Despair

6 Sweet Person


Mônica não gostou nada daquela conversa. Gostaria de ir atrás dessas garotas, mas sua timidez não facilitava nada. Começara a morder as unhas. E agora? Será que aquelas garotas iriam fazer algo contra ela? Ou pior...

– Mônica? – Seus pensamentos foram interrompidos por Mila, que estava acompanhada de Maria. – Você tá bem?

– Não! Eu não estou bem. Desculpe. Eu preciso de um tempo a sós. – Disse e saiu apressada, voltando para o pátio, onde o intervalo seguia perfeitamente bem.

Sentou em um banquinho e pôs as mãos no rosto. Que droga de vida era a sua. Passou a observar o céu. Não havia nenhuma nuvem.

“Olá Mônica.” A voz pronunciou sem pressa. “Sentiu minha falta?”

“Essa não.” Mônica pensou. “A voz voltou.”

Ela tremeu. Sentindo algo tocá-la. Olhou para o lado. Era o espírito. Ele estava sorrindo para ela. Um sorriso ao mesmo tempo bonito e assustador.

– Por favor, vai embora. – Ela sussurrou e fechou os olhos.

O espírito agora a perturbava. Puxava seus cabelos e a fazia leves ferida. Até que Mônica nçao aguentou mais.

– Vai embora! – Gritou e todos que estavam perto a encararam.

O espírito riu e foi embora, deixando-a atormentada.

– Aí. Você tá bem? – Um garoto perguntou, tocando-a no ombro.

Ele era um garoto alto. Seus poucos cabelos faziam que sua cabeça parecesse mais redonda, assim como o nariz.

– Estou. – Respondeu rudemente.

Ele fez uma careta e saiu de perto dela. Depois da aula, enquanto caminhava até sua casa, Mônica encontrou Maria no meio do caminho. Para ser mais preciso, a garota estava perto de uma estação de trem. A mesma que Mônica utilizava.

– Maria! – Gritou ao longe. A garota avistou-a e sorriu.

Mônica se aproximou e Maria a deu um abraço quente. Mônica sorriu. Há anos que não se sentia assim.

– O que faz aqui, Mô? – Perguntou após quebrar o abraço.

– Sempre pego esta estação quando vou pra casa.

Maria sorriu.

– Porque não vamos juntas? – Sugeriu.

Mônica deu um risinho.

– Claro.

Pegaram o trem e começaram a falar coisas que por mais aleatória que fosse, interessava as duas.

– Mô. O que foi aquilo no intervalo? – Maria perguntou.

Mônica que antes tinha um sorriso no rosto, o desfez.

– Você não iria entender. É algo pessoal. – Explicou e Maria concordou.

O trem parou onde Mônica iria ficar. Se despediu de Maria com um beijo no rosto e desceu. Mas antes que o trem partisse, olhou para a janela de Maria, e lhe lançou um sorriso.