Deslizes
9 Emboscada
Emboscada
Pansy
O ruivo olhou para suas roupas, que estavam convenientemente longe para ele pegá-las e tentar tampar o que eu estava analisando.
Ele não tinha um corpo de se jogar fora. Decididamente ele tinha algo a oferecer. Ele era forte, o peitoral largo. Não tinha o abdômen totalmente definido, mas a linha no quadril ainda marcava sua barriga, mesmo que pouco.
Eu corria meus olhos por todo o seu corpo quando ele puxou uma toalha preta e enrolou-a na cintura, tampando a parte do corpo que eu mais gostava.
– O que está fazendo aqui? – perguntou.
Eu ri. Ele parecia realmente assustado comigo. Aproximei-me mais dois passos e o ruivo recuou, batendo o corpo na bancada da pia. Eu o olhei novamente e sorri.
– Eu vim tomar um banho, Weasley.
Ele trancou o maxilar. A moeda ainda estava na minha mão e o ruivo viu isso.
– Não percebeu que o banheiro estava ocupado?
Eu me aproximei mais um passo, olhando para ele. Joguei a moeda quente no chão. O barulho do objeto batendo no mármore era o único som do ambiente, além da respiração pesada dele.
– Creio que você, como um cavalheiro grifinório, vai me dar licença, e me deixar usar o banheiro primeiro, não?
Ele arqueou as sobrancelhas. Ele olhou novamente para as roupas, como se ponderasse quanto tempo demoraria a pegá-las. Eu apenas o observava esperando sua resposta. Ele não tinha uma reação específica.
– É claro que não. Eu preciso de um banho.
Ele abriu os braços e a toalha escorregou um pouco, exibindo um pedaço da sua roupa íntima. Os braços estavam sujos de barro. O cabelo parecia molhado pelo suor. E mesmo assim ele ainda me atraía. O Weasley voltou à posição, encostando novamente na bancada da pia e me olhou em desafio.
– Tudo bem.
Eu falei e ele relaxou. Mas eu me virei e fui direto para o banco de madeira perto dos armários. Eu retirei meu casaco pesado e joguei no banco, sabendo que não teria um armário próprio. Virei-me, ele me olhava com cautela.
– O que está fazendo?
Eu não respondi, contentei-me em apenas sorrir. Meus dedos deslizaram pelos botões da minha blusa social, começando a abri-los. Os olhos dele agora estavam mais abertos, mas ele não conseguia olhar para mais nada além do que eu revelava. Eu retirei a blusa, jogando-a por cima do casaco no banco, exibindo meu sutiã de renda preta. Minhas mãos pousaram no botão da saia. Foi quando ele finalmente perguntou.
– O que está fazendo? Pare com isso!
Eu olhei para ele, mantendo o cuidado de deixar meu rosto neutro.
– Você disse que não ia sair, e eu preciso de um banho.
Ele abriu a boca para falar algo, mas a fechou novamente. Pelo pouco que eu conhecia dele, essa era uma situação um pouco caótica e desconcertante. Já para mim era algo natural. Não que eu tivesse transado com muitos, mas realmente ficar nua em frente a um homem não era problema para mim. Eu conhecia meu corpo o suficiente para saber que ele não iria me decepcionar. Eu comecei a andar em direção ao ruivo e ele ficou estático quando viu que meu corpo estava perto do dele. Tão perto que eu podia sentir o calor que emanava de sua pele.
Ele tremia um pouco.
Eu corri meu dedo pela sua barriga, fazendo uma unha deslizar do umbigo à garganta. Os arrepios na pele de sardas eram visíveis até no escuro. O Weasley fechou os olhos e engoliu em seco quando eu me aproximei.
– Você não vai sair para eu tomar banho, Weasley?
Eu poderia ter acabado de jogar uma oportunidade única no lixo. Mas ao ver a reação do corpo do ruivo perto do meu, eu sabia que ele não iria sair do banheiro por nada. Nem por aquela garota sangue-ruim.
Pensar em Granger foi uma coisa tola a se fazer. Meu sangue ferveu. Como alguém deixava um prêmio desses para ficar com Harry Potter? Realmente ela não era tão inteligente como pensavam. E eu agradeci a Merlin a garota ser praticamente uma iniciante quando se tratava de escolher homens.
Eu olhei para o ruivo. Ele estava olhando para o teto e parecia decidido a ignorar o que seu próprio corpo estava sentindo. Eu sabia que não era porque ele não me desejava. A situação era totalmente inversa. Ele me desejava, e muito. Prova disso era seu peito subindo e descendo por causa da sua respiração descompassada.
Eu peguei o queixo dele com os dedos e o puxei, fazendo-o olhar para baixo. Os olhos azuis penetrantes encontraram os meus no mesmo segundo e eu me arrepiei. O lugar em que estávamos não era iluminado, mas eu sabia que a causa dos seus olhos estarem azuis escuros era outra.
Sem pensar muito e desligando parte da minha mente sonserina, eu me aproximei do ruivo e tomei seus lábios carnudos e quentes com os meus, sentindo pela segunda vez a maciez de sua pele naquele lugar.
Meu corpo reagiu ao toque rapidamente, como se estivesse ansiando pelo contato. Ele ficou em choque. Senti seu corpo enrijecer, mas quando eu me aproximei dele e meus seios cobertos apenas pelo sutiã tocaram seu peito, ele estremeceu.
Eu pretendia conduzir tudo, como uma egoísta de marca maior. Mas a relutância do Weasley estava me deixando um pouco impaciente. Eu sabia que ele queria tanto quanto eu, senão ele já teria cortado beijo. Eu não forcei a barra, o esperei tomar sua decisão. Ou ele continuaria, ou eu iria tomar meu banho de uma vez. Odiava indecisão, e principalmente homens indecisos.
Ele não se mexeu. Meu sangue esquentou e eu travei meu maxilar, distanciando meu corpo do dele enquanto minha boca se despedia da sua.
Era isso. Ele demorou demais para tomar a decisão. Para mim, já era mais que o suficiente para eu me focar no meu banho e voltar ao Salão Principal.
Virei-me para a banheira e meus dedos começaram a desabotoar o primeiro botão da saia, foi quando eu senti uma mão quente envolver a parte superior do meu braço. Eu senti o puxão em direção onde ele estava e meus seios bateram no corpo dele com força, arrancando um gemido de sua boca enquanto ele tomava a minha novamente.
Ele apertou meu corpo em um abraço, correndo as mãos quentes pela minha cintura e chegando à minha nuca. Senti meu cabelo sendo puxado enquanto sua língua passava pelos meus lábios pedindo permissão. Eu não objetei. Deixei o ruivo conduzir o beijo da maneira que ele queria, e desejava. Era uma forma de analisá-lo.
Ele separou as pernas um pouco, fazendo a toalha descer e mostrar um pouco mais da boxer preta, e me puxou para perto, pousando seu corpo na bancada da pia. Eu me encaixei e minhas mãos automaticamente subiram para seu cabelo macio e molhado devido ao suor. Eu não ligava para seu suor. Se eu tivesse a oportunidade e ele não me impedisse, eu o faria suar ainda mais naquele momento.
E pelo beijo que o Weasley estava me dando, ele estava disposto a suar um pouco mais.
Ele correu suas mãos quentes pelo meu corpo, até chegar à saia e levantá-la um pouco. Mas ele não ultrapassou os limites das coxas. Eu gemi. Eu queria que o Weasley ultrapassasse os limites. Mas pelo pouco que eu conhecia dele, eu sabia que eu teria que novamente tomar a iniciativa.
Minhas mãos desceram pelos seus braços fortes, sentindo-os trêmulos. Eu corri minha unha pela sua barriga e cheguei ao nó da toalha. Com um movimento experiente de mão, eu desatei o nó e o tecido grosso caiu, revelando a parte mais bonita do corpo do ruivo. Meus olhos, antes fechados, se desviaram para aquele lugar.
Eu não consegui olhar muito, logo ele me puxava novamente para outro beijo. Minhas mãos correram pela barra da sua boxer, descendo-a um pouco. O Weasley gemeu. Eu gemi quando o escutei gemendo.
Ele tremia um pouco, mas minhas mãos experientes começaram a trabalhar em cima disso, tentando fazê-lo ficar em seu limite. Com isso, eu conseguiria o que quisesse dele.
Esse era meu objetivo quando minha outra mão desceu mais um pouco através da boxer, encostando em seu membro. Ele já estava pronto para mim. Quando fiz um pouco mais de pressão, o Weasley ficou imóvel, assim como seus lábios. Havia algo errado naqueles gestos.
Eu me separei dele e olhei-o nos olhos. Ele arfava de desejo, mas estava um pouco corado. Eu só não sabia o motivo. Arqueei as sobrancelhas e ele desviou os olhos momentaneamente, abrindo a boca para falar algo, seus lábios tremiam.
– O que foi, Weasley?
Suas mãos apertaram minha cintura fina demonstrando seu nervosismo, eu passei minha mão em seus cabelos vermelhos fogo, tentando demonstrar minimamente que ele poderia confiar em mim.
Essa era boa. Ele poderia confiar em mim.
– E-eu sou virgem.
Minha primeira reação não foi de deboche, e sim de choque. Como um homem igual a ele não havia feito sexo na vida? Quantos anos ele tinha? A mesma idade que eu, provavelmente. Eu quase ri com a frase do ruivo, mas pensei seriamente no que ele havia acabado de me confidenciar. Eu poderia aproveitar isso.
Eu poderia aproveitar muito da sua virgindade.
A mão que antes pegara os fios agora descia pelo seu corpo, pousando na barra da sua roupa íntima. Ele estremeceu.
– Nunca esteve com uma mulher antes?
Ele negou com a cabeça. Minha mão desceu mais um pouco, esbarrando propositalmente no seu membro duro, ele gemeu minimamente e fechou os olhos.
– N-não.
Meus dedos agora passeavam pelo tecido de sua boxer, descendo pela coxa, arranhando a pele e deixando uma marca passageira.
– E quer aprender a dar prazer a uma?
Ele não respondeu, suas palavras foram engolidas quando minha mão fez mais pressão no seu membro, sentindo-o por inteiro pela primeira vez. O Weasley era mais bem dotado do que eu imaginava.
– Não se preocupe, vou lhe ensinar tudo.
E não estava blefando. Se o ruivo era inexperiente, eu, como uma boa pessoa, teria que ajudá-lo, correto? Minha mão abaixou a roupa íntima dele e pegou seu membro, fazendo o movimento certo enquanto meus lábios tomaram os dele, impedindo qualquer chance dele falar algo para tentar me impedir.
Mas ele não queria me impedir.
Seus braços me envolveram, apertando-me ao seu corpo forte e eu gemi quando suas mãos agora mais ávidas desceram novamente pela saia para explorar minha pele.
Minhas mãos subiram para seu cabelo novamente, agarrando os fios úmidos e puxando-os de encontro ao meu rosto. Ele era todo quente. Eu sentia sua excitação torturante, ele levantou minha saia um pouco mais, subindo as mãos e chegando ao meu sexo. Seus dedos inexperientes, porém já habilidosos começaram a fazer círculos por cima da minha lingerie.
Eu retirei minhas mãos de seus cabelos sedosos e desci para meu próprio corpo, desabotoando o restante dos botões da saia. Ela caiu no chão silenciosamente, ao lado da toalha do ruivo. Ele tentava tirar meu sutiã, mas estava tendo dificuldades com o fecho. Eu o ajudei, ávida pelo toque quente dele nessa parte específica do meu corpo.
O sutiã caiu, juntando-se ao restante da roupa no chão e ele cravou seus olhos nos meus seios, que desciam e subiam rapidamente devido à minha respiração acelerada. O ruivo tocou um mamilo, um pouco tímido no começo, mas quando eu fechei os olhos e gemi, ele percebeu que poderia ir além. Senti suas mãos nos meus dois seios e gemi um pouco mais alto quando sua boca encontrou um deles, fazendo a língua dançar no lugar.
Eu olhei o meu próprio reflexo no espelho. Estava um pouco corada. Cada toque do ruivo me excitava. Eu fiz mais pressão em seu corpo, sentindo seu membro contra minha lingerie. Era torturante. Eu saí de perto dele e ele me olhou, um pouco confuso. Eu apenas sorri maliciosamente para ele e caminhei em direção ao chuveiro.
A água caiu no meu corpo, me arrepiando. Eu retirei minha lingerie e a joguei em um canto do banheiro enquanto olhava para ele. Ele estava ofegante e não conseguia desviar seus olhos de mim, mas ele se aproximou do chuveiro, um pouco receoso. Quando viu que não teria nenhuma queixa da minha parte, ele entrou debaixo da água quente, juntando-se a mim. A água encontrou seu corpo e lavou parte do barro que estava em seus braços, descendo e deixando a boxer molhada. Ele imitou meu gesto e a retirou, enquanto se aproximava de mim e me pegava novamente pela cintura, me prensando na parede gelada do banheiro.
Eu gemi quando senti seu membro agora diretamente na minha pele. Ele mordia meu pescoço, intercalando com chupões. Eu arranhava sua pele branca das costas, demonstrando que estava gostando do que ele estava fazendo e que ele poderia continuar.
Assustei-me quando ele pegou minhas duas pernas, me levantando do chão e passando-as em torno da sua cintura. Eu o puxei de encontro ao meu corpo e o ruivo gemeu, pegando seu membro e dirigindo-o à minha entrada. Ele me olhou, seus olhos azuis profundos pedindo permissão; eu apenas sorri.
Com um movimento no quadril o ruivo me preencheu completamente. Nossos gemidos fizeram um eco pelos azulejos escuros do banheiro e eu o apertei ainda mais, querendo senti-lo por inteiro dentro de mim. Ficamos parados por alguns segundos, apenas nos deliciando com a sensação. Mas depois de um tempo ele decidiu que queria mais, e eu não discordei dele.
Seu quadril se afastou do meu corpo e tornou a encontrá-lo, penetrando-me com mais força do que antes, eu gemi e ele estremeceu um pouco. Suas mãos quentes apertaram minhas coxas enquanto ele fazia o movimento certo. Minhas costas batiam no azulejo frio do banheiro, mas eu não estava dando atenção à dor crescente. Eu me focava em sentir o Weasley dentro de mim, pulsando enquanto ele gemia palavras incoerentes no meu ouvido com sua voz rouca.
Eu não iria aguentar muito. Independente do tempo sem fazer sexo, e mesmo que ele fosse virgem, o ruivo era bom no que estava fazendo. Um talento natural para ele. Nenhum homem conseguia me proporcionar prazer da forma que ele estava proporcionando. Ele me preenchia por completo. Tudo nele me excitava. Seu quadril batendo de encontro ao meu corpo, seus cabelos vermelhos grudados no rosto devido à água que caía, seus gemidos sussurrados no meu ouvido, suas coxas e seus braços pálidos e com poucas sardas comprimidos para me sustentar onde eu estava.
Eu fechei os olhos quando cheguei ao meu ápice, travando minhas pernas em sua cintura. Meu corpo foi percorrido por um longo arrepio. Tombei minha cabeça na parede fria, deixando a água correr pelos meus seios enquanto o Weasley travava seu corpo ao meu, chegando ao seu próprio prazer. Ao seu primeiro prazer.
Isso me excitava mais do que ele próprio.
Ele continuou parado, pulsando dentro de mim. Eu olhei para baixo. Ele estava com a boca ligeiramente aberta e os olhos fechados, mas os abriu quando sentiu meus dedos percorrem seu rosto, retirando uma mecha de cabelo molhado que estava lá. Ele me olhou, os olhos agora mais claros. Eu sorri para ele e retirei minhas pernas de sua cintura.
Ele percebeu o que eu queria e se afastou o suficiente, me colocando no chão. Minhas pernas tremiam quando tive que sustentar meu próprio peso. Eu não sabia o que dizer, e pelo silêncio constrangedor, ele também estava sem palavras. Merlin, eu havia transado com um Weasley. Eu poderia apagar isso da minha mente rapidamente, se não fosse o fato de que meu corpo já queria mais dele.
Eu saí do chuveiro, caminhando em direção à banheira. Olhei novamente para o ruivo. A água ainda batia no seu corpo e ele me olhava com a testa vincada.
– O que foi, Weasley?
Ele pegou o shampoo que estava no suporte e começou a passar nos cabelos.
– Achei que você ia embora.
Eu ri e ele agora corria as mãos fortes pelos fios ruivos retirando a espuma.
– Eu entrei nesse banheiro com um objetivo.
Entrei na banheira já cheia e senti meu corpo agradecer pela água quente. Joguei alguns sais na água e me deitei, fechando os olhos. O barulho do chuveiro cessou e eu escutei passos em minha direção. Eu abri os olhos para encarar o Weasley na minha frente, a toalha amarrada na cintura. Ele me olhava e eu não conseguia imaginar o que ele poderia estar pensando. E se ele continuasse a me observar, eu não pensaria duas vezes antes de convidá-lo a se juntar a mim.
Mas ele levantou a cabeça e voltou a andar em direção ao armário, pegando seu uniforme de Hogwarts e vestindo. A gravata estava frouxa na garganta. As cores vermelhas e douradas gritavam para mim que eu havia traído minha própria casa, como se sentir desejo por um grifinório fosse um pecado. Eu desviei os olhos da peça de roupa e voltei a me concentrar nas bolhas formadas na banheira.
Ele se aproximou da borda e se agachou, eu continuei a fitar as bolhas. Ele se sentou ao meu lado, o casaco preto no braço, a blusa social branca aberta dois botões. Os cabelos ainda molhados. Seu dedo pegou meu queixo, fazendo-me fitá-lo. Ele depositou um beijo leve nos meus lábios e mordeu o lábio inferior. Eu arfei. Mas antes que pudesse aprofundar o beijo ele se afastou.
Caminhou em direção à porta do banheiro. Eu o observava, até que o ruivo estacou e virou-se novamente para mim.
– Quando vou te ver de novo? – ele perguntou.
Eu fiz meu máximo para não expressar nada eu meu rosto. Minha vontade real era a de sorrir para ele. Mas eu realmente não sabia respondê-lo. Eu não sabia que dia eu o veria novamente... nunca?
Dei de ombros.
– Eu realmente não sei. – respondi de forma sincera.
Ele assentiu com a cabeça e abriu a porta, fechando-a logo em seguida. Eu estava sozinha para pensar em tudo, finalmente.
Pensar em seu corpo contra o meu, em seus cabelos ruivos, em seus braços fortes, em sua voz rouca. E pensar na minha loucura de que eu queria mais daquilo.
Eu queria mais de Ronald Weasley.
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