Despedida
1 Capítulo Único.
Notas iniciais

George estava caminhando á tempos. Havia aparatado em uma encruzilhada há quase duas horas, e desde então, começara a caminhar, sem parar, com Fred ao seu lado, dizendo besteiras e rindo.
— Você deveria ter avisado a mamãe. — Ouviu Fred dizer. O ruivo, mais velho por nove minutos, bufou e revirou os olhos, abraçando o artefato que segurava.
— Desde quando Fred Weasley se preocupa em avisar a mamãe? — Debochou, risonho.
— Fica quieto, só não quero que ela fique preocupada.
— A carta que enviei já deve estár chegando, ela estava muito ocupada com o aniversário da Ginny.
— Tá, tá legal. — O outro revirou os olhos, erguendo os olhos para o céu. — É legal observar as estrelas, eu me sinto em casa. — Sorriu, piscando rapidamente.
— Credo, Fred. Você está muito profundo. — George riu, quando seu gemêo torceu o nariz e estirou a lingua para forá. — Mas eu concordo com você, é como se nós estivessemos na sala, ouvindo o papai falar sobre os trouxas enquanto comiamos...
— Bolo de abobora. — Fred completou.
— É. — Sorriu nostalgico, jogando o braço esquerdo sobre os ombros do irmão. Deram poucos passos antes de Fred se livar do braço do irmão.
— Vem, George. — Chamou, correndo até uma cabana de madeira. George seguiu o irmão, quando o garoto finalmente o alcançou Fred já estava lá dentro mexendo nas coisas. — Olha isso. — Mostrou ao irmão um objeto pequeno e vermelho, um isqueiro trouxa.
— O que é isso? — Perguntou curioso, tomando o objeto do irmão.
— Sei lá, mas é bem legal. Fique com ele. — Fred disse, já se distraindo com outra coisa.
— Eu ficaria, se fosse seu. Você não pode sair dando as coisas dos outros. — Revirou os olhos, sentando-se no sofá marrom e confortavel. Esticou as pernas compridas, e fechou os olhos inclinando a cabeça para trás, ainda, sem largar o artefato enrolado em um pano que carregava.
— Pegue. — Fred bateu em seu ombro com a caneca de ferro, que ele aceitou de bom grado. Bebericou o hidromel envelhecido, e buscou o bolo de aboborá que levava dentro da mochila surrada. Entregou um pedaço ao irmão, que descançou a cabeça em seu ombro enquanto observavam o céu estrelado pela parabola. — Devemos ir, George.
— Vamos, então. — Ele esperou Fred se levantar, guardou a garrafa de hidromel e o tapuer vazio na mochila, levantou-se e caminhou porta a forá. Esperou Fred sair, revirando os olhos quando ele pegou o isqueiro e jogou no bolso. — Você não devia ter pego. — Repreendeu, quando voltaram a caminhar.
— Eles não irão sentir falta mesmo. — Deu de ombros.
— Se você diz. — Ergueu os ombros em um gesto infantil e abraçou os ombros de Fred. — Não tenha pressa, não quero chegar lá tão rapido.
— Eu também não. — Com pequenos passos, eles continuaram a caminhar. Viram as estrelas darem lugar para a imensidão limpida, enquanto o sol esperava para nascer.
George sentia as pernas doerem, caminhavam a tanto tempo, que quase nem sentia os musculos, o sapato começava a machucar seus pés.
— Tire logo isso. — Fred mandou, quando o irmão parou novamente. Com um revirar de olhos, ele abaixou-se e puxou os sapatos dos pés, reparando nos pés descalço do irmão. Então, os gemêos Weasley voltaram a caminhar.
Logo, eles chegaram ao seu destino. Um grande e bonita arvore de frente para uma bela campina.
— Vamos, George, vamos. — E George se viu aos 6 anos novamente, seguindo o irmão para subir em alguma arvore e ouvir os gritos de Molly, implorando para que tomassem cuidado.
— Você está muito lerdo, Fred. — Ele riu, tomando cuidado com o artefato em seus braços. Alcançou a arvore primeiro, jogou os sapatos e a mochila e subiu, apoiando-se em uma das mãos. Fred chegou logo depois, subiu com agilidade e se acomodou ao lado do irmão, que estava com os olhos fechados, aproveitando a brisa fria que os envolvia.
— Abra, George. Acho que já está na hora. — O ruivo piscou algumas vezes, antes de olhar para Fred. Soltou o ar pela boca, e mordeu os lábios, antes de retirar o manto da Grifinória de cima do artefato.
Os gemêos observaram o objeto de porcelana com um grande leão pintando em vermelho e dourado. George equilibrou-se, abriu o vaso e deixou que o vento frio levasse todas as cinza que havia dentro dele.
— Eu sinto sua falta, Fred.— George murmurou, sentindo a brisa fresca abraçar seu corpo.
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