Notas iniciais
Mil Perdões pelo atraso, minha internet esta meio "cocozada" (como chamo). Esse capítulo é narrado por Alice. Eu jurava que ele tinha ficado maior, mas eu fiz com carinho, numa madrugada longa e sem sono (e é por isso que eu odeio dormir a tarde, fiquei acordada até as cinco e meia da madrugada e cochilei até as oito e pouco, mas isso não vem ao caso). Espero que gostem. {Boa Leitura} :::Ancy::: (Roupa de Alice: http://www.polyvore.com/roupa_de_alice_desolation_angels/set?id=141280222 )

Alice

O dia não começou bem. Realmente odeio o dia 27/08. Você quer alguns motivos? Dia do acidente, dia em que perdi tudo, dia triste, dia sem vida.

Há algum tempo, quando eu tinha apenas dez anos de idade, eu meu pai e minha mãe estávamos indo para uma cidade vizinha comprar roupas e presentes. Foi quando estávamos passando pelo acesso que um carro entrou em nossa frente, não daria tempo de frear então meu pai jogou o carro para o acostamento, o homem do outro carro achou que estávamos ultrapassando ele, então correu para o nosso lado e bateu no carro. Foi ai que caímos na ribanceira e capotamos cinco vezes antes de parar de ponta cabeça. Minha mãe morreu na hora. Já meu pai agonizou no hospital por três dias, e ao seu lado estava minha única avó e eu com apenas uma mão quebrada e um corte na altura da sobrancelha. Fiquei no hospital até meu pai ir para algum outro lugar, talvez céu, ou até inferno, nunca se sabe.

Depois de eu enterrar meus pais, fui morar com minha avó, que me fez uma poupança. Ela me ajudou muito. Por um mês ela aguentou os pesadelos dela e os meus, depois surtou e eu vim para cá. Esta é a parte boa, me reencontrei aqui. Minha querida parente continua no hospício.

Essa é minha história. É por isso que eu estou aqui. Me levanto a seis anos, pensando em como seria bom ter os novamente e em como minha família foi destruída. Isso é doloroso, mas eu me acostumei com a dor, aprendi a lidar.

Hoje me levantei e decidi que não adianta ficar chorando e vendo as fotos, então coloco uma calça jeans, uma camiseta colorida, um salto preto e uma bolsa preta. Fui para a cidade encontrar com meu “amigo”, conheci ele quando eu ainda tinha pais.

Ele me acompanhou em toda essa jornada, e de dois anos para cá, somos mais do que amigos, já namorei com ele, já fiquei com ele depois de namorarmos. Conversamos, rimos. Ele continua na família dele, o nome dele é Frank Hubacher, riquinho, mauricinho, mas gosto assim.

–Você esta bem? Eu sei que dia é hoje, sei que não é fácil, então...- ele disse com aqueles olhinhos fofos que todos conseguem quando querem ser.

–Eu estou. Eu estou bem feliz agora. Você sabe, não é, temos que nos adaptar a situação para melhor para não vivermos infelizes. – Eu sorrio e beijo-o, me levanto e volto para o orfanato.

Quando chego em casa, Meggy e Court estão com os outros na sala de TV, as noticias eram uma tanto diferentes. A mulher de cabelo encaracolado e castanho, a garota do tempo, diz:

–“Essa semana ainda não temos nem um sinal de frio, mas a partir da semana que vem uma frente fria chega forte.”

–“Obrigada”- disse o homem jovial e cabelos loiros- “Hoje foi confirmada que a visão do “OVINI” na Cidade do Vaticano, é falsa. As testemunhas afirmam estarem bêbadas na noite da aparição.”- Ele estava mentindo.

A passagem de uma testemunha, ela olhava muito para os cantos e franzia o cenho como se inventasse uma mentira.

–Vocês viram como aquela garota estava nervosa e mentindo?-Falou um dos que estavam sentados no sofá.

–Eu vi. Aliás, que mal tem num OVINI?- Eu respondi.

–Eu não sei. Mas que coisa tem, ah tem.- disse Niwls, esse era o nome dele.

–De qualquer maneira , isso não tem a ver com a gente- eu falei e as pessoas dispersaram ficando somente eu, Courtney, Megan e Niwls na sala.

–Podíamos pesquisar o porque- disse Meggy.

–Eu não sei, não seria uma boa ideia.- Eu falei tentando ser sensata.

–Concordo, pode ser que eles estivessem realmente bêbados- Niwls completou se despedindo e subindo as escadas.

–Acho que devíamos pesquisar só para passar o tempo.- Court cochichou sorrindo e levantando a sobrancelha,

–Quem sabe?!- Eu falei fazendo o mesmo gesto que minha amiga do lado com a cicatriz.

Notas finais
Espero que tenham gostado do capítulo depressivo. hahaha. Eu espero vocês aqui. Até mais. {Beijos Grandões} ::: Ancy:::