Assustou-se mais ao ver que ele segurava uma arma nas mãos, era visível pelo rosto dele o local onde lágrimas haviam escorrido, Takanori tentou fechar a porta e Mikurami o empurrou.

-Kouyou... Eu vim te buscar. – Riu de uma forma triste, apontando a arma para o irmão.

Takanori estava caído no chão com uma das mãos na cabeça, ao ver que Mikurami estava segurando uma arma de fogo, tratou de não fazer movimentos brutos.

-Mi... Miku?! – Kouyou se levantou as pressas, se posicionando na frente de Yuu de uma forma que pudesse protegê-lo.

Notas finais
Sim, aquele símbolo perdido lá no meio é matemático pq não achei outro melhor xD
TAM, TAM, TAM! Eu disse que o Mikurami tinha uma arma (u_u)
Na reta final não dá pra fazer capítulos curtos, não é?
Então, o próximo será o último. Caso fique muito grande eu dividirei em 2. Se quiserem dar sugestões para um final feliz ou não(e ameaçarem o Miku), serão bem vindas kpoasksaspoksas
Até o próximo :3